quinta-feira, outubro 12, 2006

Ah Amada, fazem às vezes os homens coisas para impressionar a quem amam e parece que um engenheiro antigo amante de uma bela rapariga que o abandonou para casar com o Imperador Napoleão Terceiro, partiu para o Egipto e para a impressionar fez uma magnifica obra, o Canal do Suez, assim o viu um homem que assim o conta.

Ah Amada eu para Ti faço poemas e letras e gostava muito de te fazer festas e dar beijos, não me passa pela intenção impressionar-te mais do que o meu Amor ao próximo de Ti, não trago vontade de grandes obras de grandes confusões e contudo muitas são as necessárias ao Mundo, a fazer de jeitinho, sem nada dar cabo, mas mais compor.

Quando da sua inauguração o Vice Rei Khedive Ismail, mandou construir um teatro de opera e encomendou uma a Verdi com uma história Egípcia, seu nome Aida.

Quando a Imperatriz Eugénia e seu marido Imperador Napoleão Terceiro, acostaram em Port Said, o Canal foi formalmente inaugurado e enquanto toda a Realeza que veio de longe ouvia pela primeira vez a Aida no teatro, a pauta e a musica que nasceram da obra do engenheiro, foi a ultima gota de agua que fez transbordar o copo e a marcha fúnebre suou para centenas de milhares de pessoas que criavam cavalos e camelos, exploravam as estalagens e dirigiam caravanas e os mercadores que comerciavam entre o Oriente e a Europa ficaram sem trabalho, e um rude golpe foi deferido sobre a economia do mundo Árabe.

Os Sultões da Turquia, enfrentaram revoltas, o Egipto falido rendeu-se ao exercito Inglês e deixou de receber qualquer receita proveniente do Canal. Grandes migrações ocorreram na falta de condições da vida e do viver.

Um rasgo na terra feito pela mão do homem no sitio onde a terra se encontrava una, talvez para impressionar uma amada tornara-se uma cascata de asneiras com terríveis e dilatadas consequência no tempo que atravessam diversas gerações e determinaram em grande parte as condições de muitos países e Gentes da região.

Corria o ano de mil oitocentos e sessenta e nove, os barcos navegavam o Suez e o Médio Oriente afundava-se economicamente.

Ah Amada, disse depois da guerra um Senhor Libanês que os Cedros de Deus Foram Por ela Destruídos e que seria necessário mais do que o tempo de uma geração de Homens para que Eles voltassem de novo a Crescer e assim Amada perdemos sua Companhia e Sombra em Nosso Namorar.

No Mar o ouro negro jorrou e muito sujou, as anémonas, brilharam todas juntas no Mediterrâneo, Ajudando com Sua Luz a Fazer-Se a Paz.

Consequências das guerras que muito sempre destroêm para além dos Seres e Imagem da Aliança do Amor no Correcto Combate Pela Paz.

Khalil Gibram no seu livro, Jesus, o Filho do Homem escreveu no capitulo, a Mulher de Biblos.

Chorai comigo, ó filhas de Ashtarte
E todos vós, amantes de Tamouz
Ordenai ao vosso coração que se funda
E erga e derrame lágrimas de sangue,
Pois Ele que era feito de ouro e marfim já não existe

Na Floresta escura o varrão derrotou-O
E os dentes do varrão trespassaram a Sua Carne
Agora Jaz manchado com as folhas de antanho
E os Seus passos Jamais despertarão as sementes
Que dormem no seio da Primavera
A Sua voz não virá com a aurora até à minha janela
Ficarei só para sempre.

Chorei comigo, ó filhas de Asharte
A todos vós, amantes de Tamouz
Pois o meu Amado fugiu-me;
Ele que fala como os rios falam
Ele cuja voz e cujo tempo eram gémeos
Ele cuja boca era uma dor vermelha feita doce
Ele em cujos lábios o fel se tornava mel
Chorai comigo, filhas de Asharte
E vós amantes de Tamouz

Chorai comigo em redor do Seu ataúde
Enquanto as estrelas choram
E enquanto as pétalas da margarida
Caem sobre o Seu corpo ferido

Molhai com as vossas lágrimas as mantas de seda da minha cama
Onde o meu Amado em tempos se deitou no meu sonho
E desapareceu quando acordei

Exorto-vos, filhas de Asharte
E a todos vós amantes de Tamouz
Desnudai os vossos peitos e chorai e confortai-me
Pois Jesus de Nazaré morreu.


O Poeta

Ele é o elo entre este mundo e o futuro
Ele é
Uma nascente pura da qual todas as almas sequiosas podem beber
Ele é uma árvore regada pelo Rio da Beleza, carregada de Fruta desejada pelo coração esfaimado
Ele é um rouxinol, que acalma o espirito
Deprimido com as suas belas melodias
Ele é uma nuvem branca aparecendo sobre o horizonte
Subindo e crescendo até encher o rosto do céu
Depois ela cai sobre as flores do Campo da Vida
Abrindo as suas pétalas para admitirem a luz

Ele é um anjo, enviado pela deusa para
Pregar o evangelho da Divindade
Ele é uma candeia brilhante, não conquistada pela escuridão
E inextinguível pelo vento

Está cheia pelo Isthar do Amor e iluminado pelo Apolo da Música
Ele é uma figura solitária vestida com simplicidade e Bondade
Ele senta-se no colo da Natureza para despertar a sua Inspiração
E fica acordado no silêncio da noite
Aguardando a descida do espírito

Ele é um semeador que semeia as sementes do seu coração nas pradarias da afeição
E a humanidade faz colheita para seu alimento

Este é o poeta, aquele que as pessoas ignoram nesta vida
E que é reconhecido apenas após se ter despedido do mundo
Terreno e retornar à sua arvore no céu

Este é o poeta, o que só pede à humanidade um sorriso
Este é o poeta cujo espirito se eleva e enche o firmamento com bela frases
No entanto as pessoas negam-lhe o esplendor

Até quando se manterão as pessoas adormecidas?
Até quando continuarão a glorificar aqueles
Que atingiram a grandeza por momentos de vantagem?

Durante quanto tempo ignorarão aqueles que lhes
Permitem ver a beleza do seus espirito
Símbolo de paz e do amor?

Até quando os seres humanos honrarão os mortos
E se esquecerão dos vivos, que passam nas suas vidas
Rodeados de miséria e que se consomem
Como velas acesas para iluminar o percurso
Dos ignorantes e guiá-los ao caminho da luz?
Poeta, tu és a vida desta vida e tens
Triunfado pelos tempos apesar da severidade

Poeta, um dia dominarás os corações e
Por isso o teu reino não terá fim

Poeta, examina a tua coroa de espinhos
Encontrarás aí escondida uma grinalda de louro em botão.




O DEUS do Bem e o Deus do Mal
Encontraram-se no alto da montanha

O Deus do Bem disse:
Bom dias, irmão

Mas o Deus do Mal não respondeu.

O Deus do Bem Tornou a dizer:
Hoje estás de mau humor.

O Deus do Mal disse então:
Estou sim
porque ultimamente muitos me confundem contigo
e chamam-me pelo teu nome
e comportam-se comigo
como se fosse tu
e não gosto disso

O Deus do Bem disse:
Também a mim me confundiram contigo e me chamaram pelo teu nome

Ao ouvir estas palavras
O Deus do Mal seguiu caminho
Maldizendo a estupidez dos homens


Ambos de Khalil Gibran



Atentai Irmãos, que cada vez que alguém que amamos se ausenta do nosso convívio no quotidiano, nossos corações sofrem uma perda. O mesmo se passa aqui neste espaço, mesmo entre seres que só se conhecem através da escrita, pois através dela como de tudo o que é humano, ela é um pedacinho desse ser, que assim se partilha e se dá a seu leitor habitual e assim quando se vai, é de certa forma como se fosse da presença real, mesmo que esteja estado presente sem ser em corpo, ou sorriso, ou gargalhada ao pertinho do ouvir.

E pode ser essa perda igual, menor ou maior do que se fosse feita também em corpo.
Assim normal é sentir-mos um buraco no coração, uma ausência e uma perda, para alguns como se o Sol se tivesse ido ou a Lua se esquecesse de se deitar no Céu.

Nasce uma tristeza e um buraco que como todos demora a passar o tempo necessário e exacto que demora a passar.

Não fiqueis tristes, pois estamos lado a lado sempre uns nos outros presentes, assim Vai e É o Amor.
E o Sol e a Lua Habitam no Céu que Habita Sempre no Coração de Cada Um.

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