segunda-feira, julho 05, 2004

Ridículo, medo do ridículo, não sejas ridículo, foi o nome de uma festa nos anos 90.

Ridículo eu, com certeza que sim, na mais das vezes, a vossos olhos

Mas eu não necessito da vossa imagem para servir de vaso a minha auto-estima, alias não há vaso do amor a nós mesmos que possa aí ser sustentada, nesses casos não há simplesmente o Amor, não conduzem ao Amor, que então paradoxalmente se torna interior e simultaneamente exterior. É como que um, ir para dentro para ir de novo para fora, cuidar do nosso jardim e depois então do alheio.

E contudo este paradoxo é um chamado paradoxo duplo, tem quatro lados, escondidos nos seus dois primeiros. Porque se, se pode pensar, uma aparente antinomia entre um interior e um exterior, a sua existência no plano do tempo, leva a que a coisa se apresente de outra forma.

Pois, mesmo que pensemos que o nosso jardim nas vezes, se encontra com ervas daninhas, ou sem as mais belas flores, simultaneamente estamos num mesmo eixo do tempo, um mesmo pedaço, onde os todos os jardins constantemente se cruzam, e a Vida mesmo é, quando os belos cruzamentos se tornam encontros.

Assim quem determina algo ou alguém como ridículo, está a fechar o tamanho da sua própria estrada, está-se a por, com menos possibilidades, a limitar as suas escolhas e quem sabe a limitar também os belos encontros que nos aparecem.

Desculpem qualquer coisinha, mas sou eu que me levanto todos os dias comigo mesmo, sou eu que tenho que viver com a minha consciência, sou eu que averiguo o meu andar, e amar-me é basicamente andar de acordo, de bem, comigo mesmo, coisa simples, que às vezes tornamos muito complicado.

Sou eu que me averiguo, sendo que averiguar passa também e necessariamente por ouvir as opiniões alheias, pois elas são úteis, na percepção de como nossos actos são percebidos, pois entre acto e intenção, vai por vezes longa a distância. Mas quem se põem no dito ridículo, geralmente não trás opinião, não trás desejo de conhecer, quem sabe de aprender, nem opinião alheia se torna, é mais da família do desprezar.

Ridículo, eu com certeza que sim nas mais das vezes a vossos olhos e nalgumas aos meus, assim nas alturas o senti, ou me fizeram sentir que o fora.

Eu que me coloco no Amor, que é força integrativa, que não exclui, vivo com todas as minhas vitórias e fracassos dentro de mim, amo-me porque ganho e porque perco, porque me percebo onde errei, onde melhor não fiz, percebo a trama da vida que assim o fez acontecer, e ao perceber, encaixo as peças que chocam umas com as outras dentro de mim, entrego-me ao que vejo ser de mim, num interno que é também externo.

Oh belo ar que me fazes respirar, pois se não fosses tu, eu não vivia, e se calhar se eu não vivesse, tu viverias, eu contudo só posso viver contigo, assim eu sou também tu, tu és também eu, meu irmão ar, parte de mim mesmo. Dentro e fora na passada de cada respirar, inspirar, expirar, pega e dá.

Assim a Vida me faz andando, umas tropeçando, outras de novo levantando-se, umas correndo, outras quase que paradas, em infinitas variações sobre um mesmo único tema, mas tentando ir nos braços do Amor.

E eu vou averiguando meus passos com o meu coração, no Coração, sabendo como me sinto, se bem, se mal, se assim assim, para então cuidar do mal, quando esse é o caso, e ficar bem, pois para poder estar em paz com alguém outro, tenho que tê-la primeiro em mim.

Para que os dois tempos se tornem então um mesmo tempo, num mesmo sentir, e o dentro se torna então o fora, o fora se torna então dentro, embalado Em Amor.

E bem sei também, que para além da nossa própria avaliação, existe o acordado pelos homens no trato entre si, nas regras que se estabelecessem no espaço de permeio que os relaciona, e que de certa forma pretendem apontar à justificação nalguns casos do julgamento do outro, mas julgamento é uma coisa, tratar uma pessoa ou algo como ridículo, é toda uma outra.
Só entre os homens existe tal sentir. Nunca vi um cão com qualquer tipo de ridículo.
E eu não existo sem ti, pois só sou em relação

E o Vaso que me sustêm o Amor, é o Vaso da própria Vida, com a Qual Eu Acordo Meu Ser.

Meu amor-próprio, baseia-se na Vida. Na sua imensa imensidão, na sua multiplicidade que me faz curioso de a conhecer, na sua infinita beleza, na sua inteligência Unitiva, a inte ligência do Amor, que Ela É e Me Dá.


Velha imagem de quem tropeça, se for menino, depois de se levantar olhará o chão à procura do que o fez cair. Se for adulto, na mais das vezes em pé, olhará primeiramente para as caras dos que estão em redor.

Infinita Fonte do Ser, que nunca nos faz sentir ridículos, nem nunca nos vê como tal, pois só num plano tal se passa, o dos Homens feitos a Imagem Divina


Medo do ridículo, não sejas ridículo.

pensando um post de Luís Ene, que vai nos quinhentos e tais micro contos se assim se pode convencionar e que eu gosto de ler.
Foi
Azul
Faltou
O Ouro
Que
Contudo
Aqui
Esteve
Aqui
Está
Aqui
Estará
Luz
Doirada
Coração
De
Amor
Uma
Imensa
Vontade
Uma
Imensa

Em
Todos

Eu como todos, também andei a jogar futebol, foi mesmo engraçado de se ver, o país inteiro estava a jogar um mesmo jogo. Por isso solidarizo-me com Felipe Scolari, também peço desculpa a todos os meus irmãos. Como disse Chico Buarque, a festa foi bonita e correu muito bem, podemos acrescentar todos.

Agora trata-se de manter o mesmo espírito e jogar nos outros campeonatos
E os Jogadores estão de parabéns, pois jogaram bem durante todo o campeonato.

Dizia alguém no fim que parecia que Portugal não estava fadado para grandes alegrias.
Não!

Portugal está Fadado pela Alegria e Pelo seu Pai, Amor, e por assim estar fadado é que não pode ás vezes obtê-la, a grande alegria.

Pois Portugal é muito grande e está em muitos lados ao mesmo tempo, Portugal é do tamanho da sua língua, do seu sentir e do seu pensar. Assim Portugal está espalhado pelo Mundo, e ao assim estar, vê e participa de todo o sofrimento ao redor.

É essa consciência, que é a consciência da Mãe de Deus, vivência do Amor, que não permite as grandes Alegrias, pois é mais difícil ser alegre com outro ao lado triste, ser feliz como se não se sentisse todos os dias o sofrimento de muitos.

Portugal
É Reino
De Amor
É Reino
Da Verdade
Terá Que
Ser
Reino
De
Justiça
Ao
Mundo
Esse
É
Seu
Fado
De
Amor
Á
Mãe
E
Pai
Amados