domingo, dezembro 24, 2006



Os Sacos Vazios das Prendas Amontoam-se nas ruas que os caixotes estão cheios e mais não levam, as casas confortáveis, quentes e iluminadas, as rabanadas e os sonhos fazem as delicias das crianças e dos adultos.

No Fim de mais um ano que passa, cerca de onze milhões de crianças morreram porque nós as deixamos morrer, sem nenhuma razão para assim ser. Morreram tambem as Mães e os Pais.

É Meu Filho

Uma dúzia de homens mais ricos do planeta podia de uma vez acabar com a miséria e ficariam eles mais ricos do coração e não ficariam pobres e escanzelados, mas não se pode obrigar ninguém a dar o que é seu, a propriedade existe e é respeitada, A Mãe e O Pai e O Filho e o Espirito Santo Tambem e todos Bem de Saude e Felizes Como Se Pode Ver.

O Fundo do Fim de Todas as Misérias não foi ainda criado e os homens se entretem em conflitos e guerras, alguns dirão que não existe dinheiro disponivel, mas para armamento sim.

Poderiam fazer simples acordo universal e local, baixassem durante uma semana os produtos todos que se compram para um valor de um euro ou correspondente e assim o dinheiro que existe no bolso de cada um daria para comprar o que de necessário falta a novecentos milhoes de Irmãos no Uno Mundo que vivem e morrem na miséria.

E já se levantam as vozes dos Restelos, então se dá o peixe e não a cana e o ensino do semear e do colher e do distribuir?

Pois então que em vez de uma semana sejam duas e se o calculo estiver errado, que seja acertado e que se aumentem ou diminuam os dias.

Outros cegos dizem, sempre foi assim e sempre assim será o homem e seu viver. Lhes responderão as formigas ou outro bicho qualquer, depois deles todos desaparecerem da Terra.

Nossa Senhora Tem Suas Mãos de Ossos Transparentes Em Concha Sobre a Cabeça do Menino a Protegê-lO.

Um Santo Natal a Todos, Diz Deus Ofendido a Chorar.

E acrescenta, se meus filhos assim continuarem a caminhar, serão um bilião e setecentos milhões que irão rapidamente para o Céu pelas novas pestes, que o Vaso engendrará em busca do novo equilibrio em desiquilibrio.

Depois se chegará rapidamente ao fim da vida do homem.

Simples imagem e equação. Até dois mil e vinte e cinco será necessário mais uma terra igual a que temos para dar para todos.

Já tem o Homem uma outra no Cosmo em vista? E meios para a mudança de Todos os que forem necessários mudar de casa?

Pois se precisamos de uma outra terra até esta data para viabilizar a vida de Todos, quer dizer, que não tendo tempo até lá para acontecer, a vida só poderia prosseguir dessa data em adiante se se verificar uma drástica redução da população.

No outro lado da equação, no termo do Bem, a Eternidade do Corpo é já uma realidade, se criarmos as condições para que os Seres possam continuar a viver. Importante será juntar duas equipes de investigação que apresentaram resultados recentes neste campo. Uma lusa que descobriu o agente de destruição e uma americana que entendeu a comunicação ao nivel celular.

Ao Homem, a escolha e o escolher, liberdade que Deus Pai lhes concedeu ao criá-los.

Existem vivos ou já estão todos finados?

Bate-vos ainda o coração?

E vossas cabeças, ainda pensam com elas?

Ainda Se Lembram Quem São?

Ainda Sabem o que Quer Dizer Amor?

A Tempestade se levantará, a autoridade se transformará em Pó e o Caos a Todos Chegará e Tem Vós Mãos, Meios e Vontade Para Tal Impedir.

A Criança Sorri

O Fito da Vida É A Felicidade

A Felicidade do Amor

O Amor Feliz

segunda-feira, dezembro 11, 2006

Ah Amada, que a cidade parece estar morta sem viva alma nenhuma que se apresente, que abra a boca do coração e fale verdade, parecem todos já mortos em vida, todos assobiam baixinho para o lado e falam de tudo sem ser de nada do que importa e eu continuo aos gritos, pois agua mole em pedra dura, tanto bate até que fura.

Acordai, acordai a verdade, acordai a coragem que tendes dentro de vós, não querais assim viver em zonas de sombra ou com argumentos e luz encravadas em vossas gargantas, que assim vão como mortos vivos.

Ah Que Vos Hei-De Gritar Até ao Infinito E Todas as Flores Acordarão para o Sol

Ah Que Vos Hei-de Gritar Até que o Pássaro Se Solte e Voe Sobre a Cidade

Ah Que Vos Hei-de Gritar o Amor Até à Eternidade

segunda-feira, dezembro 04, 2006

As boas noticias de hoje de manhã, foi o anúncio do acordo entre três partidos para levar à Justiça a morte de Sá Carneiro, Adelino Amaro da Costa e os Outros Que Faleceram em Camarate.

Só com um dúvida fiquei, porque razão os outros partidos não acordaram no mesmo?
porque não foram consultados ou porque não quiseram?

Espero mesmo que seja pela primeira razão de fácil correcção, pois a segunda levantaria questões muito duvidosas, de dúvida profunda, pois ninguém em democracia, nenhum partido, poderá ãpresentar válidas razões para que a morte, seja de quem for, passe impune, pois tal poem sempre em causa a própria democracia e os valores da justiça que ela deve garantir e nunca é o passar do tempo, que os apagam.

Recordo de estarmos nos Olivais quando ouvimos o estrondo e metemo-nos a caminho de motas para ver o que se tinha passado mesmo antes de sabermos o que tinha acontecido e o estranho, mesmo estranho e que as duas motas em que iamos chocaram e caimos nós ao chão e nos magoamos, felizmente sem ser muito sério. antes de ontem foi ver o nome da rua onde o Luís chocou contra mim e caimos os quatro ao chão. É na rua que sobe para a rotunda de saida dos olivais, a primeira quem sobe do aeroporto, aí se encontra a relação com os territórios de Africa, como a confimar as relações que hoje se sabem existir entre o assasinato e o tráfico das armas, o consequente desvio de dinheiro, e a guerra do Irão e do Iraque, informações que ao que parece Adelino Amaro da Costa se preparava para desvelar.

As motas, uma era de origem italiana, a outra de um dos paises de leste
E nova e profunda e grave asneira no mundo se montou.

Ainda há remédio. A ver se existe a Inteligência e a Vontade de o Tomar.

Um conjunto de países invadiu um outro e derrubou o Presidente e um tribunal do novo regime ainda sob ocupação, acabou de o condenar à morte por seus crimes, assim acordou o ver do visto quem o julgou, que outros houve, como um ex procurador do pais que fez de principal invasor, acabou de dizer por palavra própria, que o julgar tinha sido uma fantochada.

De que o Presidente é culpado, não resta dúvida a larga maioria no mundo, outros dizem dele, ser um herói e muitos verão quando o herói for transformado em mártir, uma fonte de inspiração.

E também a maioria dos Seres do Mundo Não Concorda Nem Aceita a Pena de Morte que traduz pagar o mal com o mal, quebrando a Lei da Vida, do Viver, do Amor, e sabem todos os que vão de olhos abertos da simples errada conta e contar. Mal com mais mal, sempre maior e continuado mal.

E Já São Muitos os Homens Videntes que Alertaram para o facto que tal assassínio poderá incendiar diversos Gentes em Diversos Países no Mesmo Uno Mundo Onde a Guerra se Passa.

E não seria contudo esta, razão, para que a lei não se cumprisse. Ela, deve é ser mudada pois é má Lei que aumenta o Dano em Vez de o Diminuir ou Curar, da mesma forma que Sabem Todos Os Seres de Coração Afinado, Que Matar Quem Matou, Faz Semelhante Aos Dois.

E as Leis que trazem os países nestas matérias são ainda distintas entre si e por principio cada uma é soberana em seu país, o que não é inteira verdade de se dizer, pois se ela o é, neste caso, sua aplicação se deve a uma guerra e a consequente ocupação.

Já diversos países colidiram com um país e consequentemente com suas leis e realidades decorrentes, em maior ou menor grau, com as próprias.

Por extensão poder-se-á dizer que uma situação de ocupação altera em termos práticos, não necessariamente legislativos, as leis que aí existiam e também a realidade da sua execução. Talvez seja então correcto por coerência pensar que um ocupante pode assumir funções legislativas numa situação assim e abolir a pena de morte.

Mais complicado o assunto se torna, quando um dos países ocupantes em muitos dos seus Estados é praticante da pena de morte, uma forma de assassínio em distintos e diversos modos.

E se cada vez, que um mata outro, se autoriza a retribuição pela morte matada, o mesmo será dizer, que cada vez que gentes de um país matam gentes de um outro, autorizam os sobreviventes na retaliação em igual modo.

Assim se fecha o circulo da violência e da morte matada que urge de vez no chão da terra de uma vez por todas as vezes, quebrar.

E não irão os países que já aboliram a pena de morte fazer guerra ao que ainda a tem para que esses deixem de a ter.

Mas podem os países que não a tem, pensar muito bem pensado, o que se poderá e deverá por esta razão, alterar na relação com aqueles que ainda a tem, pois algum poderá duvidar ou apresentar válida argumentação de que esta questão não é uma questão chave da humanidade e do relacionamento entre os homens e que é exactamente neste domínio e no mal feito que vimos deixando acontecer, que se criam e se fundam a maior parte dos problemas, das tensões e das guerras?

E se o que mata e o que mata para matar o que mata, os torna semelhantes, será de cuidado avisado pensar um pouco mais o que quer dizer semelhança e de que forma ela se manifesta e acontece.

As semelhanças, permitem reconhecer o igual no distinto, são como fios que ligam o igual no desigual, e cada parte é formada por diversas pequenas partes que se encontram por sua vez juntas e ligadas entre si e assim sendo, uma ligação que se estabelece por uma parte permite a ligação entre outras partes que não se encontram directamente ligadas.

Nos últimos tempo são já três os sinais de ameaça a um Presidente de um dos países invasores. Se a execução for adiante, será o quarto, unidade estável da quadratura estável de uma situação e se ao quarto se chegar provável é que mais tarde ou mais cedo tal assim venha a acontecer, isto foi o pensado no visto na Palavra que Vivida se Vai Escrevendo e que Assim Foi Escrita Antes de Este Novo Passo Acontecer. Terrível novidade, queira Deus Iluminar os Homens para que Assim Não Aconteça e esta execução não se concretize

Não poderemos vir a contar por falta de audiência, uma historia assim, era uma vez em que o desejo de concretização, justificação e vingança, se fez o fósforo que começou o grande incêndio de todos os impérios materiais. Começou no Iraque, do patamar diário da guerra civil mais ou menos contida e protelada, passou-se a geral descontrolada e depois veio um outro país e um outro até ao fim de todos eles...

Ver-se-ão muita imagens do completo desperdício e impotência,, dos soldados a distancia do seu não ver, caírem com tiros, como se fossem bonecos numa barraquinha de tiro ao alvo parado nas feiras, televisionados por todos no mundo, de jeito parecido com aqueles que como aranhas distantes fazem o mesmo nas sociedades que os cegos chamam de democráticas, mais uma semelhança e estranha conta a se avolumar, são mais os mortos matados na guerra, que na tragédia que justificou em grande parte, seu despoletar e o mundo terá ficado um local mais seguro?

Alguém terá ainda duvidas sobre esta matéria?

Algumas democracias disseram pelos seus representantes que concordavam com a decisão, outros ainda disseram que era uma decisão do pais do ex presidente e que portanto deveria ser respeitada, mas foram esses aqueles que o invadiram.

Qualquer democracia neste ponto deverá pensar e dizer muito claramente onde se coloca face a esta decisão, pois a guerra tornou-se total e não local e este assunto diz por sua inerente natureza respeito a todos.

A pena deverá ser comutada, primeiro porque a pena de morte é inaceitável, depois por simples bom senso.

Que se aproveite a ocasião para ver de que forma se pode acabar com ela em mais países, pois me recordo no ano passado de se terem feito progressos nestes assuntos e alguns foram os novos países que a aboliram. Tornam-se verdadeiros novos países quando assim o fazem

E todos os Seres deveriam se for essa a vontade de cada um expressar de forma clara e por todos audível, seu posicionamento

Que razão moral tem uma democracia que com uma guerra ocupa um outro pais considerado como regime autoritário e depois de prender e derrubar um ditador, o mata, para dizer a um outro ou o mesmo, que é invadido, para pararem a guerra que lhe fazem

Se o pais invadido se tornar invasor poderá fazer um mesmo?

Alguém ou um pais se sente invencível?

Alguém ainda pensará que as guerras de hoje se fazem como as de ontem em que o clássico poderio militar era garante de alguma vitória?

Alguém ainda não percebeu que sem se alterarem as relações internacionais e se entender e tratar claramente as questões nas suas substancia e implicação moral, se caminhará a passos largos para o fatal e final abismo ou haverá alguém ainda com duvidas que a essa lotaria estamos por mão e bilhete próprio, todos habilitados?

Não existem guerras justas e este culminar em cima da mesa trás uma agravante consigo que será pela lei do Uno Coração partilhada por quem a criou a partilha, o de ter sido uma guerra feita a revelia do direito internacional, montada por uma grande ilusão e o sangue que a mentira e mal feito, sempre fazem e trazem, nos faz a todos trazer as mãos manchadas de sangue, com excepção das crianças e dos inocentes.

Deveria a América ter em tempo útil discutido a questão da pena de morte e mais do que discutido, deveria a ter acabado em sua casa, agora parece tarde, pois se a sentença for cumprida na sua forma actual, assinará em forma semelhante no mesmo contracto.

Como se inverte então a situação?

O mais correcto seria mudar a lei no Iraque no respeitante à pena de morte
O menos correcto, pois irá sempre demonstrar da encenação que estes julgamentos muitas vezes se tornam, será pelo recurso garantir um comutar.

Mais honesto seria, se for impossível no tempo que existe, mudar a lei, impor então que assim o seja e dizer aos tribunais autónomos e soberanos do Iraque qualquer coisa no género.

Desculpai-nos, nós que estamos doentes e cegos, que em nosso pais assassinamos os assassinos e sabemos que fazemos mal e que assim continuamos um pais medieval, mesmo quando enviamos uma sonda a marte e nós quando vos invadimos impusemos a nossa lei pela via da força e agora, ela vos queremos devolver, mas não podemos permitir que o homem seja executado porque sabemos que mal pago com mais mal faz maior mal e nos próprios iremos este assunto em nossa casa mudar.

Tiramo-vos do jugo de um déspota, razão suficiente para vos pedir que não seja assassinado, pois mal já não pode fazer.

Por extensão deste caso, teremos que vos pedir de modo igual para abolir a pena de morte.

Homem mesmo disse em tempo recente, que a melhor solução para criar as condições de paz no Iraque seria aproveitar e acordar o apoio e acção do presidente deposto, sem ser obviamente como presidente na pacificação entre facções.

Difícil de engolir o orgulho porque é grande e está encravado na garganta, mais difícil ser inteligente que orgulhoso, mais difícil ainda dar de certo forma a mão a palmatória, mais fácil perpetuar o sangue e morte de muito de soldados, mais fácil no curto muito mais arriscado no menos curto a atender ao estado de violência latente no mundo

Pois é verdade dizer, que o Presidente déspota e ao que parece responsável pela morte de muitos, mantinha o país em paz interna e agora o que se assiste como resultado é uma guerra civil de duas etnias contra uma terceira, a minoritária, que era a mais forte politicamente e que antes se equilibrava nas três, e se a guerra civil se estender e alargar, teremos todo na mão como resultado, e na esperança que assim não seja, um genocídio ou algo próximo.


Da chegada da Tempestade

Todas as Tempestades Chegam
Em Forma Igual

Assim
No
Céu
Como
Na
Terra


Assim
Na
Terra
Como
No
Céu

Que
Se
É
O
Lugar
Donde
Vem
No
Primeiro
Nascem


O
Vaso
Das
Dores

O
Vaso
Das
Misérias

O
Vaso
Das
Violências
Enche

O
Único
Vaso
Na
Terra
Por
Mão
Humana
Enche
Enche
E
Vai
Enchendo

Na
Terra
Por
Mão
Humana
Enche


E
Depois
Transborda
Na
Exacta
Medida
Proporção
Consequência

Os
Homens
Olham
Então
O
Céu

Bradam
Lhe
Suas
Dúvidas
Suas
Incógnitas
Suas
Resignações

Vê-se
O
Medo
Desabrido
Em
Seus
Olhos
O
Céu
A
Olhar

E
Não
Olham
Seus
Corações

O
Exacto
Pequeno
Grande
Lugar
Onde
Tudo
Acontece



Da caça às Bestas

Uns
Vão
Achando
Que
Seu
Corpo
Acaba
Na
Lonjura
De
Suas
Mãos


Outros
Achando
Que
Seu
Corpo
Acaba
Onde
Acaba
A
Lonjura
Alcançada
Pelas
Pernas
Ao
Caminhar

Outros
Ainda
Achando
Que
As
Mãos
E
Os
Pés
São
Coisas
Soltas
Sem
Irmãos
E
Que
O
Horizonte
Acaba
Onde
Os
Olhos
Mais
Não Vêem


Se
Tudo
É
Eterno
E
Presente
Tanto
O

Caminha
Quando
Parado
A
Mão
Se Estende
Quando
Quieta

Tudo
Habita
O
Mesmo
Lugar

Tudo
Se
Estende
Faz
E
Atravessa
O
Uno
Lugar


Tocaia
As
Bestas
Vão
Elas
Assustadas
Na
Transparência
Das
Aguas
Sempre
Transparentes
Assustadas
Entretém-se
Em
Apuro
Medroso
A
Ler
O
Futuro

E
Assim
Vão
Fazendo
Dele
O
Susto
E
O
Medo

E
O
Tempo
É
Eterno

Esquecem
Se


As
Bestas
Trazem
O
Coração
Negro
Assim
Ditam
Seus
Passos
Suas
Mãos
No
Ir
No
Fazer
E
No
Feito

As
Bestas
Pesadas
Vão
Carregando
Pesadas
Negras
E
Densas
Tempestades

As
Bestas
Pensam
Que
Lêem
O
Futuro
E
Antecipam
Negras
Defesas

Porque
As
Bestas
Mesmo
Bestas
Vivem
E
Querem
Viver

E
Mal
Fazer

Nas
Vezes
Mesmo
Matam

E
Mesmo
As
Bestas
Mesmo
Bestas
São
Antes
E
Sempre
Seres
Da
Mesma
Una
Luz

Esquecidos
Assustados
Medrosos
Violentos

O
Anjo

Caça
Às
Bestas

Por Deus
O
Anjo
Da
Luz

Aquele
Que
As
Bestas
Aos
Desatentos
Fazem
Crer
Que
Demónio
É
Seu
Ser

E
Deus
Em
Tudo
A
Ilusão
Desfaz


Sempre Fazem
A Má Conta
As Bestas

Sempre Fazem
O Negro Contar

Sabem Bem
Do Sangue
Que Trazem
Em Suas Mãos

Sangue
Que
Pretendem
Sempre
Escamotear


Cada Vez
Que O Anjo
Da Luz
Às Negras
Bestas
Se Achega

É Vê-las
Espernear
Puxam
As
Setas
Perante
A
Iminente
Caça

E
Flecham
Mais
Uma
Vez
O
Anjo

Basta
Pensar
Então
À
Luz
Que
Se
Faz

Se
A
Suspeita
Pelo
Anjo
Partilhada
Se
Faz
E
Se
Fez

Seguindo
O
Trajecto
Inverso
Da
Seta

Se
Chega
À
Mão
Da
Besta
Cega

Proporcional
Semelhante
Simétrica
Ao
Medo
Da
Besta
Que
A
Flecha
Soltou


As
Bestas
Se
Trazem
Coligadas
Como
Dedos
De
Uma

Mão

No
Mar
Parecem
Gigante
Polvo
Seus
Tentáculos
A
Tudo E
A
Todos
Tentar
Agarrar

No Fundo
Sabem
Todas
As
Bestas
O
Sabido
Da
Verdadeira
Extensão
Infinita
Das
Mesmas
Mãos


E
Quem
Dispara
A
Seta
Nem
Sempre
É
A
Besta
Por
Detrás


Pois
A
Besta
Mais
Besta
Se
Esconde
Nas
Trevas

Cobarde
É



O Anjo Escrevendo pela Pena dos Olhos da Luz
O Anjo Anunciando a Escrita em Seu Fazer

E de novo no momento certo de seu fazer de Novo Flechado
A Seta desta Vez Sobre O Seu Filho

Veio da Juíza
Mas não foi Ela a Principal
Ela, a mão que a soltou
Outros se escondem por detrás



Ah Amada, por detrás da minha janela aos Olivais, uma escolinha da gente pequena. Hoje faz um dia lindo de Sol.

Dias há que seus alegres chilrear me aquece a Alma

Outros dias, em seus alegre chilrear, nasce a imensa tristeza de meu filho de mim à força afastado.

Cada vez que o vejo, todos me fazem sentir que é como de uma pérola se tratasse, uma benesse que gentilmente me concedem, uma hora aqui, uma hora ali, de todas as decisões sobre ele, me mantém afastado.

Nada sei do seu viver, como passa seus dias, seus fim de semana, onde, com quem, a fazer o quê. Não se pode ser pai a conta gotas ainda por cima, de perversa pipeta pequenina.

Oh prova maior da Infinita Paciência, que assim me remetem a maldade de alguns para um não pai, Sendo eu Pai.

Oh Coração rasgado a rasgar-se. Até quando Meu Pai?

Tristeza que funda a tristeza, a zanga e a revolta em meu coração.


Simetria do ataque, como sempre, a demonstrar a imensa escala em que tudo isto se trás cruzado, como é simétrico no tempo do acontecer, o que escrevo sobre o Mundo e os Homens, de como é simétrico em seu tempo de acontecer, que quando anuncio o que vou fazer, o que em meu ver há ainda a esclarecer e alguns logo da dissimulação a que se remeteram, passam ao aberto ataque.

Espantoso, espanto-me e nem sei mais porquê, pois tem sido sempre assim desde há imensas luas. Talvez me espante da minha própria incredulidade e do meu Eterno Amor Optimista, mas assim Sou e Sempre Serei.

Teço delicado e redondo colar de pérolas a minha amada e o vou cantando na praia no tempo de seu acontecer e logo as bestas encurraladas recomeçam a espernear.

Meu Deus, que assim na Nudez da Verdade ao Amor Me Entreguei e uma Vez Entregue
Sempre Entregue, não existe diferente caminho nem distinto caminhar.


E sei eu dentro de mim, que só quando algumas delas contra a parede estiverem, isto parará e não me resta nenhum outro caminho e se sobe à memória antiga dizer que por interposta pessoa, Oscar Wilde me disse, que a via da verdade, é via de perdedor e como na altura lhe respondi, agora o faço, não creio, a verdade é salvação, a verdade salva, a verdade É O Salvo, Todos os Verdadeiros, Salvos. Enganaram-se os dois meus amigos, e ambos sofreram, cada um a seu jeito, o bastante num diferente semelhante.

Meu Deus, eu Te Agradeço Pelo Manto Protector de S. Jorge, Com que me trazes Coberto e muitos conhecem minha face.

Espantoso o imenso poder profano que faz o negro combate e contudo são como tudo apenas Pó, pó andante, que ainda anda e já caiu ao se darem conta da extensão do mau feito.

Pela minha cidade, passam muitos Amados muito Amados, muito Amor Vejo Acontecer e eu de coração rasgado, pela mágoa pesado e triste vou.

Sabem meus inimigos do que vai acontecer, trocam entre eles informações de horários antecipadamente e combinam estratégias, outro que nem inimigos, tentam as suas em suas conveniências secretas e escondidas e o resultado é um mesmo semelhante.

Quando o Amor circula e as Gentes Amantes Vão, Passam, Partem e de Novo Voltam, logo a guerra é lançada.

Voam flechas de todos os tamanhos e formas , a táctica sempre uma mesma, uma grande e diversas mais pequeninas lançadas como um órgão de Staline com que me tentam cravar em forma indirecta, em quem me Trás Amor e eu que da grande vou ainda virando o bico de forma a fazer o anzol de quem a lançou, fico a ver as outras resvalar no Invisível Manto Protector do Amor Que Aqui Estendo Por Toda a Eternidade Sobre Todos Os Amantes.

Fico a vê-las chegar e mesmo não se cravando fundo, dói, dói do ver do mal fazer, da pérfida intenção, do negro plano, do combate entre a luz e as trevas, de como os corações Amantes ficam tristes a entristecer.

Fico a vê-las passar, pois não me chegam as mãos para pelo Amor a Todas Derreter.
Só me resto o que sempre me restou, sabe-las e continuar em meu caminho.

Para além das já aqui desveladas anteriormente, algumas das quais corpo ganharam em sua expressão, outros se encontram na eminência, vi passar novas velhas flechas, uma história de cão, cães de gerência de prédio, onda de queixas orquestradas, até as velhas drogas a mais, mil variadas intrigas ao gosto de qualquer freguês, e mais terrível, aquelas que se extrapolam dos argumentos que são construídos para justificar a separação de meu filho e que raiam o cumulo da indignidade que sobre a minha pessoa pretendem afirmar, a de ser abusador de crianças.

Que um raio vos caia em cima da cabeça, é o que me apetece dizer a essas bestas e em pormenor em seu devido tempo esclarecei o que entender de esclarecer.

Não tenho tempo para tudo, e sou eu que defino aquilo que considero prioritário o que não quer dizer que muitas vezes seja desviado por necessidade de defender a quem Muito Amo.

Dá-me Pai, força para mudar o que posso mudar
Dá-me Pai, força para aceitar o que não posso mudar

Pela minha cidade nestes dias dos entretantos que às vezes se tornam longos entretantos passou uma Bela Princesa que veio apresentar Seu Livro da Sua Relação com Deus.

Ah Bela Senhora Princesa, como eu gostaria de ter tido a Alma de Vos ter ao Perto Visto e Ouvido, como me aprazaria conversar e ouvi-la numa tarde sobre Seu Conhecer a Deus, como Triste fiquei perante Sua Imensa Beleza que em breve vi na distância da televisão. Como nesse breve instante religado por amor profundo senti Sua Mágoa, eu Vos Trago em Amor, Senhora, Certa Sereis Ao Sabê-lo e quem sabe um dia de maior Luz ao passar em sua cidade a possa visitar.

Fez-me lembrar um poema que anda comigo e me habita desde alguns anos, ficou Seu Amor, Como Sempre, Dentro de Mim.

Ah Belo Príncipe e Rei do Canto e do Cantar e eu nem mais sei me governar, vivo de caridade e não posso estar sempre a dizer.

As trovas falam de pontes cujas margens se afastaram, mas tal é uma impossibilidade do coração, pois o fito de amor é unir todas as margens até não existirem mais margens, com excepção dos rios e das que são por natureza próprias à individualidade de cada ser que aqui habita.

Não Vos preocupais, não vos quero nenhum dano que seja, não vos amo menos, às vezes assim parece ser, outros perde-se um pouco a fé para de novo amanhã de manhã a reencontrar, tudo é possível no Amor, tudo é possível ao Amor, e o livro do destino casado com o livre arbítrio que cabe em parte na parte certa aos homens e um rio de eternas voltas e curvas e lagos e nem sempre a canoa vê o mar inteiro, o porto inteiro do Amor A Aportar e não é por não vê-lo num instante que Ele Não Está.

domingo, dezembro 03, 2006

Amados Meus do Uno Mundo.

Neste onze de Setembro vi na televisão no telejornal uma imagem das torres.

A que se encontrava à direita ardia já e via-se portanto o que se pressuponha ser o segundo avião que entrava no enquadramento também pela direita, passava por detrás da torre que à direita já ardia e passado um breve instante a segunda torre é como que rasgada.

Estremeci porque algo não batia certo, pois pela perspectiva da rota, este segundo avião que vinha pela direita, não parece passível de ter feito curva tão apertada para entrar naquele angulo, que o rasgão mostrava em seu acontecer na torre da esquerda.

Depois foi ao youtube ver imagens da tragédia e vi uma outra imagem, onde eram visíveis as duas torres, em que um avião que vinha da direita, entrava pela torre da direita e um que vinha da esquerda entrava pela torre da esquerda.

Deitando dois T lado a lado, as perpendiculares eram as rotas e contrariavam o que a imagem transmitida agora na televisão portuguesa mostrava

Há algo aqui que não bate certo. A imagem que foi exibida na televisão portuguesa contradita outras. Como tal é possível?

Para quem como eu não conheceu as torres ao perto, a situação não é fácil de perceber, porque as imagens são tomadas de diversos ângulos com distintos enquadramentos, com campos e contra campos e por vezes a ausência de referenciais de outros edifícios nos diversos saltos de escalas, mais ajuda à confusão.

E contudo uma conclusão é de tirar face a este visto, que pelo menos uma imagem teria sido manipulada se não mais, pois será necessário por quem direito e com conhecimento técnico, analisar as que forem necessárias para tal se clarear.

Aguardo informação de quem de direito sobre esta matéria e não venham dizer, que já as apagaram ou que entretanto desapareceram, pois certamente haverá traços e cópias.

E porque razão e com que intenção foi esta imagem exibida, manipulada?

Quem pretende falsear a imagem do que se passou, se bem que esta questão seja bastante mais complexa em suas implicações.

Quem quis criar uma ilusão sobre outra ilusão?

Tanta, mas tanta a ilusão por muitos criada e assim não pode nem deve ser, assim vivem os Seres enganados em mil ilusões e se perde o norte e as direcções da verdade.

Sabes, minha Amada, dizem no éter de vender e comprar informações sobre a verdade do acontecer, mas a verdade nem se vende, nem se compra, é sempre a resposta que dou e mesmo assim, continuam quase todos os dias a insistir no mercado do que não é passível de ser mercado.

E chegam outros e dizem, troco este por aquele e eu digo não, não se troca ninguém por ninguém, nem por nada, ainda existe a Lei de Deus e dos Homens aqui na Terra .

E outros ainda dizem. Não sejas tolo, que saber é poder e se o tiveres no bolso, se valoriza a posição, mas de que posição falam?

A verdade é sempre maior do que qualquer bolso.

E chegam outros e dizem se quero vender ou comprar e a esses eu digo nada, muito menos se negoceia em carne e sangue, que ofende sempre a Deus.

E chegam outros que insistem que em política o que parece, é, mas não é assim, nem tudo o que parece é, sobretudo nestes tempos, nem tudo o que reluz e é doirado, é de Oiro.

E outros ainda dizem e assim o triunfo será dos porcos, mas eu que deles sou amigo, lhes respondo então, que não querem eles nenhum triunfo, só viver, como todos os Seres, mesmo aqueles que grunhindo acabam à mesa dos homens em seu sacrifício e sacrificar para ainda nos alimentar.

E acrescento, que mortes, mais mortes, não e não ficam nunca impunes os crimes.

Agora em dia recente, veio um senhor dizer, que tinha fabricado a bomba que levou para a morte a Snu Abecassis, o Sá Carneiro, o Adelino Amaro da Costa e ainda Outros que iam no avião, mas como alguém bem questionou, mesmo tendo prescrito o crime, falta saber ainda algumas coisas importantes, quem mandou faze-lo e parecendo-me que como alguém que também o disse a propósito da composição do engenho, mais parece ter sido uma bomba de feitiço.
Tuas mãos Senhora em minhas mãos, minhas mãos em Tuas mãos.

Abriu-se-me o peito
Rasgo fundo
Violento
Em
Seu
Rasgar

Vos
Quis
Como
Sempre


Beijar

Acalentar

Espelho Senhora, me fiz por um longo momento de dias Seu
E depois de a cumprimentar, a tristeza pousou em meus braços
Pois Quente Fora minha Intenção e Vontade e as trovas me falam do Frio em Que Ficou.

Ah Amada, rasga-se o coração um pedacinho em pedacinho quando sente o sofrer em Sua Amada, mesmo ao longe Amada e a Beleza e o Belo Expressam a Mesma Linguagem do Amor e eu procuro-te sem te procurar, na esperança de te encontrar e não será ainda o nosso tempo, digo-me racionalmente tentando convencer o pedaço frio e ausente da Flor que mora ainda em meu coração.

E me falou o vento de luto e eu Senhora, me disse, cego que sou, cegueira que por vezes magoa na verdade do acertar no que não se sabe, no que se trás sabido sem se saber e a verdade é em parte cega e o amor é sempre maior que a verdade e é Ela parte Dele.

Mas não deve a parte pôr-se ou ser maior que o todo

E me falou o vento de violência e de brados ao céu
E me falou de me ir embora
E me falou de ir bugiar ou pentear macacos

E me falou de solidão, de repente, quando se olha o nosso coração fora do peito a bater por breve instante nas palmas das nossas mãos e assim o vemos claro e de frente e percebemos que estava só, que o coração nos diz exacto naquele momento que estava só, sozinho e nos diz, vês agora o que eu te tentava dizer e tu não ouvias, era só isso o buraco que sentias dentro de teu coração, todos os corações e o os corpos onde habitam necessitam de amor, de amarem e de serem amados

Ah Senhora Rainha que vi a sua tristeza sem me dar conta de nela habitar a dor e esqueci o que sempre sabemos, que não nasce a primeira em campo diferente da segunda.

Ah Senhora Rainha
Duas São
E a Luz do Amor
Me Trás Cego a Teu Ver

Me
Dizes
Ser
Eu
Teu
Demónio

Mas
Não
O
Sou
Eu


A Senhora Rainha, que a corte nem existe e funciona como tal, e muitos interesses de toda a ordem se agitam e mexem e tentam levar o vento a suas próprias velas e as flechas flecham meu coração,

Ah Senhora Amada, só vos posso servir a Vós de escudo, interponho meu corpo a estas flechas dos negros ou cinzentos espíritos.

Cada vez que nos aproximamos rainha do meu coração e quando assim em parte é visível ao olhar alheio, logo vem uma flecha, um, ou muitos, ou poucos logo de permeio tentam invisíveis muros de espirito entre nós erguer.

Ah Senhora que o Amor Nos Liga a Todos Os Amantes Seres Que Vão Amando e eu me perco dentro das Imagens de Todo o Amor, sem saber Qual o Seu, Ah Senhora, que as vezes duvido para mim mesmo porque assim me tortureis , pois tendes Senhora a chave do chegar e então por que não chegas?

Ah Senhora, mais uma flecha, meu coração e triste e chateado a chatear-se pela chatice montada, que clama resposta e tudo se põem mais triste a meu olhar, pois assim são os olhos do amor, mudam de cor com a cor da mesma paisagem onde habitam e voam, quando encontro os seus.

Ah Senhora que Amor trás sempre para perto o Amor e todas as partes que cantam o Amor se trazem e fazem juntinhas na mesma pauta e assim compõem as mais belas melodias e fazem harmonias diversas entre si, de todos os feitios e cores do espaço.

Escrevem as palavras do coração de beijinhos cornucópias e a bela jovem rainha que sendo diferente é uma mesma, como sempre é face múltipla da Senhora do amor, desvela a meu olhar seus pavilhões cornucópias, espanto, espantado, observo a sempre mágica luz que tudo liga, que no eterno remete para o sempre semelhante.

E contudo amada se és múltipla tens uma face, uma face que não me desvelas e que me faz esta ânsia de te procurar, como se eu te pudesse sozinho procurar, pois o amor é encontro que se encontra e mutuamente se dá.

Ah Amada , que vejo as cornucópias desenhadas em tua orelha que se junta á face ligada, ligado o dom


E meu coração doce estremece na semelhança a reconhecer, reconhecer quem, Amada, pergunta o pensar ao pensamento, e Tu és precisa como eu, Tens uma Face para eu te beijar e eu não a alcanço, porque me fazes assim sofrer?

Ah amada sonha-me em teu seio, sonha-me como um sonho em teu ventre fêmea, sonha-me e conduz a minha mão por esse sonho e a leva a teu peito e lá a poisa e eu poisarei e te ouvirei teus lábios dizer, é aqui, é aqui a tua casa , é aqui que moras, eu que te sonhei e fadei o amor, sou eu que te amo.

Ah Amada, falo-Te eu hoje aqui do meus medos, o medo de não ser amor o sentir e o querer em que me trazes, falo-Te amada do medo da minha própria solidão, homem que vai sem um pedaço de si à força arrancada, seu próprio filho e do medo de já não saber amar ao perto uma mulher e tudo eu o anseio.

Ah Amada, que tu me conheces e eu estou certo que sabes da minha vontade por ti, pois pelo invisível amor, tanto a ti a expresso e sei que a sabes, tu que me lês como uma folha na arvore na brisa do luar.

Ah Amada que se o amor em que te trago é infinito e uno no mesmo verso, dias vão e vem que não sei da substância ao perto do nosso amor, não te vejo, não sei de ti, não te ouço e não te toco.
Minha
Amada
Amada
Minha

Segundos
Não
Existem

Mas
Eu
Espero
Que
Os
Inventes

Para
Depois
Os
Esquecer


Poderá
o
Amante
Contrariar
A
Sua
Amada

Não
Te
Preenche
Inteiro
O
Amor
Por
Dentro


Não
Trazes
Teu
Peito
Cheio
A
Desaguar

Ansia
Quente
Secreto
Fogo
Do
Amor
A
Arder

No
Meio
Adornar
Sem
Perecer


Fogo
Que
Arde
Sem
Queimar
E
Tudo
Queima


Fogo
Que
Arde
Sem
Se
Ver


Tem
Privilégio
No
Amor
O
Humor

De
Tudo
Falar
Dizer
E
Brincar


Sem
Ofensa
Nem
Ofender

E
Ofensa
Habita
Em
Duas
Casas
E
Sempre
De
Duas
Necessita
Em
Seu
Viver

A
Casa
Dos
Lábios
Do
Sopro
Do
Soprar


A
Casa
Dos
Ouvidos
Do
Ouvido
E
Do
Ouvir


Vão
Puros
Teus
Lábios
A
Me
Beijar


Vão
Puros
Meus
Ouvidos
A
Te
Escutar


Pois
O
Amor

Nosso
Amor

Tudo
Abarca
Em
Sua
Barca

E
Eu
Que
Não
Sou
O
Que
Me
Chamas


Todos
Os
Nomes
Me
Poderás
Chamar

Sem
Pingo
Nem
Perigo
De
Ofensa
A
Ofender

O
Amor
Infinito
Tudo
Abarca

Nomeias
Estação
Profunda
Mas
Repara
O
Que
Sabes
Em
Teu
Peito
Amada

Não
É
Mais
Essa
A
Nossa
Amada

Pois
O
Amor
No
Céu
Nos
Casou
E
Na
Terra
Nos
Fez
E
Fará
Encontrar






Ah Amada que vão estranhos os tempos, parlamento e aparente nação decidiram em dia recente de dividir por lei o que a natureza trás sempre junto, dividiram o pensamento da sua expressão, por lei de letras de homens põem-se uma vez mais maiores que Deus que lhes assegurou por nascimento que as duas andam como todas as outras coisas, sempre juntas, porque se não não os teria feito com Coração e Cabeça, lábios, braços e mãos, tiraria em Sua concepção as duas primeiras ou as três seguinte neste exemplo muito pouco estendido no ver do pensar, pois até um anel de Amor com que me tragas em Tua Mão fala.

E se tudo Expressa o Expressado e Expressando Expresa, Não Existe interruptor nem invenção nem lei que possa separar o pensamento da sua expressão, porque não existe um sem outro, mesmo quando silenciamos por medo palavras que dão corpo a ideias que nascem nos modos de ver, sentir e pensar.

Pois pensamento habita o dentro e fora de cada um e pensamento ancora-se no expressado que para se expressar, expressa, fala, diz, conta, canta e um mesmo semelhante se passa com o expressar, pois sabemos ouvir palavras no silêncio do pensar e ver, do ver e pensar, pois entre dois existe sempre algo que os relaciona e uma relação tem no mínimo dois termos, duas unidades participantes, dois lados de um mesmo lado onde habita.

O objecto da lei é não permitir que ninguém negue um genocídio.

De acordo todos estamos, que genocídios São Crimes de Monta e Morte de Muitos e Assunto de Todos, a Humanidade Inteira, e que Todos, a Humanidade Inteira Deve Velar Para Que Não Possam Mais Acontecer.

No pensar de cada homem existe sempre uma estação onde o pensamento sempre para por seu momento que se chama, dúvida, e a expressão da duvida pode vir a ser então interpretada como uma negação

Não pode o homem, retirar ao homem, o trajecto de seu pensar ou alterar sua natureza, na parte em que ele pensa e participa no pensado que o pensa, pois o pensado faz pensar.

E se a expressão é indissociável do pensar, ao tentar coibir a natureza do próprio homem, ao silenciar uma silencia a outra e como tal não se coaduna com a liberdade que decorre da sua natureza, não irá nunca bem funcionar.

vejamos então mais ao perto e em mais fino, a questão.

Pode ser uma tremenda ofensa para um, um outro que chega e que nega um genocídio, sobretudo se nesse genocídio se tiverem ido próximos amados e uma tremenda ofensa nunca augura um relacionamento saudável e em Paz entre os Homens e os tempos estão agitados e aconselha-se assim uma certa precaução.

E da mesma forma pode haver um dia em que uns decidem falsear um genocídio, como pretexto para começar uma guerra e um, seria ao questioná-lo, impedido de o expressar?

E qualquer dizer de um homem pode ser utilizado contra si, transporto e amplificado e
navegar por todos os locais do mesmo lugar e mais fácil é assim de acontecer em relação aqueles que vão revestidos perante muitos com vestes de autoridade ou a quem ela é reconhecida.

qual será então limite avisado da expressão de uma dúvida?

Uma opinião, um expressado alcança em função do homem e do seu dizer, do que um segundo e um terceiro e por aí adiante fazem com esse ouvido.

Parece pois existir uma ténue fronteira entre o que expressa e os que amplificam e não se pode aí ancorar o regular pois expressão é sempre amplificada, seja só até ao ouvido de minha amada ou de milhões.

Mas as fronteiras, nem as ténues existem, são puras abstracções do pensamento que nas
infelizes vezes se corporizam em muros que trazem os homens afastados e os homens chegam e vão e os muros sempre caiem.

Muros que são espelho da alma dos homens e de seus medos, das erradas escolhas em que levem seus corações.

Quererá um nação poder vir a ser enganada e com base numa ilusão que alguns podem montar, entrar numa guerra e ver morrer seus filhos, porque trás uma lei que não lhe permite expressar um dúvida que levaria à Verdade e a todos permitira assim a Paz?

Poderá um pais ou um povo à distância saber se um genocídio foi um genocídio, sim, sobretudo, se investigar, se alguns por outros reconhecidos como justos no ver e observar o fizerem e depois os outros tomem disso conhecimento e confiem e assim ser, o que implica sempre a dúvida incluir, pois investigar, saber e conhecer, é sempre em parte duvidar, talvez melhor fazer, seja passar leis nos parlamentos a cada vez que se conclua que houve um, e assim reconhecendo e reconhecido talvez então não haja mais razões para alguém vir em contrário expressá-lo, mesmo que seja em forma de dúvida.

Ah Amada comi um yogurte e o verso da sua tampa fez-me sorrir, rezava assim, o meu alvo são as tuas bochechas. peguei no dicionário da cozinha que vive entre finos azeites e foi ver bochecha. dizia assim, pedaço de carne e pele do corpo humano molinho que permite ser esticado e empurrado com beijos, fiquei a desejar o enorme alvo que de Ti faria se estivesses ao pé pertinho.

foi ver também, arroubos, dizia pequeno movimento a cada vez com pequena paragem no permeio, bom para as noites que dizes serem escuras sem mim, mas para assim ser, teria que te ter ao pertinho.

Senhora do Adornar, Senhora dos Azimutes, do Veleiro que parte dos Arcos do Aqueduto das Aguas Livres

Parte o barco ao Mar, ou parte o barco os Arcos do Mar?

Duas Razões em Uma Haverá

Será Amor Senhora
Que Tudo Conhece
A Quem Ama
Pois Nele Vive

Ou
Senhora
Será
Desamor

Que
Usa
O
Que
Sabe
O
Que
Espia
O
Que
Conhece
Para
Armadilhar
e
Maltratar

Poderei
Eu
Dizer
Vos
Senhora
Para
Além
Do
Todo
Dito

Que
Nunca
Conheci
Letras
Assim
E
Que
Anseio
Conhecer
Suas
Mãos
A
Pulsar
Para
Vos
Beijar


Mas
O
Amor
Faz
E
Trás
Livre
A
Quem
Ama

E
O
Amor
Protege
E
Protege
Se

Nada
De
Suas
Letras
Serão
Por
Fantasma
Escritas

E
Na
Sua
Ausência
Teimada
Feita
de
Marbeo
Silêncio


Se
Me
Inclina
A
Vela
A
Achar
Que
Brincais
Comigo
Ao
Amor


Jogo
Perigoso
Que
O
Amor
Não
É
Desavisado
Nem
Pode
Assim
Ser


Dizeis
Que
Por
Mim
Trazeis
Sangue
Em
Vossas
Mãos


Ah
Senhora
Tal
Não
É
Verdade

E
Tal
Dizer
E
Dito
Não
Pode
Ser
Inocente

Nesta
Batalha
Do
Amor
E
Das
Trevas

Pois
Não
Acusa
O
Amor
O
Amado

Adeus
Senhora
Parto
Para
Longe
Pois
Está
A
Senhora
Distante
E

Ao
Perto
Não
Chega
Nem
Sinal


Um
Triste
Muito
Sério
Brincar


Sabeis
Vós
Senhora
Que
Me
Trazem
Em
Guerra

Que
Me
Raptaram
O
Filho


Fareis
Vós
Porventura
Senhora
Parte
De
Tal
Complot


Daqueles
Que
Me
Tentam
Denegrir
E
Acusar
Para
Melhor
O
Filho
Me
Roubar


Sabe Senhora, chegou em dia recente um homem e disse que se houvesse entre os amantes, traição, o melhor seria dela não falar e eu fiquei a pensar pois não sei mesmo que traição pode existir entre quem se ama.

Sei da mentira e da ocultação, que nada oculta a quem ama, pois quem ama sempre o sabe, porque sempre o sente, e Senhora, o melhor mesmo, quando existe deslealdade no Amor é de imediato partir, mesmo amando, pois não pode o amor viver sem ser em lealdade e depois se sempre se o sente mesmo quando ainda não se o sabe, o tempo da deslealdade se arrasta e se estende, e o mal aumenta sempre desse jeito.

Peço a Deus que me esclareça o Coração
Peço a Deus a Sua Confirmação

E não a amo menos por isso, parto, só, parto para longe de si que não sei mesmo quem é em corpo.

Um dia disseram-me que seria a Senhora, a mulher com quem vivi e com quem tive o Francisco e espantaram-se meus ouvidos e meu ouvir.

Talvez não o seja, talvez seja só alguém que lhe está próximo e é dela aliado, ou ainda não será uma, ou ainda são várias ou vários avariados. Que importa, estou cansado e tudo isto se repercute no Mundo, como são sempre os nossos actos e gestos e a conta, Senhora é em meu ver alta e não tenho eu, sangue nas mãos e espero que para seu bem, não a tenha a Senhora por mim, pois nunca tal eu lhe pedi, mas verdade é que sangue alheio vai correndo no mundo, para já não falar de diversos prejuízos de outras naturezas.


Caiu chuva forte no país e muitas arvores foram arrancadas e um rasto de destruição foi
semeado e não se deve brincar ao Amor com o Amor.

Descansada Senhora esteja, que não se partiu meu coração, ficou só triste mais um tempo, mais bocadinho, mas o dia nasce, como sempre e eu Louvo a Deus Quando os Olhos e Olhar Abro.

Coisas antigas ou recentes se a comédia dos homens tende a ser sempre uma mesma.