domingo, julho 04, 2004

Ulisses
Que Conheceste
O Nome Antigo
Desta Cidade

Dois Vão
Os Impérios
O Terceiro
A Chegar

Isto te
Quero
Contar


Pois
O Esfíngico
Rosto
Fatal
Que
A
Mão
Ao
Norte
Sustenta

Disse
Ser
O Ocidente
Futuro
Do Passado
E
O Rosto
Com
Que Fita
É
Portugal
Portusgraal


Assim
Lembram
Antigos
Doces
Olhos
Castanhos
Românticos
Longos
Cabelos
Corpo
Vivo
De Deus

Que
Aqui
Se
Eleva
O Amor

Conversando com Fernando Pessoa e Ulisses, sobre Castelos, Campos e Fortes
Uma
Poetisa
Voou
Para
Longe
Do
Nosso
Olhar


Uma
Poetisa
É
A
Própria
Poesia

E
Poesia
É Vida
A Vida
Poesia

Sophia
Sua
Graça
Muito
Amada
Que
Muito
Amou
Hoje
Partiu

Dando
Dando-se
Deu-nos
Aqui
No
Hoje
E
Para
O
Amanhã

Muita
Sabedoria
Partilhou
Muito
Amor
Nos
Deu

Pois
Poeta
É Ser
Luminoso
Luminosa
Que
Ama
A Vida
A Valer
A Doer

Ser Poeta
É Buscar
Incessante
A Verdade
Do Seu
Ser
Em
Seu
Ser
E Se
A Vida
É Poesia
Muitas
Vezes
Os
Dois
Se
Confundem
Muitas
Vezes
Assim
Se Amam

A Verdade
É Amor
O Amor
Verdade
Luz
Que
Ilumina
Nossos
Corações
Nos
Nossos
Passos

Eu Te
Agradeço
A Companhia
Em Minha
Infância
O Imaginar
Que Me Deste
Os Pensamentos
Que me Deste
A Pensar
O Amável
Amor
Sentir

Disse
Hoje
Teu Amigo
Que Tuas
Palavras
Estavam
Fora
Deste
Tempo
Pois
Estavam

No
Coração
Do Tempo

Oh
Poetisa
Assim Te
Eternizas-te
No Amor
Que Deste
E Que
Perdurará


Dizem Os
Antigos
Quem o Faz
Quem o Vive
Se Torna
Assim
Imortal
Se Casa
A Vida
Com
A
Poetisa
Poesia
os
Une

Eu Por
Mim
Sei
Que
Me
Suscitarás
Enquanto
Aqui
Andar
Belas
E
Nobres
Emoções

Aos
Que
A Amaram
E Amam
Mais
Ao Perto
Aqui
Deixo
Um
Carinho
Em
Ombro
Meu

Amar
É Dar
Tu
Tanto
Dás

Sophia de Mello Bryner Andresen