quarta-feira, janeiro 11, 2006

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Meu pai pequenino, tu sabes que eu sou o teu anjo guardião, assim desde sempre me incumbiu o Pai

E teu nome próprio do meio é o do Arcanjo Miguel e que tu isto sabes tudo, porque habitas na Casa do Pai, que é a tua casa.

E eu te vejo relutante e hesitante em abrir teu coração aos homens sobre o que te faz sofrer e vejo como dessa forma preservaste a nobreza do que o Pai Te dispôs ao caminho e das provas que passaste e venceste e assim hoje falo por ti, porque há assuntos que tem de ser esclarecidos e eu que sou teu eterno guardião hoje sou teu defensor, assim é minha Vontade e a Vontade do Pai e este meu ordenar dentro do Seu ordenar.

Tu, meu pai pequenino, és aquele que salvou ainda menino eras, quatro de teus irmãos da água do mar. Três deles, uma família, dois pais, um era o teu, uma mãe e um bebé e que quando seu pai te quis agradecer, respondes-te que não tinha nada que te agradecer, pois só fizeras o que devias ter feito e perante a insistência te afastaste pela praia e lembro-me hoje como nesse dia distante que teu pensar, ser e agir é o mesmo.

Tu, meu pai pequenino, és aquele que adolescente para salvar uma Senhora se sacrificou e assim te partiste.

E que alguns dos homens e mulheres teus irmãos te traíram, te venderam, te injuriaram, te enxovalharam, te julgaram e condenaram, à imagem eterna do Filho sacrificado do Pai, e tu suportaste em silêncio as provações falando com o Pai em cada passo e assim atravessaste o grande deserto do martírio sobre o manto do meu conforto, que quem se entrega à cruz e por ela morre pregado no madeiro é sempre pelos homens visto como maldito e por eles amaldiçoado e as maldições são espécies de pregos que se pregam aos seres e em dor fazendo dor na carne se enterram.

E vi alguns homens e mulheres cujo destino calhou assim se juntar uns com os outros, uns sabendo dos outros, outros não, em conspiração longamente planeada ao pormenor e fria e cobardemente executada pelas costas.

E eu que contigo caminho nesta terra, sempre o vi assim em teu caminho muitas vezes acontecer e recordo de noite ida em que um grupo te esperou ao caminho e te questionou sobre um acto no espaço íntimo de amor com uma mulher, que do grupo se encontrava ausente, e recordo a forma como os olhaste pela pupila do olho, como de espantado ao montado, cresceste na indignação e vendo que o julgamento já estava feito e ordenado, partiste sem lhes responder.

E recordo de ver isto muitas vezes te acontecer em mais jovem, de como alguns outros se juntavam e pareciam ser atraídos por especial fel de fazer romper os laços de amor com as Meninas que tu ias à vez amando, e muitas vezes te sabotaram o amor.

E vi teu coração ficando pesado e triste e to fiz mais leve, quando hoje sendo quem és e sabendo o que sabes, percebes que estes comportamentos tem por vezes consequências, que os que os praticam nem imaginam, mas que existem e que no plano do amor, quando outro alguém afasta o que não deveria afastar, afasta também a protecção que o amor é e que ao amar sempre está sobre quem se ama como manto aberto que protege e que quando as protecções se vão, ficam os seres mais vulneráveis e por vezes a vida corre pior.


E vi agora a tua família ser afastada, teu filho afastado de ti, tu afastado de teu filho e tua mulher a fugir de ti.

E segurei-te a mão quando teu coração se rachou ao ouvi-la dizer que nunca tinha amado como te tinha a ti amado e que nunca mais amaria dessa maneira, mas que já não te amava, pois o amor é sempre amor e uma vez amor sempre amado, que o que acaba nunca é o amor, sim as relações.

E segurei-te a mão quando a racha mais se rachou, quando ela te disse pela primeira vez na presença de um terceiro sem mesmo olhar tua cara que tinha três laços e que suspeitava que tu estavas esquizofrénico.

E passado uma consulta, já eras sofredor daquilo que os homens chamam agora de forma mais elaborada e chique, de perturbação bipolar, por opinião creditada e firmada por quem de direito e passada e assinada de forma torta, mentirosa e montada.

E eu e tu sorrimos amarelo, quando ao pagares pensas-te, rotulam-me com assinatura por debaixo e ainda pago por cima, e choraste muito ao ver a preocupação que se espalhava entre os que muito te amavam e quando tu choras eu também choro.

E estava contigo quando ela procedeu ao arresto da mobília por contas que fez e que então te apresentou e mudou a fechadura e vi que o carro antigo dela com que tinhas ficado depois de lhe oferecer um novo, acabou sua vida, ao mesmo tempo que a relação acabou.

E ouvi-te antes da fechadura ter sido mudada a cumprimentar um dos homens laço e a perguntar-lhe em nome de quê, ele destruía uma família, que tinhas pena dele por não ter aprendido na separação da sua, pois sabias que ele só estava com seus filhos de quinze em quinze dias e depois deste-lhe um aperto de mão e saíste a vê-lo ficar sentado na tua cadeira a ler o jornal.

E são tantos os que anseiam o amor e para ele estão disponível e cegos esquecem o sabido, que se um outro está junto com outro e com ele querer estar e se os dois juntos estão, um terceiro ser que busque seu amor particular saberá de imediato que por esses terá só o largo amor, que não é só nem solidão, e que mais não deverá fazer, pois tudo tem uma razão de ser, tanto os que se encontram nos seus amores particulares como os que o buscam e não se deve meter foice em seara de corações alheios.

E dei-te a mão quando depois da separação nas vezes em que foste buscar teu filho à escola e vi e sofri em teu peito ao ver como muitas das mães que sempre encontravas em simpatia, afivelaram como se combinado, um repentino silêncio e reprovação que trazia em seus olhos a condenação onde se lia, lá vai o que abandonou a família, o que saiu de casa, o hipócrita que canta o amor.

E fui eu que saiu de casa contigo quando no primeiro dia do ano, antes mesmo do almoço com a família inteira, descobriste e confirmaste que a mulher já tinha uma outra relação em curso e na altura nem imaginavas o que vieste a descobrir.

E fui eu que te vi levar a mão à mulher pouco depois quando doente ela te chamou.

E dei-te a mão e te soprei coragem quando os conhecidos de repente mudavam de passeio e desviavam os olhos como se tivesses lepra, quando muitos na cidade te fizeram proscrito e foram muitas as portas que se fecharam ao teu passar e tu nu, nu, como vieste outrora ao mundo na maior solidão, e vi a abandonares-te a Deus, a tomar inteiro o vinho do cálice de todo esse sofrer.

E depois vi-te a aprender a viver sem um pedaço de ti e a ganhar o espaço com o teu filho até chegares a ter meio tempo com ele e ele meio tempo contigo, a arranjar-lhe o quarto e a casa.

E fui eu que tinha a mão debaixo de ti enquanto tu punhas a tua debaixo dele e o ias sossegando do susto, da perda e da ruptura e fomos os dois que contentados ficamos quando ele disse à avó que o pai cuidava melhor que mãe, porque era mais atento, e mais felizes e despreocupados ficámos, quando antes das férias grandes sua educadora disse que ele estava mais calmo, que já lhe tinha passado a fase agressiva, porque os meninos quando se assustam reagem nas vezes com agressividade e os meninos se assustam quando as famílias se quebram.

E estava contigo e ajudei-te, quando tiraste o coração inteiro para fora a sangrar para o pores no olhar da tua consciência do amor e assim te lançaste a tentar salvar o que já não tinha ali salvação, mas que ainda não o sabias.

E estava contigo e o teu filho visitando o castelo quando ela chegou e disse que continuava a amar-te e que era livre e fazia o queria e que assim de novo o queria.

E estava contigo na noite em que de novo te reuniste no enlace do amor dos corpos com a mulher e de seguida, o filho acordara e viera para o meio da vossa cama e ela atendeu o telefone e te pediu de seguida na frente dele para te ires embora, que um vinha chegando e tu amando-a loucamente te foste caminhando pela cidade fora a queimar pensamentos e disseste então nessa noite para ti mesmo, cheguei ao meu fim e choraste muito e choveu muito sobre a cidade e o rio engrossou suas mágoas.

E ouvi pela boca da mulher a acusação que eras violento
E ouvi pela boca da mulher que tinhas enlouquecido
E ouvi pela boca da mulher que eras um sádico
E ouvi pela boca da mulher que eras homossexual e bissexual
E ouvi pela boca da mulher que eras um pai ausente e mau
E ouvi pela boca da mulher que eras um parasita e um frouxo
E ouvi pela boca da mulher que eras um corrupto
E ouvi pela boca da mulher que eras um ditador
E ouvi pela boca da mulher que eras maligno, o diabo e um bruxo
E ouvi pela boca da mulher que eras um indigente
E ouvi pela boca da mulher que não te comportavas como um homem
E ouvi pela boca da mulher que lhe tinhas batido

E tudo isto foi espalhado na cidade pelas trovas do vento sem face, que tanto levam e trazem as cartas de amor, como o mesmo fazem às vis e pérfidas mentiras sorrateiras e sussurrados venenos e adagas calunias.

E me lembro do espanto pouco antes do fim quando a mulher trouxe em sua mão a ajuda dupla das duas faces com a pérfida escondida, o preço, aquele que eu digo a Ti e de Ti, não ter nunca preço, que não se vende nem se compra, nem tu vendes nem compras e que quando os homens pensam comprar ou que compraram são enganados porque então um homem deixa de ser homem.

Um
Outro
Coração
Seu Ver
Seu Sentir
Seu Pensar
Seu Agir
Seu Caminho
Ser

Salve
Salva
Sempre
Será
A
Verdade
De
Ser
Do
Ser
Salvo
Salva
Salvada
Sempre
Será

Verdade
É
Ser
Livre


E a mulher falou e de seus doces lábios ouviste ela a estender-te a mão que por acaso calhara falar de ti a um homem e que esse homem se tinha disposto a tentar providenciar um emprego.

E depois foste sabendo que o homem era um homem laço ponta de lança de uma casa politica e a oferta vinha assim colorida e o espanto e a indignação começaram a marulhar dentro de ti, como podia aquela mulher que tu tanto amavas e que caminhava ao teu lado por longo tempo de repente não te conhecer mais, não saber quem eras e de como declinarias e como se atrevia sem falar primeiro contigo a construir numa área que para ti tem sido paixão, como é e deve ser e será para todos os homens.

E espanto nasceu dentro de ti por dois ou mais se porem a decidir de um terceiro em sua ausência.

E teu espanto cresceu quando lhe ouviste vaticinar o teu futuro dizendo que seria melhor para ti, mudar de ramo e que arranjasse um negócio de restauração.

E meus olhos se abriram nos teus e vimos por detrás da mulher hostes acirradas de negros potentados e potências que se elevavam como sombra em seu redor projectada na parede do que fora o quarto do amor.

E vi-te lembrar o quarto do amor da rua do vento e do mar, onde a Senhora num mesmo recorte da imagem da que está no templo próximo, te aparecia recortado contra a parede do quarto, direita, coberta por seu manto e face orientada ao chão.

E era tremenda a força da mulher estendida no não dito, no subentendido da afirmação, o seu segundo sentido que não fora proferido e que era a imagem da força que por detrás dela se escondia, abrigava e se agitava levantando.

Não terás outra via, tens que abandonar a tua área de trabalho, todas as portas se fecharão quando à elas bateres, todos os pauzinhos e cascas de banana serão postos ao teu caminho e andar e não tenhas veleidade do contrário, pois aqui tens uma pequena amostra do poder que tenho porque me conferem, porque o conquistei, porque me seguem e crêem.

E o leite azedo começo a escorrer e a mulher disse e falou que o poder mentia, que tinha sempre que mentir, que era a única via para o mundo, que assim era a vida dos homens e do mundo e tu ficaste a ver como a mulher que amavas tinha o seu coração mudado de um lado para todo um outro, e os corações nunca se mudam de lado porque são sempre inteiros e construídos por partes que se dispõem, se organizam e se estendem pelos lugares e lados.

E tu no aí visto começaste então a perceber a extensão e o poder e as potências que operavam a longa e tremenda conjura, pois tal poder não se conjura num instante.

E recorda com muita extensão e atenção que todas as mulheres são a mulher, se bem que todas distintas e que, se os assuntos de espírito se passam e se exprimem por vezes substanciando-se como que descendo e envolvendo a matéria e são por essa razão parte realidade desse plano, noutra não, e que todos os seres são múltiplos e habitam e se estendem por múltiplos planos com múltiplas densidades e que existem em todas elas mesmo quando disso não se dão conta.

E que esta mulher é a mulher e não é a mulher, sua face múltipla, seu rosto, uno.
Assim são todas as mulheres e todos os homens e muitos outros seres.

E que sempre e sempre e sempre assim deverá ser entendido, não se fazendo confusão entre os planos, sabendo que estão sempre ligados e que as imagens que por vezes se formam e exprimem numa face, não são mais do que a imagem do rosto, outro nome da alma, a face múltipla em rosto uno, o rosto uno no múltiplo expresso, o uno rosto, o rosto do uno.

E disse eu mais velho do que hoje sou, noutra época de cada tempo dos homens para não se julgarem os homens aos homens, pois o que se vê são os actos e não o que vai em seus corações, e muitas das vezes nem sabem ver seu próprio coração e o que nele vai.

E que se a parte invisível reside e habita a parte visível, ambas mutuamente se reflectem e refractam em distintas dimensões que são e compõem uma mesma.

E todo o poder tem uma intenção, um propósito, uma vontade, uma direcção e será de conveniência averiguar-lhe quais são para perceber se o poder é poder, porque o poder que faz parte em parte da natureza humana, trás em si um fito.

Os homens organizam as suas cidades e governos e formas de governar, o que deve cada um cuidar do que é comum baseado num fito e numa expectativa do bem por isso belo resultado.

E por esta razão deve ser feita então a avaliação permanente se o poder exercido sustentado em actos de mentir e mentiras variadas que avariam, cumprem ou não a Justa expectativa, o melhor resultado de que os homens forem capazes.

E que poder que opera na mentira e dela faz regra nunca obtêm o bem que é o belo resultado de maior consonância com a natureza múltipla do que se regula.

E consonância é face da harmonia, da menor pressão ou fricção entre todas as partes e paz é condição prima para que o homem, seus projectos, seu viver, desabrochem seu melhor.

E se eu te disser que a escada tem só um degrau e tu caíres porque tem um segundo é exemplo de mal cuidar, e mentir e mentiras são sempre uma espécie de mal ver e que mal ver o que se deve ver bem, geralmente entorta o real e dá coisa entortada, mal feita ou pior feita.

E o que a imagem desvela é o tremendo medo do homem, que só mentido consegue viver ou sobreviver e que o poder para ser poder tem necessariamente que assentar na mentira e quando nesta ilusão vão os homens em seus passos a sua irmã e filha desgraça aparece e faz-lhe então companhia e que quem tem medo é porque anda assustado.


E se fortes razões existem para andar hoje no mundo assustado será de máxima e urgente conveniência rever os conceitos e a avaliação das práticas de poder nos actos que se estabelecem, se reflectem e entrelaçam os homens em seu uso e que assim se abre a porta larga ao caminho do poder que mente e das trevas que sempre o acompanham.

Medo que para sobreviver se tem que mentir e assim se entra no jogo começando a mentir e se franqueiam as portas dos clubes e dos corredores dos palácios dos homens e nascem então nos seres que assim os franqueiam distorcidos brilhos de satisfação e sujas seguranças seduções seduzidas pelo brilho dos poderes da ilusão e da queda que se dá nas cegueiras dos homens, na perda total da memória e vivência da luz, da magia do amor, que não existe nem se manifesta nem nasce e cresce nos campos sombrios de todas as mentiras e que um dia há força de tanto esquecer se diz então que nunca existiu.

Amor é Verdade, Amor implica e trás sempre consigo a verdade interna de caminhar em verdade e que verdade é o que depois de vivido te conduz a teu próprio bem e dessa maneira e nesse mesmo tom a todos e tudo o resto.

E que quando se faz mal a um outro ou a qualquer coisa, já sempre primeiro se fez mal a si mesmo e depois se faz ainda outra vez quando ele retorna e que os males se ligam elas mãos que por eles se ligaram e pela rua fora vão e se estendem até formar formas densas do ódio e da faísca que por acumulado de pressão a pode fazer explodir.

Mentir nasce do medo, cega e faz cegar, magoa que o dá e quem o recebe e se passa a quem vai a passar e fica a habitar nos permeios como densas negras nuvens por natureza da sua densidade.

E tudo o que magoa é de certa forma e à medida certa do seu acontecer, filho de todas as violências e as violências fazem os males, os acidentes, as doenças, as mortes matadas e as guerras e tremores de terra.

E mentir é filho da ignorância e da falta de auto estima e dos desrespeitos.

E que se as guerras e o guerrear é feito pelos homens, o que o leva a tal actuar tem de estar de certa forma e no origem dentro de si e não existem guerras sem homens que as façam, da mesma forma que lhes compete a eles as parar por suas vontades.

Todos os germens de todas as guerras estão dentro do homem, dentro de cada homem no seu pequenino pais interior onde mora a consciência que se deita no colo do coração e é afagada pela leve e suave brisa das noites quentes de verão dos amores em todas as estações do desenho sem fim.

E depois se passam primeiro de mão em mão e assim alargam o território dos seus países e estendem o manto da sua acção que se faz de entrançado mais forte e chega o dia que por viajem e acumulo estala naquelas que os homens convencionam de chamar de guerras, como aquelas que dividem por vez países ao meio ou os põem uns a guerrear os outros e ainda vice versa, sem acertar o certo verso no Universo.

E por tudo isto visto exposto e pensado, Eu o Menino Jesus Em Verdade Verdadinha Verdadeira vos digo que deverão averiguar cada um por si, se é verdade ou mentira que todas as guerras nascem em todos e qualquer homem e por transporte de sua pequena mão à medida de seu pequeno corpo se deslocam nos lugares e fazem sementeiras.

E que cada um escolha como sempre pode escolher em cada pequeno passo que dá, como vai, que trave regula o seu coração, a sua vontade, se a mentira e o mentir, se a verdade e ser verdadeiro, porque ser verdadeiro é ser e não se pode ser, não se é, mentido a nós mesmos quanto mais a um outro.

E que cada um é livre de ser o que é, e de ir livre sem fazer dano a outro e sem o receber em troca, que viver é ser livre e tudo o que respira é livre em seu respirar e que o respirar é acto sempre de respeito pois assim todo o dano se vai.

Deve-se e pode-se ser, e ninguém pode decretar seu contrário, verdade, verdadinha, verdadeira e viver em modo livre.
E que não se confunda a verdade com a mentira, nem se proclame a sua indiferenciação, para rotular um outro de moralista, porque verdade é simplesmente ver bem e ir melhor, e ver procede o valorizar e valorizar é toda uma outra questão à medida da medida de cada um e na limitação, que o que se põem assim, em termos profundamente individuais, abre a porta a todas as confusões e faltas de luz, de enredos enredados que levam a nadas em becos fechados.
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Fiquei a olhar o último escrito a pensar o que já tinha pensado na altura em que as letras se escreveram, porquê, o Leão foi grafado com maiúscula e o roedor em minúscula, se todos os animais são iguais, embora cada um diferente, mas todos merecedores de igual respeito.

Lembro-me do que na altura quando as escrevi vi com os óculos de ver ao perto que no momento comigo não tinha, que sabendo que era um roedor, não percebi de que família era.

Se eu sei quem é o Leão, na altura não sabia quem era o roedor. Agora sei, porque somei um mais um e ainda outro e sei a quem se refere. Um homem do meu país de nascença que já teve uma ligação por nome ao referido animal dos fundos.

Um homem que recentemente falou no parlamento português e que deixou uma questão que foi assim mais ou menos colocada. Que Portugal tinha e tem um papel importante por razões de natureza histórica no combate à fome que tantos aflige no Mundo e eu que de raspão o ouvi, estive de certa forma a dar-lhe uma resposta sem na altura em sua extensão o saber e assim é a vida com sua parte de luz e sua parte oculta, que não vemos, mesmo quando achamos que temos olhos grandes e que sabemos muito ver, ou que vemos muito.

E razão tem o homem. Recordo as conversas que calharam com o Rui Marques no meu gabinete do soalho das flores no tempo prévio à formação do banco contra fome e lhe digo em verdade, que pena tenho eu que o banco contra a fome, ainda não se tenha tornado banco mundial para acabar de vez com as misérias à escala do planeta, pois nele todos vivemos e gostaríamos de assim continuar.

E razão tem o homem. Se na altura já sabíamos da importância e do caminho, é verdade também que se bem colocadas as primeiras pedras, em meu ver, muito mais neste entretanto se poderia ter feito e respondo, declaro e juro a Bob Geldof and friends, que não está esquecida a promessa, e que Portugal age e agirá no sentido que é sempre o seu e de seu nome, do coração atento, que por isso não cega nem se cega e que faz o que os corações sempre fazem, compor e que tenho e terei a minha mão sempre estendida para todos os amigos que travam este combate. Meu agradecer também ao homem na atitude do amável pugilista defensor que a sua música e o rock on roll, sempre foi e será, Bono, I love you 2.

Bem Haja Quem Bem Age.

Fica pois o selo conhecido, bem colado e bem endereçado ao Senhor que foi outrora Rato do Fundo.

Fui olhar o que as palavras sobre ti diziam na wikipédia e descobri questões que a vida te fez cruzar e provar e reparo mais uma vez como somos próximos, como eu estou a atravessar questões que te atravessaram, que te provaram e que te levaram a agir no sentido da defesa dos direitos dos Pais. Nada é por acaso, tudo está em tudo e tudo está sempre ligado e assim para mim sorri.

Encontrei também este apelo pessoal de Jimmy Wales, que aqui ligo ao que ligado estava na minha última conversa com o Poeta a propósito das estranhas atitudes que alguns homens têm em relação à propriedade dos assuntos do espírito.

http://wikimediafoundation.org/wiki/Apelo_pessoal

Bem Haja Quem Bem Age e Homem que fala assim não é Rato, obviamente só pela razão de não ter tocado na mesma banda, pois diz-se aqui em Portugal que homem que diz a verdade não é rato, que não diz que os ratos mentem, mas que às vezes são pequeninos para falar alto e claro. Parece-me mais uma vez presunção e água benta dos homens em relação a seus irmãos, mas é conta corrente do português comum.

Desde dia 27 de Dezembro que não vejo, nem falo nem estou com meu filho e as saudades e algumas preocupações, são mais que muitas. No meu entender, ele foi raptado sem o ser. Explico, como expliquei à Policia Judiciária onde tentei apresentar queixa sem grande sucesso, pois pelas leis e pela prática, o filho só foi afastado do pai e o pai dele, não desapareceu o filho em parte incerta, mas certo é que a consequência é semelhante em resultado a um rapto, pois quando alguém é levado, é pela força afastado dos seus e enquanto a realidade não der resposta satisfatória a questões desta natureza, como hoje acontece, em que desaparecem em Portugal cerca de setecentos meninos por ano e o fosso das perdidas e das recuperadas tem vindo a aumentar, mais condições estendem as mãos dos homens a este favorecer.

E tudo isto se prende com os direitos dos meninos e de seu pais. Este rapto que o é sem o ser, é o corolário de uma acção que envolve muita gente e diversos interesses e que se desenrola há cerca de quatro anos.

O que eu não consigo mesmo entender, é como é que alguns que não são tão poucos assim, pensam que se escapam sem consequências em actos assim e como tiveram a leviandade de pensar que eu por medo ou outras razões, não defenderia e defenderei meu filho, pois sou Pai e os Pais são Pais de Todos os Filhos, pois Todos os Filhos São Filhos, Todos os Pais Filhos e Ambos São Um Mesmo.


Meu Pai, como sempre te disse e fiz, meu coração está por minha vontade sempre em verdade na tua mão, e a Ti, ele mais uma vez o consagro e coloco-o mais uma vez em Tua Mão Guardiã. Bebi com a alegria que me foi possível o cálice até ao fim que me estende a mão do Inimigo e a Ti nunca pedindo que me alivies o fardo, somente me fortaleças os músculos das costas.

Meu Pai, meu país, está podre pelo coração e agir de alguns homens e se transformou a república num pântano onde tudo vale tudo, até tirar olhos e onde a impunidade parece reinar, mas não é assim nem assim será porque há homens aqui e agora mais que suficientes para dar a varridela necessária e assim acontecerá.

Tenho escrito sobre esta batalha ao longo deste ultimo ano e são mais que mais as letras que agora começam sobre estas matérias a ser hoje aqui publicadas e não antes o fiz porque outras me ocuparam se sei Meu Pai, que não era o adequado momento.

Agora que terminou o que sabemos ter terminado, é altura de abrir esta carta, que se bem que inteira irá saindo às partes, como tudo na vida e momentos existem em que damos contas que as poucas tábuas que restaram, estão de tal forma poderes que a única solução é deitar o restante abaixo e reconstruir de novo.

Meu Pai, Tua paciência é Infinita e aprendo contigo que me guias a também assim me tornar mas todos os limites foram ultrapassados e eu sei que tu não queres que mais assim aconteça.

Conversava eu com o Menino Jesus no dia do seu renascer que Todo Eu Tremia perante um numero assim e depois Portugal tremeu e Tua Bondade Se Afirmou, pois ninguém foi desta vez afectado e também sei que a Vida e o Viver é conta corrente como a agua do rio vai para o mesmo mar. E semelhante em Atenas aconteceu.


E Eu Te Agradeço e Te Louvo

Bem ninguém, ninguém, não é verdade completa porque houve um português que estava fora e que tremeu e depois começou a purga, sem quase ninguém dela se aperceber nas máscaras dos brandos costumes de todas as falsas cortes e mansos costumes desta nação, nas vezes.

E ainda hoje foi ao mne e mais uma vez à porta fiquei. A última vez que lá fui, ia tentar falar com um homem que tinha em dias anteriores proferido umas declarações onde dizia entre outras coisas que em matéria de corrupção, Portugal não podia dar exemplos a ninguém o que é uma verdade mentirosa, pois Portugal é Verdade porque Amor, e alguns tentam dele fazê-lo mentiroso. Informou-me a Senhora do Gabinete que tem dois nomes como os meus, homem e Paulo, que o ministro tinha acabado de sofrer um trambolhão nas escadas, felizmente de pouca monta para sua saúde.

Eu que Contigo Falo Pai e que Te Observo a Falar e a Dizer, sei que as mentiras e os actos vis fazem por vezes tremer o corpo e Tu me dás a ver a relação entre as coisas em seu acontecer, à medida da Tua Vontade e, pois não tem o filho o tamanho do Pai, assim respondeu outrora O Mestre da mesma forma que se todos vêm, nem sempre se vê tudo e grau de cegueira varia como o homem varia.

Falam agora as Trovas do vento sem seu passear de segredo de estado, como se fosse o estado que decidisse o que é segredo ou não, como se o estado não fosse os homens todos, como se cada homem não fosse o estado inteiro pois cada homem é um estado inteiro, mais, uma estrela, uma galáxia, um Inteiro Universo.

Tolos ou perversos vão os que dizem que os segredos e os mistérios não podem ser revelados. Perversos porque este discurso assenta nessas vezes numa tentativa de poder, de se pôr maior de que um outro a seu lado e de achar que se tem o direito de decretar o que é segredo ou não e assim tentam a manipulação dos que de olhos mais fechados vão. Tolos pela sua arrogância e pela cegueira, pois os mistérios tem como eles vontade própria e só se revelam da forma que eles também decidem e assim tenho sempre visto eles actuar, por outro escrever, os mistérios tem as suas próprias portas e fechaduras e assim se abrem e fecham na exacta proporção da forma como se atravessam e atravessam o homem. O mistério tem por assim escrever seus próprios mecanismos de protecção.

E disse O Menino Jesus que seria conveniente à cidade enviar um representante que represente o Estado e o Governo para esclarecer determinas pontos desta história com o pai pequenino, que é como ele me chama às vezes, e acrescentou para não virem como já vieram, a fingir mais ou menos que não vinham, como quem quer e não quer a coisa, oscilando entre a mão que estende e a que está pronta para dar a palmada, que o pai pequenino, se pequenino é, não deixa por isso de ver bem.


Pensava eu que veria o nascer do primeiro dia do ano numa varanda sobre o Tejo, mas o ataque que foi executado contra o meu filho e contra mim, mudou-me os planos. Passei pela cidade de metro depois do jantar com parte da família e me pus a escrever para isto resolver e desliguei-me do mundo, quanto isso é possível. O telefone também até antes de ontem.

No dia 27 O menino Jesus conversou comigo, contou-me diversas coisas e falou-me de Vitória e eu e Ele rezamos a noite toda pela Límpida Manhã e assim o dia nasceu aqui e no mundo, embora saiba que a muitos ainda assim não pareça, pois as dores e as feridas demoram todas elas seu próprio tempo a sarar.

Disse-me na Alvorada O Menino Jesus, que tudo ia correr bem, que depois de escrever o que sua mão então me ditou para dar uns dias de digestão das letras pela cidade e depois para ir buscar o meu filho e ir ter com a mulher que eu amo e que por estas razões que corresse a pena, para rápido poder estar a seu lado e que assim será.

No mne deixei dito mais ou menos isto, pedindo à Senhora que pelo telefone me ouviu desculpa por lhe por assim, mas que assim seria. Que me ligassem até à meia-noite, se não um segredo que alguns acham e declaram ser de estado, o deixaria de ser, pois não existe segredo baseado na mentira, na prepotência, no mal feito, no fazer mal, no não assumir das responsabilidades na proporção e realidade do homem aqui em seus passos, que se possa manter segredo, assim Deus me diz e conta.

Paciência vos peço, pois o texto sairá às postas, depois quem quiser o olhará inteiro e inteiro como cada um sempre é, lhe fará a conta inteira em seu coração. Estupefacto estou com o pensar de alguns, acham mesmo que calam a verdade, o justo, o Amor?

Desde o início da conversa com O Menino Jesus no dia do seu renascer dezassete estádios se encheram e se esvaziaram e a conta e a factura a crescer, seu número vai agora em quatrocentos e sessenta e seis mil e quinhentos e vinte e oito Meninos.

Deixai-me uma coisa explicar para quem ainda não a entendeu. A dor e o sofrimento dos justos acumulam-se nos três primeiros céus, se vires o céu como uma cebola e suas camadinhas. Quando as camadinhas estão completas a cebola cresceu o que tinha de crescer e depois está pronta para ser comida e geralmente o é.

À medida que vai crescendo e por não puder sair por nenhum lado, por assim escrever, densifica-se nas baixas atmosferas à altura do sentir dos homens e consta então que quando grande se torna, os homens que cegos assim vão deixando acontecer, começam a ver as faces dos meninos idos nos reflexos das profanas baixarias e espelhos e começam a ouvir em seus passos seus gritos e seus choros.

E lembrem-se bem lembrados que quem dispõem a agenda é Deus, não tanto os homens como alguns pensam e que devem os homens concentrar-se no que é de máxima importância resolver, porque inaceitável, e não tentem pela construção de factos políticos mudar o que não podem mudar e que mesmo na aparência se o mudam, depois vem geralmente ao valor da factura o juro respectivo acrescido, pois a passagem do homem hoje aqui na terra é breve e Deus e o Divino É Eterno.

Nasci eu em Inglaterra porque meu pai aí estava a tirar uma especialização em energia nuclear e recordo-me de na adolescência ter observado, num tempo em que Portugal equacionava vir a produzir esse tipo de energia de ele ter com outros homens participado em dois livros, o branco pelo seu papel profissional e o negro também como profissional e como homem que sempre é, sobre esta matéria, e assim cobrir os dois lados da mesma questão, que depois acabou na prateleira. Defendia meu pai com outros pais que a Portugal não tinha na altura o desenvolvimento e as condições necessárias para assegurar que caso viesse a ser produzida, tal se fizesse naquilo que como homem de ciência definia como condições aceitáveis de risco e condições aceitáveis de risco são riscos baixos e controlados, pela constante atenção e saber dos homens.

É o homem livre de descobrir o que lhe for de descobrir e toda a ciência que existe e os que a fazem é para existir, da mesma forma que este tipo de energia tem muitos perigos, utilizações conexas mais gravosas ainda, e casos houve em que serviu de pretextos para guerras, outras foi utilizada em guerras e pela morte matada, vindo de países muito distintos na forma de seus homens verem, sentir e viverem.

É um pais mais perigoso que outro?

Não creio que se possa concluir tal, pois não há forma de falar com um, só com os homens que lá habitam e assim sendo todos terão direito a usá-la se assim o entenderem na esperança que não o façam e inventem outra formas de resolver os problemas energéticos com energias globalmente mais amigas do próprio homem estendido em seu total e largo único corpo, e que a ciência e os cientistas as continuem a procurar e descobrir novas energias, como o tem vindo a fazer e formas de a utilizar em seu proveito.

Existem acordos internacionais que regulam estas matérias e que são na opinião de muitos, frágeis e incipientes e que terão que ser melhorados e caminho para baixar o perigo global sobre esta energia, até se estabelecer a Paz no mundo, obriga em meu ver a que se a limite e sobretudo se proceda ao desarmamento nuclear, bem como o convencional pois Paz e armas não são da mesma equipe.

E três selos tirou agora um país em seu direito quanto um país como país o tem, para retomar a produção de energia nuclear para fins pacíficos como fazem outros que a produzem e nas vezes a utilizam ou pretendem utilizar com outros fins e onde essa terrível carta do baralho continua na mão dos poucos que podem decidir a sua jogada na mesa do mundo onde todos os homens e todos os seus filho se sentam.

Quando estendo a mão para trazer minha amada para perto para a beijar, aplico uma força sobre um outro corpo, quanto outro minha amada o é, que lhe provoca uma reacção baseada na relação entre as energias que fazem e constituem os corpos.

Da mesma forma quando um país faz no Índico um teste nuclear ao perto de uma fenda da terra, a enorme potência aplicada fará com certeza as placas mexerem-se, mesmo que alguns digam de forma insignificante, como é insignificante a quantidade de força que faz estalar o elástico quando ele está no máximo da tensão que pode aguentar sem se quebrar e ninguém poderá provar com clareza clara se houve uma relação entre um facto e outro, pois causa e consequência nem sempre são imediatas nem sua expressão se faz necessariamente num mesmo local, que habita sempre Um mesmo espaço, a mesma Una e Única Casa onde vivemos.

Olho um outro país onde recentemente alguns fogos foram acessos pela mão humana, quanto humana a mão do homem o é ao acender o fósforo. Olho o mapa final e vejo mais um cavalo que ali pelas linhas que os pontos ligam se formou ao olhar de quem vê e pelo que recentemente alguém em sua escrita recordava, tempos houve aqui em Portugal, que era preciso ter uma licença do estado para ter e usar um isqueiro ou acendedor, um bocado como o susto que o primeiro homem que viu o primeiro raio que caiu a incendiar a floresta, com certeza apanhou.

E selos, cavalos e cavaleiros, são elementos de profecias e sem agora alongar muito sobre esta matéria e não esquecendo que por cima de todas as profecias está sempre Deus e o Espírito santo, direi que as profecias são como visões do potencial, de curvas apertadas no caminho de altos desfiladeiros com profundas ravinas e parece que os homens por vezes são possuídos por estranhas propensões, a por elas caminhar para a queda pelos seu próprios passos, pois todas elas foram vistas e vividas pelos homens que as registaram.

E o coração se aperta mais um bocadinho, quando sua natureza e fito é bater livre e aberto.

E os homens quando inventaram as casas fizeram-nas com portas e se as portas existem quer de certa forma dizer, que ele reserva para si e para os seus uma certa protecção e privacidade da mesma forma que lhe é natural por apelo da inteligência da vida que gostasse de saber se seu vizinho está a cozinhar uma bomba, que a rebentar pode rebentar também com sua casa ao lado e nos extremos deste paradoxo está situado.

E depois os homens fizeram casas grandes e comuns onde se sentam em mesas redondas como seus mundo e dando as mãos trocam pontos de vista e fazem os consensos com as mãos que se dão, porque sabem que uma mão é sempre uma mão, independentemente do que a transporta, quanto a mão é independente do homem e do coração acertado ou não, que a transporta.

E que ninguém gosta, que mesmo convidado em sua casa, um outro recebido comece a dispor os móveis de outra maneira que não a sua, e a história passada do homem está cheia de episódios de homens que entram em outras casas, muitas das vezes para fazerem coisas bem piores que mudar a mobília e que se é previsível que as casas continuem a ter portas, também é previsível um mundo sem fronteiras onde a noção de nação ou de país seja vista de forma distinta do que hoje é vista e por muitos entendida.

E se todos tem direito ao saber e a usufruir do que existe e vai sendo pelo homem criado, também é verdade que a forma de fazer acordos que diminuam os perigos para todos será, viabilizando a sua utilização pacífica e abrindo a janela para que o vizinho saber que pode lá para dentro olhar com a conveniente educação de não o fazer como o bruto e indelicado espreita, que na praia do nu, olha escondido e tapado os outros corpos nus.

E que a via continua a ser a do desarmamento e que um convidado e hospede gentil avisado e de boa educação, leva sempre um presente, pois os presentes dispõem bem as gentes e dão o bom dormir a todos.

No outro lado do mar, nem de propósito como é sempre o propósito, deu com um texto de natal que muito me impressionou por estranhas semelhanças com o que de certa forma se me atravessou neste último ano. Enviei ao Osvaldo de Carvalho a minha Bênção de Protecção com o seguinte dizer

Muito gosto e sentido justo suas letras, se bem que aqui e acolá não acerte com meu acerto, mas a vida é bela por isso mesmo, diversidade em integral respeito. Li agora o feliz ano novo e pelas palavras, aí onde diz, de facto o levaram de uma forma muito semelhante, extraordinárias capacidades literárias de kafka em acção real, como certamente lhe terá também a ele acontecido.

Se ninguém aí no Brasil da emoção e pouca fé lhe dá um abraço e cuida de si, o faço eu!

Impressionante como os modos de operar são semelhantes, aqui fica pois o padrão, para os muitos que assim se encontram o poderem mais facilmente reconhecer, a parte do texto de que falo, chamou-a ele, de tarados.

http://olavodecarvalho.org/semana/051226dc.htm


O ano que passou foi um ano de duras provas e muito da dor para muitos, aqui deixo meus votos para que 2006 seja totalmente diverso, que se mantenha a Límpida Manhã que Muito Foi Rezada, e lá fora já é dia novo que renasce, a Manhã é Límpida como sempre É quando os homens se lembram e trazem presentes que são o Amor.

O Amor É, O Amor Está, O Amor Chega e Vai e Torna a Chegar e muito foi o que vi ao longo deste ano por parte de muitos, tantos que o livro da vida que esteve no outro dia exposto na Igreja de Sta Maria de Belém, aquele que eu vi com meus olhos, nem parece poder conter todos os Que Me Trouxeram Amor e que se o livro era pequenino para tantos, meu coração não é. Não posso escrever aqui em forma de letras os nomes de todos, mas vos garanto que vos trago a todos em meu coração e se sentirem uma breve doce brisa nos cabelos como um esvoaçar de asas de borboleta, sabeis então que é o Meu Amor que Vos Volta, Quanto Volta o que Sempre É.

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Aqui fica a primeira parte das letras que irão ser publicadas e que serão por razão de ser um mesmo corpo serão referenciadas por números. Comecemos suave.

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Existem manuais secretos sussurrados de ouvido a ouvido, por estranhas confrarias de seres altivos, que se consideram superiores aos demais, mais finos em esperteza, mais burros em inteligência.

Trocam experiências e aconselham-se em estratégias e tácticas, acompanham cirurgicamente a operação em curso como se de uma manobra militar se tratasse, actuam, gastam tempo e dinheiro a ajudar a fuga do que elegem, ou do que se oferece como voluntário para ser protagonista. Falsamente protegem as mentiras uns dos outros, as ocultações, oferecem-se salvaguardas e outorgam-se salvos-condutos. Assim espalham a mentira no mundo.

Falsamente protegem as mentiras porque como sempre disse este Povo, mais depressa se apanha um mentiroso que um coxo e a mentira é como azeite que vem ao de cima na água, mesmo quando seu copo é muito profundo.

Juntam-se debaixo de tectos, em casas, para eleger os que elegem como inimigo comum e entretém-se a delinear e executar complexas estratégias numa guerra secreta que então lhe lançam, nas vezes cobarde para vir encapotada, anónima, com insinuações e meias insinuações mais ou menos veladas, provocações e coisas afins que não os deixam viver a vida, pois quem assim age, nas vezes que assim age, não vive, gasta a vida e o viver. Fazer o mal em vez do bem, as guerras, ditadas pelas sobrevivências várias, numa maior guerra onde decidiram andar, por assim verem e se deixarem ser e estar no mundo.

Exímias mataharis cruzadas com capitães de falsos rubis, de olhos sempre secretos e velados, das ocultas intenções de quem prossegue um objectivo, ao outro não declarado, nem dado, nem vivido. Vampiros psíquicos, sanguessugas do outro, que ferem o Amor, pois não Amam, fingem e se aproveitam do Amor. E o Amor assim Sofre.

Frios, frios, no quente da vida, que a vida é.

Mestres da ilusão, da manipulação das aparências, do fazer crer, do jogo psicológico que desequilibra o outro, que faz dar a ideia aos olhos alheios ou desatentos do tropeçar e assim constroem e defendem as suas reputações públicas de virgens imaculados, sempre vítimas eternas do outro, o mau da fita

Mentirosos, ocultistas sem o serem, meias tintas, meias verdades, longe da vista longe do coração, lugar comum de quem não sabe o que é o Amor, manipuladores pelo poder, pelo Eu acima do Outro, não o encontro, não o dar, não o estar, só o querer. Ferem o Amor e são Cruéis a Quem Ama.

Praticantes dos falsos poderes, nas regras do jogo, para quem o joga assim, e que dizem, ser, ter sido e que sempre assim será.

Mandar em vez de estar com, impor em vez de partilhar, eu, eu, eu, quero, posso e mando, sobre outro, porque está mesmo ao lado nesta conjugalidade, nesta relação de trabalho, dá mais jeito, está mais a mão, de quem escolhe um Pai como um touro reprodutor, ou uma Mãe como vaca reprodutora, pelo seu pedigree social, pelo seu coeficiente de inteligência, nem sei qual, se emocional, intuitiva, racional, ou qualquer outra infinita designação que se queira usar ou inventar, pelo dinheiro, muito dinheiro, que a segurança baseia-se nessa ilusão, quanto mais de um, mais de outro, e depois todos os cemitérios tem um banco, e há troco no além.

Depois de um tempo, depois de agitar um pouco, de usar, deita-se fora, é descartável, já serviu os propósitos, ou então não cumpriu os desígnios designados por quem designa sobre o outro, e depois, ah nova paixão lá vou eu, anunciam e convencem-se a si mesmo e aos que não os topam.

Falsos, vis e mesquinhos aqueles que manipulam os Filhos face aos Pais, que se aproveitam da ingenuidade infantil, que os usam como escudo, ou arremesso, que viram ou afastam os Filhos dos Pais, que quebram as famílias, que só podem assentar na confiança que habita na verdade, pendor da sua existência. Sem a mínima vergonha, sem o mínimo pudor, sem a mínima consciência dos vossos actos?

Não em plena consciência de tal, a do eu quero, posso e mando, que se sobrepõem aos Outros, ao Amor, a Deus?
Assim o crês?

Mas que preço cobra o Amor? O Amor não cobra, não paga o mal agir com mal agir, não paga com mal ser, o mal ser, pois o Amor compreende, vê, tem e trás a Esperança em Si, pois Esperança É uma das Suas Faces, que se funda no Seu Conhecimento, Aquele que se Vive.

Não responde o Amor ao império cheio de sangue em suas mãos, com o sangue, mas com o Amor.

O Amor É um Espelho.

Pai, faz com que se olhem no primeiro espelho que lhes aparecer à frente, que lhes devolva a verdade que corre em seus corações e seres, que vejam e reconheçam seus verdadeiros rostos, que acordem, que a memória de cada um, lhes suba ao preciso instante, que o sangue que transportam em suas mãos, as mentiras, os mal agires, lhes suba aos olhos e que todo o negro e sombrio de seus corações e agires, lhes seja visível, e seja dissolvida pelo próprio Coração, e os Torne de Novo Brancos, pois até ao fim sem fim do cesto, é sempre vindima.

Que vindimem o Amor de novo, assim Te rezo e assim Tu o sabes, quando as tentações são vencidas e os milagres acontecem, só mesmo os corações negros para os negar, mesmo quando os reconhecem, ou porque preferem neles não acreditar, ou assim fazer aos outros crer, pois seu medo é imenso, e o Amor é mais das certezas, assim se afastam da Sua Praia, tantas vezes em Teu Nome.

Perdoa-lhes Pai, que eles não sabem o que fazem, disse outrora o Mestre e a sentença, pois esta é a única sentença do Amor, se se pudesse falar em sentença, que implica julgamento e julgar, coisa que o Amor não faz.

O Amor é pai da justiça, o Amor é justo, mas não se esgota ou limita na justiça, porque justiça é ver os distintos lados de uma coisa, como eles são e se apresentam e porque assim se fez e faz, age-se em respeito da sua natureza, entender a ferida aberta, a dor, a mágoa, perceber a vida como mudança, como crescimento continuo, com capacidade de apreender com os erros, de melhorar, e que por ter esse conhecimento profundo vê-a com o tom da compreensão, do perdão e da esperança em seu olhar.

Melhores dias virão, perspectiva o tempo abraça o Amor os defeitos, ou o ainda não aprendido, braço dado com o Ajudar, com o Apoiar, subindo acima dos terrenos da justiça.

Amor É Dar, não retira, não parte, não quebra, repete-se e está presente ao longo dos tempos dos homens, quando alguns com Ele cruzam, por Ele são cruzados.

Vis, mesquinhos, intriguistas e agindo pelo mal e depois pensam, e fazem secretos julgamentos, sem mesmo ouvir os que condenam, tão seguros e infalíveis se vêem, e depois publicam sentenças à distância, actos de intimidação, condenações e mais uma vez, a velha história das fogueiras humanas, feitas por humanos.

Não querem, nem precisam de ouvir os que pretendem condenar, porque o que vos importa não é a justiça e a verdade, é verdadeiramente o acto de condenar, a manutenção dos vossos vis poderes a todo o custo, cheios de medo de uma ideia de igualdade, diferente, entre os Seres, da sua liberdade, do conhecimento e do conhecer, que é sua intrínseca natureza.

Cuidado quem com ferro mata com ferro morre, diz o Povo. Este império está no fim, errado esteve P. António Vieira ao dizer que inquisidores e inquisição, sempre existirão.

Não, Um Dia Não mais haverá, pois Este é o Fito do Amor, mas mesmo que ainda as pratiquem, já não estamos na idade média, ou estaremos, se calhar até sim, pois não existirá grande diferença, ouve-se muito dizer.

Os homens são sempre homens em qualquer tempo da sua existência, cada um transporta dentro de si a Chama Divina, mesmo os que nela não crêem, ou aqueles que a pretendem utilizar em seu proveito próprio e exclusivo, nas vezes em nome de Deus, ou em nome do que seja, desde que mascare as suas próprias e vis intenções.

Mas o Coração Reside Também nos Homens, e a Escolha em Parte É Sua, no jeito de a Ele se pôr a jeito, ou a Ele o, Dele se afastar ou renegar.

E razão tem o Poeta quando escreve, Deus dispõem, o homem sonha e a obra nasce

Porventura tenho que agradecer alguma coisa, tenho que caminhar olhando o chão, preso nas tenebrosas e falsas trevas que criam e com que me tentam ocultar o Sol? Que serei condenado ao longe e que suportarei as penas que me desejam, que não escreverei mais, mesmo sabendo que a escrita sempre se faz, sempre está se fazendo, mesmo quando não é no papel visível, quem a escreve, a Vida.

No ponto em que me encontro da minha vida, sei que por diversas vezes me tentaram matar aqui nesta vez, em vida. Tenho uma ideia muito aproximada de quem sois. Cuidado que o Amor defende, espelhando, a vós em vós mesmos. Vos dê a Vida em igual, aquilo que aos outros desejam e fazem.

Seres que têm e constroem uma trajectória apontada na vida, uma curva ascendente sempre a ascender, quanto mais para cima melhor, que vão mais alto, dizem e crêem, nas capas das revistas cores de rosas chics, diluídas em camadas de mascaras e mascaras de imagem, que às tantas já nem sabem quem são, vazios da essência, vazios da sabedoria do Amor, vazios de si mesmos, perdidos nas imagens das imagens, nas que consomem, nas que produzem.

Ser e parecer e saber estar, insistem, nas ilusões onde se escondem, onde nunca se revelam, onde nunca ninguém poderá penetrar, pensam, e ver o ardiloso e por vezes cruel plano, como trepar pelo Amor, ou como trepar em cima de um outro, ou ainda, como um outro me pode ajudar a trepar. Trepam, trepam, mas caem, as vezes mesmo com os bolsos cheios de moedas e de mundanos efémeros poderes.

Eu te esconjuro de vez, terrível conjugação de ser e parecer, pois ser, vai sendo, a cada momento, a cada interacção, vai sendo e aparecendo de forma distinta. A mascará afivelada, construída, que permite a mentira e a mentira é coisa muito feia com consequências por vezes funestas e cria como um manto sobre a terra quando muitas se juntam de juntinho.

Porque desde que se pareça, não é necessário sê-lo, basta passar despercebido, não ser visto, oculto como sombra de gato preto em noite escura de breu. Sombra ao Amor, ferida no Amor, pois Amor é Verdade, Procura Sempre a Verdade e quem vive esta fractura entre o ser e o parecer, acaba por ser o que parece ou o que parece se torna ele mesmo, pois sua forma de ser assenta na mentira dissimulada no parecer. Ficam seres parecem-se, um género com muita saída comportamental. Mas não são, porque não dá muito jeito ir por aí a dizer que se é mentiroso e mesmo sabendo que a mais eficaz mentira é aquela que transporta a verdade ou parte dela, que nela se sustenta, que lhe dá a aparência necessária a consecução do logro, da criação da ilusão.

E a mentira baralha os Corações Puros de Amor que Vão pela Vida, porque assim o desejam e querem.

Pergunta de mim menino pequenino, mas assim não se pode jogar com ele, consciência prematura, tão cedo Meu Deus, Tão Cedo, a queda e a revolta do Amor, pois sem verdade os meninos não podem jogar entre si, pois a regra acordada tem de ser a regra vivida, se não, o jogo não funciona e os meninos que brincam de uma forma muito séria vão fazer outras coisas, e que não se entenda sério como incompatível com alegria e felicidade, peças angulares da vida dos meninos.

Esquizofrenia comportamental no mínimo, quando é a mentira que regula o ser e o parecer e o outro que vai ao lado, baralhado, olha que não bate a bota com o perdigota, quando disso se dá conta, porque tem vezes em que não.

E depois em decidam-se de uma vez, ensina-se aos filhos o valor da verdade, do próprio pensamento livre de prejuízos e fronteiras, para depois à medida que eles crescem, se lhes ir dizendo uma coisa tipo assim, sabes, afinal o mundo não é bem assim que funciona, é preciso adaptares-te. Mente, hoje um pouco, amanhã um bocadinho mais, um dia acordas e já nem sabes quem eras antes de começar.

Se pelo menos ensinassem os filhos a mentir desde pequeninos não haveria esquizofrénicos em grande, e onde habita a esquizofrenia? São as pessoas divididas entre os valores e a acção contrária a esses valores. Quem as divide? Os pais, suas ideias e formas de viverem e de verem o mundo, pois são os pais, os responsáveis perante o Novo, do que vem de Trás, que apresentam aos filhos, a obra até agora feita, e pais inteligentes, criam filhos jardineiros para em liberdade e responsabilidade criarem os seus próprios jardins, e decretam todos os pais para seus filhos, que os jardins do filhos são só limitados pelo seu próprio ser e avisa-o se puder, para que existem no mundo outros comportamentos, pois ninguém por outrem pode-se substituir ou delegar tal tarefa, a aprendizagem é uma experiência pessoal e intransmissível.


O Amor Está Sempre Apaixonado, Pois Vê a Beleza do Mundo e dos Seres, a Sua Paixão É Esse Ver e Visto.
Mas a Paixão não implica colher o Fruto da Paixão, da mesma forma que não se colhem as flores.

Mas nem de paixão se trata nessas vezes, meros jogos de poder, análises feitas ao frio gélido do calculismo, do valor, de um deve e haver, seduções com que tentam preencher o vazio que os que não amam, trazem no coração, sexo com os superiores, como os homens e as mulheres a que chamam importantes, os poderosos, aqueles que mentem, permeáveis no leito depois do sexo, segredos cloretos dos pequenos jogos dos homens do mundo, que por conhecimento e desvelo, tornam os confidentes mais poderosos.

Vias da sensualidade desenfreada, estou mal, mudo-me num mundo onde se muda de amor, dizem que é de Amor, como de camisa. Não, não se muda assim de Amor, muda-se de cônjuge, muda-se de relação, arranja-se um novo companheiro ou companheira, tantas vezes solidões mal resolvidas, como se a solidão de cada um pudesse ser resolvida num outro, só o Amor, o Verdadeiro Amor A Dissolve e isso começa em cada um.

E para isso tens que te Amar a Ti próprio, tens que ter o teu jardim bem cuidado e depois que bom, sou independente, tenho um alto salário, um bom nível de vida, como se diz, ah, tenho o direito à minha liberdade, agora vou-me inventar assim, o outro que se lixe, é peso morto, aqui com ele não consigo ser assim, tenho objectivos e metas para alcançar, uma casa de campo com piscina, cavalos ou burros…oh como ele me cansou, como não me serve, já não tem ambição, como fraco se tornou, correm os pensamentos nos dentes ainda ensanguentados da última mordidela da ultima transfusão de único sentido, sempre a chupar.

E por vezes a parada sobe, sobe, balão sobe, invejas que invejam mesmo macarrão com macarrão, que invejam a Esposa e Esposo alheio, como cobras hipnotizadas, pelo que chamam o desafio, tentando alcançar o interposto por interposta pessoa, fazendo vis apostas de quem chega e come primeiro. Ignaro tratamento dos Seres entre os Seres.

Seres em Verdade Importantes, são Seres Genuínos, que tem Grandes Corações, que Dão, que Criam, que são Grandes Amantes, Seres que agitam outros Seres, que os inspiram, que falam ao Coração e pelos corações são compreendidos, que falam razão com a razão, seres que alguns acham perigosos, época de eleições, não intervenção, garantir o silêncio. Tontos.

E por vezes a parada sobe, sobe, balão sobe mais, império, velho império dos que tentam dominar e espezinhar os homens, velha história caduca dos homens, que Irá e Tem de acabar um dia, assim o Afirmo eu e muitos outros.

Império conduzido por homens que nem em Deus já mais acreditam, pois seus corações foram corrompidos pelo uso dos poderes perversos que executam em nome do Amor e de Deus.

Vis, mesquinhos e falsos, que se arrogam o poder de Deus, confundem-se com Ele, e acabam por se olhar ao espelho na ausência que Dele criaram, porque Dele se afastaram e afastam. Império dos mil tentáculos, das grandes capacidades de acção, tanto dinheiro, tanto tempo gasto, tanta conspiração, tanto falso poder, daquele que é falso pois visa e provoca o dano no Coração puro do Amor. Como o Mundo estaria melhor, se tanta energia fosse aplicada pelo Verdadeiro Amor.

Projectores de imagens mentais, do domínio subtil e psicológico, da indução, da espionagem, das falsas provas e chantagens, da mentira, do descrédito alheio, das falsas reputações que sopram nas trovas dos ventos, das terríveis manipulações, pois são terríveis, as manipulações cujo objectivo é a arrogância de conduzir um outro, porque de alguma forma se sentem superiores, melhores condutores, das pobres e incultas almas como lhes chamam, que acham que não estão aptas para o Amor e a sua Liberdade, negação de Deus, do Amor, da Liberdade Divina e Humana, do Deus do Amor, da Verdade da Luz.

Quem sois vós, para ter a certeza de tal direito em vossas consciências e assim agir. Deus É Livre e Amante e não tem medo de dragões, porque certamente também os conhece, se acreditares que tudo foi criado.

A que preço a traição ao Amor, a que preço as acusações e as condenações? Trinta milhões de dinheiros, a garantia de um lugar na transição, a letra k na carreira, a promoção, a manutenção, negócio com namorado novo incluído, tipo amigo, que não dá muito trabalho, de preferência um coração mole e amoroso, que me traga os chinelos, fiel e dedicado que não ladre quando eu lhe mordo, sereno, porque agora prefiro o sentimento ao sentir, vêm então dizer, como se pudesse existir sentimento sem se sentir.
Nunca amei ninguém assim como te amei nem vou amar, frases de estranhos ecos que escondem o desistir do próprio amor.

Ah a serenidade do meio da vida, o relógio biológico já cumprido, uff, já me foi a angústia, e agora a preparação da velhice e do enterro, a não esquecer e incluir, a casa de campo e repouso, onde tomarei chãs inócuos com meus amorosos lacaios, que não me ocupem muito tempo, que eu tenho muito de fazer.

Amantes que não me agarrem na cozinha aos beijos quando eu vou a passar, que não me despenteiem o cabelo com afagos, que o cabelo bem apresentado, o cabeleireiro são assuntos mais sérios e importantes no todo que sou

Mulheres que correm pelos dias como homens, semeando o que de pior eles tem com características solares em seus agires em profundas alianças com seus lados intuitivos e secretos, mulheres que se transformam em homens, que deixam de ser mulheres, mulheres que deixam de ser mulheres para os que são homem e mulher da mesma forma que a mulher é homem.