sábado, março 11, 2006

Razão teve ontem Freitas do Amaral em colocar a questão nos termos que a colocou no conselho de ministros europeus, pois é verdade que a condução do processo do Irão desta forma no conselho de segurança, não é de todo o caminho a trilhar, e sobre esta matéria já aqui expressei em detalhe a minha opinião.

Que bom Portugal ter um Ministro assim. Bem Haja e aqui lhe deixo Todo o meu apoio.
Tanto me alegro quando em matérias de politica externa Portugal tem opinião própria e a exerce, sem qualquer especie de seguidismos ou surdos consensos.

.....


Desta vez foi forte a pancada que me deram e anda para aí, muita gente a pensar ou a querer fazer pensar que tudo isto que vos relato é fruto de uma mente desequilibrada ou doente, com manias persecutórias e outras várias.

E contudo o que apareceu aqui publicado não é o que integralmente escrevi, partes não aparecem e há uma relação entre a ascensão e a constatação de que não se deve faze-lo drogado, que não foi o que eu escrevi. Alguém portanto o alterou, alguma razão houve para o fazer.

E em princípio e em fim não se altera o expressão de um outro, pois esta é a liberdade de expressão, principio que as leis defendem e consagram e cujo entendimento muito tem estado na ordem do dia, infeliz forma de a discutir, mas lá irei mais tarde.

Alguma censura foi feita e eu ainda não sei por quem. E um dos aspectos que me proponho esclarecer.

E tudo na aparência se conjuga no sentido de demonstrar aos olhos de terceiros que eu estou no mínimo desequilibrado, e assim me retirar credibilidade.

Todos estes eventos atravessam diversas áreas e seres que se tem cruzado comigo ao longo da minha vida nas áreas da comunicação e criação artística, académica e politica.

O que mais me preocupa tem sido a situação do meu filho.

O que está em jogo na minha vida entre outros assuntos, é um roubo de um filho a um pai, o roubo de um pai a um filho e uma questão de sangue e espírito por assim dizer. E continuo a afirmar que está montada uma operação que dura há mais de um ano em ofensiva no terreno.

E em Dezembro vi o que nunca pensei ver e percebi que a partir daí o assunto subira de nível e de tom.

Esta situação meus senhores, ainda a irei averiguar em toda a profundidade quando me forem reconhecidos e garantidos pela Republica Portuguesa meus direitos, meus direitos de pai. E quando forem reconhecidos e salvaguardados os direitos do filho.

E me zanga e me preocupa, o que eu vi na face de meu filho, uma expressão que nunca vira antes.

Uma expressão sua ao olhar-me, revelou-me que parte da sua inocência fora quebrada e quebrada fora a confiança e a imagem positiva do pai, em si, e isto meus senhores, é em meu entender do mais grave que se pode fazer contra uma criança. A sua inocência deve ser a sua, ninguém tem o direito de a quebrar nem ninguém tem o direito de quebrar por indução a confiança entre um filho e um pai.

Por outro lado as consequências destes agires em relação às crianças marcam-nas muitas vezes, por longos períodos das suas vidas. Não chegou meu filho a abrir as prendas de natal e desde esse dia que ainda não vi. Falei com ele ao telefone há poucos dias. Vi-o mais recentemente em breve momento.

Quando me apercebi do que expressava sua face, sem nada se ter passado do última vez que estivéramos juntos, percebi, que o jogo estava a afectar profundamente o filho e assim decidi que o afastar era o correcto para o salvaguardar e decidi pôr-me a resolver o assunto por outras vias.

Expliquei isto ao filho e disse-lhe sempre que se quisesse falar comigo, que ninguém o podia impedir e que ele se o quisesse pedisse para marcarem meu número.

Depois do Natal recebi da sua mãe um e-mail dizendo ter levado o filho a uma psicóloga e que tinha ficado muito surpreendida como leiga, do ponto até onde ia seu desequilíbrio na opinião da especialista e acompanhava uma carta de uma advogada com uma proposta para que a guarda fosse atribuída à mãe e propondo reduzir a relação entre o filho e o pai a inaceitável de fins-de-semana alternados e mais umas migalhas.

Acabei agora de conhecer a terceira psicóloga que aparece neste processo, que começou por uma tentativa de me rotularem com uma perturbação bipolar e que agora chegou a avaliações sobre o meu filho sem meu conhecimento e assentimento prévio.

E esta consideração é em meu ver razão mais que suficiente para caçar a licença de actividade, pois não pode um médico como tal reconhecido, ao fazer uma avaliação desta natureza assim proceder sem previamente saber da vontade dos dois pais, pois um só não pode exercer esse direito.

Sabem porquê?

Quando contava o que se tinha passado alguém de pronto me disse, não faz mal, agora requeres tu uma outra avaliação que contrapõem a primeira e iluminou-se o filme clássico da forma como alguns pais fazem guerras entre si quando querem limitar os direitos dos filhos e deles próprios.

Parece absurdo, mas é assim em muitas das vezes e as crianças lá andam em ping pong a que as sujeitam levadas pelas mãos das mães e dos pais, assim lhes fazem nas vezes os pais guerra a elas.

Não se trata de uma intervenção de carácter urgente que por esta circunstância condicione a que não se obtenha consentimento prévio dos pais.

Pois é um facto que há data desta avaliação decorria e estava implementado um acordo de partilha pratica de guarda e de tempo entre os membros da família.

Foi o que comecei por perguntar à Senhora psicóloga. Como o fizera sem primeiro saber do pai e da sua vontade, que poder se outorga e em que se baseia de forma a sobrepor-se à vontade e responsabilidade de análise e decisão de um pai?

Que lei dos homens poderá existir que permita que um médico se sobreponha em vontade e acção a um pai, como se protege desta forma aqueles que por se encontrarem menos preparados e cujas vozes não são geralmente tidas em conta nestas situações e que são os que mais importa proteger, as crianças, os filhos.

Olhe minha senhora, isto para mim é motivo e razão para apresentar uma queixa na sua ordem. Para lhe caçar a licença,

Está a faltar-me ao respeito…

Não estou, não minha senhora, não confunda faltar ao respeito com a liberdade de lhe dizer com clareza o que penso e na forma normal em que agora o faço. Não me pinte de novo esse traço em meu carácter.

Sempre a mesma pincelada, são tantos os que a tentam em mim pintar. Muito interesse parecem ter em me fazer passar por um ser maldoso e irascível

E a mentira a aparecer mais uma vez. Quando perguntei à Teresa como e por quem tinha obtido o contacto com aquela médica, ela a dizer que tinha sido recomendada por uma amiga. A senhora psicóloga a dizer que tinha sido a advogada que a tinha sugerido.

Ah e trás lhe muitos, a sua amiga advogada
que não, uma vez trabalhei com ela e…

O que eu também queria para além de lhe dizer estas palavras era pedir-lhe que me enviasse de preferência por email, cópia do relatório da avaliação do meu filho.

Não posso, tenho que fazer uma cópia

À mão?

Não mas tenho que fazer uma cópia e depois só os entrego, que já são dois em mão, passe pelo meu consultório, é que sabe, quero explicá-los, descodificar a linguagem para um leigo.

E lá foi buscá-los para ouvir mais uma vez com uma cara de sorrisinho de escárnio de quem pensa que tudo pode fazer e dizer e que parece ter um rei na barriga que eu era um pai ausente. O costume, alguém que acaba de me conhecer e que já trás julgamento no bolso.

Depois trago os relatórios para lê-los e uma parte de mim nem os quer ver. Começo a ler um e fico mal disposto pois confirma o que um menino e uma mãe de quem eu muito gosto me disse, um dia na escola à saída, quando seu filho que é amigo do meu teria comentado, que o meu faltara e eu sem nenhuma indicação sobre tal facto que ocorrera num dia da mãe, a ficar intrigado, com a intuição aos pulos a dizer-me, o que se passa aqui, sinal amarelo e cornetas de alarme.

Dias que não eram os meus do ir levar e buscar na semana. Quando finalmente falo com uma pessoa da escola que me o pudesse esclarecer e confirmar, disseram-me que não, num tom demasiado despachado que na altura não convenceu a minha intuição.

O primeiro relatório menciona quatro datas de avaliação, quatro consultas que se fizeram sem o meu conhecimento e consentimento, à minha revelia.

E assim aparentemente se confirma que o próprio colégio de alguma forma encobriu estas saídas do conhecimento do pai, pois é óbvio visto ter sido a mãe a tomar a iniciativa de levar o filho a consultas que tal teve que acontecer nos dias em que ele estava com ela.

E me recordo de ter dado depois do seu ocorrer, de uma reunião de pais, da Teresa com a educadora, sobre a qual não foi informado e em consequência de ter pedido e depois tornar a pedir para que me enviassem também para a minha morada as comunicações referentes a ele e aos eventos da escola. Até hoje nunca recebi nenhuma no correio, nem por telefone a avisar.

Os relatórios são em minha analise um encadeado de descrições, de conclusões que não são demonstradas e que torcem as coisas num sentido de à mãe ser atribuída a guarda e na prática o pai e o filho serem mais afastados. Os relatórios em meu ver, claramente forjam eles mesmos sua iniquidade.

Depois penso que a acção desta Senhora, não me afecta só a mim nem só a meu filho. Que outros existiram e outros poderão vir a existir que serão sujeitos a sua análise.

E desta forma um dos lados forja uma arma de mão contra os outros dois que fazem a família, pois quando um assim se põe, necessariamente faz guerra a dois outros, um dos pais e o filho.

Penso então que sua acção deverá ser travada. De que forma e qual é a justa medida?

Posso por uma queixa na ordem da Senhora, pedindo que tomem previdências.

Posso questionar a ordem e seus códigos deontológicos para que os alterem na forma necessária e suficiente para obstar a que estas situações não se repitam, que seus membros cumpram as regras mínimas e básicas que asseguram uma sã convivência entre todos os que se relacionam num processo terapêutico, e que se fechem mais as portas a estes comportamentos.

Posso pedir à ordem que proponha a alteração das leis se necessário, para que estes princípios naturais de relacionamento sejam nelas vertidas, caso se dê a situação contrária, ou ainda posso pedi-lo ao governo, ou ao parlamento, ou juntar as creio sete mil e quinhentas assinaturas para poder existir uma iniciativa legislativa directa e dirigida pelos cidadãos, sendo que dirigida é sempre relativo visto, que o seu agendamento não é prioritário, como deveria nestas situações ser, e que são só os parlamentares que no fim as votam.

O que é a justa medida para um dano desta natureza que muito provavelmente se estendeu a mais?

Quantas vezes um pequenino pauzinho pode ser a gota de agua numa guerra entre pais que por vezes acaba em morte de toda a família, filhos incluídos, como aconteceu recentemente.

Alguém terá a competência para o avaliar e sobretudo a coragem para corrigir, acompanhando quem errou, não numa mesa de secretária numa seca comunicação ou por uma circular informativa ou deverá a Senhora caso tenha errado, por isso passar fome, porque deixa de poder exercer?

E se continuar a exercer, que durante algum tempo não possa exercer com as crianças, assim as protegeremos.

Fico a pensar todo este vai e vem com psiquiatras, de como a história parece ter fechado o círculo, da tentativa de me rotular com uma perturbação bipolar até alegar que meu filho se torna mais estável ficando menos tempo com o pai.

E sobe-me à memória um ponto de vista repetido por algumas mulheres quando com elas destes assuntos falamos, de como muitas me dizem que ter duas casas não é bom para a criança, quando lhe digo que o filho deve ter equivalente tempo com cada pai, visto não os poder mais ter a tempo inteiro e que cada pai tem iguais deveres e direitos e deleites, e que a casa e a precisa formulação de ter duas casas, desvela por detrás da afirmação, que nessa aparência se escondem outras desejos e outras vontades.

Porque é que fará mal ao menino que ele tenha duas casas se ambas tiveram as mínimas condições para que ele viva em conforto, se ambos os pais lhes derem amor, carinho, conforto, apoio, comida, bem tratar?

A casa de que se fala não é tanto a casa física e não deixa de ser curioso esta formulação ser comum de escutar, mas sim uma afirmação mais escondida e mais profunda da mãe a reclamar que o filho deve estar em primeiro lugar sobre a sua asa.

Os meninos não tem noção de casas fechadas, tem das suas casas, mas as casas são para eles todas iguais, assim quando passam na rua onde habita seu amigo, mesmo sem saber o número da porta ou andar, dizem aos pais, vamos a casa do meu amiguinho, assim pululam seus afectos, suas companhias, seu brincar

Os filhos não são só das mães nem só dos pais, são de ambos, quanto lhes calha ser, pois antes e sempre são filhos da própria vida, da vida que cria os próprios pais e filhos.

Não existe razão que sustente que podendo prover ambos os pais os filhos, eles possam ser afastados de um ou de outro, de um em detrimento sempre de dois.

E na mais das vezes os filhos preferem viver com os dois, assim disse meu filho a seu pai e sua mãe ao perceber que nos íamos separar como família.

Em dia recente tive pela primeira vez um curto tempo com o Francisco.

E o pouco que vi, foi seu coração perturbado, que já não lhe era claro sua relação, sua vontade seu desejo, seu saber, pois o menino oculta, assim foi levado por quem geralmente leva os meninos a isso, os adultos.

Meu Deus que não vêem nas suas faces o esforço para ocultar, como isso os põem em tensão interna, como assim se lhes fractura o coração com a falsa razão que quem assim faz, lhes dá, lhe ensina, lhes põem em suas pequeninas mãos este método de viver, este estranho sentido que se vê contorcer em dor em suas faces?

Parecem cegos e contudo não o são pois trazem olhos na face.

O que faz um pai, quando depara que há zonas de conversas em que o filho não se sente à vontade e se torce todo. Não insiste, não pressiona, continua o que sempre faz, dá-lhe confiança, amando-o faz com que ele isso sinta em relação a seu pai e assim vão bem as coisas, quando vivem juntos algum tempo e aprender e educar é um projecto para a vida enquanto ela dura.

Três psiquiatras, duas ligadas entre si por relação profissional, creio de orientador e orientado, a terceira que vem pela advogada. Olho para elas, tantas de repente na vida de um homem, como satélites a orbitar. Nada me recordo de ter com elas nem me parecem perigosas aranhas daquelas que tem venenos mortais, parecem mais peças de um nível com outro nível acima.

Um outro por cima que lhes coordene a acção com vista ao resultado. Lembro-me dos psiquiatras com que me cruzei ao longo da vida, para ver se existe algum sinal de inimizade.

O primeiro Luís Gamito pela RTP com algumas conversas na Latina Europa com a equipe do Lentes de Contacto onde nossos pontos de vista por vezes divergiam e como eu achava não ser o Senhor grande sumidade e estranhei como sua carreira sempre foi de vento em popa associado em meu ver às suas ligações politicas, ou será melhor dizer as suas subserviências, pois assim é no mais dos casos, nas trocas. Mas disto saberá ele e os que de perto com ele convivem. Não é uma acusação, é meu ver. Será que alguma por assim dizer, espinha lhe teria ficado atravessada?

Nada de extraordinário no nosso país ao longo desta geração em que crescemos. Tantas as nomeações e as promoções não pelo mérito mas pelos laços políticos.

Depois cruzei-me, em breve passagem pelo meu estúdio quando do lançamento de um dos seus livros Daniel Sampaio, que às vejo na escola que meu filho frequenta.

Recordo-me da opinião que formei quando li seus primeiros livros, quando comparei com o que fazia em televisão e a diferença não me parecera muito, talvez a sua aproximação mais fraca nas correlações, oposições e propostas de sínteses, de como os seus livros viviam sobretudo de colagens, de como eram pouco ambiciosos no ver e no apontar dos caminhos.

É aliás o que penso do Senhor cada vez que o vejo, numa sempre calma absurda, tão constante que me parece provocada, olhos semi-cerrados, sempre lento em seu andar, um homem morno, temperatura que eu não gosto num homem mas nada deste meu ver que é o meu, obsta a que ele seja como é e que ande feliz ou infeliz ou talvez nem por isso, a fazer o que quiser e de igual modo eu tenho a liberdade de exprimir como vejo quem ao meu lado vive. Mais tarde apareceu num programa de televisão, ao lado de dois jovens que começaram suas lides neste media na Latina Europa, Luís Osório e Ana Drago.

Ao Norte conheço ao de leve dois, Gabriela Moita e Júlio Machado Vaz que já me receberam em sua casa uma vez no Porto. A Gabriela com quem participei em tempo ido num colóquio sobre sexualidade.

Quem será o psiquiatra que comandará o acto? O que o determina? uma vingança de natureza pessoal, um favor politico. Inclino-me para a segunda hipótese, visto não detectar na memória o que possa ser motivo do primeiro campo.

E é-me evidente que esta acção contra a minha pessoa tem diversas componentes e atravessa como não poderia deixar de o fazer as áreas por assim escrever onde mais predominantemente me tenho movido. Comunicação e criação artística, mais recentemente pelos meus escritos e seu universo de correlações e politica, que tudo de certa forma e em certa medida o é. Lá irei a cada uma das áreas.

Se pensar nos escritos que se tem escrito, se pensar que muitos deles põem em causa muito do aparentemente acordado como visto por uma maioria e que abrem novas portas e novas janelas, então sim, vejo motivos que levarão os que são nas vezes como os cães de guarda da sanidade mental, ou do controlo psíquico e comportamental, atrás das minhas canelas que é onde os cegos pensam que moram as ideias e consequentemente habita o Espírito.

Tontos, cegos e infelizes, a pensar que param ou aprisionam o que não se pode aprisionar, o que tem o poiso que quer, quando as gentes o Sabem Ouvir Cantar

Consulto as minhas notas na altura em que me pretenderam declarar uma perturbação bi polar nos princípios de 2005.

…Na primeira psi, dei-lhe conta do que me afligia, de porque fora perturbado pela tua acção, penso que aquilo lhe terá feito sentido, no final disse-me, acho que o Paulo está bastante equilibrado para a situação que está a viver e não creio pelo que observei que seja esquizofrénico.

Depois a vida acelerou, prego a fundo. Meus pais que por lá passaram a pagar, que afinal a psi me tinha diagnosticado uma perturbação bi polar, ao que parece, curiosa doença em seu curioso rotulo, pois é clássico que quem dela padece, faz parte do seu diagnóstico, começar, frise-se bem o uso da palavra começar, como a indicar, nem que o tentes, com ele ficarás, o rotulo, é claro, começar repito, por a negar.

Ou seja uma perturbação ideal que entra em todas as cabeças, mesmo que a neguem, pois negar é já tê-la. Perfeita invenção para a perfeita rotulação.

E eu de telefone na mão, Senhora psi, deve existir aqui um mal entendido, vamos lá conversar sobre ele e encontrarmo-nos uns dias depois em seu gabinete, ambos sentados em confortáveis cadeiras sofás com mesa de permeio onde os dois depositamos os nossos caderninhos de apontar.

Os olhos da Senhora psi arregalados, quando retiro o meu da mala, tiro a tampa à caneta e coloco-o nos joelhos à laia de quem vai tomar notas, sabe, eu desde pequenino, porque fui assim ensinado, tomo notas, é um hábito antigo e enraizado e a Senhora a ficar enervada, tão enervada, que lhe acabei dizendo, sabe eu sou escritor e por tal tenho memória, vou guardar de novo o caderninho na mala, pois já vi que a põem nervosa, a memória me chegará.

Deve existir aqui um mal entendido, pois quando sai daqui da consulta não me disse nada próximo ou equivalente ao que a terceiros comunicou.

Olhe que disse, disse-lhe no final, que tinha uma perturbação bi polar e que se calhar deveria tomar um regulador de humor.

Olhe que não me disse tal, o que me disse foi que eu não era esquizofrénico e que até o meu humor lhe parecia muito equilibrado a atender às circunstâncias do que lhe narrei.

Não, disse-lhe o que acabei de dizer.
Não terá confundido com outro dos seus clientes
Não, não confundi, não faço essas confusões
Não admite que se esquece, que pode confundir características entre os seus clientes em continuas sessões, um, atrás de outro
Recorda-se do que lhe falei sobre determinado assunto
(não se recordava)
Bom, estamos numa situação de palavra contra palavra, com o contexto de a Senhora ser reconhecida na comunidade como uma profissional autorizada, capaz, com as competências para fazer este tipo de diagnóstico e afirmação sobre o estado de saúde mental de um ser, de um cidadão.

Eu não acredito que me possa fazer um diagnóstico com base numa conversa de uma hora. Foi ler os meus textos do OuroSobreAzul, que lhe tinha sugerido ir ler, se me quisesse conhecer melhor e, leu, não terá talvez sido aí, que formou tal opinião sobre o meu estado, que não.

Olhe que eu não sou o que escrevo nem o que escrevo é aquilo que sou. Pelo andar da carruagem, ainda tenho que ser eu a requerer uma junta médica de psicólogos para demonstrar que não estou doente, que a minha saúde mental vai bem, obrigado.

Não creio que valha a pena, respondeu.

Então se fizer o favor, eu gostaria que me falasse dessa doença e dos seus traços e insisti uma outra vez no mesmo assunto, cuja ausência de resposta, me confirmou que tal não o iria fazer.

E diga-me outra coisa, não está a Senhora obrigada ao sigilo profissional e assim sendo como comenta um diagnóstico com terceiros.

Pois assim o fiz, eram os seus pais, mas percebo o que diz, só lhe posso prometer daqui para a frente não mais o farei.

Certo, ainda que assim o faça, me explica como é que se recupera a confiança numa relação depois de um a quebrar, devemos ser ingénuos ou optar pela confiança, por que as pessoas se modificam, se regeneram, melhoram, talvez seja um bom tópico de conversa para um próximo reencontro. Como recuperar a confiança em quem a rompe.

E deixe-me dizer-lhe uma coisa mais, eu sou de uma escola diferente, quando me dói o coração não tomo estabilizadores de humor, como lhes chama sem chamar, pois nem disse quais.

Eu chego-me o mais pertinho da dor para a chorar toda inteira e para a compreender em todas as suas sombras, depois da sangria faço então de novo o Sol chegar, pois acho que se fugir à dor, a empurrar para um qualquer segundo plano da minha consciência, não a vou resolver, posso atenuá-la, mas não a transformo, não trabalho com ela e sobre ela.

E depois meu coração é um coração amante, um coração que está talhado pela minha vontade e natureza dos corações, para Amar, e que sabe que quem em verdade Ama, por vezes sofre, e a grande habilidade está no compor para que não se perca a capacidade de Amar, de se entregar, mesmo sabendo que de novo o abuso, a facada, pode vir de novo a acontecer, mas sempre amando, desejando o Amor.

Bem ficamos numa situação de empate técnico, você diz a, nem sequer me explica porque é a, eu digo que a Senhora não disse a, e a Senhora é a medica.

Olhe eu vou pensar, mas não me parece que cá venha mais, a Senhora já tirou as suas conclusões, não existe nenhuma via de dialogo sobre essa matéria, já me rotulou, e eu não vejo nenhuma razão para cá vir a não ser a tranquilidade que os mais próximos de mim podem ou pensam assim obter, o que foi aliás o que me fez cá vir antes de mais, mas sabe, cada vez que tento contentar este tipo de cuidados dos que me estão mais próximos, parece-me que saio por assim dizer, prejudicado.

Passando o cheque e rindo-me internamente da profunda ironia que a vida me fazia viver, saia com um rotulo e ainda o pagava por cima, consciencializava ao assinar o cheque.

Depois fiquei a pensar, se a sua consciência sobre estas matérias é esta que seu agir me revelou, até onde e com quem irão as inconfidências e depois o que se esconde por detrás deste diagnóstico na forma como foi feito.

A quem é que isto interessa, a quem interessa que eu apareça com um diagnóstico desta natureza, até que ponto isto me desacredita no olhar do mundo. Terá isto a ver com meus escritos sobre o mundo e o Amor, sobre o ponto do caminho onde me encontro na vida? Quem está assim tão assustado comigo, com as ideias e os pontos de vista que expresso em minha escrita?

E o mundo mudou, imensos rumores lançados nas trovas do vento que passa arribaram em meu ouvir, um imenso esforço concertado de ataque, muito dele no próprio espaço da Internet, uma progressiva consciência em mim do nível a que aqueles que fazem a guerra tinham subido, intimidações com blogs que numa hora apareciam e noutra desapareciam, imensas tentativas de manipulação através da criação de imagens indutoras de estados psicóticos.

Seres que até então me tratavam com cortesia, com o respeito do cumprimento, viravam os rumos de seus passos ao antecipar os cruzares…


Três psis, a que me diagnosticou de nome Teresa Maia, a segunda Ana Paula Viera ligada à primeira, a terceira que diagnosticou meu filho, Helena Sequeira, a que tem a ousadia de escrever no final de seu relatório,

… confirmo a minha convicção face à observação e reavaliação psicológicas realizadas que o Francisco deverá viver com a mãe e passar quinzenalmente os fins de semana com o pai, para poder estabilizar e enquadrar-se numa estrutura familiar que sinta sua e se possa identificar com ela…

Tudo isto a revelia do Pai. Mais clareza nos processos inquinados em meu ver, não é possível. A cena montada para justificar em tribunal a quebra e o reduzir da relação entre o filho e o pai, entre o pai e ele.

E mais vos digo, enquanto era eu sozinho neste mundo, tudo bem e tudo mal na porrada que me davam. Mas agora tenho um filho e por assim ser a realidade mudou radicalmente para mim, relativamente ao mal que me fazem, porque o fazem também a meu filho. Vamos lá ver se percebem isto de uma vez por todas, que eu não vos permitirei!


Senhora Helena Sequeira, fico a lembrar-me de um antigo comportamento dos homens a que indevidamente perante a Lei do Coração se chamou outrora lei de tabelião.

Se depois de provados os factos,

Verificando se advogado (s) lhe têm enviado crianças em processos de litigio sobre tutelas

Verificando de que forma um psi pode proceder a uma avaliação de uma criança sem o consentimento prévio dos dois pais, o que a meu ver é inaceitável e se tal não está definido nos códigos deontológicos ou protegidos pelas leis, deverá rapidamente estar.

Ainda não tendo capacidade de produzir prova por impossibilidade de avaliação até este momento, de que se verificou e da extensão de qualquer tipo de indução ou condicionamento relativa ao meu filho, ou que lhe foi administrado qualquer tipo de substância química e ainda e em que medida contribuiu para alterar a percepção por dele relativamente a mim, pois essa alteração eu a vi e estou a vivê-la.

E Senhora, este é o ponto mais negro do que irei ainda averiguar, pois é aqui, que caso assim tenha sido e estando demonstrado seu envolvimento, não sua quota na responsabilidade, que o maior dano foi feito à criança, que é meu filho.

E estes danos como a Senhora por conhecimento profissional sabe, tem por vezes consequências irreversíveis pela vida fora. Queira Deus e eu que assim não o seja e Certo Estou Que Pela Minha Pessoa e Arte de Amar Assim Não Virá a Acontecer.

Mas tal não obsta a que aconteça a muitos, por não terem a sorte de ser amados e assim se criam adolescentes que matam homens fracos e indefesos, a quem a ausência do bem tratar e do bem ser tratado, com carinho, com atenção, com firmeza, com sobretudo presença real de quem os ama com muito mais tempo do que temos hoje, os remete, os remetemos, para o que se vive e vê à sua volta, a violência, a arrogância em suas múltiplas faces, o credo do mais forte e do eu, do eu quero, posso e mando, em suas variações.

E da mesma forma que o amor protege e acolhe em liberdade sem prender, a ausência dele, no confronto entre a percepção que os meninos ao crescer tem do mundo, só se pode pintar com um tom dominante, Medo, e Medo leva sempre a violência, é só uma questão de nível. Esta e a resultante do crescimento dos meninos em desamparo de amor, na sua incapacidade própria, por sua natureza própria, por falta de meios próprios, de digerir e dar a volta às vivências que o mundo organizado e feito a medida dos adultos lhes propõem.

De quem é então a responsabilidade. Quando um caso assim acontece e os adolescentes já são imputáveis face a lei dos homens, quem é que deveria ser preso, os que dizem que lhes fugiu a mão, ou todos nós adultos que não lhe damos a mão do coração.
Na realidade e pensado bem, deveríamos ir todos, que se dividam estas penas por todos e que cada um cumpra a sua parte, enquanto houver cadeias.

E a conclusão desta conversa na especificidade dos danos no coração do meu filho, terá Senhora que ficar para depois, quanto existe um depois em quem foi afastado de seu filho, em quem sabe que o seu filho sente em falta e necessita.

E Senhora, existem danos no meu coração também. Creio que vi no seu consultório uma fotografia de seus filhos. Como psi, habituada que está aos assuntos do imaginar, e da dor, não lhe será difícil vivenciar uma separação em período equivalente à que me ocorre em parte devido a seu agir, pois substanciou a ruptura do acordo prático em que a família vinha vivendo de divisão equitativa do tempo entre os três.

E Senhora, tem, as leis dos homens forma de converter os danos morais e de coração, embora assim ainda não tipifiquem os segundos, em indemnizações em dinheiro.

E me recordo desde pequenino de achar estranho esta câmbio. De como uma quantia em dinheiro podia minorar uma ausência, visto que o dinheiro não trás de volta os ausentes.

Este afastamento do meu filho desde 24 de Dezembro de 2005 irá demorar tempo a recuperar, a partir do momento em que se encontrem salvaguardados seus e meus direitos e que nós readquiramos o direito a estar juntos e juntos caminhar.

E as feridas demorarão também seu tempo a recuperar, restabelecendo a confiança necessária, sendo que ele foi e está condicionado a não contar estes assuntos ao pai e isso vai para ser feito na forma que tem de ser feito, em total suavidade, pois só assim se anula as resistências inculcadas e os medos em que elas sempre se baseiam, e todos estes passos demoram o seu tempo, em convivência, de presença, em afectos que anulem as desconfianças que trás em seu coração destiladas por terceiros.

Se a lei de tabelião estivesse em vigor, seria a Senhora afastada de seus filhos por igual período de tempo, mas felizmente já passou este tempo, nem eu quero mal à Senhora ou aos seus, só quero que não me faça mal a mim, aos meus, a outros.

Sabe Senhora, vem-me à memória uma parecença numa antiga história de um rei de nome Salomão, que perante duas senhoras que pretendiam ser a mãe de uma criança ao que o rei teria dito, que então a dividiria em dois, dando um pedaço a cada uma.

Consta que o verdadeiro pai, preferiu então se afastar.

Mas não tenho eu nenhuma indicação do Pai e da Mãe no sentido de sacrificar meu filho.

Por isso luto e lutarei pela sua recuperação, pela sua defesa, contra tudo o que se levantar.


Às Gentes do meu país, ao Tribunal de Família de Lisboa


Dou conhecimento destes factos acima descrito.

Apresento o meu caso e a minha defesa por voz própria prescindindo de advogado, pois creio que a lei me permite defender por voz própria.

Face ao acima exposto e sem prejuízo de esclarecimentos complementares que pretendem obter, venho por este meio solicitar a guarda de meu filho e a regulamentação de um acordo de divisão de tempo em equivalentes modos ao que vinha a funcionar em 2005, e que consta de semanas que se alternam entre os progenitores, com um dia de quebra de permeio.

As despesas do viver, englobando habitação, alimento, saúde, ensino e lazer serão suportadas por cada parte, sem pagamento de quantias pecuniárias entre elas.

São excepções, sendo suportadas em partes iguais, as despesas de ensino e saúde.

Solicito o poder parental, na medida em que o historial das acções por parte da mãe demonstra em meu ver cabalmente que ela não está preparada para exercer a guarda conjunta, situação esta que me disponibilizo a apreciar daqui a cinco anos, pois por principio creio que a guarda deve ser conjunta a não ser em circunstâncias em que uma das partes prejudique o filho como em meu ver aconteceu e tem acontecido.

Solicito o poder parental e a divisão equitativa do viver, pois creio que o facto de meu filho ser de mim afastado e eu dele, prejudica a sua felicidade, o seu bom e harmonioso desenvolver e desabrochar.

Solicito o poder parental, porque não abandono meu filho mais a mais sendo que do lado da mãe existe um paradigma de neurose clara e comprovada com um esquizofrénico declarado, na sua história familiar.

Solicito o poder parental com autoridade em matérias de educação em ensino, pois desde já pretendo mudar meu filho de escola.

Neste livro aberto estão igualmente descritos outros episódios e circunstâncias deste infeliz caso que por serem do domínio público, automaticamente fazem parte integrante desta exposição e deste pedido.

Aguardo deferimento.

…..


Não me digam que escrever sobre alguém que o vi como peneirento, nariz empinado ou ar enjoado é crime ou falta de respeito. Então os tais limites ilimitados da liberdade de expressão?

Então, não levaste já porrada e não foste torturado no regime da liberdade?
Pois fui, obrigado por me lembrares.

Se fosse dito, se fosse dito num certo tom até poderia em suas circunstâncias resultar em ofensa, pois as palavras ditas, possuem tons emocionais e é isso que elas transportam e criam. No escrito é bem diferente, o tom, está na cabeça de quem as lê, é caso para então dizer que se ofendeu a si próprio, o que parece nas vezes acontecer, helas.

Se alguém não gosta de ouvir tem sempre a liberdade de dizer de sua justiça.

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A propósito de grutas e ligações e espiolhares variados
Saem cavaleiros amigos em defesa.
E vou atrás do fio que tenho
Sem em parte saber o que vou encontrar
Grande é o novelo
E um bom dedal
Eu aspirar
Para que não
Se espete dedo
Nenhum
Ao costurar


Perguntas aguardam respostas
Convites feitos, respostas à data zero
Nem carta vossa de paz
Nem clara alforria
Nem esclarecer
Nem o burro se pode fazer à estrada
Porque não tem os alforges cheios
Do trigo dos campos externos
E eu que sou menino
Gosto dos assuntos clarinhos

Só me resta então caminhar
Enchendo-os pelo caminho

O meu perdão na minha mão estendida.
Perdão que não é cego ao que necessita ver e ouvir de boca alheia

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Caro Senhor Miguel Júdice

Li em recente dia uma entrevista onde o Senhor falava dos escândalos que agitam a justiça em Portugal e infeliz verdade, assim é.

Dei conta nestes escritos de uma situação que se passou no tempo em que o Senhor desempenhava funções na Ordem dos Advogados, sobre um pedido de levantamento do sigilo ao Senhor Vasconcelos de Abreu na qualidade de advogado que representa a empresa que eu represento, num contexto em que me parecia liquido que a obtivesse.

Ser ou não ser escândalo, depende sempre de nós, de o deixar-mos assim ser e cada par de mãos, cada coração, cada consciência tem em si o poder de o mudar ou não.

Talvez possa então à medida do seu agir, contribuir nesta situação para o seu esclarecer e assim diminuir em parte, uma pequenina gota de escândalo sendo que gota a gota se faz o mar, neste caso se reduzem os escândalos.

E falo-lhe breve de um outro. Mais um ano se passou num processo que tem mais de dez anos. Segundo a última informação do advogado que me representa, demorariam os tribunais no máximo um ano a responder e proceder ao passo seguinte que o processo requeria e que basicamente seria proceder ao cálculo dos juros e da quantia em dívida para que depois possa ser cobrada e mais um ano passou e nada se passou.

Continua o convite e declive inclinado em perigosa confusão que convida por obrigação do perfil do terreno que deixamos assim ser, a que os cidadãos não mais acreditem na justiça e se abre assim a porta para que cada um comece por falta de alternativa real a fazer justiça pelas suas próprias mãos.

Que ideias e mais que ideias, que praticas aconselha face a esta situação que para muitos se apresenta como um beco sem saída para o qual pela ineficácia do sistema, muitos são empurrados, sendo que as insatisfações geram em determinados níveis colectivos e individuais violências e que a justiça deveria ser um bem fundamental a preservar.Mesmo a dos homens com todas as suas limitações.