quinta-feira, junho 17, 2004

Cheiro a torradas e Quinto Império
Ou seria
Cheiro a torradas do Quinto Império
Ou ainda pequeno-almoço do Quinto Império
Hoje Aqui no Mundo, aquele onde temos os pés.



Mãe, Pai, Filho metem a mesma única chave na porta do prédio.
Diz o Filho com tom de cavalinho relinchante e contente

Ah quero aquela torrada, vou comer aquela torrada.

O Hall de entrada estava perfumado com um irresistível cheiro a torradas daqueles cheiros que dá para saborear o sal da manteiga, naquele crocante suave e neutro que o pão então se torna por acção do fogo e do calor. O cheiro descia lá do céu da caixa aberta do antigo ascensor.

Pai e Mãe entreolham-se e sorriem
Na mútua compreensão daquela imagem do mundo direito

A vontade, a alegria do menino, seu querer e seu consonante decidido, sem sombra, agir

Bom se queres, vai pedir a quem a está a fazer, se te oferece um bocado, já ele ia subindo o lance de escadas para no primeiro andar o ouvir, Se Faz favor, defronte de uma porta fechada, donde ele cria sair o cheiro das torradas.

Quando chegamos ao nosso patamar, disse-lhe, sabes se calhar a Senhora, não te ouviu, estava na cozinha ao fundo ao fazer as torradas e assim lá foi eu fazer uma torrada para os dois, pois eu próprio tinha ficado com esse mesmo apetite