quinta-feira, outubro 06, 2005

curtas mas grandes no meu coração.

a nina do clube das almas inquietas http://clubedasalmasinquietas.blogspot.com no seu penúltimo texto dá conta de mais uma iniciativa a quem tentam cortar as asas e o voar. Desejo a todos que consigam encontrar uma forma de continuar a viabilizar o projecto. Parece que o cerco por vezes aperta mas o mundo e os caminho são largos e a arte habita as novas portas e chaves que se vão encontrando.

força, mãos, beijos, amor

e nem de propósito, do controlo e dos controleiros e dos lobos maus quando assim se vão, dos sacerdotes que se creem detentores de toda a verdade e dos que agem como tiranos . ( a pressa tem disto, às vezes, as irritações tambem, isto a propósito desta alteração). depois tudo se aquieta se acalma e volta de novo a flor a florir no coração. Perdão. http://www.gardenal.org/inagaki/textos/014458.html

em pensar enlouquece, pense nisso.

e depois tempos existem na vida de um homem em que muitos o pretendem fazer crer louco, esquecendo-se de que loucos temos todos nós um pouco. ah defensores da chamada normalidade, das falsas linhas invisiveis que dizem que separam as aguas. tudo balelas para manter as aparências e os status, mesquinhos jogos de poderes profanos ufanados que caem como sempre no chão em seu aparente final, tudo actos de desamor, mas o amor é e será.

Então um homem agradece quando encontra outro homem que já o pensou e até o reflectiu na escrita.
Eramus de Roterdão em http://www.odialetico.hpg.ig.com.br/filosofia/livros/Loucura.htm

e um interessante texto sobre a nascença dos fundamentalismos e das dualidades maniqueistas em que assentam ondem grassam nas vezes os funadamentalismos. boas pistas de pensamento e pensar.

http://www.hottopos.com/mirand14/jean.htm

.....


A Mulher aqui no mesmo sítio onde estou

Bela Senhora de Vénus em teus anéis, teu nome é beleza, o amor, beleza imensa do inteligir, da inteligência do que se vê e é visto, apelo da casa outrora habitada hoje aparente esquecida casa sem portas do meu coração sem medo pressentindo teu novo chegar, que se acalma o coração no teu encontro, no nosso encontrar, face estrelada em cabelos ao sol presença luzente de uma antiga ilha que nos veio visitar, a tua beleza escorria do dourado do sol, todas as estrelas brilharam no firmamento de meu coração em breve encontro por breve momento numa promessa de amor, eu asa aberta à imensa beleza do ser, bela Senhora que trago em meu coração e que não sei quem és, Senhora da eterna beleza, olhos radiantes, coração sorrindo eterno em mim, que penas, nas vezes a brevidade, rápido movimento na eterna presença fugaz e sempre presente, ausente sem partida nem chegada, Senhora minha que me pensais, onde estais, todo eu vós aguardo tremente folha e caule no vento, minha canção amada amante junco vibrante da flauta de pã, que se achegue a malha da terra que corre dentro e fora meridianos invisíveis que tudo ligam e abraçam, nossos corações compassados em certo compasso, o do amor, da consciência una que tudo é que tudo somos, corre invisível emergir, dança a dança que une o ponto de todos os corações no grande coração, lembra a cada um que cada um é cada qual, que cada um é sempre o eterno mesmo, a alegria do mel, a seiva dançará pulando em abraço que eu te abraço em abraço de amor, tudo uno outra vez, uma mesma consciência, um mesmo ser, a imagem perfeita amplexo integro do ser, não mais as duplas imagens os espelhos quebrados as zonas fantasmais, o nevoeiro e a névoa dissolvida, tudo é inteiro, tudo é luz como sempre o foi, como sempre o é, como sempre o será paz amor ardente doce ternura do teu no meu abraço girândola doce de quente luz ternura a ternurar o riso da luz a espelhar, a espalhar, todas as sombras ao instante se dissolvem castelo de areia na onda ao chegar, corre sopro sopra o vento vai espírito de pólo a pólo tudo religar, inspira o ser o doce ser imagem inteira miríade de todo o diverso, anéis que se tocam se aliançam sem nunca outro prender, o espaço é infinito como cada ser, eu, tu, a terra, o cosmo, o mesmo ser que se lembra do que é e então se torna e faz o infinito presente que sempre foi e será, onda invisível da paixão que tudo e todos atravessa religa o que sempre religado está quando no momento se encontra oculto porque esquecido, a luz se faz a luz descendo e subindo, os seres leves se agitam em tremura global de amor redonda à medida de todo o ser, esfera que é esfera sem contorno nem limite só sentido no coração acertado em acerto de amor vai descendo a lua do céu seu pai e irmão sol no dia a alumia e os dois no três do céu se juntam, se abraçam, se amam, casa cheia completa mais se completa, correm no vento rios e risos gargalhadas das crianças contentes correndo como pássaros voam semeando por onde passam as sementes de alegria que se tornam frondosas arvores que sustêm os silêncio das aves que trazem fazem e poisam o amor, frutos sumarentos que deliciam teus lábios teu verbo teu olhar, pétala pétalas da rosa que se abre eterno perfume de todo o ser, amiga amada estende teus braços me alcança eu te alcanço na mesma união, união leal verdadeira eterna sois e estamos em amor de onde nunca saímos em riachos que correm doces e suaves num fora que é dentro, tudo de novo reunido, para sempre colado o outrora separado, os corações se alentam, os corações cantam lentas valsas de amor e eu me derreto em ti, tu em mim, abro a janela aberta da casa aberta sem muros nem paredes e telhas do céu e os olhos juntos pousam lá no fundo nos montes ao sul, o mar, tudo respira o mesmo ar, respira invisível o amor, cada um como cada qual, em pé como arvores sempre seremos radiantes estrelas, todas as cores no momento se juntam, arco-íris aparecido, dentro e fora volteiam as belas borboletas que espelham com as asas em seu leve bater o eterno pulsar, meus lábios sem peso poisarão nos teus, um primeiro orvalho lento aparecerá em seu suave encostar nos olhos pulsa uma mesma vontade, um mesmo desejo um lento lamber e beijar, minhas mãos desenharão teu corpo em seu anichar, olho-te a alma e vejo-me olhas-me a alma e vês-te como sempre ambos nos vimos e o manto vermelho da paixão aparece e se asa, a casa e nós a voar, chegaste nua na tua exacta altura irmã verdadeira leal, senhora esposa e amante não há entre nós poços em que não possamos beber, nem fontes que jorram do céu que não possamos alcançar, tempos mexidos de aguas doces e quentes velas enfunadas em amor, sopra o amor em teu corpo, Senhora em dor, recorda-te da beleza que és, da beleza que sou, em mim completa em amor se vai a dor, vem minha querida, vem em meu colo estar ao lado de minha face deitar amassar juntos o pão do amor e em cada novo dia abrir a porta da padaria, quem quer pãezinhos quentes de amor, quem quer, venham provar, pãezinhos quentes tenrinhos mel da abelha amarela em céu azul cozido em lua, nada mais meu amor te tenho para oferecer ou trago em meus alforges, nem grandes bens, nem grandes posses, nem ricas jóias, só um desejo e vontade de estar na casa contigo.