sexta-feira, outubro 08, 2004

As armas são perigosas, e é por esta razão, que não as deixamos à mão de semear, ao alcance das crianças, pois a criança não tem consciência da forma de a usar e contudo quando tem uma na mão, por vezes usa-a, e quando uma arma é usada, seu uso e seu resultado, com ou sem consciência, ou melhor escrevendo, com consciência distinta, é por vezes um triste mesmo.

A atender ao que vemos diariamente no mundo, também os homens adultos não tem consciência da forma de as usar.

Se acordássemos que os adultos se comportam nas vezes de formas mais infantis que certas crianças e com muita frequência, se calhar acharíamos, também de conveniência, afastá-las de suas mãos.

Já se está a fazer em certas partes do Mundo e talvez possa e deva ser alargado, pois as armas estão em muitos lados.

Existem sociedades que acham que cada homem deve ter direito a uma, pelo que isso significa de direito a defesa da sua própria vida, mas como sabemos, uma arma na mão, mesmo em acto de defesa é das coisas mais rápidas e voláteis a passar para o seu outro mesmo lado, o da ofensa à vida.

Pequeno raciocínio, a demonstrar pela sua abertura como é intricada a questão e como no fim se resume a uma difícil equação, só desarmo eu? Ou mais dentro do quotidiano, andar com uma, se calhar usá-la, voz do medo ou do realismo, daquele, do real dos dias em muitos lugares do mesmo Mundo.

Desarmar, pode ter um sentido muito vasto, se inquirido no plano pessoal, do saber de cada um como se coloca face à violência e seus caminhos.

Por outro lado convém não esquecer, que as armas não nascem no céu e por aí abaixo nos vem parar às mãos. Existe uma indústria a nível mundial que vive a fabricá-las, vive de fabricá-las, existe um enorme, variado e ecléctico conjunto de vendedores e muita gente dependerá desta actividade para seus viveres.

E depois, as armas viajem muito como os humanos hoje fazem no mundo, umas fabricadas aqui, vão para lá ao fundo ser usadas, e outras de outro fundo, vem parar aqui, são fabricadas em muitos lados, em sítios que geralmente são fábricas, coisas integradas nos territórios, nas economias e no governo dos países onde são fabricadas. Aqui Também As Fazemos.

Rodopio de armas e dinheiro em contínuo movimento, como uma teia que envolve quase todo o globo, pois existirão ainda restinhos onde creio, que elas não terão ainda, alguma vez, entrado, pois assim quero Crer.

Oiço as trovas do vento desde que nasci sobre estas matérias, que é impossível, que é uma indústria poderosa e é verdade que é, os mortos assim o contam.

Recentemente Nobre e Valente Senhor, creio que sociólogo, cujo Nome, eu com pena não sei, demonstrou e confirmou através de perguntinhas muito simples, passo a passo com muito cuidadinho na lógica, uma ideia que eu trago há muito tempo dentro de mim.

Há países com mais armas per capita com menos violência e outros com menos armas, se bem que com muitas, onde a violência com o seu recurso, é maior.

E se não há uma relação directa entre número de armas e violência, então, onde está a razão para que tal aconteça, qual é razão que contribui mais para criar e despoletar essa violência.

Dois países que fazem fronteira ilustravam o caso, o Canada com maior número de armas por habitante que o EUA, e este com muita maior violência com armas de fogo.

O que cria a violência são as imagens de violência, mas muita atenção e muito devagarinho nesta matéria, porque as imagens da violência real não se devem esconder, pois são também expressão da vida como naquele momento se apresenta, e os Seres melhor preparados se encontram, quando se apercebem do que se passa à volta, em seu mundo.

Pois imagens de guerra, levaram já muitas vezes, ao fim das próprias guerras.

Falo das outras, das que os homens fabricam, das histórias que contam, dos critérios na sua selecção, o que é ocultado, o que é revelado, que imagem do mundo global se cria, através de um sistema de comunicação que a todos chega, cujos mecanismos de funcionar, interagem com o homem e o transformam como tudo aquilo, que com ele, interage.

Os meninos acordaram e decidiram fazer férias de natal juntos, pois traziam dentro de si a ideia de fazer filmes em oito milímetros. Assim se organizaram de forma a irem para casa dos pais de um, que os Acolheu, no norte de Portugal.

Curtos filmes, experimentais como os meninos são, quando experimentam, a experimentar.

Filme mudo

Um menino saia para o campo
Com uma espingarda
Um pássaro riscava o céu
O menino levantava a arma ao céu
Pássaro no chão
De novo
Pássaro a voar
Mas não se sabia
Se ele tinha disparado
Ou não

Preposição
Da consciência
De
Quem
Tem
Uma
Arma
Na
Mão

Se
A
Usa
Ou
Não

Remetida
Para
Quem
A
Via
Aberta
Como
As
Escolhas
O
São


D. Felismina eu muito Amei e Amo na Memória do meu Coração e do Pensar. Foi uma das Muitas Grandes Mulheres Que toda a minha vida de menino me rodearam, me protegeram, me cuidaram em Amor e com Amor.

Fui menino feliz e protegido, por todas as Belas Senhoras e assim como não poderia eu gostar das Mulheres e de as Amar.

D. Felismina não sabia ler e escrever na escrita dos Homens mas sabia muito mais do que alguns com quem já me cruzei. Era dela a ideia e o dizer, quem canta seus males espanta, cantava ela ao entardecer, na varanda que dava para o quadrado interior feito, pelas traseiras dos prédios.

Foi também Ela, que me ensinou a fala das plantas que sempre tinha na cozinha e na varanda, foi Ela que me mostrou de como Elas nos sentem, como reagem à variação dos nossos humores.

Muito Cantava Ela para Elas em Seu, Delas, Cuidar e o Mesmo Lhe Faziam Elas.

Na terra entre elas, mato rasteiro e desordenado surgia como pequena grande floresta aos olhos dos meninos. Olhando, em maior detalhe, eram visíveis pequeninos torrões de terra delimitados uns dos outros por diferentes objectos, arames, tábuas espetadas, sacos de plástico com cores vivas. Parecia mesmo que quem os tinha assim disposto, agarrara tudo o que tinha a mão e não mais servia para fazer essas delimitações, improváveis murinhos, que um breve sopro, certamente tudo deitaria ao chão.

E contudo a ideia, se bem que mantida desta forma provisória, seu uso decorrente lá estava, cada um tinha seu pedaço de terra, seus tomates, uma ou duas couves, tudo em pequeno género e número, com uma produção artesanal à escala da própria mão, necessidade intrínseca de religação ao hábito ancestral da terra, a sua memória profunda, do seu cultivo, do acerto do ritmo do homem pelo ritmo das estações e dos ciclos, porque o trás dentro de si, mesmo quando passou a morar em andares a meia altura ou mesmo altos.

Também pequeno prazer, do feito, do conseguido, da noção certa que acerta o homem, quando a sua mão, faz seu próprio pão, quando consegue por seu engenho e mãos, acertar com a própria vida, quando seu modo de viver, se torna o modo de viver de sua mãe vida, pois ela é também alimento e alimentar.

Imagem também de uma certa noção de economia, que veio provavelmente depois do cultivo, e que revelava, que cada um muitas vezes prefere gastar um pedaço de sua energia a fazer muros em vez de a usar para mais plantar, ou para com o outro ao lado fazer algo mais, que sozinho.

Ou inventar algo mais, que fosse bom para dois, género eu tomates, tu ervilhas e assim por troca, eu fico com mais do que tinha, tu ficas com mais do que tinhas.




Um dia, reparei que D. Felismina se sentia algo estranha quando passavam filmes de tiros e mortes na televisão, que na mais das vezes, se levantava e se ia embora. Perguntei-lhe o que sentia, e Ela me respondeu, que aquilo lhe arrepiava, que não gostava de ver mortes.

Mas, D. Felismina, aquilo não é mortes à séria, é a brincar, são encenadas
Mas Ela não se demovia em seu sentir e pensar

Para a D. Felismina, aquilo era mesmo à séria, ou muito próximo, demasiado próximo do sério.

Penso que existem Crianças, que o vêem assim com a D. Felismina, pois de certa forma Seu Sentir e seu Olhar era muito próximo do da Criança. D. Felismina Tinha Acordada dentro de Si a Criança.

Penso que para as Crianças, ao ver diariamente toda a violência que hoje se vê, porque assim se vive no mundo, se lhes torna assim, porque o é, muito mais difícil destrinçar, qual é o correcto Agir, qual a Fronteira entre o que se faz e não se faz, pois uma das formas de aprender ou desaprender, é pelo exemplo, do que se vê à roda de nós.

Pois de certa forma, o mundo e a vida chega até nós pelas imagens, imagens vivas e habitadas por múltiplas coisas, de Seres também, donde de seus agires e comportamento, seus modelos de intermediação.

Uma imagem tem sempre um ponto de fuga, um ponto que aponta uma direcção, uma ideia dominante das coisas e das suas naturezas íntimas, uma imagem tem um tom dominante que se vê sobre todas as cores que a compõem, e que resulta delas.

A criança em casa, vê seu pai limpando uma arma, guardá-la na mesa-de-cabeceira, bem à mão, de sua mão, a poder alcançar. Em certos países, as armas e as balas vendem-se em supermercados, ao fácil acesso de todos, pois são países que estimam a relação entre o Homem e a arma e a Liberdade, e alguma, não pouca razão, terão, pois a memória, sempre relatou de como estes tem andado juntos através dos tempos.

Também, Guerras bem recentes houve, onde as Crianças Foram Obrigadas pelos Adultos a Serem Soldados.

Sonho do Homem não é, se tornar bruto, embrutecer, tornar-se uma besta.


Um dos primeiros vídeo jogos que apareceu era um jogo tipo ténis com tabelas.
Um dos outros primeiros jogos que apareceram, era um combate estelar.

O primeiro estimulava a destreza da mão ou das mãos, a compreensão do movimento, dos ângulos nas trajectórias, da força e da velocidade, do mecanismo das tabelas e podia ser jogado a quatro mãos.

O segundo estimulava a destreza da mão ou das mãos, era um bocado mais simples.
A nave espacial, deslizava no espaço sobre os eixos do horizonte e do azimute. Geralmente aparecia no princípio em baixo no ecrã e depois de começar lá vinham as naves inimigas em grau crescente de número, velocidade e perigo com seus lasers. Era jogado a duas mãos.

Basicamente o jogo resumia-se a tentar destruir os outros antes de ser destruído e pelo meio ter ainda que se desviar de uns terceiros sem lasers, mas que o podiam também destruir, os asteróides.

Sempre me quis parecer que o segundo despertava maior excitação, maior adrenalina em que o jogava, do que o primeiro, e se calhar, num dia, um decisor de markting, perante a possibilidade de vir a comprar os dois para distribuir a nível mundial, ao ter reparado nessa diferença, concluiu que o segundo se venderia melhor e assim o decidiu.

Um jogo é também, uma mediação que permite a quem joga transportar-se a outras experiências, espaços tempos que amplificam o nosso, que permitem sentir a quem joga o que dificilmente poderia ter por contacto directo, pois a guerra nas estrelas é uma projecção para a frente de um sentido que vem de trás, poderá contudo não faltar muito, para nos começar-mos a guerrear dessa maneira, pois a guerra nas estrelas já começou a ser pensada, em termos e domínios militares há alguns anos atrás.

A criança e o jovem imersos, num jogo com fronteiras definidas por quem o criou, na base do destruir ou ser destruído, a sentir as emoções do perigo, de forma diferente de quando cai e esfola o joelho, porque geralmente, não é disso que se trata, num jogo de destruição.

A nave inimiga explode, cada vez que é atingida. A em que vou, tem três vidas, acertou-me, perdi uma. Estranha ideia que pode traduzir-se, tem mais hipóteses, quem for mais poderoso, mas não traduz o resto, se assim quiseres viver, num cenário de guerra, numa guerra, num permanente dilema de ser destruído ou destruir, que podes ou não aceitar, e que ter eventualmente maior força, se traduz automaticamente e por consequência em acto de prepotência ou destruição.

Mas a Força pode ser utilizada de outras maneiras com outros fins em vista. Para Frutificar a Vida, para Defender a Vida, pois compreendes que a Força vem da Vida, faz parte da própria Vida, que se Cria para Criar e não para destruir.

O perigos normais que decorrem da criança e dos jovens, o serem, os perigos que atravessam, em que se colocam, em que se testam, servem também, para aprender a medir-se melhor, a conhecerem-se melhor, a perceber seus próprios limites, são através do jogo vividos em situações bastante mais radicais do que aquelas que deveriam ser as condições normais e quotidianas, para as crianças habitarem e para viverem os riscos que lhe são por assim dizer, mais próximos à sua natureza.

Pois é radical a proposta do jogo. Destruir ou ser destruído, velha e negra equação que corre na terra dos homens.

Adrenalina é uma alteração no corpo, como que um suplemento energético, uma sensação de acordado, de mais acordado do que o costume, mais acordado, um sentir mais intenso da vida e do viver, um bater do coração mais forte, que nos faz reconhecer o corpo.

A criança e o jovem e o adulto, pois todo este pensar me parece igualmente aplicável aos adultos, vivem assim emoções, que criam adrenalina, associadas a dilemas postos pelos jogos num patamar, muito além do que seria normal viverem, na convencionada realidade.

E isto acontece em função de uma determinada situação, imagem, que o provovou, em sua relação e ao com ela se relacionar.

E uma situação ou imagem, acto de relação, convoca e contêm em cena tudo o que lhe é por assim escrever, correlativo, mesmo o que não se vê, ou o que não está mesmo lá. Na imagem residem também as emoções, que são sentidas, o grau de satisfação ou insatisfação que elas provocam e imprimem em quem as sente

Adquiro aqui uma vivência de intermediação da violência, feita de forma representada, à distância, noutros mundos que se existem no sentido que com eles me relaciono, não são propriamente aqueles que vejo lá fora através da janela, ou talvez não, pois ao limite mesmo que não os veja lá fora pela janela, se com eles me relaciono, eles para mim existirão na forma como os percepciono e com eles me relaciono e o que me fazem sentir.

Não vejo ninguém a morrer à frente de meus olhos, não vejo alguém a sofrer, não tenho grandes nem pequenos dilemas morais sobre que decidir, se vive ou morre, mesmo que em representação, quando as minhas mãos em piloto quase automático pelos olhos, mexem em grande velocidade os controlos do jogo.

Quando me ponho numa nave espacial sem me pôr, estou de certa forma a sair de mim, mas se me observar por debaixo da adrenalina, continuo no sítio onde estou, em corpo, não na nave espacial.

Os jogos podem ser vistos de certa forma como objectos, são produzidos pelos homens e são como extensões do próprio homem, de certa forma tendem a torná-lo maior do que é, permitem-lhe fazer coisas, que se calhar não poderiam fazer nos limites exclusivos de seus corpos. Neste caso, permitem à criança a vivência de uma guerra estelar, de uma situação figurada de conflito mortal entre ele e um outro.

Pois não desenvolve o jogo, outra via de solução, ali, só há um botão para lasers e outro para bombas estelares. Se ficar parado e quieto o resultado será sempre, ser destruído pelos outros. Uma estrada só, de dois sentidos únicos e exclusivos entre si, que excluem sempre algo ou alguém, matar ou morrer.

Quantas propostas assim, quantas imagens propomos assim, imagens que afirmam o jogo do matar e morrer, cadeia base do elo que eterniza a violência.

Porque não temos outras imagens como desejo e vontade no mundo e para o mundo?
Porque afirmamos mais umas e outras menos?
Quais os critérios, e em que pedras, se estruturam?

Por um lado, ensinamos às crianças que as armas são muito perigosas, que não são coisas para brincar. Em seus jogos com armas de brincar, ensinamos-lhes a nunca as apontar a ninguém, e por outro lado damos-lhes jogos onde as armas se apontam e são para apontar e disparar, pois essa é a essência do jogo, sua forma de jogar.

No mínimo parece que lhes damos mensagens, vivências com valores opostos e contraditórios entre si, e depois espantamo-nos muito, que elas, por vezes tenham dificuldade em perceber claramente o correcto do incorrecto, a certa acção, a menos certa acção, a não acção, a acção errada, e respectivas consequências.

Sempre ouvi nas conversas que tive sobre estas matérias em muitas partes do mundo, com pessoas com diferentes culturas e formas de ver, e especialmente no domínio dos conteúdos televisivos e suas relações com a violência, basicamente duas famílias de argumentos.

Simulação, é uma transferência no caso da violência, positiva, pois serve de escape às tendências naturais agressivas, ou energia excessiva que represada se pode transformar em violento excesso.

Que um filme é um filme, que um videojogo é um videojogo, e que ambas não são a realidade ou pelo menos são distintos dela, e que as crianças e jovens sabem distinguir entre o que é realidade e o virtual, e consequentemente os adultos também.

Simulação, aqui seria mais, da representação e do acto de representar sem se deixar aprisionar um dilema de destruir ou ser destruído e que portanto não conduzisse inevitavelmente a este resultado.

Todos sabemos que as crianças trazem em si tendências de agressividade, pois algumas são até conhecidas por uma tendência a morderem, uma proximidade mais próxima do seu instinto e comportamento animal primário, antes do desenvolvimento da consciência, que lhe permite o poder da vontade sobre as emoções.

A criança como qualquer adulto, tem dentro de si a capacidade para o bem e para o mal, ou seja, as percepções, as memórias, que fazem assumir um ou outro comportamento em função do relacionar e dos estímulos presentes.

Mas o facto de uma criança morder outra, não leva necessariamente a uma situação de confronto, é pouco provável que a outra, a mordida, reaja da mesma maneira, mais provável, será chorar com a dor.

Todos sabemos que as civilizações sempre enquadraram a energia para o desenvolvimento do corpo e do espírito. O desporto, a actividade desportiva, são mecanismos que asseguram este desenvolver, que nunca é separado das outras partes que nele concorrem, como o auto conhecimento, o conhecimento do parceiro e das regras do jogo e do jogar.

Paradoxo infantil, que certamente todos recordamos, jogar contra ou jogar com.
Ver no outro um oponente ou um parceiro que sem ele, não haveria jogo e jogar a dois, ou a 11 se for uma equipe de futebol. Jogos em grupo e jogos individuais, de relacionamento entre um ser e ideias alheias, como um, de vídeo.

Que se privilegia, nos modos como organizamos o dia a dia e suas formas de o viver?
A relação com o outro e seus tempos de substanciação
Ou
A relação com representações de relação, como modo da sua substanciação?
Quanto tempo temos em nossas vidas, por dia, para as crianças, ou mesmo entre adultos.
Quantas horas de televisão vêem, por dia?
E sobretudo quanto tempo tem a família nuclear, qualquer que seja e na forma que se a entenda, para elas?


Dois axiomas do saber científico sobre a televisão são:

Que este media promove, porque substancia, a imaginação passiva, ou a passividade do imaginar

Que este media cria uma espécie de empatia passiva.

E uma empatia passiva, traduz de certa forma, uma dissociação entre a imagem e a vivência emocional que no real, está, ou estaria associada a essa mesma imagem, caso ela nos aparecesse de frente, das emoções que ela transporta em si, que ela contem, pois falta nessa relação uma coisa vital, os corpos, o seu próprio e o do outro e seus campos emocionais e energéticos, que sempre os corpos trazem consigo, que se manifestam no espaço físico entre e ao redor, que interagem, sempre que dois se encontram em corpo, que por isso, mutuamente se modificam e certamente modificarão o redor, pois nele estão.

A substituição da vivência directa com corpos, por uma imagem que os representa, não deixa de ser vivida como imagem. Uma pessoa que se encontra afundada, em seu sofá, ao receber as imagens que vê, estabelecerá com elas uma multiplicidade de correlações com as múltiplas imagens que já transporta dentro de si, que já conhece, que lhe permitem averiguar o mundo exterior, entendendo aqui imagens também como valores, mais prosaicamente, ao ver o filme, de que lado estou, como que lado me identifico na história, quem são os que gosto, quais os que não gosto, porquê.

É diferente o impacto emocional através da leitura de uma cara de um actor numa situação de duelo, do que Estar defronte de um homem com uma pistola na mão, numa vivência real onde os dois estão implicados, pois o actor em seu filme só está implicado com outro actor, que não sou eu, que eu, vejo, estando de fora.

Por outras palavras, posso dizer, que sentir a emoção, através do que vejo num filme de guerra, onde uns se matam aos outros, é substancialmente distinto do sentir emocional que sentiria, se me encontrasse em corpo, com outros corpos em semelhante situação real.

Empatia é basicamente uma operação, complexa, como todas as operações que fazemos, o são, que nos permite o relacionar, o relacionamento e consequentemente o conhecer e o apreender. Empatia é capacidade de sentir, de descobrir a semelhança, de estabelecer as pontes para outro, ou outra coisa.

Empatia activa, é o desenvolver e desenvolvimento dessas capacidades da mesma forma que empatia passiva resulta no seu atrofiamento, portanto reforça-se assim a ignorância do Ser, acentuamos desta forma uma tendência para não descobrir, porque não se está apto, para perceber a semelhança e a consequente ponte e possibilidade de ligação afectiva.

Entre a empatia passiva e a empatia activa, joga-se e estende-se a solidão ou a alegre companhia, a desintegração ou a integração, em si, com os outros, no meio, no mundo.


Da mesma forma, entre a Imaginação Activa e a Imaginação passiva, joga-se e estende-se o Agir, porque se imagina o que se quer e se sai fazendo-O, ou o não Agir, ou o Criar que é sempre também Imaginar e Imaginado que age, ou o ficar no sofá, utilizando a imaginação dominantemente de forma receptiva às imaginações alheias, propostas, em detrimento e confinamento da Sua Própria.

Se quiseres aprofundar esta diferenciação entre o passivo e o activo da imaginação, relembra esta pequena diferença que estou seguro, já viveste, mesmo que dela não tenhas dado conta, como muitas outras situações que vivemos e não nos damos conta.

Lê um livro, e ao lê-lo estás a imaginá-lo, visualizas as suas personagens, os locais, até os cheiros se quiseres e quando acabas de lê-lo, tens um quadro mental e também visual, sobre ele, consistente.

Depois vais ver uma adaptação desse mesmo livro em cinema e o que sentes?

Para além das diferenças mais evidentes no quadro, nas personagens que em ti estavam no estado etéreo das ideias, e que agora se concretizaram em corpos definidos, que se calhar para ti às vezes não faz o sentido que deveria fazer, ou a exclusão de uma determinada cena que a ti te tocou particularmente, ou provavelmente outras dissonâncias, entre o que viste porque imaginaste em tua imaginação e imaginar e aquilo que te é proposto ver.

Muitas vezes, a adaptação é sentida como redutora face ao que imaginámos, pois quem fez um filme, teve que reduzir uma imensidão de imagens mentais que um livro sempre proporciona à consciência, e um espaço e um tempo de uma acção extensa e complexa a uma hora, hora e meia, através das imagens e dos sons que criou para o fazer, há medida dos seu critérios e do seu saber, do seu ver.


Acrescento por lembrança dada em texto anterior sobre as alterações de percepção, que qualquer técnica, utensílio ou objecto que interaja com o ver, certamente o condiciona de forma evolutiva, alterando a forma como vemos, seja através da mediação do real, como quando vemos televisão, ou quando andamos na rua com o nariz perto do perto, que acontece.

E fico a pensar se uma criança que mata outra, como se vê, por vezes a acontecer, não poderá pensar no instante seguinte, face ao conhecimento e confronto directo do horror, de causa e efeito, perguntar-se, onde está o replay.

Ou tê-lo feito, porque muito assim o viu fazer, por haver, por assim escrever, como que uma certa naturalidade em o fazer, pois é isso que o mundo de seus pais, de quem eles esperam que sejam naturais, lhes propõem.

Lógica da batata, direis, sim, como qualquer base dedutiva deve ser, redonda, porque arredondada em seu ver, porque o olhar de quem vê, assim a viu, de seus diversos lados.

E pela mesma batata, direi, que situações extremas de violência são propostas num modelo, de vivência por substituição figurativa, em doses maciças, e que tem o condão de as dissociar das emoções reais, que a situação a ser real, consequentemente traria.

Vive-se sem viver a violência, as maiores violências, mas não se sentiu o que se deveria sentir, no grau em que se sentiria se nelas estivesse envolvido directamente, criando-se artificialmente, uma falsa correlação entre os conteúdos e vivências dessas imagens, suas emoções e consequentemente da Razão, que nelas também se sustenta e com Ela sempre interage.

Os medias, os instrumentos e sistemas de comunicação, criam e veiculam modelos comportamentais, imagens de desejo, valores e conceitos, formas de ver e viver a vida, as expectativas dominantes, o que é validado e o que não é, ao nível dos comportamentos, seja ele o individuo ou o grupo, e assim se condiciona seus agires, pois grupos e indivíduos revêem-se nesses modelos propostos.

Os sinais são de certa forma ainda esporádicos, mas estão lá, e indicam que fronteiras ainda não estendidas às crianças e jovens começam a ser ultrapassados para ser suave na forma de o escrever.

Uma forma de organizar-mos o tempo de vida com as crianças

Uma forma de organizar-mos a nossa vida produtiva que condiciona e submete a primeira, como tantas outras nomeadamente a forma como vivemos as famílias e as formas em que elas se vêm desdobrando.

Um conjunto de imagens de violência fabricada que sistematicamente comunicamos e que a todos propomos.

Um certo sentido e uso do entretimento.

Uma possibilidade muito fácil de comprar o que se quer, à distância, nem que seja a crédito, mesmo armas e munições, com o antecedente facto que para serem compradas, tem que existir, tem que ter sido fabricadas e ser disponibilizadas para quem as queira comprar.

Revejo o filme Elephant

Um liceu, como um outro liceu, igual a tantos outros pelo mundo fora.
Acompanhamos um pedaço do trajecto de alguns estudantes, que nos revelam seus caracteres, seus comportamentos em toda a riqueza da diversidade da própria vida.

O primeiro jovem que nos é apresentado é imagem de um dos extremos da inversão de papéis e disfunção radical de algumas famílias. É o filho que cuida do pai, alcoólico.

Numa sala de aulas os alunos sentados de forma informal discutem como se comportar face a um homossexual e todas as questões políticas e sociais que giram à sua volta. As opiniões dividem-se sobre a capacidade de reconhecimento pelos traços exteriores, até o que diz, que ninguém o pode verdadeiramente afirmar, pois ninguém se pode por no espírito de outrem.

Vemos uma boa escola, um bom professor que sabe muito bem guiar e fazer velejar, aquela auto descoberta que se faz, a partir do que se sabe, do que se confronta com o que o outro ao lado expõem e dessa maneira, alarga, ali no instante nosso horizonte de ver, numa bela conversa luminosa que faz o entendimento em cada um, jovens participativos, alegres nesse participar.

Questões que se encontram na ordem do dia, que são importantes nos dias de hoje, a que os tempos próximos serão desafiados a integrar, tem a possibilidade de construção de uma resposta, porque antes são abordadas, são discutidas, ao contrário do que muito vezes se faz, escondendo a cabeça debaixo da areia como a ema e pensar que dessa forma, os problemas e as respostas necessárias, não mais existissem, tipo decreto sobre o real, não as penso, não as vejo, donde declaro que não existem e contudo mudarei de opinião quando elas se cruzam com meus passos.

O filme é tudo ele uma construção do seu fim e sensação de que algo de muito mal está para ocorrer, é um filme muito difícil de ver, pois vai como que arrefecendo face a um fim que já conhecemos.

Depois, vemos dois adolescentes, preparam um plano para fazer uma carnificina, encomendam e compram armas automáticas, via Internet, que lhes são entregues em casa com um pacote de uma outra coisa qualquer, é para a mãe, não está, ficas com ela e depois entregas-lhe, adeus. Assim se despede o carteiro, num sistema de entregas que entrega armas de forma anónima até se calhar, a quem as entrega.

Um mapa da escola, com colocação dos explosivos, como um equivalente que existe num jogo de vídeo com reféns.

Tudo isto é gélido já, mas um pormenor nesta sua preparação, me gelou completamente, o jovem mais determinado na acção, é um exímio interprete de piano, toca uma bela e harmoniosa melodia clássica de elevado grau de dificuldade técnica e quando chega a seu fim, como que troça em raiva para a partitura, para a música, como quem diz, sim isto é muito bonito, esta proposta de harmonia é muito bonita, mas a realidade como eu a vivo não é assim, eu te troço e tenho raiva.

Imagem do mundo, que para aquele jovem se encontrava profundamente quebrada entre a vivência e compreensão da dimensão da música, que revela as possibilidades das magnificas melodias e das harmonias da vida e do viver, e uma outra realidade, a sua, completamente ao contrário desse seu meio pedaço que também sentia.

Pois a musica que ele ouvira, é toda uma outra, e aí meu coração gelou quando no carro em que se dirigem para executar a matança que planearam, um diz para o outro, não te esqueças de te divertir, de ter prazer, most important, have fun.

Não faz sentido nenhum, não o pode fazer, e é contudo, o sentido no fazer daqueles dois.

E o que ele diz, é basicamente que a imagem das armas está também associada ao prazer. É este o retrato que ele nos faz, que o terrifico anda por vezes associado ao prazer.

É com uma frieza de frio gélido e gelada que eles executam toda aquela matança.
Como se não houvesse a mínima emoção humana, um mínimo sentir de irmandade com os outros, uma estranha total ausência de conexão e sentido humanos básicos, como se se tivessem, desumanizado, como se estivessem lá sem estar, ou como aquilo fosse, um jogo que se joga, onde se mata, mas ninguém morre a sério, onde ao jogá-lo se pode sentir uma frieza emocional, equivalente a que expressavam seu agires.

Uma enorme violência, sem nenhum propósito, completamente terrível na sua gratuitidade.

Ainda agora, imagem semelhante se repetiu, e eu recordo-me de uma que apareceu há uns anos, em Inglaterra e que falava do aumento do grau de violência entre as crianças, passando para o patamar do matar, uma história num parking onde duas crianças acabaram com suas próprias mãos ou quase, por matar uma outra.

Estas, em meu ver, não são expressões normais de violência, as crianças e os jovens só muito excepcionalmente se vêem induzidos a tais níveis de violência, que de alguma forma mimetizam e reproduzem nestes casos, e que revelam e reflectem, antes, em meu ver, que diversas outras coisas estão chegando a níveis muito perigosos.


Hoje, uma andorinha riscava em seu voo, com as asas em arco e sua cauda em v, o céu.
Fiquei a pensar que devem estar para levantar voo como sempre fazem para os países mais quentes e recordo-me de ver em minha infância ao sul no Algarve, grandes bandos que cobriam partes do céu, no seu ciclo de chegar, fazer o ninho, reproduzir-se e depois partir e hoje só vi, uma a voar. Faziam seus ninhos com pedaços de tudo o que encontrassem ao bico de semear, que colocavam e colavam com muito engenho com argamassa de terra, nos beirais dos telhados baixos das casas originais do sul, mesmo ao lado dos homens, em mutuo viver, lá andavam elas, os meninos e os homens.

Depois, um dia no Chai, terra dos Macondes, fui ver a casa que a Irmã Laurinda me tinha dito ser, onde começara a guerra de independência em Moçambique, queria ver a casa com os meus olhos, o estado em que estava, que tipo de ataque teria sido feito, sendo o primeiro.

Assim estava observando, quando uma andorinha começou a vir em direcção a mim. Ao principio peguei-o como se fosse um brincar e brincadeira sua intenção e assim lá me ia desviando aos seu rasantes voos apontados à minha cara, quando vejo um ninho próximo e percebo então, que aquilo é uma defesa ataque de algo que ela considera como um perigo.

Assim me afasto, dando-lhe seu espaço vital, com ela em perseguição, até ficar por debaixo de uma grande e frondosa arvore. A andorinha volteou por três vezes a grande copa até ficar descansada que eu não iria de novo para lá.

Nunca tinha visto tal comportamento numa andorinha, mas se a andorinha era uma mesma andorinha, das famílias das andorinhas e irmã de outras andorinhas, o ambiente variara, a natureza animal nesses sítios onde os animais moram com os homens está mais presente, exacerbada ao nível de resposta do respectivo jogo da sobrevivência.

Jogo de sobrevivência mais radical, à altura da expressão da natureza em sua sobrevivência e sobreviver, que quanto mais selvagem o é, assim são os graus de resposta e grau de violência.

A mesma Andorinha que nidifica no Algarve em paz com os Homens, ali, faz-lhe a guerra se for essa a necessidade, independentemente da diferença aparente de força, pois muita dela, reside na vontade, outra na dimensão dos corpos e dos seus músculos e das habilidades em seu usar, pois vai atrás de um poderoso e antigo instinto, o da protecção da sua própria familia.

O medo ou o conhecimento dele, que se adquire pela vivência em ambientes com factores que criam o medo, aproxima as pessoas das armas e se cada um começar por medo a andar armado, mais perto ficamos do fazer justiça pelas próprias mãos e armas, mais perto, se tornam maior as possibilidades da desgraça acontecer, pois as armas são sempre coisas perigosas e voláteis em seu uso.


Do exposto algumas acções deveriam ser tomadas.

Uma clarificação de saber sobre as matérias que relacionam comportamento e alterações de percepção e comportamento através dos medias, de forma a se criar um consenso que ainda não existe, ou ainda é parcelar nesta matérias, portanto insuficientemente expressivo, faltando-lhe a massa critica para operar a mudança.

Uma alteração de conteúdos profunda, com a construção de outras imagens compensatórias, da violência do real.

Um nível mais complexo, que deriva do facto de como se disse a armas não caírem do céu, porque não são lá fabricadas, e que portanto se enquadram e a eles estão sujeitas, aos mecanismos produtivos e financeiros humanos.

Se calhar uma questão não tão distinta, de outros produtos, sobre os quais fosse melhor enquanto há tempo, acordar numa reavaliação, com as necessárias reestruturações dos valores que lhes estão associados, e que cobrem campos tão distintos, tão inter conectados, e interdependentes, como os que dão cabo da Mãe Terra, Casa onde Vivemos, onde nos Alimentamos e nos Albergamos.


Sim talvez tenhas razão ao afirmar que isto não se pode mudar num dia, que as dependências e inter relações são grandes, com muito pano estendidas e complexas, mas ao que parece o Sociólogo que fez essa investigação que conclui, que mais que o número de armas, a relação delas com a violência, expressava as diferenças de comunicação dessa mesma violência em cada país, um pouco a confirmar um antigo dizer, se com ferro matas, com ferro poderá morrer.

Convenceu o Senhor e por isso seja louvado, uma cadeia de supermercados a retirar estes produtos de suas prateleiras, com a básica, inquirição depois da respectiva elucidação, se tal acontecer, querem ficar com essa responsabilidade.


Pelo fim das armas para matar, e pelo dia que assim resulte a acção dos Homens
Que se vão de vez a Miséria e a Ignorância!!!


Existem hoje muitos produtos e negócios que o homem faz, que são substancialmente errados, pois suas consequências negativas adquirem maior peso que as positivas e se assim é, talvez fosse de começar-mos a vê-los, como tal, medindo-os em Rigor e ver quais seria conveniente, modificar, alterar, ou mesmo acabar.

E se eles hoje se estendem globalmente com intrincadas dependências, alterá-los ou mesmo acabar com uns, não se faz levianamente e em curto espaço de tempo, é preciso acordar uma visão e acção no plano global no local onde existe a mesa redonda onde as Mulheres e os Homens de Boa Vontade se Dão as Mãos Porque Assim Entendem e Respeitam a Vida.

Mudanças desta profundidade nos sistemas, modelos produtivos e financeiros, tem que ser muito bem calibradas, no seu tempo de execução de forma a não obter com elas resultados, iguais ou mesmo piores em outras áreas que lhe são correlativas.

Mas não se esqueçam, quando reflectirem sobre estas matérias da seguinte cena ao fundo, que se calhar, não é fundo tão distante no tempo assim.

Os Países historicamente mais desenvolvidos e mais ricos, vêm deslocalizando seus sistemas produtivos em função de condições melhores, que lhes permitam aumentar a competitividade de seus preços, baixando-os, mas mais cedo ou mais tarde, se calhar para o mais cedo, esses mesmos países irão tender para as condições iniciais que os países que produziam, tinham, mais, obviamente a inflação, ou um preço, que não é estritamente financeiro, um preço global maior, quando de novo se tiver que encarar uma produção, por assim escrever, mais activa, de novo em seus territórios, ou pelo menos já não tanto dependente da vantagem do território onde está.

Por outras palavras, e em pintura muito grossa, os países menos desenvolvidos onde as condições ambientais que englobam as humanas, as formas e condições a que os Homens estão sujeitos na produção, a saúde dessas mesmas populações, as respectivas politicas sobre poluição e muitas outras, vão tender para um mesma harmonização, com padrões próximos ou idênticos.

Vão querer televisões, carros, casas para habitar, os mesmo que nós queremos e quando assim for, lá se foram os menores custos de produção e a competitividade que se baseia e assenta nesta formula actual. Será a única para criar competitividade, poderemos perguntar-nos, mas se calhar será preciso começar por perguntas prévias, como repensar competitividade e não esquecendo, para quê, para onde e como queremos ir.


E se o parágrafo anterior era uma pintura grossa, feita em borrões, com panos diversos não desfraldados, que se o estivessem estenderiam o pensamento e o pensar, existem imagens próximas muito mais cheias de sinais de tempestade no ar.

Pois a globalização tem tido como resultado global, um aumento exponencial do fosso entre os pobres e os ricos, o que tenderá sempre a quebrar os Fios da Harmonia, e poderá ser traduzido em violência.

Quase duas dezenas de milhões de crianças órfãs em Africa, quase o dobro de toda a Gente que Habita o Meu País, que perderam seus Pais por doenças epidémicas e não sei de nenhum plano em cima da mesa, para cuidar do problema, de uma forma que o resolva, nem sei se há mesmo a vontade para isso necessária, e contudo quero Crer que Sim, Conhecendo a Vida e o Coração dos Homens.

Desde que me conheço, que trago em mim a visão e a vivência de sucessivos e crescentes Biafras com nomes sempre diferentes. A vida decorre, o tempo passa, meu corpo, já mais de meio de sua viajem, e sempre ouço dizer que assim foi e assim será, como se o mundo fosse sempre o mesmo, que não é, e não consigo isto aceitar, pois estas farpas que nos trazem a todos farpados, não me permitem fechar os olhos, desviar olhar, fazer de conta que não existe, como se vivesse numa ilha solitária e sozinho.


Ouço muitos, há muito tempo a dizerem que este caminho na forma como o estamos trilhando não conduz a bom lado e uma recusa profunda ao conceito de globalização, e por consequência uma atitude, que me parece em muitas vezes, atrofiar seus próprios agires. Não nos esqueçamos do custo que está para trás, Honremos a memória dos que caíram em Acção pelo Ser, pelo Respeito ao Ser, Não esqueçamos Seus Exemplos, Seus Sacrifícios em Prol da Liberdade e do Género Humano, mas impera agir no contexto onde estamos e não onde desejaríamos estar e para lá, então caminhar. Esta é a verdadeira, em meu ver, a forma de Honrar e Respeitar a Memória dos Idos e de Seus Sacrifícios.

Globalização, palavra estranha, pois o globo sempre foi globo e todas as coisas que lá Existem e Vivem, são feitas à sua escala e medida, mesmo quando em corpos muito pequeninos, sempre por ele se espalharam por quase todas as partes e sempre estiveram ligados entre si, porque a Vida É antes de mais, Ligação.

E o que acontece é que o Homem está tornando e vivenciando o Mundo como Uno, pois suas formas de viver, assim o fazem viver, numa cada vez maior re –ligação, cuja ideia implica uma certa consciência de semelhança relativa a um mesmo espaço tempo.

E re-ligação é interdependência também. Ao fazê-lo assim, o Homem aumenta a teia das suas conexões, e também todos os potenciais que resultam dessa maior interdependência, que por si nem é boa nem má, mas que tanto trás em si o bom e o mau, reflectindo o que os passos dos Homens transportam e fazem.

O homem tem sempre duas malas que trás consigo, que carrega com seus próprios braços e que tem dentro de si tudo o fez, faz e não fez, desde o melhor feito até ao pior feito e o lastro actual dos homens é muito vasto, muito variado e muito potente tanto para um como para o outro lado.
Vêm-se todos os dias novas fronteira do que achávamos inultrapassável a tornarem-se tristes realidades, como sempre se viu em todas as guerras, pois nas guerras, soltam-se sempre os piores fantasmas que o homem é capaz, pois em todas as guerras, sempre há abusos, linhas que antes não se ultrapassavam e que de repente, se tornam a realidade.

As convenções são coisas boas, acordadas pelos Homens, para tentar a regulação de situações limites que por vezes entre si estabelecem. Convenção de Genebra, continuação das regras das guerras e dos combates. Recordo-me, que antes, a guerra entre Estados era declarada previamente, quando o era, por uma parte à outra, mas hoje o tipo de guerra que vivemos já não se comporta assim, nem é muitas vezes protagonizada pelos Estados, mas por pequenos grupos, que se deslocalizam, eles mesmos, num mundo uno e religado, por maior informação, maior possibilidade de saberes, maiores possibilidades combinatórias de acção.

Foi hábito, por parte de alguns que agiam em terror, nalgumas vezes, o aviso prévio que permitiram nas vezes a evacuação das pessoas, antes da explosão, mais hoje e provavelmente para a frente, se não houver inversão da nossa condução, a tendência será mais para o seu contrário, pois estes actos estão sujeitos a outras lógicas, por assim escrever, mais mediáticas, alimentam-se e espalham seu conhecimento como espectáculo macabro, que num mesmo instante chegou a todo o lado do mesmo uno mundo.

Espectáculo macabro que para ser convincente, requer o sangue, os corpos despedaçados, como quem diz, vê, como as coisas estão mal, como muitas coisas deixaram de funcionar em níveis básicos para muitos, vê, medita e tem muito medo, acrescenta a mesma mensagem, pois vês que isto é tipo de lotaria, amanhã poderás ser tu, o inocente que vai a passar, se é que és inocente, tem medo e chama as armas, começa a andar armado, não sejas tolo é para tua própria protecção, assim pede também novas policias, novas leis restritivas em nome da defesa da vida, novos meios de controlo, novos autoritarismos, novos controlos, até te tornares coisa toda pública, porque constantemente controlada.

Vê como à dança macabra do sangue, te convido ao baile, ao enleio, dá-me a tua mão, porque ao dar-ma, vens tu todo inteiro com teu coração e teu agir. Deixa o outro, o enleio do Amor, pois observa que ele é quimera, como podes crer que tenha força superior à violência, não vês o que te faço para te o demonstrar, ensino teus filhos desde novo, nesta via da violência, do matar ou morrer, da força das armas, assim os levo em suas inconsciências, na sua falsa força, pois aqui entre nós, que ninguém nos ouve, seu uso é da morte, e matar é fácil hoje como nunca foi, não se está defronte do outro na mais das vezes, quase coisa de cirurgia, de ataques cirúrgicos com seus danos colaterais, de quem está morto por dentro, de quem já perdeu toda a esperança, de quem se sente encurralado, ou para ser mais realista, de quem não tem por vezes comida para dar a seus filhos, num mundo que vive seu contrário em todos os excessos no esplendor, em que por vezes, o encena.


Oh Sombra do medo, da crueldade, da violência, dizes bem em dizer que me o tentas demonstrar, mas eu conheço-te as vestes, sei de teu baile e rodopio, trajada em teus véus que criam a ilusão, que vela por vezes os olhos do coração dos Homens, mas tu não podes acabar com o Amor, pois ele é teu irmão, Reside no mesmo corpo que tu, e digo-te mais, de forma taxativa, para que sempre o recordes. Ele É Mais Forte, porque Assim Minha Vontade o Torna.

Amor
É
Luz
Gera
Luz
Sombra
Gera
Treva

Vem
A
Mim
Vem

Senta-te
Em
Meu
Colo
Um
Instante

Deixa-me
Agora
Cuidar
De
Ti

Deixa-me
Dar-te
Meus
Carinhos
Meu
Coração
Quentinho
Que
Aquece

Não
Tenhas
Medos
Mais
Não

Eu
Sei
Da
Tua
Solidão
Do
Dia
Em
Que
Um
Mais
Grande
Chegou
E
Decidiu
Bater-te
E
Bateu
E
Assim
Conheces-te
A
Crueldade
Sem
Motivo

Porque
Quem
A
Fez
O
Pode
O
Fez

Deixa-me
Aquecer-te
Deixa-me
Dar-te
O colo
Que
Em
Pequeno
Não
Tiveste
Que
Te
Fez
Conhecer
O
Desamor
A
Desunião
A
Não
Pertença
O
Abandono
A
Solidão

Vem
Senta-te
Em
Meu
Colo
Do
Meu
Coração
Deixa
Iluminar
Um
Pouco
Tua
Própria
Sombra
O
Que
Não
Sabes
Ainda
O
Que
Ainda
Chocalha
Dentro
De
Ti
Te
Agita
À
Violência
Das
Mágoas
Das
Más
Aguas
Que
Em
Violência
Apresadas
Assim
Nas
Vezes
Se
Entornam

Vem
Que
Eu
Sou
Lago

O
Lago
Que
Existe
Dentro
De
Ti

O
Lago
Das
Aguas
Da
Cura
E
Do
Curar
Que
Dissolve
A
Revolta
Permite
O
Novo
Andar
Radiante
Coração
A
Radiar
Iluminado
A
Iluminar
A
Aquecer


A cadeia de violência, aumenta proporcionalmente, a cada vez, que a ela, se responde com ela, pois essa é sua forma de alimento, um novo peso, habitualmente mais pesado que o anterior, melhor carne, mais quantidade de sangue, em cada novo elo que se forja pelo ferreiro da besta.

Na segunda guerra mundial, os países declaravam publicamente uns aos outros as suas intenções de entrar nas guerras. O Japão desferiu um primeiro golpe, sem previamente avisar. Quando os pilotos japoneses festejavam a vitória, um dos seus comandantes, um homem mais sábio, com semblante carregado, respondia, que o que ele receava, era de ter acordado um gigante.

No seu término, a América lançou duas bombas atómicas sobre o Japão numa altura em que muitos pensaram, que nem necessário seria, para o mesmo desejado desfecho da guerra, o seu fim. 160 000 Mortos e as infindas mutações, pacíficos seres que aí viviam, que por tal razão não mais se reproduzirão, ramos que vem de trás e que deixaram de ir para a frente, imagem da mutação radioactiva.

Pesada mão teve a América, cuja entrada na guerra, nos permite hoje sermos quem somos, nas formas em que somos, uma talvez demasiada pesada mão, consequência da valorização da forma do acto, com que sofreram o primeiro golpe.

E quando se lançou a mais recente descoberta, a mais potente das armas até então imaginada e feita pelo homem, a última das armas, o definitivo poder, muitos cientistas na altura, nem a certeza tinham se seu despoletar, não criaria uma reacção em cadeia em toda a atmosfera terrestre, que nos grelhasse a todos e mesmo sendo muitos os que assim na altura pensavam, as bombas foram lançadas, numa aposta, que creio ter sido a 50-50, que se tivesse acertado, faria que nem eu aqui estivesse a escrever nem tu aí a ler.


Riscos muito grandes fazem as guerras e o guerrear correr à Vida, aos Homens e ao Mundo, riscos que crescem proporcionais ao mais saber, mais ser capaz, nas vezes em que não se pensa e mede bem as consequências.

Como Einstein uma vez disse, se houver uma quarta guerra, provavelmente os homens que nela entrarem a farão de pau na mão, se para isso alguns restarem, acrescento eu, dizendo que na terceira, nos encontramos nós.

Ainda hoje, a noticia de mais um pais com mísseis capazes de transportar ogivas nucleares de forma a alcançar países num raio de 2000 km, onde alguns outros tem também esse poder. Cresce o equilíbrio baseado na forma, na mais força, no maior perigo, assim se mantêm e alarga a velha e estúpida e perigosa equação.

Baixando a escala de observação, para o mais ao perto, o mais próximo, não é difícil de se visualizar cenários muito complicados ao nível das cidades, pois é agora aqui, que se passa esta guerra, com os civis e no espaço deles.

Aperta o cinto de segurança, faz das tripas coração, como eu a escrever isto, pois não é visão agradável de se ver, é só uma das possíveis, e se a escrevo, é por estar convicto, que partilhá-la, é uma forma, de contrariar, seu acontecer.

O fosso entre ricos e pobres nunca foi tão grande, aumenta, e aumenta cada vez mais rapidamente.

Uma qualquer metrópole, uma qualquer mediana cidade. As classes médias, aquelas que conseguiam viver de formas equilibradas, e portanto contentes e felizes, quanto o podiam ser, pois já nas últimas duas décadas, apareceram já um conjunto emergente de dificuldades, desapareceram, nos últimos 43 anos.

Foram poucos, muito poucos os que foram para cima, a imensa maioria foi para baixo. A rápida deslocação na escala social de um tão grande número, contribuiu para o aparecimento e crescimento rápido de grandes fomes, grandes epidemias. Estamos agora em 2030 e a taxa de desemprego é equivalente àquela que em 2004 existia na região onde se encontra Beslan, 70%.

A maior parte da nova geração, dos que nasceram até 2010, filha da classe média, nem chega a entrar no mercado de trabalho, pois já quase nem há trabalho, mas cresceram nestas últimas décadas de uma mesma maneira, num mesmo modelo que já vinha do século passado, com basicamente os mesmos modelos de comunicação e dos conteúdos que lhes eram associados. O numero de horas que passam em seu crescimento imersos nos medias duplicou, as escolas foram impotentes como alternativa, pois a ausência de modelo de educação, um mapa, deixara-se tornar pelos homens equação impossível de responder face a aceleração dos tempos, agora ninguém sabia ao sair de sua casa de manhã se voltaria a entrar à noite, quanto mais de rotas a média longo prazo.

As tecnologias e a indústria do entretimento desenvolveu-se como nunca, qualquer um, desde que para isso tenha posses, pode hoje a partir de qualquer ponto do globo, agir remotamente por controlo remoto. Hoje nas noticias, grupo beta alfa, que ninguém conhecia ainda, reivindica a autoria do envenenando das cidades x e y que praticamente desaparecerem no mapa. Na semana passada um grande capital tinha sido comida por uma mutação do Ebola, pensa-se que acto de terror do grupo z. Na capital b, uma explosão nuclear de pequena potência, pensa-se que resultante de uma experiência feita por dois adolescentes dentro de uma garagem.

As armas e munições vendem-se ainda, quando as pessoas não as roubam, em supermercados e são entregues onde o cliente as deseja. A trafulhice electrónica, atingiu um novo pico histórico, e ninguém confia mais nestes métodos de transacção que se tornaram dominantes enquanto os outros, os físicos na sua maior parte desaparecerem, pois aumentou muito, a restrição dos movimentos face ao elevado risco de ataque, ninguém se dirigia mais a mercearia do bairro e assim elas acabaram. Surgem assim novas tensões porque o sistema de transacção e distribuição não responde mais. O dinheiro deixou de ter valor nominal a ele associado, todas as transacções se fazem por cartões de crédito, dissociou-se a representação do conteúdo e cada vez mais os fluxos financeiros são eles próprios etéreos na multiplicidade de proveniências, muitas delas cada vez mais suspeitas, capazes de rebentar com a economia de uma país num ápice. Há quem ande com ouro e prata no bolso a fazer compras.


As avenidas novas estão rodeadas de muros com guaridas de 20 em 20 metros, fora do núcleo onde habitam cerca de 100 mil pessoas, multidões se comprimem tentando entrar e são por vezes abatidas a tiro. Em 2007, êxodos vindos do norte de africa tentaram entrar pelos países do sul e foram impedidos. Prevê-se que a Humanidade em Africa desapareça até ao final do primeiro século. Os actos de violência protagonizados pelas crianças aumentaram e muitas escolas fecharam

Nas últimas décadas os conflitos locais, agravaram-se e multiplicaram-se, muitas bombas pequenas e médias nucleares forma sendo rebentadas. Do décimo da população que resta, terão talvez uma geração de mutação pela frente, pois todo se tornará irrespirável e infértil de forma que a vida nã possao crescer mais. Muitas outras espécies desapareceram e ouvi dizer que mesmo a terra não sobreviverá durante muito mais tempo.

Entrada do diário da viagem estelar, à procura de uma nova casa, iniciada neste ano de 2043, vendo o mundo a desaparecer na vigia.

Agora, respira fundo, respira mesmo fundo, diz antes de mais para ti mesmo, se assim o quiser, pois se o quiseres, ajudará, e diz forte e interno, nunca, que nunca assim seja, que o que eu alcanço com meu agir, o contrarie e assim em meu caminhar andarei.

Depois recorda-te da Beleza Infinita da Vida, olha levo-te a uma memória, recordas-te daquela noite que dormimos debaixo das Estrelas e do Céu Estrelado, no meio de nenhures, num circulo no meio de um cruzamento numa estrada sem ninguém, no meio da planície, só a luz imensa daquele céu estrelado, tão perfeito e desenhado, que as Estrelas Todas dançaram para nós, pulsavam em seu brilho e nós, nos deixamos embalar por todo aquele acalentar, oh imensa paz, oh imenso sentido.

Depois recorda-te de tudo o que te faz alegre, que te faz sorrir, de todas as boas razões que te convidam à vida e ao viver e aí por um instante que tu julgarás, te deixes estar em suave balouçar.

Assustado, se calhar sim e se calhar ainda bem que sim, pois a Coragem só é Coragem quando se Funda no conhecimento do Medo, se não, é só mera inconsciência, pois ter Coragem não é não ter conhecimento dos medos, ou dizer que não se o tem, que não se o conhece, que não se tem aquele friozinho no ventre, o truque mesmo para que a Coragem se Torne Efectiva é conhece-los bem, e mesmo com eles se aconselhar, nas vezes em que disso se sente a falta e assim se faz. E antes e depois, abrir os Olhos e Olhar.

Tarefa hercúlea demasiada para os ombros de um homem, trazem as trovas do vento, o velho verso, mas repara que a via, se escolhe primeiro dentro de cada um antes de se por a conversar ou a bater num outro. Repara que o medo às vezes cria o pânico, e o pânico é sempre pior, sobretudo se tiver uma arma na mão. Repara que o medo cria a defesa, o fecho, o fechar do olhar, o não quer saber, o faz de conta que não sei, e que geralmente tal atitude é pior emenda que o soneto do de frente, Encarar. Repara que o medo abre a porta à perca dos direitos individuais, cria os sistemas e as leis opressivas justificadas pela protecção, abre a vez as prepotências e as tiranias.

Poderá ser tarefa hercúlea, mas é sempre primeiro e antes dentro de ti, revolução de espírito, na forma como o vês e como acordas teu andar, se de acordo com o visto, ou num qualquer faz de conta, ou mesmo fingindo não saber o que é visto.

Mas és tu que a tens de fazer, se a quiseres fazer, é sempre assim se bem que há Ajuda, se quiseres ser Ajudado.

As trovas do vento trazem novo velho verso, mas mesmo que eu assim acorde comigo a via do Amor e da Paz, que força tenho eu sozinho para fazê-lo, que queres que te diga, que tens a tua própria há medida do teu tamanho sem tirar nem por e que é assim com todos, mesmo aqueles que não vêm os perigos do que andam a fazer.

E recorda-te do mecanismo da violência, que necessita no mínimo de dois, e se tu fores o que não lá está, porque assim não quer estar, assim o desarmas e isto é toda a grande e imensa diferença.

Cada um tem seu agir e quem sabe um dia, quando o homem utilizar um bocadinho mais o cérebro, se o espírito estiver numa determinada frequência em determinado número, quem sabe, por ressonância o que se poderá num só momento passar, quem sabe, se se derreterão todas as armas, como chocolate frio para não queimar a mão de quem as transporta.

E depois há sempre um ao lado, é só preciso descobri-lo e é então melhor, quando se pode agir acompanhado, embora neste campo as dificuldades são muitas pelos estados dos organismos e das organizações, seus conceitos e ideias directoras, muitas a precisar do pano de pó do novo tempo.

Pois sabemos que o poder se encontra hoje do lado da economia e os Estados estão fracos porque perderam o apoio e o crédito dos seus cidadãos e infelizmente, razões tristes e profundas tem os cidadãos para tal. A iniciativa está mais do lado do Estado do que os Cidadãos, pois o crédito nunca foi tão baixo sempre vindo a decrescer, tem que ser o Estado a ganhar essa confiança, como, é simples, tornando-se capaz de cumprir as suas funções e assim actuando e ganhar de novo o apoio dos cidadãos, para que se torne forte, para que essa força, que é sua natureza, hoje desvirtuada, mais facilmente possa acordar com quem há a acordar, e o que há acordar.

Ninguém quer acabar com a economia, o que será necessário, é reciclar as indústrias que nos seus distintos planos e áreas, ofendam a vida. Fontes de energia serão sempre necessárias, e as industrias seja qual for o seu tamanho, podem sempre ser recicladas.

Eu, se estivesse no ramo do petróleo, começava a investir na produção de novas formas de energia, pois os aumentos irão num ponto levar à diminuição da procura, e se aí se chegar, ou o furo secar, pois as reservas não são inesgotáveis, a coisa ficará torta e será bom se já se tiver uma alternativa montada.

Na velha Europa que cresce, que se prepara para uma constituição que quase ninguém conhece, só ouvi falar de um fabricante de automóveis que anunciou recentemente lançar no mercado daqui a dez anos, um carro a hidrogénio. Também não conheço grandes planos para os movidos a outras energias, a solar e eléctrica ou mesmo a vento solar, para elevar um pouco a imaginação e o imaginar, pois é assim que se resolvem os problemas.

Talvez neste campo pudesse a Europa fazer um esforço concertado em termos de definição de objectivos para alterar a oferta com base em energias menos poluentes
E talvez fosse de convidar os produtores petrolíferos a investir também na medida em que um bom resultado será necessário aos dois. Pensar em não aumentar os fossos, ou criar novos buracos que depois se transformam em poços fossos.

Talvez esse esforço conjunto, por assim o ser, reduzisse no tempo as necessárias e urgentes alterações, que o Cuidar da Vida, da Terra, Pede e Exige.

Mas Europa, ainda agora tem dificuldade em acordar um por cento de seu dinheiro, para o bem comum, quando se esse é o necessário para seu território comum, talvez fosse de pensar em atribuir o proporcional face a proporcionalidade que como Europa, tem face ao resto do mundo, pois a Europa não está nele sozinha e tem que ajudar a mais, pois é dos que mais tem. Talvez se um por cento para ela própria, logo dois para essa ajuda, partindo de um critério minimalista que se o mundo é maior, mais precisará.

E se não for por participações através dos orçamentos, que não seja por isso que se não o faça, inventem-se outras formas de criar dinheiro, houve mesmo quem já sugerisse um pequeno imposto sobre transacções financeiras, parece que um por cento, seria o bastante para resolver grande parte se não a totalidade dos problemas. E se este não é bom, que se deite fora e se invente ainda um outro, melhor, o melhor, porque não se fazem omoletas sem ovos.

Mas o que me parece, é que enquanto andamos a discutir pequeninos ovos de pequena codorniz, se calhar quando nos dermos conta, já não está floresta nem os campos, nem mais existe a possibilidade de novos ovos e do que eles lá dentro trazem, a vida.

Pois basicamente o que se trata é de ter um melhor redistribuir e se não somos nós que o podemos fazer, fico-me a perguntar quem é que está para isso capaz, capacitado.


O que vale é que das poeiras das estrelas invisíveis que até nós chegaram, já saiu de lá um veículo, acabou de chegar a Portugal, foi até filmado, é redondo sem o ser, como explicava a testemunha, pois sua parte de baixo era cortada, emitia diversas luzes, códigos básicos de comunicação por cores, que a testemunha afirmava ser só vermelho, mas que tinha muitas mais cores

Talvez nos venham Ajudar ou talvez não


Eu vejo as Crianças e os Adultos a Brincar no Jardim, alegre em seus rodopios de alegria, leves enleios, brincadeiras, sorrisos quentes, belos seres e estares. Entre elas, não são visíveis as armas, e elas brincam, vivem e crescem felizes e em paz à ausência delas.


Honro a Memória das Crianças Mortas e a Saudade dos Seus. Terríveis dores que todas As Mães e os Pais do Mundo trazem cravadas em seus peitos. Pela sua Memória, Juro Agir em Sua Protecção no que me for de Ordenar e Agir.

Celebro o nobre e valente sociólogo que fez o inquérito da relação entre a disponibilidade das armas e sua relação com os modelos de vivências que são pelas sociedades, propostos.

Celebro Gus Van Sant e toda a equipe que com ele fez o citado filme, pois sei da coragem que foi necessário para fazê-lo, um exemplo onde a encenação da violência que aconteceu, serve bom fim, pois permite conhecer os seus mecanismos e o seu acontecer.

Honro e apresento condolências ao povo do Japão por tremenda perda, tremenda dor, tremenda marca ainda aberta, tremenda imagem que eu prometo não esquecer, para e porquê assim, menos facilmente, se possa repetir.

Honro a América e apresento ao povo Americano as minhas condolências pelos que caíram. Honra por terem entrado na segunda guerra mundial, pois o cenário que o outro lado tinha pelas coisas que foram dadas a ver, experiências médicas com humanos como cobaias, câmaras de gás, raça superior, extermínio em massa, não agourava, nada de bom e também por vós não se tornou maior infeliz realidade.

Honro em minha memória, todos os que morreram em todas as guerras, pois a memória das vossas quedas, me relembra a dor do que vi, do que vejo e do que sei, que essa via, é a errada, e seu preço alto e feio, muitas vezes, muito feio e que a via certa, é Agir para que as guerras não aconteçam, pois elas ofendem a vida, e eu defendo-a.

A criança que está no meio da batalha, sem saber que lado está certo ou errado, vê o horror da mesma maneira, corpos que morrem são sempre corpos humanos que morrem, são vidas que se foram, é ofensa à Vida e ao que Vive.

A criança no meio da batalha, vê o horror no que morre e no que mata.

Eu recordo menino, seu rosto de dor e grito, a imagem da criança queimada com nalpam que corre na estrada, no Camboja ou seria no Vietnam.

Eu recordo menino aquela execução do homem de joelhos no chão da estrada, olhos vendados, mãos presas atrás das costas, e o soldado que o executa na nuca com seu revolver, o corpo que cai, num instante.

Eu recordo adolescente, as fotografias das experiências médicas nos campos de concentração.

Expresso estes votos aqui, porque estou aqui em corpo, hoje, entre vocês, e assim o posso fazê-lo, mas contudo não tenho de mim a visão de efémero, também sou o meu País, desde sempre, desde que se formou, um dos mais antigos na Europa, e de certa forma, sou solidário com tudo o que fizemos, toda a sua história está dentro de mim, mesmo que directamente possa dizer, não conhecer seus íntimos detalhes, sou fruto dela e se bem que não me recorde de alguma vez ter sido negreiro ou forçar um não cristão a se converter, não deito para fora de meu capote, o conhecimento do facto, sei que ele faz parte de mim enquanto aqui entre ele andar.

Portugal foi também um dos primeiros a abolir a pena de morte, e isto traduz uma clara posição sobre o limite da resposta, que não aceitamos o olho por olho e dente por dente, profunda sabedoria, que sabe, que quando assim se age não pára mais, nem os olhos nem os dentes, estragados.

Portugal um país que está morrer, pois os países morrem quando a pirâmide de vida está invertida como é nosso infeliz caso, e sabendo e dizendo, que está, não quer dizer que assim aconteça. Assim fica meu voto.


Eu vejo as Crianças e os Adultos a Brincar no Jardim, Alegres em seus Rodopios de Alegria, leves enleios, brincadeiras, sorrisos quentes, belos seres e estares. Entre eles, não são visíveis as armas, e elas brincam, vivem e crescem felizes e em paz à ausência delas.

Eu vejo a Vida e o Amor Talhados Para a Felicidade Humana.

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Ah, tivesse eu tido a oportunidade de contigo caminhar pelo meu país ou mesmo só pela minha cidade. Ah, se tivesses em tua vida o tempo para tal, para caminhares assim despreocupado, com tempo ao Deus Dará. Então tinha-te mostrado como muitos restaurantes, tascas, casas de pasto, tem em seu menu, diariamente ou quase, as famosas alheiras que escondem debaixo de seu confeccionar, mais um segredo
que crê meu coração, de integração, uma certa casca de protecção que reside no hábito, sem alterar a essência, pois essa, ninguém outro a altera.

Antes ou depois, Duke Ellington na rádio, com um belíssimo texto que não consegui ouvir em sua integra, uma bela, profunda voz de Homem, falava de grandes Homens e dos seus grandes sonhos, dos sonhos com calibre colectivo, daqueles que congregam os Homens e seus Agires e Transformam o Mundo em Seus Momentos, de Seus Acontecer

O texto dava volta ao mundo, dava a volta à vida, revelava o conhecimento dos artistas e de algumas dificuldades que eles por vezes têm com certos lados pragmáticos da existência e comportamentos humanos e seguia por vezes em tom de advertência, sobre um determinado tipo de queda que afirmava ter sido dada pelo homem, o pôr o uso próprio, acima do outro, toda uma lição de vida.

Por baixo, ao lado, entre e por cima e por todo lado os acordes, a melodia e ritmo da música de Duke Ellington, preenche a esfera como o mar a marulhar, vai vem que se encaixa e espelha outro maior, vai vem, e nos céu por vezes assim tocam os sinos, música das esferas que tocam e outros ouvem e são muitos os que assim sentem, pois assim foi muitas vezes contado e retratado.

Sarava, Grande Duke Ellington, Homem do Espírito, Coração Grande, Grande Coração.


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Depois uma sensação familiar de deja vu, uma mesma questão de comprometimento com base na aceitação e selagem de acordos pelo dinheiro e a mesma memória da minha resposta a subir dentro de mim, eu a pesá-la de novo e a parecer-me sua resposta idêntica, eu não posso usar o dinheiro como factor e marca, do porquê, do quê, com o quê, e com quem, me comprometa, pois há comprometimentos maiores que o dinheiro, que a ele não podem ser reduzidos para avaliar o peso do comprometer, por assim escrever, pois seu peso não é desse, não é dessa natureza, sem contudo perante ele ter uma atitude radical, que ele poderia ser como uma mancha, pois não é ele a mancha. Não, decididamente não, assim me continua hoje a parecer, que não meço, nem confundo meu comprometer, com o símbolo do dito cujo.


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Certamente a Musa Republica inspirou o Presidente, pois foi correcto e certeiro diagnostico, seguro e forte seu discurso. Mais contente fiquei quando o Primeiro-ministro declarou sua total subscrição acrescentando que o ver do Presidente era a pedra que faltava para dar o primeiro passo.
Reformas, vamos a elas.

Depois recordo-me do debate na RTP sobre Educação, pois é verdadeiro o reconhecimento que lá se fazia, de que, por vezes nos caracteriza uma certa ânsia reformista, que dá em dança e contradança eterna, sem rumo certo ao navegar e que também era preciso dar tempo ao tempo para um modelo avaliar, o que é correcto sobre o ponto de vista da relação entre ambos, pois modelos fazem-se e habitam no tempo e só a sua experimentação o pode ou não validar, mas que às vezes, nos casos em que a coisa está torta, porque assim nasceu, tem como consequência, mais tarde seu endireitar.

Fico a pensar nesta ultima inovação de alargar o tempo de aulas. Penso que tal opção se deve ter estruturado no que mais avançado se sabe sobre tempos de concentração e correlação com rendimento intelectual, sua alternância com os tempos de “pousio”, vide Winncott, e certamente também acompanhados por uma forma de leccionar os 90 minutos em perfeita ruptura com o que vinha de trás, com conteúdos activos, dinâmicos capazes de manter elevados níveis de atenção durante tão grande período de tempo.

Hoje fui ao centro de formalidades empresariais
Para saber se lá podia fechar uma empresa
Disse-me a gentil menina, que ainda não
Para lá caminharemos
Ditou-me seis passos do caminho, que eu assentei e no fim deu-me uma folha impressa com os mesmos. Agradeci à vida por aquele extra de tempo em companhia da beleza e foi-me a tentar lembrar se seria em Inglaterra ou nos EUA, que há dez anos se abria e fechava uma empresa num só dia.

Reformas de ideias e reformas nos processos do real, na mecânica das coisas, de como as temos pior ou melhor organizadas, coisas que só se podem fazer por conhecimento directo, com quem conhece e com quem de fora trás a inovação, e é capaz de enunciar novos paradoxos, apontar uma meta que se possa tornar comum a muitos.

Sim as reformas ultrapassam muitas vezes o bom senso, a Senhora do Correio a que vou, que me conhece à uma série de anos, disse-me, agora para buscar correspondência da empresa só com certidão comercial.

Imagino que a boa intenção tenha sido, garantir que o seu chega a seu verdadeiro dono, mas esqueceram-se de intervir no outro lado da questão. Uma certidão comercial, demora uma semana a obter, tem um tempo de validade, há bichas de permeio, gasta-se um montão de tempo útil produtivo para a obter e ainda se paga para tê-la e é preciso ir renovando-a.

Imagino um cartão que cada empresário tem, onde em sua memória estão todos os dados e certidões que são necessárias a sua actividade, com terminais que permitem a verificação na altura. Ah, esqueci já se fez e não funcionou, quanto se gastou, quanto dinheiro se deitou fora?

Creio que há dois anos por volta do final do ano fui a segurança social para os empregados ali no Areeiro pedir um novo cartão pois tinha perdido o meu. Disse-me o jovem, agora não vale a pena pedir, porque estão ser todos mudados e receberá um novo em sua casa até Janeiro, só me devo ter enganado no ano, porque ainda não apareceu, mas isto deve ser meu azar pessoal nestas matérias da materialidade.

Os que reformam, tem o conhecimento fino do real? Vivem este tipo de coisas no seu dia a dia. Pois sem ele, a acção reformista tenderá a ser irreal.

Ou

Os que reformam tem conhecimento grosso do real, e da consequente especialização e interligação de cada sector. Alguém sustenta e demonstra que daqui a uma geração são precisos x engenheiros e assim nessa área os objectivos são geridos, onde está o plano das necessidades assim visto no tempo, que é o tempo de cada geração, pois se, se conseguir ver assim, já não será mal. Alguém arrisca e vai ainda a jogo a sustentar promessas de convergência de níveis de vida, donde de educação, como aquelas que se fizeram e ainda estão a passar, ao lado, algumas, acrescente-se.

E contudo muitas das verdadeiras reformas em seu nível mais básico e também mais real, porque é ai que com ele contacta, parecem ser na mais das vezes como que reengenharia, simples inventar e implementar de novas engenharias, que facilitem a vida, o uso e a relação entre o Cidadão e o Estado, que façam com que as coisas funcionem melhor, que corrijam os imensos mal feitos porque mal pensados, que torpedeiam como sabemos, as relações. Tantas novas receitas nestes horizontes, se bem o soubermos fazer.

É quase como pegar numa vassoura e varrer a poeira, começando numa parte e acabando noutra, para bem começar e depois é contínua formação, é continuo acompanhar, é continuo cuidar.

É motivação das pessoas, porque tem melhores condições de trabalho que melhor as faz sentir, porque estão envolvidas nos processos, porque os percebem, porque mudam de actividade durante a sua carreira de forma a não caírem nas rotinas que as asfixiam e as fazem murchar.

Isto só se faz bem com as pessoas que tem a mão na massa, as que o vivem, o sabem e que tem ideias, visões, soluções, projectos, sonhos, com grupos e funcionamentos transdisciplinares, que albergue e mantenha em continua conversa os parceiros, suas organizações, e que o Governo a isso dê a forma necessária, que a Assembleia o aprove e depois seja executado.

Já não se coaduna com o real o decretar de cima, pois a complexidade do baixo é tão grande, que a descida vertical, dos que vivem no longe ao cima e desconhecem o baixo ao perto, lhe passa ao lado, tipo um paraquedista que falhou seu alvo. Reformas funcionais são feitas horizontalmente, como o Amor em suas vezes, e depois enformadas verticalmente em leis, pois assim as escrevemos, de cima para baixo.

E depois o Vaso já nem se vê que é vaso, pois está todo colado por pedacinhos de fita branca, reforma da reforma do pedacinho da reforma anterior, entremeada com a excepção zuum, e lá vai um, e já não se pode partir mais porque está todo coladinho e está muito fraquinho.

As reformas tem que ter meta ideias orientadoras e responder ao real concreto.

Um anúncio na cidade, pergunta, como se faz dinheiro, deve ser a brincar, mas brincadeira da séria mesmo, como alias são todas, vejam os Meninos a brincar.


Lembra-te da delícia de estar vivo, de todos os dias acordar, da luz lá fora, das gentes, dos animais e das flores, de que te alimentas das coisas vivas e não das que estão mortas, que a vida é contínuo milagre se assim com Ela e o Coração Andares.


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Celebro e Honro Aqui, Mário Cesariny, Ser, Pensador, Poeta, Pintor e Tudo, de quem recentemente ouvi, com belíssimos músicos e músicas alguns dos Poemas do Navio dos Espelhos. Belas e profundas palavras com a certa entoação, a da correspondente emoção.

Celebro e Honro Aqui

Segue-me à Capela
7 Vozes Femininas
Fabulosas Vozes
Tu Gitana
Si
Mi
Amor

Oh homens da memória dos Povos, que as recolhem, Bem Hajam, pois esse é sempre Bom Agir, Cristina Martins, José Afonso, José Alberto Sardinha, e Michel Giacometti, a quem Todos Temos Que Eternamente Agradecer Por Ter Preservado o Canto Oral, A tradição do Conto e do Contado em Nossos Cantares, Calcorreando Portugal com seu gravador de Norte a Sul.

As Sete Mulheres do Mundo
As Sete de Grande Valor
Armadas de Fuso e Roca
Correram Com o Regedor

Depois relembra o verso, outros tempos, outros? métodos, pistolas na mão para matar uns, pois assim foi. Mas contudo Meu Desejo Aqui o Expresso, que de Pistola na mão, mais não, pois às Sete de Grande Valor Chegará Certamente Como Sempre Chegou O Fuso e a Roca.

Oh belas vozes, trinados, risco de emoção a crescer, a subir, ora a descer, arco-íris da vida, estradas múltiplas de múltiplos sentidos por onde ir, nas vezes que assim se as escutam, Oh alegoria da Vida, Oh alegria da Vida, Oh sua riqueza, Oh sua diversidade, e então quando se juntam, quando umas, cantam assim e as outras assado em encaixe, em tempo e no contratempo, Oh Mulheres Mestras das Emoções da Vida, Pois Vós Sois Vida, Vós a Criam, no Casamento da Raiz na Terra Mergulhada, com o Sopro do Coração que Faz a Voz Alada a Alejar.

Palavras certas de Ana Almeida e João Pedro, no programa música do mundo, que nos trás sempre belíssimos saberes e escutares.
E na mesma onda do éter, Celebro Rigolleto, rigor no leito das palavras, da forma de conversar com os convidados, do saber que flúi, no ser de seu condutor, homem afável e amável, de fina inteligência recortada e humor e das boas músicas em bom compasso com os dias. Nove anos de Existência, Vinho do Porto, Jorge Rodrigues, Sarava.
A escrita blogiana é para mim rápida às vezes, outras menos. Novas alterações no texto anterior.