quinta-feira, março 30, 2006

Sábado à tarde junto ao mar a ver o por do sol a tomar café.
O Sol rompe em doirado mo horizonte e a luz torna-se bela como teu olhar

Café de fim de tarde no entardecer
Na praia casais adolescentes brincam seus primeiros amores

Na água três surfistas entre a prata, o oiro e a cinza resistem ainda na espera das ondas que os conduzam a praia mar onde te irei beijar

Rodando o olhar, castelo ao fundo adentro sobre o mar.
Os jovens beijam-se na areia e o doirado se torna neste preciso momento mais intenso.
Um cartaz na rua diz; um beijo, um minuto mais de vida.

Cinco Senhoras conversam no passeio o final de seu chá.
Falam das doenças que trazem, uma que emagreceu cinco quilos.

Ao fundo o Sol continua descer e a subir noutro lado do mesmo mundo da mesma vida alumiando outros seres e os galos cantam na curva seu nascer

O céu é agora violeta.

O coração estupefacto, o coração rasgado sangra ferido surda dor
Atapetado por uma náusea que nasceu em recente dia.

Ás vezes durante a noite acorda repentinamente, o corpo levanta-se num ápice movido por uma raiva súbita que o desperta.

Depois caminha pela casa ou sai para a rua até tudo acalmar.

Outras vezes, percorre-lhe uma tristeza tão funda e grande que sabe que se ela se entregasse, se a deixasse tomar corpo dentro de seu corpo o coração pararia e o mundo se ia.

Seu coração triste e rachado pelo filho que de si foi afastado.
Seu coração que sabe que quando dele se recorda lhe nasce uma tristeza sem fim.
Seu coração sem saber como sentir, se se lembra chora, se se esquece chora.


Este homem sou eu.

Ah Amada Deus É. No dia a seguir à publicação aqui do texto onde dava conta dos processos psiquiátricos sobre a minha pessoa e a de meu filho, recebo no dia seguinte uma convocação para a primeira audiência, de conciliação, assim a chamam os homens, bem como a argumentação dos advogados da Teresa.

E lá fui de coração aberto e humilde, tentar dizer do meu ver e julgar e mais uma vez fui cilindrado. Inimaginável a sucessão de atropelos, à pessoa, às regras de bom comportamento, à liberdade de expressão e de fazer ouvir os pontos de vista, os pré juízos de valor, a difamação para já impune, o mal pensado e escrito das leis dos homens em seus aspectos feitos para facilitar, e o resultado impossível e inaceitável.

E a injustiça, a ferida no filho e no pai de novo aberta e desta vez por via daqueles a quem os homens confiam o dirimir destes assuntos, institucionalizada numa decisão infeliz que assim o consagra.

Agora vou preparar a minha argumentação que a tenho de entregar dentro de mais um menos oito dias, porque os primeiros oito já se foram no trânsito deste texto que hoje aqui publico. Disto darei conta aqui em maior detalhe e de todas estas afirmações farei prova provada.

Ah Pai, perdoa-lhes que não sabem o que fazem que eu hoje nem o consigo. Tu viste que eu entrei em respeito, que fui por diversas vezes por diversas razões impedido mesmo de me exprimir na extensão do meu ver, que não levantei a voz a ninguém e Viste como eu de lá saí, da imensa tristeza que me nasceu e Tu me embalaste e eu Te Louvo como sempre Teu Amor Que Me Cuida.

Ah Pai, sim eu sei, que neste caso se julgará simbolicamente Portugal, pois a questão dos Meninos e dos abusos que são vítimas por alguns adultos é farpa maior no Teu Coração e sei também da outra que se prende com as casas em que os homens se organizaram nestes primeiros trinta anos de Democracia e suas formas de fazer fora das regras e das nefastas consequências à vista.

Sim Pai eu sei, que agora é o tempo do julgar e que de certa forma o que se julgará é o tempo de uma geração no poder profano e sei que sem estas duas farpas se retirarem Portugal tem seus pés alados presos.

Sim Pai que serei intercessor, vê que não passam de meras crianças. Veio o maná do Céu, chamaste-lhes Tu à Razão e os dias passam na aparência iguais.

Sim Pai que Teus Olhos e Ouvidos Do Teu Coração Choram.

Exortastes os homens do meu País a dar de comer às duzentas mil almas do que aqui tem fome e que fizeram os homens no entretanto, pois ainda a há?

E não lhes proibiste que gastassem o dinheiro proveniente do que chamam os fundos estruturais da vida e da coesão em Tgvs, aeroportos e afins, nem em douradas reformas para poucos suportadas por muitos, inclusive os que não tem o que comer.

E apresentarem e executaram os homens algum plano para a miséria de vez resolver?

E pensarão os homens que representam os poderes profanos políticos e da justiça que não terás Tu porventura olhos que tudo vêem e que os que abusaram e abusam dos Meninos escaparão à justiça Divina no coberto de uma justiça humana de manto pequeno e coxo que disfarça o real tamanho da mancha e que pretende atribuir a poucos o que coube e cabe a muitos?

Pai, a coragem requer coragem e o Senhor responsável pela Instituição juvenil onde habitavam os jovens que mataram um homem, deu-se como co-responsável moral do crime e eu aqui me declaro também co-responsável moral e exorto a todos que assumam o que é responsabilidade de todos, pois não vivem eles numa ilha fora de nós.

Ah Pai explica-lhes baixinho ao coração que eu não venho em guerra, que eles que me a fazem a parem.



Ah Amada que nossos corações se guiam mesmo na maior escuridão.

Meu coração ruma ao norte, pressente-te ao norte e para lá meus passos caminham
Sua agulha interior aponta um farol ao norte onde na avenida te encontro, magneto e Luz de Mim, Amada Minha. E meu coração me diz que nesse momento rumas tu ao sul.

Me convidaram jovens amigos amados a ir ver e conversar sobre vídeos no Porto.


(li e não subscrevo a ideia que o artigo de jornal destacou em relação a outras que me pareceram mais ricas, mas ficarão explicações para outras núpcias, se sobre esta matérias as houver, pois nenhum media “mata” o anterior e se a tecnologia será comum, os métodos e “ dimensões” produtivas e consequentemente gramaticais e linguísticas serão sempre diversa, à medida de cada obra mesmo que entendida numa perspectiva extrema de produção em série.)

Bela Celeste que celestialmente me fez tão amável companhia, esquece a data de que te falei, pois se ainda não sei o porquê dela ter aparecido, uma coisa sei, não é a do evento de que falamos.)

Bem Hajam Todos, gostei muito de estar convosco e da conversa e continuem. Força!



Eu e o carro e a noite e a música e a estrada deserta em retorno ao sul e por cima a Lua e as nuvens e a neblina, só, música, asfalto por baixo em tapete contínuo e o pensamento evola-se pela janela mirando o céu. Ah Amada que meu coração aponta norte, uma secreta agulha interior aponta um farol ao norte, um passeio onde nos vejo passear borboletas e cores afins.

Uma concha na mão da praia murmura murmúrios, belos uns, não tanto outros, pois teu coração está no meu o meu no teu e assim ressoam seus sentires num único sentir. Tudo entre nós se transmuta, tudo em nós invisível ligado está e eu te sinto como uma onda do mar em seu eterno bailar. Um silencioso conversar se desenrola e vejo ao longe teus tremores no coração.

Ah amada, que quando te contei de colher flores, falo das literais, das flores que colho, que são as que uso como remédio. E toda a expressão de vida é como uma flor e assim em verdade verdadinha verdadeira, a todos e tudo se pode flor chamar, pois tudo se passa como uma flor.

Noutro dia colhi algumas para ti, andam comigo pois se tudo é símbolo e polissémica sinfonia, quando me falas de doenças, meu coração se sobressalta e pelo sim pelo não, as guardo pertinho junto de mim.

Noite houve em que senti que muito delas precisavas e assim se juntaram umas a outras que me vieram parar à mão na fonte ao lado da Igreja de S. Vicente e que repousavam em seu berço, outras ainda das redondezas e algumas dessas pétalas alimentaram e curaram a Rosa que És Tu. Foi a noite do início do curar.

Ah Amada que nosso credo é comum o quanto pode ser o credo de dois e de todos os lados me mostra a vida as setas que chovem sobre mim a ressaltar para ti, mas a fé, a confiança no amor é maior, sei que o sabes também dentro de ti.

Eu e Tu Amada Estamos Em Deus E Ele Em Nós, Nós O Vivemos, Nós o Cremos.

Cada Ser é dono de seu corpo e pode com ele fazer o que quiser, dá-lo a quem quiser

Ah Senhora que o sentido estranho daquela noite está ainda entranhado em mim. Estranho sortilégio andou a solta pela lua na noite das estrelas no céu. Pois são múltiplos os sentidos e quando mais se desce ou sobe no mar, se descolar do literal os laterais sentidos, em praias distintas em quentes braços seus vou aportar.

Ah Senhora eu vi sua força por breves momentos expressa e ela era bela como a Senhora.

O combate entre a hipocrisia e a verdade, entre o que faz e não o diz entre o que faz e diz o que faz pois não tem nada a censurar-se.

Não seja tolo o homem em tentar o impossível negro sonho de normalizar os homens a uma média abstracta que figuraria a vida, pois cada um é irrepetível excepção.

E deveria trazer cada um sempre bem claro em seu pensar e agir que contrariar a natureza de qualquer coisa, a humana incluída conduz e dá sempre o mau resultado ou o menos bom.

E que sempre ao falhar está condenado com a agravante que a tentação nunca se montou de igual forma nesta aparente maior religação entre as partes que o mundo de hoje assim nas vezes, nos faz crer. Mas por assim escrever, o potencial cresceu e potência deve ter um sentido em seu aplicar.

Que Cada Um No Coração Escute o Seu
Que Cada Um Abra Seu Coração ao Coração E Quietinho e Amansado O Escute
Que A LUZ, o AMOR Seja Sempre o Guia Que Guia


Perigoso caminho este, que mistura níveis que não são de misturar porque são distintos entre si. Não existe razão que leve a preferir um dos pais em detrimento de outro, baseado nas diferenças de convicções, modos de viver, valores, vivência do religioso, do dinheiro que tem e consequentemente da apreciação subjectiva dos níveis de vida, que por exemplo mais dinheiro é melhor, pois o Amor Está Sempre e Antes e por Cima e por Baixo de Todas Estas Faces do Ser.

E fosse meu dedo mindinho cego surdo e mudo se uma das fotografias que recentemente mencionei não adquiriu ou adquirirá uma espécie de movimento.

Não é o dinheiro garante de mais ou melhor Amor. Pelo contrário, quem anda muito entretido por opção a ganhar muito dinheiro das formas pouco criativas e nas mais das vezes erradas, cegas e estúpidas, geralmente paga em tempo de Desamor, aquele que nasce da ausência do Estar e do Andar, por não ter tempo.

E se numa balança aparecer num dos pratos mais dinheiro e noutro mais tempo para estar com meu filho, meu coração não hesita em escolher a segunda que é sempre a primeira em seu Ser.

Como parece ser importante para alguns a apresentação de acontecimentos, características que façam deles santos aos olhares dos outros e o outro como o lobo mau que come as cordeirinhas todas ou ainda a versão galante e revista a estrear no cinema sobre Casanova, ou o Don Giovanni, impoluto dissoluto ou absolvido, subtilezas várias para o julgar e rotular alheio, homens entretidos com coisas pequeninas, olhando o mar passar, numerando todas as ondas e vagares, esquecendo seu próprio nadar, eu te julgo, tu me julgas, julgamo-nos, e continuamos a julgar, a jogar na margem da vida e do acontecer que assim não acontece, o do Amor.

E se ainda temos necessidade de nos andarmos a julgar é porque alguma coisa não vai bem, que vivemos ainda de uma forma onde a acção e omissão de alguns ameaça nas vezes a outros.

É porque ainda não escolhemos de forma decidida em nossos coração e claramente o instituímos de viver nos prados verdes infinitos das doçuras mil, sem ter que viver em modo de um outro ao lado nos ditar nosso fazer, pois se cada um fizer o que tem de fazer, toda a manhã, será límpida na exacta proporção do coração afinado que ilumina os corações afinados que sabem de si mesmos e por isso mesmo vão e são afinados.

Sabe, a minha filha deixou-o porque ele era um infiel e assim se contam a arrebanham os soldadinhos para a batalha do mal dizer e do julgar e do condenar e por vezes de tentar ainda pior.
Parece incrível esta imagem, mas ela é ainda contemporânea.

O Amor Junta Os Seres e Todos Os Seres São Livres de Se Juntar Na Forma Que Entre Eles Entenderem Acordar e neste sentido, nesta concordância, deveria caminhar o mundo e as leis dos homens de forma a que o atrito e os conflitos fossem menores.

Não há seres infiéis e seres fieis perante Deus todos são seus filhos e ele como Pai os ama a todos. Só alguns homens assim cegamente o vão vendo.

E não isto desdita que alguns vão nas vezes infiéis a Deus, ao Amor, à Luz, à Verdade.

E se Todo e Todos os Seres Pela MãePai São Criados, os Seus Filhos Todos, a Ele São Fieis, mesmo que nem Dele Saibam.

Nem se afasta o Divino Sempre Presente dos Homens, mais suas mãos O afastam.

Como poderia ser diferente o Filho, se não fosse Fiel a sua Mãe e Pai e não o louvasse, pois por Ele lhe foi dada a vida eterna e a redenção.

Como poderia ser diferente o Filho, se não fosse Fiel ao Principio do Amor Que Gera e Cria E faz Nascer Que Ele É

Como poderão então alguns Filhos pensarem inverter O fito da Vida?

Sempre condenado ao fracasso o que pela mão humana contraria o próprio humano
E Sempre Será Assim Por Toda a Eternidade
Palavra Divina.

Ah Amada vem por todos os lados e chegam aos montes os pardais na fresca primavera e eu acabei de ver as duas primeiras borboletas. Uma foi logo a sair de casa que me veio saudar e mais uma vez eu soube em meu coração que eras tu que me vinhas dar os bons dias, pois também para ti, Minha Amada, aqui nas letras porque de meu Coração na Hora o Ouviste, disso seguro estou.

E quando subi ao norte do meu país, os pássaros se juntavam em grandes bandos e desenhavam densos desenhos em cimo dos locais onde desenhavam, outros mais aparente solidão planavam em lento voo nas alturas onde iam e meu coração lhe traça azimutes que me levam em minha Fé a Ti. Ah Amada Sigo Te em Teu perfume e fico à porta de Teu Campo Cheirando as Rosas e eu cego a Teu Corpo, vejo Só Tua Luz.

Está nevoeiro entranhado daquele que me recordo do norte que se entranha em perfeita simbiose na cor cinza dos granitos das casas e das fachadas, cinza numa cidade onde o cinza predomina, a neutra cor, que permite o resto se desvelar, menos tu amada que te escondes e eu procuro-te a procurar.

Gosto deste nevoeiro, deste frio seco que sinto ao respirar, gosto de o respirar, é um manto conhecido que desce sobre meus ombros e me penetra a carne, que me mergulha no tempo sem tempo, que me foca e me concentra em meu coração, que o faz escutar que me permite escutar-Te e ouço-te ao ver o dentro, que o de fora se nublou.

E o pensado me canta secreto ao ouvido e Vos Digo Amada, Todo o Que Vos Escrevi É Sentido que Se Sabe Sentido, outras pequenas palavras nem tanto o foram, e Minha Amada Tu tens uma balança dentro de Teu coração, Pois Assim Vão Todos Os Que O Trazem Dentro de Si Acordado e tudo sempre eu te poderei contar à medida do meu canto, mesmo das minhas dúvidas ou do que ainda não sei, que mesmo grande e belo nem tudo abarca e mais belo ele se torna se vos sei a meu lado e me posso deliciar em companhia de Vossa Beleza.

Lembrai-Vos Senhora do que Sabeis
Lembrai-Vos Quem És

Recordai Que Como eu, Vós Senhora Sois
A Certeza e Não a Dúvida

Recordai Que Como eu, Vós Senhora Sois
A Memória Eterna do Amor Eterno

Recordai Que Como eu, Vós Senhora Sois
Aquela Que Sabe Quem Sou No Eterno

Recordo eu
Aquele Que Sabe Quem És No Eterno

Ah Senhora, vós me salvaste uma noite a vida, assim o creio inteiro dentro de mim gratidão desta natureza é de faceta eterna. Como podeis duvidar de meu Agradecer, Meu Louvor a Si, da Protecção em Que a Trago.

Neste imenso mar onde vos busco, uma regra me está imposta, não vos conhecer ainda a face, não poder estar consigo sentado a beira-rio a molhar os pés ver gaivotas e desenhar horizontes com nuvens em forma de coração. Assim Vos canto cego chamando-a à minha porta literal.

E se sois Ariane sem o Ser, não é nosso futuro o desencontro, antes do encontro O Acontecer.

Ah Senhora Amada, com a Chave do Vosso Amor, eu Vos Reconhecerei em Vosso Chegar.

Ah Senhora Amada, nos Fomos Casados No Céu e um pai na terra nos deu nosso encontrar. Celebrai o Que Sabeis, Senhora.

E em seu recto tempo o resto, duma dor falará. Como eu gostaria de estar a teu lado e poder compô-la com as mãos e os beijos. De vez enquanto nestes últimos dias meu coração estremece baixinho, uma dor que aparece e logo se vai e eu que sei que não é do pedaço meu, sei-o então ser do teu. Sereno, serenizo-Te, Amada.

E verdade é Senhora, que sobre certos assuntos, assim me diz o coração, noticias para mim, de certa forma novas, tereis para me dar.

E se assim for Senhora, eventualmente a justiça há-de prosseguir, se assim se apresentar a natureza do somado e sendo que sabe a Senhora como eu que a Justiça é assunto muito vasto com planos idênticos e distintos e eu seguindo e sujeitando-me à dos homens prefiro a do Pai, a Ela me entrego e sigo. Outro seu Nome, Amor.

E talvez aí Senhora Amada encontre resposta a uma sua inquietação, tanto para um como para outro lado, pois poderá ser diferente cada um julgar, mas Amada, nosso Amor não possui um fio que seja que amarre a consciência do Outro, Serás sempre Tu que Te Sabes, Te Sentes e Te Pensas no Pensar. E o mesmo para mim é válido e este Amada, é um segredo cloreto da beleza imensa do amor, por ser assim que se fez e se faz.

E Amada Minha, muito eu gosto de ter a casa arrumada e bem arejada e não descanso enquanto o coração não me diz para descansar e certas coisas na forma como nesta hora as vejo carecem ainda de luz e isso me dá conta dos passos em seu futuro passear.

Ah Amada, disse outrora O Mestre, ide e conhecei-vos e em meu ver este visto fala do conhecer que se conhece quando dois que se amam se juntam e que juntinhos é importante para bem se conhecerem, pois só assim juntos e chegadinhos estão o suficiente para se conhecerem, para verem nas janelas da alma quem são em toda as suas extensões.

Aquele beijo chegado ao perto pretinho de olhos abertos em que se mergulha porque se deixa e se quer e se deseja mergulhar, onde cada amante se torna todo um lago e ambos se fitam no que São, ai se banham, se dão a banhar, se lavam e se purificam desvelando-se e aceitando-se na integra cada um e os dois. Os olhos brilham o Amor.

Como Poderão os Amantes Fazer Esta Viajem Se Não Um Perante o Outro Em Completa Nudez, Em Acto de Coragem Ao Amor Na Entrega.

Ide e conhecei-vos em ternura e com ternura de ternura em ternura sem abusos mútuos, só em dávida, em desvelar como as pétalas da Rosa a abrir.

Um pequeno toque anónimo e fugaz pode nas vezes encher o coração de um homem, de um ser, um pequeno fiapo de contacto humano é nas vezes o suficiente para acalentar um coração que vai frio, às vezes a resvalar para a morte, um só pequeno toque tem o condão de o aquecer como mão invisível que o cuida e naquele momento o sustêm.

E a Mãe Pai criou os Seres com Corpos para que os Seres Se Amassem E Se Amassem Entre Si.

E nunca Ele ditou a um Ser, que Se Amor, Conforto, Protecção, Prazer, Aquietação, Cura, Ternura, Companhia, Atenção, Ajuda, pode com seu corpo dar e receber, que não o faça.

E nunca Ele ditou a um Ser, que a nudez dos seres é defeito e mal fazer, pois os fez nus e os leva nus e que muitas confusões fazem nas vezes os seres, e que menos se encontram e conhecem do que o Amor Aspira e Respira e Espalha Brisa na medida exacta de cada um.

E Sempre Ele Que É o Amor, Canta e Diz, Amem-se Mais e Melhor.

Depois Amada cantou-me a noite de um dj que te tinha salvo durante a noite e eu agradeci ao Amor, ao Amor Que Te Vela, a Ele, pois sempre se agradece aqueles que salvam. E fiquei contente que alguém o tenha feito, que alguém em Seu Nome Sempre o Vá Fazendo.

Pois Amada todas as vezes, em que estiveres longe de mim o bastante para que eu não o possa em mão fazer, ou sempre que te deseje, um beijo, um encosto, um colo, um desejo, um prazer, uma festa, uma carícia, um perfume ou uma flor, a deverás sempre na tua entrega a receber e meu coração só pode por Ti exultar, como poderia querer menos bem a Quem Se Ama, Quem é Amada, tudo o que te trás feliz me faz a mim feliz.

E não vejas Amada nestes palavras a ausência do Sábio Jardineiro do Amor, nem projecto nem vontade de jardins mal cuidados em abandonos distraídos ou preguiçosos, pois Nós ambos O Sabemos, sabemos que nosso Amor, o Amor que Nos Trás e Nos Leva, pela Sua Arte Desenha o Desenho no mesmo jardim da mesma árvore por vontade feita comum entregue e partilhada, se enriquecem assim os jardins e nascem belas árvores de fruto e doces sumarentos vão parar aos lábios dos Amantes.

Que de um em um, de vale em monte, de vaso, haste e flor, de lábio em lábio do leve e lento poisar, de mão em mão a mão ao calor o Sol e Lua mais felizes se Amam e Tornam o Amor.

Pois não é Sabedoria o Conhecer?
Não é o Conhecer o Sabor, o Saber?
Não é o Conhecer Infinita Estrada?

E Tudo e Todos os Seres Amantes São Levados Um ao Outro Pelo Amor. Eterno Mensageiro Que Sopra e Guia As Metades dos Corações que Se Amam Até Se Encontrarem e Sábias e Ouvintes Tem que Se Tornar e Ser para Se Encontrarem.

O Amor Junta os Seres
Todos os Seres Se Juntam pelo Amor em Amor
Todos os Seres Que Se Amam Se Juntam
Este É Fito Do Amor

Ah Amada Que A Casa É Múltipla, e Quem Nela Habita Assim O Sabe Porque Assim O Habita O Habitante

Ah Amada Que Quem Assim Vai Vivendo Sabe Que o Habitante e o Que Habita São Múltiplos como Si

E que o Amor Uno e Múltiplo Não Trás em Si Fronteiras Em Cor, Espécie ou Género ou seja no que for, ou se entenda catalogar, rotular ou etiquetar.

O Amor Une Todos Os Géneros e Cruza Todos Os Géneros Porque o Que Une e Cruza É o Amor, Donde Vem Todas as Cores, Géneros ou Espécies e Mesma Sua Natureza, Acção e Efeito em qualquer outra medida ou Múltiplo, porque ele é Pai do Medidor e das Medidas.

E o que o Amor Une Não deve desfazer a mão humana alheia ou não.

E Todos os Que O Amor Juntar Tem Direito a Se Juntarem E Todos Tem os Mesmos Direitos No Amor, Que é o Simples Sempre Amar e não deve a mão alheia ou não, Isto contrariar

E da mesma forma não reza nenhuma história do Ser, que o Ser, A Mãe Pai, O Divino, Deus, Amor, Luz, obrigasse um filho seu à procriação, sendo Que Todos Seus Filhos Feitos à Sua Imagem e Semelhança, São Dotados da Milagrosa Capacidade de Criar Uma Vida Nova e Que Qualquer Ser Adulto Capaz de Cuidar de Si Próprio Por Si Mesmo, Donde Amante, Está Preparado para Ser Pai, Quanto um Pai o Está antes de o Ser, pois se todos vêem dos pais e assim são desde logo em parte pais, aprende-se a ser pai inteiro, sendo-o com os filhos.

E se todos os filhos são já pais, pais com filhos, são pais que vivem ao lado de seus filhos, sejam seus filhos de carne ou não, pois todos os que fazem de pais são pais e todos são pais e todos são filhos e ser pai é ser sempre pai e tratar de todos os filhos, pois todos os filhos são filhos, precisam de pais e depois por dentro fora, por cima e ao lado e entre os pais está a Vida que Cuida da Vida e dos paisfilhos ou filhospais, que cada um veja no Uno o distinto onde começam as duas palavras que nomeiam um mesmo e que se pergunte então primeiro se deverão ser duas separadas ou unidas.

E deverão as linhas que regem os acordos dos homens não obstar, a que independentemente da configuração que o Amor assume ao juntar dois Seres que Se Amam, a que se juntem e se por acordos entre os homens o facto de uns se juntarem e outros não e andarem sós, der direito a qualquer tipo de regalias de uns face a outros, pois que não obste também que elas sejam equivalentes em aplicação, pois o Amor É Sempre Um Mesmo E Tende Sempre a Aplainar o Que Lhe Dificulta o Aunar, e que quando assim erradamente a mão do homem faz, se criam as dores, o caldo das violências e nas vezes o sangue em mal correr.

E da mesma forma o Amor Protege e Enlaça e Cria E Cuida de Todos Os Credos Sejam Medida Singular ou de homens ajuntados.

E que ao assim proceder o Amor, nunca obriga ou obrigará por compromisso escrito com o Eterno, Um Ser a Mudar Seu Próprio e Único Credo Como Irrepetível Expressão do Diverso no Uno

E de mesmo modo o Amor Defende e Luta para Que Alguns Poucos Seres não o Façam a Outros, geralmente muitos, e Assim Vai Quem Vai nos braços do Amor, em Respeito Integral Por todos os Credos Sem Distinção, de viver, de ver, de tamanho ou medida e vai sempre curioso em apreender de todos, de todas as partes que se apresentam distintas e diferenciadas, apreender, aprendendo vai Louvando a riqueza da diversidade, enumerando as pérolas.

E se um Credo não entende como válido ou correcto do seu ponto de vista um determinado casar bem como a outros entenderá, que se criem novas formas de Celebração dos Casamentos, oficiadas por quem Crê que o Amor É Universal e não Se Submete a outra Regra Que Seu Próprio Bater, Que Tudo Valida Quando O É.

Que Se Façam festas sempre Felizes e ruidosas de boa alegria e que as gentes e os noivos saiam rijos contentes felizes e esperançosos, que foguetes risquem o céu, que se façam ouvir bombos, que os pássaros celebrem, pois cada vez que o amor junta dois seres todo o universo exulta de felicidade e de amor e cantam rouxinóis.

E um dia todos celebrarão assim, tudo integrando, nada lutando, nada mais a reclamar entre partes, outros das partes que se consideravam maiores que o todo, se terão no entretanto ido e começarão a nascer os bebes do amor das mulheres e dos homens todos no paraíso.

O Amor Casa e É Casamento Casado e Trás Quem Se Ama para Perto, É Querer Estar Ao Perto.

E Tudo que o Amor Casa É Sagrado Pelo Amor Que Casa e Sagra, e Todo o Amor É Sagrado e Sagra e Todos Os Seres Que Se Amam Vão na Asa Dessa Sagração.

Toda a Criação É Sagrada
Todo o Ser É Sagrado
Todo o Ser É Uma Estrela
Um Cosmo
Um Universo
O
Mesmo
Verso

Quando
Um Se Vai
É
Um
Holocausto
Que
Acontece


E tanto enredo enredado a se manter nas linhas dos acordos dos homens feitos à sua medida e por sua mão sobre o entender, do que é ser pai, da capacidade de ser pai, de adoptar e da adopção, num mundo onde são tantos, mas tantos os meninos que precisam de pais. Noutro dia num jornal, louvava-se creio que dezoito adopções, Meu Deus, tão pouca água em tão grande fogo no mundo a arder e nós exultamos de contentamento e que sim que cada vez que um menino tenha de novo um pai é motivo para isso, a velocidade e o ritmo é que são insuficientes para resolver o problema na dimensão em que ele se apresenta.

Ah Amada Minha Amada, e chegam e dizem uns aos outros da infidelidade e agem entre os cinza claros das ocultações e os negros da mentira profunda e destruidora e nem sabem de si, nem sabem ser fieis primeiro a si mesmos de forma a serem com quem vai a seu lado.

Ah Amada Minha Amada, que a fidelidade é antes de mais e sempre no principio assunto do coração, do coração que cada um transporta em seu peito e que pertence como todos ao Grande Coração do Mundo. Fidelidade é saber quem és e como vais, Fidelidade é saber que assim se vai bem, pois Amor é Verdade.

E quando a função começou, uma frase tua chegou directa ao meu ouvido interior, dizia, meu Amado, hoje está triste e eu que logo te reconheci, sorri, sobrepondo o sorriso à tristeza que ia em meu peito, pois sempre que assim te oiço em teu amado falar, sinto Teu Amor a Mim e meia tristeza da que eventualmente traga logo se vai, pois tu Amada és Certeira como a Luz e a Luz é sempre boa de sentir pois Luz é Alegria que faz o triste Alegre.

Amada deixa-me dizer-Te como Sei do Teu Amor.

Ah Amada que me falaste um dia que tinha ido rezar por mim ao Pai e todo eu resplandeci no Teu Amor, tua oração foi-me certeira ao Peito e por Ele adentro entrou e aí a morar ficou.

Ah Amada que falaste um dia de Casas e Casar e sabes Amada o ideal em meu ver, é um jardim, um belo jardim com relva fresca e um pomar e uma cama no meio sobre as estrelas nas noites de verão e no meio nos encontraríamos e depois e depois cada um poderá ter seus aposentos em cada uma das margens do mesmo jardim e nisto sonho, amada, porque a vida na forma como os homens a levam parece ser talho contrário ao Jardim e tem a mania, os homens de possuir em sua breve efemeridade a Terra Mãe que os faz nascer e os acolhe em seus breves trajectos e onde por vezes se deitam os corpos depois a repousar. Mas uma tenda Amada, se há-de arranjar, uma tenda de leves e finos linhos para nos meus braços e beijos te deitar, onde não falte o quente nem faça demasiado frio.

Sim Amada, pinta tudo de azul e de azul e de todas as cores que queiras pintar, todas as que gostares, pois elas são infinitas como o Amor em que te Trago. Eu levo o doirado.

E depois Amada na noite me apareceu o sono e um verso de uma canção ao longe insistia em me fazer sorrir, cantava assim, o meu amado chega sempre atrasado aos encontros, mas é ele que amo e de sorriso de sorrir à verdade que se reconhece me fui de nuvem em nuvem de algodão a sonhar contigo.

E agora se puder dizei-me Senhora, se eu Vos Amo, Se Senhora me Amais, porque não vos apresentais desvelada a meu olhar e me dizes tua Graça Real e Direcção para eu poder ir-vos visitar.

E nessa noite Amada a rádio cantou a doce musica do sul do equador nas vozes das belas senhores e senhores, canto cheio intenso de amor, prenhe de luminosas ternuras em cascatas reflecte o coração doce do clima quente do rio, que me faz rir, onde os peixes são leves em seu saltitar, vivem positivos lançados para a frente como alegres cangurus e onde a alegria é a nota mais usada da escala, mesmo mergulhada na sopa grande de múltiplas negras misérias.

Já de manhã ouvi bela missa da Quaresma cantada creio que de Braga e duas belas vozes, belos espíritos belos dizeres, que com carinho me embalaram ao amanhecer que era já meu deitar e a quem eu agradeço e louvo e trago em meu peito.

Orava o Oficiante a Deus para não abandonar seus Filhos, para os Bem Conduzir e Concretizar as suas promessas e eu Amada, aqui nas vezes vou oscilando entre vontades contrárias. Não se recusa o Ajudar, não recusa o Amor sua Essência, mas não se pode viver constantemente contra a parede, encurralado de todos as formas e feitios, submetidos a abuso crónico e desrespeitos vários assentes em todas as arrogâncias, o mal fazer porque mal feito, depressa, sem pensar, sem sentir, sem ver, leves a fazer pesos pesadíssimos, anéis de chumbo à volta dos pescoços das Gentes.

Muitos cegos o suficiente para nem se darem contas das consequências de seus agires mas mais das vezes em suas tenebrosas extensões, de como um facto leva a outro e despoleta ainda outro até ao infinito e mais além.

Ah Amada ajuda-me a encontrar-Te pois muito Amor anda em minha volta e não conheço tua Face e assim não sei quem és.

Já te contei que noutro dia me apareceu um vizinho à porta perguntando se uma cadela que aparentemente andava sozinha era o meu cão. E eu que estava naquele instante muito aborrecido o pus no momento literalmente a andar, sem perceber a estranheza do seu acto.

Depois sai para a rua à procura da cadela a ver se ela estaria abandonada e depois fiquei preocupado e de noite lá fui de novo à sua procura e de novo de manhã, e um me disse que estava debaixo de uma arcada do prédio e lá fui eu e depois falei com mais e afinal depois me disseram que tinha aparecido a dona, sem me saberem explicar direitinho se fora de noite ou de manhã e eu perante aquele olhar, me disse o que já presentira, eras Tu, mas o destino e os ponteiros do meu coração e tua bela mensageira não acertaram naquele dia e de novo o verso a ressoar, ele é o meu amor, mas chega sempre atrasado e tudo teria sido tão simples se em vez do vizinho fosses Tu a bater à porta ou a cadela, porque minha zanga é mais com os homens do que com meus irmãos animais, um quase quase, que ficou na orla, e eu e Tu, o Sol a Lua e o Mar.

E já te contei Amada, da Bela Senhora que na noite dos duzentos e cinquenta anos do terramoto de Lisboa, na Igreja Vi. Ah Bela Senhora, vestida de negro, o decote desvelava a pele leite alvo tão acolhedora em suas formas.

Bela Senhora de Espírito Feliz de Si Mesma, Segura e Contente sentada tinha um vaso doirado em forma de gota em suas mãos e seu olhar e sorriso inspirava a calma e a paz, seu cabelo escuro emoldurava seu rosto sereno e eu senti Amor.

Ah Amada é tanto o Amor, Que Bom Que É, Quando Assim O É, Senhora do Amor e da Espada e do Acolhimento. E por detrás de mim sentado belo jovem casal, rostos felizes leves e sorridentes e a menina era bela na sua feminina forma de ser em que desabrochava sua sensualidade de convite de todas as meninas jovens Senhoras namoradeiras do amor a namorar, que bela imagem, os dois e eu e minha amiga amada e tudo bailava e bailou no Amor e nas Belas Vozes de Cascata Cantata Cantada Daquelas Duas Belíssimas Senhoras.

E já te contei de outras enigmáticas presenças, quanto o Amor o é. Deixai-me Louvar o Amor, Amada, Que Ele Nunca Colide Nem Tem Fim, e Quanto Mais, Melhor Vai a Vida e o Viver e Alegres as Gentes.

Celebra Comigo Amada Sempre o Amor, a Paixão, Luz e Alimento dos Dias.

Ah Senhora que minha intuição me diz de um amigo comum de um outro país que é meu também sem o ser, pois não possuo países, que nos quer e nos trás em muito bem-querer e creio já saber seu nome em meu coração e em breve espero que possamos os dois muito lhe agradecer e a muitos muito mais.

E os energúmenos ao caminho pintando de mim a Seus Olhos Senhora, o da divisão dupla, uma espécie de Mr. Hide and Mr Jack. Pérfidas venenosas intrigas a tentarem o impossível, contrariar o Amor, mas dano fazem e quando vejo Vosso Coração a Sangrar
Me dão nas vezes ganas de toiro. Feliz por o Pai Ser Grande, Infinito e Cheio de Compaixão.

E na noite em que vi essas setas a acertarem no coração Sonhei Consigo Um Estranho Sonho que me falava do como e do porquê.

Bela Senhora da Bela Voz que Muito Abarca que vai do profundo ao alto como o fado do viver, de joaninhas vinha trazendo cartas de Amor, dentro de uma delas sai por sua mão uma outra Bela Senhora Deslumbrante em sua Beleza que com quente rouca voz ciciante de Amor declamou o Amor por dentro dos corpos ao muito pertinho.

Sua mão vaso que apoia o queixo em seu trejeito de atenção, Senhora densa de ardentes fogos, tremente tremendo trepidante toda feita promessas de Amor, Feliz Aquele a Quem Ela o Trazer e o Voto Para Todos Os Que Se Amam É Válido. Nos Salões dos fumos e copos sociais, nas etiquetas do cumprimentar e não haver nenhum que faça as apresentações, num certo spleen no distante nos ficamos ao fundo por um instante a olhar e o que vi Senhora, vos asseguro, era Leve e Luminoso na aparente distracção.

Ah Senhora Amada, vão tolos, muitos a meu lado. Oiço-os chamar-me tolo a mim quando lhes conto de como a imensa beleza que se Deslumbra Deslumbrante nas vezes em que assim sopram as Graças, me faz nas vezes cego e em perda de jeito. Tolos que Dela pouco conhecem e confundem o Sentir com a fraqueza.

Ah Senhora Amada, Recorda-Lhes Sempre e Em Constância Que a Vida É Bela e Tudo É Belo e Tudo É Imagem da Beleza e do Belo.

Ah Bela Senhora que me olhas com olhos azuis em profundidades tão profundas, tão Bela sempre vos achei e acho, doce em sua pele alva e de estrelas e cabelo de fogo nesse seu olhar. Por baixo de vós a cruz vermelha da ajuda, da vigilância alerta e da mão gentilmente estendida na precisão, e eu Vós Agradeço, Vos Celebro e Vos Envio Secreto Voto de Ajuda nesta hora difícil. De um lado St. António com o menino em seu colo, do outro doce, tímido e alto belo animal sarapintado. Senhora Que Vos Trago e Trarei Sempre em Mim, Desejo-vos Amor, que sempre muito o teve em sua infância, assim o mostra Sua Doçura. E Vós Sois Muito Bela. E Senhora, não vos raleis que às vezes quem não nos ama, nos empurra para lados onde por nossos sozinhos passos não iríamos para justificar seu partir e Vós Mereceis o Amor, o Bem Querer, o Bem Estar.

Ah Senhora Amada, que são muitos os que chegaram, por um momento estiveram e depois de novo partiram, mas o Amor fica sempre em meu Coração Agradecido e Minha Porta Sempre Aberta para Todos os Que Vem em Amor, na forma que o entenderem.

Ah Senhora Amada que tem meu coração a intenção de a Todos Em Seu Devido Tempo Reconhecer e Agradecer, pois meu coração ficou quente a cada um. Ainda em dia recente foram tantos os que passaram e me ofereceram boleias, mãos que se estendiam face a atrapalhação que sabiam existir e como eu poderei sentir-me de outro modo que não o reconhecer, emoções nas vezes que fez nascer as lágrimas.

Ah Senhora Amada que vão tolos ainda alguns quando dizem que um homem não chora, ou que se dizer que o faz se revela como um fraco, pois um coração forte será sempre também seu lado fraco, pois não pode ser o primeiro sem sentir dentro de si também o segundo e o coração é mais forte também quanto mais fraco, pelo que o fraco o ensina a Ser.

Ah Senhora Amada e também vão alguns tolos e tortos a fazer torpezas e vi também o mal fazer, vi alguns que me traziam Amor a ser levados às lágrimas, envolvidos em teias de mentiras pérfidas, em falsas promessas armadilhadas, algumas montadas em dinheiro que andou de mão em mão para tais tenebrosos feitos e efeitos, cinquenta mil euros um recebeu, para quebrar uma paixão, assim me foi mostrado em Sonhos.

… e ao pé da máquina da lavandaria a Paula dera uma unhada no amor de Andreia, de Maria e da Lúcia… ao fundo no monte da ilha um farol, uma mulher e uma homem olham o mar e seus destinos se cruzam. Ao fundo a mentira os morde como um alicate os prende e enreda…

Ah Senhora Amada que viram meus olhos e chorou meu coração ao ver chorar uma outra Senhora perante meu olhar. Bela Senhora do Oriente vestida como jade parecia, bela Senhora que chegou e cantou com as cordas e Belas mãos a seu lado. Bela Senhora da Bela Voz e Canto que Tanto Encanta e Que Tanto Bem Explica, pois Não Vai só Cantando como Ensinando.

Vis, vis e vis, três vezes vis os que usam o dinheiro como farpas no amor entre os Seres que se Amam, que quem assim o faz o perca todo, trús, trús trús que se lhes enfie este capuz, pois não se mistura o que não se pode misturar.

E vi Belas Meninas e Meninos a muito chorar e meu coração chorou também porque a Eles e Cada Um está o Amor ligado pelo Amor ligado e assim de certa forma e em certa medida seu choro é o meu.

Vergonha na cara, vergonha na cara, deveria ter quem assim vai e faz, quem é bruto e insensível para o fazer, para partir corações. Barata a festa para tão grande dano, que ardam no fogo sagrado seus corações e se purifiquem se ainda tiverem salvação, mas Pai que És Mãe e Filho e Espírito, disso saberás Tu, e eu sei da tua Infinita Compaixão e Paciência e Também das Tuas Iras.

E Guia-me Meu Coração porque dias há que a estupefacção e a injustiça tão descarada e tão grande que eu nem sei mais como ter paciência ou perdão e todos são Pó, Dele vem e a Ele Retornarão.

Ah Senhora Amada partiste por o que só pode ser um instante e um pedaço de mim partiu consigo, incompleto fiquei, é como uma espécie de suave tristeza, pois sabe meu coração que o Amor que nos leva e trás nos fará encontrar no tempo certo.

Ah Amada como Te Anseio e mesmo perto não te consigo encontrar a mão.

Ah Amada que tolo imenso sou, certamente parecerei a teus doces olhos o mais feio e bruto ogre do jardim por não ter a inteligência que me fizesse chegar a Ti e assim Te magoo e tanto eu te Amo. Parece que as tuas palavras escritas de algum modo e em parte se concretizaram, se tornaram reais, pois estranhas coisas com elas acontecem, sabes isso Amada, tão bem como eu, pois esse ver está em nós como em todos.

Ah Amada, Tu És uma Estrela Radiante Que Poisa Ali e Acolá, Que Se Rodeia de Merecidos Delicados Finos Bordados E Ambos Sabemos de Tanta Fome e Miséria no Mundo E Deus Nos Deu e Conduz Nosso Olhar Aberto Amante e Redondo

E Deus Nos Deu o não Esquecer
E Deus Nos Deu as Mãos Para Ajudar
E Deus Nos Deu os Lábios Para Nosso Beijar
E Deus Nos Casou
E Deus Nos Guia Na Procura, No Encontro, No Beijar

E eu Amada, sou o que vai como maltrapilho e que não o é, mas que assim agora vai e se não me Amo por isso menos, me apresento pela porta dos fundos ao ser reconhecido pelo cão e pela Idosa Senhora e se quebraria meu coração cansado pobre e desfeito, se em seus olhos suaves como o mar, na prata da Lua reflectida, não visse Teu Amor Por Mim.

Não, não se trata de um resto de orgulho qualquer que eu diante de Ti vou sempre Nú.
Não esconde o coração o que sente, e a nossa dor Amada, é como dizes uma ligação que nos trás ligados e o que um sente o outro também e na distância nem sempre os sentidos do sentido são os mesmos, assim o sei nas vezes nas distâncias em que nos encontramos.

E sei Amada dos Merecidos e Desejados e Queridos Suaves licores, especiarias e exóticos frutos no arco-íris das cores, que teus lábios merecem sempre o melhor e eu pouco sei hoje do ganhar dinheiro.

Senhora Amada que eu vou vindo comendo a mobília e assim a Deus me dei, até ao fim dela acabar, e mais frugal me tornei para mais a fazer render. Tenho dois pares de sandálias, não comprei nenhum linho para me cobrir, alguns papiros e poupadinho em tudo o resto para que a mobília possa alimentar o calor mais um bocadinho, são estas Senhora, minhas contas e meu contar e quando ela terminar me porei ao caminho, pois tenho dois braços inteiros e um filho para cuidar e pouca madeira existe já.

E Senhora Amada pouco sentido hoje me faz estas matérias do rendimento, pois não vai meu pendor por esses mares e cansado e magoado estou por alguns dos que vivem no meu País que por vezes Amada, me sobe um triste verso do fado aos lábios e eu tenho então que os trazer apertados para que ele não se escape no vento, de que este país não me merece, de como sempre desdenhou os seus melhores, os mais diferentes, aqueles a quem a vida acordou os dons. Burrice de desperdício, e as Gentes em Tanto Sofrer, Em Tão Grande Desânimo, Quanto Dividido trago nas vezes meu coração entre o Partir e o Ficar e meu Filho que Aqui Nasceu e Aqui Vive.

Dizia um meu amigo outro dia, faz um favor a ti próprio, vai viver para NY e depois oferece NY ao teu Filho. Mas Meu Filho Nasceu Aqui, e a situação nem está ainda resolvida e mãe e pai cada um em seu pais distante não muito sentido me faz, porque mesmo tendo-o longe de mim neste momento, estou por perto na mesma cidade, estamos ligados pelo espaço que habitamos e que nos trás e nos leva e nos molda e pai não gosta de estar distante de filho pequeno, nem filho pequeno de pai.

E se é uma dor viver separado de um filho, não ter o deleite de o acompanhar, que ás vezes é uma tristeza a olhar outros meninos bebendo o coração deleitado as suas ternuras delicadas festivas e luminosas de seus Seres no Luminoso e Puro Ser. Ah Belas Borboletas em Suas Primaveras a Crescer no Cuidado do Sol Casado com a Lua.

Ah Amada, meu coração aqui balança num balançar, qual barco de quilha encalhada nas aguas da baixa-mar do Amado Tejo Que Ama e Lava os Pés A Sua Amada Bela Cidade Lisboa e minha língua aqui habita.

E Amada Deus nos Deu Os Olhos e o Ver e quem Assim Em Graça na Graça Vai, Vê Rosas em Todo o lado em seu passar, seu dedos fazem nascer o ouro dos homens das coisas dos homens, mas sabe quem assim vai que o ouro não é seu, mas dos olhos que Deus Lhe Deu e do Que Lhe Provou a Ver e do que na sua parte com eles faz.

Que valor retirará então o homem que sabe que a riqueza que trás consigo não é sua mas de todos, presentes de Deus nos homens?

Que razão poderá levar o homem a reter o ouro que é dado e pode por sua mão então a outro ou muitos oferecer, se o ouro não é dele e ouro sempre haverá até ao infinito e mais além?

O Espírito não mora nos bolsos dos Seres, não se Esconde, não se Apaga, não se Rebaixa, não se Verga e se Deixa Dominar por mão Humana.

E o Espírito Amada por Vezes Se Substancia em matéria densa e delicada como teus lábios ao meu beijar e se a matéria tem valor porque, substância, o Espírito é Difícil de Medir e consequentemente de atribuir valor.

Em quantas moedas se mede um pensamento, quanto custa uma ideia, todas as refeições que o que pensa, quanto pensa, tomou até a data de a ter.

E nem este ver trazem os homens entre si acordado, atribuindo valor à ideia como se distanciada daquilo que lhe trás o render, o suporte, a matéria que de alguma forma a fixa, muitas vezes por ufana pretensão de estatuto, pois todos criam e nem todos são autores face a lei dos homens que regula estas matérias.

E o render de uma coisa implica sempre tempo para o seu render, fica o voo da ideia limitado em seu voar preso e sujeito ao render e as ideias se atrasam na sua volta do mundo e mais tardam a chegar aos olhos e ao coração de muitos e assim o mundo gira mais devagarinho cria-lhe o homem de certa forma um contra movimento em vez de aprender a melhor bailar com o mundo, homem mundo, mundo homem.

Amanhã de manhã todos os homens terão seu coração limpo e ninguém se esquecerá de agradecer a origem da interpretação do Espírito no homem que o viu, todos a ela terão acesso como sempre foi de se apropriarem e a manipularem com liberdade de a transformar à sua exacta medida e o novo que nasce não altera a natureza do Pai, nem o Pai é menos Pai, para guardar o alimento na sua dispensa sem aos outros o dispensar.

Será a manhã onde todos se encontrarão crescidos o suficiente para tratarem do prover a si mesmo e aos seus por iniciativa e acção própria num mundo que assim o permita.

E todos serão felizes e não haverá problemas de produção e de distribuição e o dinheiro será mais amigo do produto e do produzido e os homens viverão em paz sob o conto dos pássaros Irmãos e nascerão sempre novas ideias em cada manhã em cada homem.

Ah Amada, mas triste vai meu coração porque não vive nem de perto nem de longe assim a cidade, a cidade do espírito e toda a minha vista vejo os direitos que tenho à face da leis dos homens, em meu natural favor como o de outros, a serem com larga frequência espezinhados.

E na sociedade que me deve proteger meus direitos convencionados, mudam as direcções, zangam-se as comadres, os amigos e os inimigos e muda-se prometendo o mudar e chora-se muito e chove muita mutua acusação sobre o estado em que se encontrou as coisas e eu um dia disse-lhes em voz para o cavo para parar com isso e resolver para a frente e já passou o tempo nos dias dos homens.

E mais uma vez neste ano que passou meus amigos na rua a informam-me que o Ícaro está a passar na televisão outra vez e meus direitos morais logo a sangrarem, porque nenhuma vez me tal foi consultado previamente nem sequer informado, como deveria ter sido feito de acordo com suas próprias leis humanas, pois tem o direito aquele que é considerado autor, de autorizar ou não a exibição de suas obras. Consequentemente também não aparecem as remunerações devidas por contrato.

E sempre todos a se queixarem que o dinheiro tem misteriosos caminhos na sua distribuição, opacos e sombrios onde o pouco controlo nas vezes propositado ancora e permite as estranhas divisões que beneficiam os do clube mais pertinho em detrimentos de muitos e muitos clamam por transparência, aceso aos critérios do distribuir e consultas on line, e já se ia há tempo na segunda intenção de criar um mecanismo informatizado que desse resposta a estas necessidades e vos ofereci ajuda.


Agora nem sei em que pé está pois não tenho acompanhado seu evoluir. Creio ter em conta desde o ano passado qualquer coisa com duzentos e tal euros, a ver se com tal rega e regador cresce, disso saberão certamente os pássaros.

E uma memória de uma queixa que alguém sobre estes processos um dia muito ido na polícia judiciária fez e depois não mais ouvi falar nem dizer.

Ah Amada, dá-se e assim se recebe nas vezes e não posso eu guardar o que é de todos e a todos dar. Que estenda a mão quem quiser dar a mão.

Ah Amada como poderia fazê-lo de forma diferente se o Espírito É de Todos e de Nenhum, não trago para Ele uma prisão, Em Ti Faz Ele O Verso e Eu Melhor Rimo.

Ah Amada como o poderia fazer, só se fosse como eterno cego que não sou, trago gravada em oiro e azul aqueles dias onde as palavras falaram de receber prendas e tantas, mas tantas vindas de tantos Países, Gentes e Lugares, apareceram ofertadas nas palmas das mãos, tanta Ajuda Veio Com Esses Corações a Portugal Desaguar e eu pelos passos do caminho até agora impossibilitado de publicamente o louvar.

Eu Vos Agradeço, A todos Trago Em Meu Coração, Não Foi Cego Meu Coração Ao Vosso Belo Ser e pequenino que sou, Vos Desejo Em Igual e Bem-Haja Quem Bem Age.

Perdoai-me a cegueira mas o Amor Foi Tanto que eu não o percebi, foi como uma onda Luminosa Tão Luminosa que me cegou, não estava preparado para Tão Grande Retorno, pois não Pedira Grande Em Meu Coração e assim fiquei pela surpresa avassalado sem perceber de imediato o alcance do expresso e do Ofertado.

Amada, outro dia olhava uma torneira de pressão daquelas que dessa forma poupam agua ao dosear o tempo de seu caudal e lembrei-me da Oliva e de como se pouparia mais se se associasse com toda a precaução que implica, a electricidade de baixa voltagem, de forma a encurtar em maneira mais precisa seu gasto por uma célula voltaica, mais reactiva ao movimento da mão ou do corpo e que depois se aplicasse o conceito de economia a outros objectos que tem o homem fabricado para aplicação no movimento e uso das aguas.

Formas inteligentes de produzir de encontro ao que é verdadeiramente necessário, produtos que por essa mesma razão serão por muitos apetecíveis.

E Amada, não quero eu produzir torneiras e afins, pois não penso ser esta minha natureza nem meu dever e sem nenhum desprimor para quem o faz. E mais esta ideia que aqui deixo ao aqui neste modo de a deixar de quem é? Para onde voará? Quem a irá eventualmente corporizar?

E sempre ao dispor para em maior detalhe a conceber com um lápis em cima de um guardanapo de papel na luz dos que se encontram numa mesma mesa com uma mesma clara e decidida intenção.

Posso pedir a todos os homens que a deixem aqui em Portugal corporizar, se a alguém lhe interessar, porque o país precisa? Quantos outros precisam também, alguns bem mais.

E se desenhasse uma linha de objectos dentro desta ideia e a registasse e tivesse o dinheiro para patenteá-la à escala planetária e depois a guardasse num cofre ou a vendesse a alguém?

Registos em Portugal para mim não funcionam e existem uns que são eleitos das perseguições, e nesse ver não se deve também confundir as árvores crucificadas com a floresta, pois felizmente nem todos são perseguidos.

Amada, era eu adolescente e desenhei um dia uma máquina que fazia auto estradas à medida que andava e depois fui ter com meu pai todo contente a mostrar e disse-me ele então, bem pensado, mas olha que já existe, já outro a pensou e outro a fez e quantas vezes as expressões de uma raiz de uma mesma ideia acontecem em locais muitos distintos nas cabeças de homens que nas vezes nem se conhecem nem sabem da actividade do outro, a indicar que as ideias estão por todos o lado, invisíveis teias e fios as ligam e lhes asseguram uma presença activa num determinado momento do espaço como que em correspondência com uma ânsia do tempo e do sentir dos homens a que alguns num mesmo próximo momento actuam como para raios, fazendo delas matéria densa com corpo visível.

Ah Amada, outro dia caminhava perto do castelo e observava como hoje existem belas recuperações, belas casas e pensava para mim mesmo como seria bom habitar numa delas e ter uma Bela Vista para o Amado Tejo e que tu Amada deverias ter por direito do Amor acesso a todas as vistas e morares nelas quando quisesses e não te posso eu te oferecer a terra que nos oferece a vida nem posses tenho para tal te oferecer, mas numa tenda de Quente Amor Sempre Te Trarei e meus Abraços para dormir.

Ah Amada que eu gosto de viver perto do mar, nas montanhas, nos vales e nos prados, nas falésias, no mar, na terra, no ar e nas nuvens doces quando nos amamos e Todo o Lugar do Amor não tem Fronteira.

E passo na rua ao entardecer, as luzes já se acenderam e desvelam-se belos interiores que criam um pequeno anseio que canta, que bom seria uma vida assim com as condições para a ter assim, breve devaneio que breve se esfuma e meus olhos retornam a seu normal e diz meu coração, por vezes é mesmo obsceno tão obscena se está tornando a vida dos homens, é grande obscenidade, todos os radicais contrastes em que vivemos, riquezas e desperdícios em poucos e muitos, miséria quase total para uma maioria no mundo.

E quando sentimos algo como obsceno, nasce uma espécie de agonia no coração que nos desvia sempre os passos desse lugar negro do lado negro da Fonte. Passo a passo me vou tornando frugal e em parte eremita como em parte sempre fui e sou, mas desejo Tua companhia pois em meu coração Tu és a outra face de Deus aqui na Terra em corpo de Mulher Que Me Ama. Assim vou e perante Ti me desvelo.

E sai para a rua e dirigi-me ao sítio onde Nossa Senhora está no meio das Palmas. Dez semi-arcos que se elevam do chão delimitam um dos lados do quadrado onde Ela está, rodeada de vasos com vivas flores e à medida que me aproximo observo que todas elas são de plástico e que Nossa Senhora Olhando o Baixo está Triste e Sua Face Espelha Seu Sofrer.

Uma das Suas mãos virada para a terra, outra para o céu, assim nos diz a Senhora da Ligação Intima e Constante entre estes Locais da vida e do viver e da ligação que é necessária trazer alumiada em nosso ser, trazendo do céu para a terra o maná, céu que é terra, terra que é céu como Tu e eu.

Ah Senhora Minha, partilho eu Seu Pesar. Sabes que cada vez que entro num local destes começo antes a rezar, rezo antes, durante e depois, rezo para a cura e o curar e muito mal vão nas vezes os assuntos conduzidos pela mão dos homens.

E a criança como que se deitara em meu braços em meu colo, a minha mão quente sobre a dela e por um momento dormitou, a energia a passar no contacto perto dos corpos e eu próprio a dormitar naquela paz onde como momentaneamente drenado nas vezes se fica.

E duas horas esperámos.

Depois apareceu a Senhora vestida de branco a anunciar que iríamos ser atendidos e eu indaguei do porquê da espera e espanto do espanto não me respondeu, insistindo no que tinha dito e depois perguntei-lhe outra vez e o espanto duplicou quando me respondeu dizendo-lhe que lhe estava a faltar ao respeito.

Estranho este sinal do espírito, parece que cada vez que se pergunta uma coisa que se tem o direito de perguntar e um outro não quer responder, diz logo que lhe estão a faltar ao respeito.

E disse-lhe então que quem parecia faltar ao respeito era ela, pois não me respondera por duas vezes e que eu me encontrava num serviço público do meu país e que como cidadão tinha direito a ser respondido, que a tinha tratado com cortesia e educação ao perguntar e que fizesse o favor de ir chamar sua superiora hierárquica já que não tinha resposta.

E veio outra Senhora com um grande sorriso que sorria enquanto lhe narrava e as respostas sem chegar outra vez, seus gestos largos, sugeriam mudamente que perguntasse lá dentro e assim entramos e a criança foi observada e enviada para o raio x e veio a foto e foi observada e estava tudo bem, os ossos do braço e da mão perfeitinhos, pareciam de dinossauro, ia brincando com ela quando saímos de lá, ela sorrindo, ohhh Paulo, eu um dinossauro… assim íamos vestindo a distracção do riso por cima do dor, que assim ela passa mais rápido e mais rápido se cura.

No entretanto disto no gabinete com o outro Senhor vestido de branco

E porque razão esteve a criança duas horas para ser atendida?
Porque eram só dois naquele serviço e ainda bem que assim era porque dessa forma se poupava muito dinheiro aos contribuintes
E então há horas que não está nenhum? É um problema na organização dos turnos?
E se houvesse uma emergência, como a resolviam?
Que lá estavam para a resolver, a que horas eu almoçava?
Depende do tipo de trabalho e dos turnos, respondi
Pois era sua hora de almoçar

Senhora, Nossa Senhora, Que Estais em Tudo o Espaço e Também dentro de Cada Um de Nós Que Te Levamos, Assim Vossos Olhos Estão em Tudo e Todos e Assim Viste Tu o que Eu vi.

E vi um homem culto com formação superior que oscilava perante meu perguntar entre uma atitude de arrogância e de profunda vulnerabilidade, como se o meu perguntar o colocasse sobre grande tensão.

E Senhora, pobre vai Portugal, quando as suas elites assim vão sendo e agindo e foi o Senhor, cuidadoso no trato, gentil e doce com a criança.

E o ensino não prepara os homens para serem questionados, para a crítica e para a consciência própria.

Tinha ido visitar uma amiga amada para convidá-la para ir beber café, quando recebeu um telefonema da escola dizendo que sua filha tinha caído e ido para o hospital D. Estefânia e assim para lá fomos.

Tristeza Senhora foi o que partilhei Consigo em fala muda e a Senhora Comigo na forma como os homens que de Si fizeram assim a Imagem e lá a colocaram. Sábios a lembrar o certo, certos a lembrar que do céu dos homens pela mão do homem em seu agir, se criam na terra e no céu as bênçãos, no humano que tantas vezes delas tão precisa.

Ah Amada que ao longe no perto de mim estás e habitas e és jardim

Porque ainda não chegaste a meus braços, porque ainda não me abraçaste?

Ah Amada, peço aos nossos amados pássaros e joaninhas todas belas às pintinhas para te levarem estas linhas do meu amor a ti tecido em delicado ponto de cruz.

Ah Amada, que rápida és e vais e eu te vejo nesta distância perto a ir e voltar e ainda não chegar e meu coração bate meia ausência dele mesmo, quanto é meio um inteiro.

Ah Amada, ao lado num mesmo andar, em prédios separados ou em cidades e países próximos e distantes, por cima, por baixo e em redondo, porque se o mundo Teu é um mesmo em todo meu lugar e nada deste dizer me importa Amada se me deres Tua direcção, Tua Morada.

Um dia Amada pedi-Te um beijo

Disseste-me que teu marido estava a teu lado e que não oferecias tua face a beijos alheios e desconhecidos, mas o tom Amada, na altura não convenceu meu coração

E assim num outro dia te perguntei se trazias teu coração Entregue e tua resposta foi o silêncio e eu que sei que em Ti, em Teu Ser, em Tua Vontade, Não há espaço à mentira, vi nele, se calhar cego em meu desejo, uma visão de prados verdes com janelas douradas abertas de par em par sobre céus azuis.

Ah Amada, nasceu-me no peito o Amor a Ti


Senhora Minha, em prol da Paz, seu anúncio de beijar, vejo chegar. Queiram muitos os lábios se porem a jeito no jeito do belo beijar.

Aqui lhe fado a ventura da aventura do belo beijar e que à força e suavidade de tanto seu beijar se faça a paz.

Simples receita, receita simples como o belo beijar, pois muito beijar, menos guerrear, bem beijar, não mesmo guerrear.

Imagine Senhora Minha se beijo a beijo sem tempo, estar, onde restar o tempo de guerrear?

Será sempre Senhora, guerras- zero. Beijos- infinitos multiplicador a multiplicar.

E Senhora, beijos e beijar requerem lábios e não, pois posso sempre beijá-la à distância que o Amor viaja invisível no bem a alguém querer. Sentirá em seu chegar uma breve brisa em seus cabelos.

Bela
Senhora
Minha

Aqui
A
Beijo
Sem
Seus
Lábios
Beijar

Que
Bela
A
Trás
Meu
Olhar

Porque
É
Bela
Em
Meu
Olhar
Pergunta
O
Pássaro
A
Voar

É
Bela
Porque
É
Bela
E
A
Beleza
Não
Se
Explica
Sente-se
E
Sabe-se
E
Nas
Vezes
Se
Beija


Vi-a
Noutro
Dia
Pôr-se
De

E
Pelo
Exemplo
Comandar
O
Dar

Não
Existe
Prova
Mais
Singela
E
Certeira
Do
Belo

Belo
Sua
Força
Visível
Em
Seus
Olhos
E
Olhar

Belo
Seu
Falar
Com
Gestos
Largos
Emotivos
Expressivos

Belo
Seu
Feminino
Ser
Seu
Franco
Riso
Seu
Brincar

Sua
Alegria
Rosa
Rubra
A
Abrir
Belo
Perfume
A
Espalhar

Ah Senhora, a receita certa é beijar muito e muito e muito em profundo Amor, profundo de uma profunda e vertical vontade quente de Amar e Amor, que se espalha como pólen doirado que atravessa e religa os corações dos homens necessários para fazer a paz e lhes inspira a certa acção, aquela que faz a verdadeira paz.

Ah Senhora, Ame Muito e Beije Muito No Muito desse Amor Amante e a Paz se Fará.
Ah Senhora Inspire Muitos Outros A Assim Beijar e mais rápido A Paz chegará.

Deus é Amor e o Pai do Amor com os mesmos olhos vê toda a sua criação, numa mesma semelhança e diverso. Por isso cada vez que um homem se vai à mão de outro irmão, meus olhos olhando Deus choram.

Quando segurei a porta para entrar apanhei um pequeno choque, problema de isolamento eléctrico e da sua ligação à Terra que vai absorvendo umas vezes bem outras não tanto, outra não, as nossas invenções. Não havia tempo pois a função ia começar.

Na sala obscura a luz desvela as notícias na tv a preto e branco, a memória me leva para trás através daquelas imagens que não via há tanto tempo. Mergulho no turbilhão da memória como se uma vassoura invisível de repente tivesse começado a limpar o pó.

Lá estou eu menino na sala da casa de meus pais a ver os jactos a rasarem desertos e montanhas e as bombas lançadas a explodir. Construía eu aviões reduzidos nessa altura de minha vida e sabia identificar quais uns ou os outros. Era a guerra dos seis dias, guerra que marcou novas fronteiras pela força da guerra e eu menino olhava aquilo tudo, creio que as primeiras imagens de guerra aérea que via, a perguntar o que haveria de tão importante naquelas terras que pelo visto pareciam desertas, terras pouco férteis e sem presença humana.

E se terras não têm fronteiras, têm os homens com elas laços profundos e leves em função dos locais onde nascem, habitam e em parte descansam e independentemente das suas diferenças, devem habitar lado a lado em paz e quando assim não acontece, melhor que se afastem entre si o suficiente sendo esta uma solução difícil, pois não serão muitos os que encararão esta via.

E o convite que fiz em nome de Portugal mantém-se. Podem vir viver para cá os que quiserem de ambos os lados que serão bem vindos e tudo isto já Portugal o explicou em maior detalhe noutra ocasião, aqui.

E um outro convite aqui lhe Faço, Senhora, um convite para um beijo. Um convite para um beijo de sete dias todos inteirinhos.

E sendo os Beijos sempre claros mesmo quando as línguas mergulham fundas e se enlaçam no fogo secreto que nasce em seu encontrar, um Beijo é sempre Um Beijo e Beijar e maneiras infinitas têm o Beijar e seus Beijos, de língua ou não.

Beijo-a recebendo-a em meu país.
Beijo-a mostrando-o a Si
Beijo-a mostrando ele a Si
Beijo-a cozinhando para Si em minha casa que o dinheiro vai rente para bons restaurantes, que aqui também os há, e bons.
Beijo-a a conversar consigo, a sorrir, a rir, a espalhar boa disposição. Dos passos seguintes saberão sempre as línguas e não vão elas nunca à frente dos Seres que as portam.

E se os beijos como tudo na vida aparenta por vezes ser complicado, não o são, somente complexos pois estendia através da Senhora o Convite a Shimon Perez e Khaled Meshaal, ou Outros que a Senhora Entenda por Bem Reunir e Trazer.

E sendo que todos os Seres São Belos Pois Nascem da Beleza, dos três é a Senhora a mais bela a meu olhar, sem para os outros desprimor e assim sendo o Belo, Belo, o que lhe propunha era mais ou menos isto.

E convidava jovens e professores de uma escola de Portugal com meios e arte para tal, para a partir das fotos de satélite construir uma maqueta numa escala generosa das terras onde se dão os conflitos e depois juntávamo-nos durante seis dias a conversar como é que se poderiam melhorar as coisas, como mais rapidamente se podia alcançar e viver em paz contínua.

Com as mãos do coração em amor se constrói a paz.

Por entre a porta semi fechada a automática dispara e o corpo do primeiro homem cai de borco. Nas suas costas são visíveis os buracos das balas que ao sair fazem grandes e obscenos buracos na carne. Se foi uma vida no instante.

Violência gera violência, pagar violência com violência leva a nova violência, assim se fecha o anel das trevas, se faz a dor e morte matada pelas mãos dos homens irmãos.

Ah Senhora, muito eu tenho rezado desde sempre à paz naquele conflito que é em meu ver como a principal espinha que os homens agitam na região e que tem o condão de se espalhar e inspirar novas violências. Resolvam esta, os homens, que a criaram e tudo tenderá à Paz, é minha certeza no coração.

Ah Senhora ainda há pouco tempo eu apelei à Paz definitiva entre os povos da região e sugeri que se fizesse um concerto dos Madredeus para o Mundo antes do final do ano em Reza a Paz e a Graça Que Inspira O Coração das Gentes, mas ao que parece caíram na altura em saco roto estas sugestões para os homens melhorarem os dias e seus viveres.

Ah Senhora vejo-vos a perguntar, se um concerto ou iniciativas mundiais para a paz terão a força necessária e suficiente para alterar o rumo das coisas.

Ah Senhora, como disse outrora o Poeta, Tudo Vale a Pena Desde Que a Alma Não Seja Pequena, Que a Alma é Infinita e Tudo Pode Se os Homens Dela se Lembrarem e Por Fé a Fizerem, na parte que lhes toca seu fazer e as montanhas se deslocam na terra e as nuvens se movem no céu e o Sol e a Lua em Harmonia para Sempre Se Casaram.

Acreditai em vosso coração se depois de o auscultares Assim Ele Vos Falar e se sim, então entregai-vos à Sua Vontade, Ajudai-O com Amor e Alegria em Vosso Nosso Fazer.

Num gabinete do governo de Israel, conduzidos por uma Senhora é dada a ordem da vingança, fechando assim o ciclo da violência e vemos o filho de um herói ser chamado para o fazer e ele aceita separando-se nesse aceitar de sua Esposa e do Filho em Seu Ventre.

Para nascer uma nova vida e nas pelas suas mãos nasce a execução de outras.

Ah Senhora, noutro dia foi parar a uma casa de um Anjo que já se foi daqui em corpo nesse ciclo que vem de trás e que parece ainda continuar a respingar sangue e dor em seu final estertor.

Um Anjo que fora reconhecido por um outro Anjo ainda nos dias em que aqui estava entre nós, entre os que a amavam, no mundo que Ela tanto amava pois era Amor que Ia e Dava, assim vira um dia um menino a menina de cabelos compridos e face de Anjo na paragem de autocarro e ao chegar a sua casa terá então dito que hoje encontrara e conhecera o seu Anjo.

Ah Senhora, tantos os Anjos de cada um dos lados que pelas mãos de seus próprios pais têm subido ao céu.

Pois um pai é sempre pai e um filho sempre filho e são todos na sua semelhança original, Um Mesmo. Bombas, refregas e mais bombas e homens e jovens e mulheres que se matam e matam em seu matar pelas suas ideias, pelo que crêem defender, triste sina, triste rio de dor e de violência que na região se mantêm e nas vezes como raio alastra às terras vizinhas.

Ah Senhora e tanto, tão grande e extremada as formas de viver daqueles dois povos que não se entendem a viver um ao lado de outro, um com o outro. E sabemos Senhora que os grandes contrastes agitam sempre as revoltas e fazem os caldinhos que propiciam as violências.

Que se esbatam essas diferenças e o resto se comporá, que parte do dinheiro dos filhos de Israel, seja usado para colmatar as profundas desigualdades em Ajuda e Ajudar e não em balas e afins.

Ah Senhora, roteiro da Paz, roteiro para a Paz, avanços e recuos e recuos como buracos nos corpos, como corpos desfeitos dos que durante todo este imenso tempo se vão.

E Senhora, valerão sempre a Pena todas as Estradas que conduzam à Paz pois inevitavelmente um dia nos dois lados os homens a selarão por apertos de mãos bem dados, olhos nos olhos, Funda sua Certeza no Coração, memória clara de que a Paz é Sempre o Caminho, pois cada um trás em si a lista imensa do imenso sangue da outra via.

O grupo executor da vingança executa o primeiro da lista. Dei o meu primeiro e único estremecer, à primeira bala, ao som da primeira bala reentrara de novo no que sempre vi e soube em meu crescer, violências sem fim e círculo fechado e muito sangue a correr por onde não deve. Imagem do anel que se fecha por mão humana. Virei-me para minha amiga que me acompanhava e sussurrei-lhe, já podemos ir embora, a partir daqui será sempre um mesmo…

Cada vez mais a violência incomoda a todos, é como uma náusea que nasce e se alastra e nada disto obsta a que não se façam filmes sobre o que se vai passando no mundo dos homens, bem pelo seu contrário, da mesma forma que todos tem direito a investigar a verdade, mais a mais quando quem pelos homens mandatado não a procura como deveria procurar.

E iam as partes no bom caminho na segunda parte do ano anterior, quanto se pode dizer bom caminho quando quase todos os dias acontece a morte matada.

E entendi Deus a Guiar os corações mais velhos e empedernidos nas pedras das violências e a Guiar as mãos e os seus corações para a Paz.

E entendi que os velhos leões assim o entenderam e que eram visíveis alguns sinais da boa acção e do correcto Agir, que uns se retiravam das terras de outros e mesmo assim, porque o não bem feito suficiente, as mortes matadas continuaram.

E entendi Deus a Guiar os Corações dos Pais e um menino Hebreu viver com um coração de um menino Palestiniano que se foi e aí vi um sinal de como é possível a Paz pela Graça de Deus Do Amor.

E vi Deus destituir dois antigos leões, inimigos de toda uma vida, um em cada um dos lados do mesmo Único Lado e criando assim o caminho para que os mais Novos possam tentar a Paz em Jeito Mais Eficaz porque Duradoira.

E entendi o dia em que de novo a divisão foi enterrada no mesmo local do mesmo sitio onde outrora esteve uma outra vez enterrada e essa é certeza que Trago em Meu Coração.

E Todos os Sábios Habitam a Casa de Deus, a mesma Casa de Deus e Toda a Palavra É Sagrada.


XX

Retirar-me-ei ma solidão. Porém não ficarei fechado nela. Está por acaso Deus comigo só? Não está vivente na natureza inteira? Não se expande a beleza nas flores, nas crianças e nas mulheres? Não se sente no meio das debilidades e das agitações dos homens a força que os domina e que os conduz? Não fugirei, pois, dos homens porque suas vaidades repugnam-me: seria egoísta e enganar-me-ia se dissesse que amo Deus.

Amarei os teus filhos, ó meu pai! Sobretudo quando estiverem doentes e me parecerem abandonados por ti; porque então pensarei que os confias a mim. Chorarei com os que choram, rirei com os que riem, cantarei com os que cantam.

As carícias de uma criança far-me-ão estremecer de alegria e a lembrança de uma mulher far-me-á sonhar no teu amor. Porque não há nem malditos nem bastardos na tua família.

Criaste tudo na tua sabedoria e conduziste tudo ao bem pela tua bondade. Todo o amor vem de ti e volta a ti. A mulher a intermediária da tua graça; e o vinho que revigora o coração do homem é o auxiliar do teu espírito. Longe de mim estarão os que te caluniam e dão o teu nome a execráveis imagens. Que se esqueça para sempre esse pesadelo de antiga barbárie, esse verdugo das suas criaturas que se acumula numa imensa podridão onde as conservas vivas, salvando-as com o fogo! Que se despreze para sempre esse amo caprichoso como uma cortesã romana que escolhe uns e rejeita outros, que se irrita definitivamente por um esquecimento, que sacrifica para si o seu próprio filho em favor daqueles contra quem não lhe apraz irritar-se, tornando-se cada vez mais implacável com os demais! Velhos ídolos, velhos erros, nuvens disformes na noite, das antigas idades, o sol levanta-se, os seus raios atravessam todos os lados, como flechas de ouro. Retira-os para a noite, nuvem de Inverno, a primavera sopra, dissipa-os, passai, passai!

XXI

O homem não é, nunca foi e jamais será infalível, quaisquer que sejam as suas pretensões e as suas dignidades sacerdotais. Não há outra infalibilidade que o amor supremo unido à absoluta razão.

XXII

A razão sem amor carece de exactidão na ordem moral, porque carece de justiça. O amor sem razão conduz fatalmente à loucura. Tenhamos pois, fé no amor inseparável da razão.

XXIII

Com esta fé, se sabeis, se quereis, se ouseis e se tens a arte de silenciar, sereis mais forte que o mundo; e o céu e a terra cumprirão as vossas vontades.

Fareis, seguindo a promessa de Cristo, todos os milagres que ele fez e até maiores ainda.

O Mal desaparecerá ante vós e a dor será trocada por consolações divinas. Sentireis em vós a vida eterna e não temereis mais a morte. Nada vos faltará e não tereis mais decepções na vida. Os que queiram prejudicar-vos, arruinar-se-ão a si mesmos e vos farão o bem. Tereis a riqueza como auxiliar, a pobreza por salvaguarda e por amiga; porém a horrorosa miséria jamais vos perseguirá. Os espíritos do céu acompanhar-vos-ão e servir-vos-ão. A providência cumprirá e proverá todos os vossos desejos. O vosso alento purificará o ar, a vossa palavra espargirá a alegria nas almas; o vosso contacto devolverá a saúde aos doentes; se cairdes não vos ferireis e se querem fazer-vos mal, este retornará sobre quem o tenha querido.

Eliphas Levi, capitulo terceiro do livro dos sábios, a Fé.
Grande a sabedoria e a fé deste grande homem, sendo que ambas são faces de um mesmo, Senhora, que Ela sempre nos inspire.

E Senhora, em meu ver o plano é muito simples, para que a gente tenha tempo para namorar é sobretudo deixar que os Senhores se conheçam, e falem e falem muito de tudo o que lhes dói e mais importante que inventem as ideias, as soluções e de mãos dadas estabeleçam os firmes compromissos com a Vontade para os tornar Reais e Substantes.

E que Senhora Vossa Graça, Vossa Graça ao Beijar e minha Graça, quanto Ela é minha sejam inspiradoras da firme paz, que já está, mas que urge implementar.


Diz em certo momento a mãe a seu filho, tivemos que formar o estado, tomar a terra a força porque ninguém nunca nos a daria, independentemente do que for necessário fazer ou custar, temos finalmente nosso pedaço na terra.

Não posso eu dar a Terra, pois em meu ver é mais a Terra que nos dá se me puser a pesar o meu tamanho, idade, ou força com a terra.

E muito levam ainda em meu ver, os homens enganados sobre esta matéria, pois eles passam e a terra fica, assim rezamos e agimos nesse sentido, e se ela fica e o homem passa, dela em justa medida só poderá ter seu usufruto enquanto cá anda e nada disto desdita a realidade que em muitos locais pedaços dela sejam murados ou cercas construídas pelas mãos dos homens.

Mas Senhora posso eu com qualquer um em seu governo secreto de seu coração que comanda o mundo, oferecer às distintas Gentes, terra para morar. Não um novo estado dentro do meu país, pois eu sou mais do saber que um dia breve deixarão mesmo de existir estados, mas terra onde se possam instalar e viver de acordo e no respeito integral de seus usos e costumes e práticas religiosas, da mesma forma que lhes pedirei o mesmo e ajuda, ajuda ao meu país para melhorar a vida das Gentes que tanto precisam.

E posso Senhora dizer a Portugal, que reveja e abandone as ideias de possuir a terra ou seja o que for, pois nada em verdade se possui mas sim, vive-se com, é parte integrante do viver, do mesmo nosso corpo e que convêm por inteligência dar-lhe bom uso no uso ao usar.

E posso relembrar que as cercas e os muros que delimitam aquilo que os homens cegos dizem ser sua propriedade não se alterará até ao dia em que todos assim acordarem, que cada um tenha o uso fruto nos termos que vem de trás, desde que as tratem e prossigam seu justo uso, pois o país em muitos lados abandonados pelos homens ou com poucos, se desertifica.

E posso dizer a Portugal que por cada vez que nasça um novo Menino em Portugal, se lhe atribua um pedaço de terra para viver, pois visto termos o corpo aqui, dela todos necessitamos e que para efeito de calculo se divida o território desocupado por habitante, cabendo um pedaço a cada um que cá morar.


O acto de coragem, coragem da consciência da verdade que é o excelente filme de Steven Spielberg baseado num livro de George Jonas, tinha no entretanto chegado ao fim e saímos para o átrio.

Bem hajam Todos por fazer tão Belos e importantes filmes.

Fui falar com o rapaz da porta e perguntei-lhe se já se tinham dado conta da falta de terra. Disse-me que sim, mostrou-me outro varão onde o mesmo acontecia e disse-me meio a medo que já tinham avisado quem de direito e que assim parecia continuar sem solução. Pedi-lhe então para chamar o gerente de serviço que disse que não sabia, conversamos um momento sobre questões de segurança e sua importância e tomou conta da ocorrência.

E Senhora quando nisto estava, ao fundo num canto do mesmo átrio uma fotografia sua com um conhecido picador de gelo na sua mão versão dois, sua face em sorriso meio irónico meio sério, naquela ambiguidade estranha dos picadores sedutores.

Ah Senhora Se porventura Deus Assim O Quiser e Nossos Beijos Por nossa Vontade se vierem a horizontalizar será sobre a relva ou numa cama como a minha de agora em que o colchão está assente no chão, porque Senhora, Seguro Estou Que Comigo Concordais, Beijo é Beijo e as mãos quando se Beijam Ocupam-se o bastante e necessário a fazer festas nos corpos e a ideia do Beijo alternado e coexistente com o Picar, nunca deu muito bom resultado, disso rezam todas as histórias dos pássaros.

Sabe Senhora, no dia seguinte a ter visto filme acordei com uma notícia de que forças especiais israelitas tinham entrado numa prisão para procurar bombas entre os presos. Para além da estranheza de se procurar bombas onde elas pressupostamente não existem o que logo diz que as verdadeiras razões foram outras, e do facto das forças da aliança se terem como que retirado para o lado de forma a facilitar a incursão, não pode deixar de associar pela sua semelhança com uma acção de natureza semelhante que o filme conta, quando o Estado de Israel, apoiou nesse tempo uma acção parecida.

Ah Senhora, no entretanto lhe Dou um Beijo que seja visto no céu da sua terra e das outras como um arco-íris na manhã e que as nuvens em Israel e na Palestina façam belos corações brancos em sinal deste Amor.

Ah Senhora Amada, Beijos Dava-Vos Eu muitos, de uma ponta a outra de seu belo corpo. Recordo Amada há muito tempo atrás na Galileia, um bando de crianças brincava quando a Eleita do coração de um dos Meninos passou na estrada. Seus olhos a olharam prenhes de bondade de Amor e Quentes Desejos. Depois se foi e os meninos ficaram a conversar sobre a beleza feminina.

Dizia um, que os seios mais belos eram os pequenos, outro que não, que eram os maiores e mais redondos e Ele que ficara olhando Sua Amada a ir com Seu Cântaro pela Estrada Fora quando ouviu por fim a conversa disse então, para mim os mais belos seios são aqueles que se desenham em curva e contra curva, que são como uma gota de mel à medida da minha mão, sendo que todas elas e os seios nascem sempre no coração que os vê a todos belos.

E da Mesma Forma que o Pai Nos Fez Semelhantes e diferentes a todos, assim vão os Seios e as Mãos, pois existem de todos os feitios e formatos e cada um está talhado para um outro. Louvai, Louvai sempre a riqueza e a diversidade com que Deus Criou a Vida, pois assim Deus Garantiu que Cada Seio Encontrará Sua Mão Amada Que o Acariciará, bem como os lábios do bebé que um dia assim calhando irá amamentar.

E Minha Amada, se eu sempre amarei teus Seios, nunca te amaria só por eles, mesmo quando são eles que primeiro me cumprimentaram antes do teu belo sorrir, da tua doçura, da tua força, do teu amor, pois burro seria se preferisse Te Amar em parte quando Te Ofereces Inteira.

E lá voltei antes de ontem à sala de cinema para verificar e já não havia choques por falta de terra, falei com as Gentes e a electricidade já se escoava sem perigo para a terra que a absorve.

Outra electricidade, a do espírito incendeia de novo França e me vem sempre a memória um antigo título. Paris já está a arder? Pela segunda vez, pela mesma razão acumulada em suas múltiplas variantes como sempre se estendem enquanto não são resolvidas em definitivo pelos homens.

Desta vez uma medida que pretendendo o desenvolvimento económico, objectivo meritório, visto o modelo de produção se encontrar globalmente falido e que todas as soluções que se implementarem no sentido de produzir maior riqueza e uma melhor distribuição resolverão também os problemas de integração.

Uma medida desgarrada num conjunto de medidas que foram anunciadas depois dos primeiros fogos e das primeiras queimaduras, que descrimina os destinatários em função das idades, acendeu na sua aparência de novo o lume, pois os lumes para pegarem fogo necessitam como se sabe de muito mais, achas diversas de diferentes naturezas, por vezes papéis, ambientes protegidos, ar e vento e o necessário de paixão de quem os quer acender, sendo que fogos existem muitos, desde os fátuos até ao do Amor e que sem dúvida este ultimo é o que deve sempre alumiar os corações da Gentes e é para Ele e só para Ele que devem ser usados os fósforos.

Sabes Senhora Amada, esteve cá em Portugal no outro dia o Senhor Sarkozi e não pode o Coração deixar de lhe escrever estas palavras

Querem-se os homens vivos e todos os que vivem, vivos.
E dizem alguns que é muito grande o raio da extensão desta palavra
Por isso difícil de definir, mas não.

Básico mesmo Senhor, é que vivo, o que vive, deve estar vivo e quando escrevo vivo, falo de vivíssimo, acordado, falador, inquiridor, total, capaz de pular, andar, correr, e saltar, capaz de sentir toda a gama de sentir que Deus lhe deu na extensão em que se conhecer a si mesmo.

O medo expande-se nas sociedades e os que estão possuídos pelos tenebrosos desejos de poderes que nascem nos medos muito deles inculcados e insuflados, se pretendem então agigantar.

E Senhor, lhe digo, não vencem as Trevas a Natureza Humana e Divina em seu máximo valor, a da liberdade da vida, a da liberdade de cada ser, seja um pássaro ou um homem e dessa luta e dessa vitória reza em muitos importantes capítulos a história do seu país e muitos foram e são por ela inspirados e Deus Criou o Homem Livre à Sua Semelhança, têm então os dois, quanto são dois, propensão para liberdade e se a parte homem poderá ser mais fraca, infinita é Deus.

Escrita em muito sangue está também a história de França na invasão, ocupação e resistência nas primeiras guerras mundiais, no tempo em que os homens ainda se podiam dar ao luxo de guerrear.

E quando o mundo a este ponto chega, quando pelas mãos do próprio homem é capaz de destruir a sua vida e o inteiro planeta, faz Deus cair por terra as veleidades guerreiras e os véus das sombras do que agem em prol das guerras e dos guerreares.

Ainda agora a opinião pública mundial foi confrontada pela liberdade de imprensa, com o desvelar ao mundo de acordos com largo tempo de execução para o fabrico de novas armas nucleares ou xpto.

Escrita em muito sangue, muito sofrer, muita dor, está também a sua história pejada da sua aventura colonial como em muitos outros países da Europa.

E seus agires e fins foram mais ou menos os mesmos, processaram-se em moldes semelhantes, numa palavra mal e com muito sofrer, com muita luta e sangue a mal correr, com as retiradas e as más reintegrações onde nasceram e se reforçaram as xenofobias várias avariadas que avariam.

E parece que alguns esquecidos continuam a não aprender e a insistir nas vias da violência e das guerras, das ameaças, em cima da ponte inclinada entre o cais e o mar, o Presidente, anunciava em tom de intimidação zangada a disposição de ir até ao nuclear.

Ah Senhores, que vos esqueceis que este tom é o longo sempre mesmo tom que vem desde muito atrás e é um tom muito bem conhecido por todos os homens, pois sua frequência atrai sempre problemas, violências e confrontos e pela Lei todos devem andar de coração tranquilo, vivendo em paz, não se sentindo ameaçados.

E é um tom do passado que passou e não volta mais.

Fatal equação, erro na equação de todas as variantes das arrogâncias e prepotências e depois os carros arderam nas ruas as Gentes se revoltam, pois somos Todos, Gentes, exprimindo a quem lhes dá mal viver, pelas condições do viver que criam, nas vezes mais correcto dizer, não criam, e por cima como chantily, nalgumas precisas más disposições, são tratadas como escumalha, ou gerações rasca na versão portuguesa.

Breves estados do profundo onde habita parte do Verdadeiro do espírito dos seres que revelam aos olhares de muitos o estado da alma que trazem e que incendeiam com fogos negros os corações dos homens e dos campos onde vivem, quando os trazem enegrecidos, virose, contágio e infecção de muitos.

Na balança invisível que cada homem trás no olhar de seu coração, fico a olhar a responsabilidade das partes.

O fogo alastra, um que trazia consigo um fósforo emoção, o acendeu e o soprou, muitos outros em contrabalanço do coração ferido com o peso de todos os negros lastros, os atearam.

Outros ainda como sempre aproveitam estas expressões para desencadear violências que depois justificam maiores controlos sobre os Seres.

E recordo-me Senhor de duas imagens recentes.

A violência dos primeiros a replicar-se e a subir de nível de expressão e o pouco dialogo que se estabeleceu durante esses dias com os grupos de jovens, ponte que foi tentada com mérito pelas organizações e alguns cidadãos que bem agiram nesse sentido, mas sem a extensão para que funcionasse.

E depois quando o primeiro cokctail entra num autocarro onde iam Gentes, aparece o Senhor na televisão com seus olhos arregalados num tom de professor primário como quem dá uma explicação às crianças bem assente na profunda lógica Descartiana, se um cokctail é lançado e pega fogo, se é lançado para dentro de um autocarro, se no autocarro vão pessoas, então isto é uma configuração de crime, pois a normal segurança das ruas foi posta em causa, e depois nos dias seguintes a repressão com a policia, e o número dos que andavam nas ruas a incendiar carros a engrossar.

Duas vias havia, uma de diálogo, outra de repressão e a escolha foi mais uma vez a segunda baseada na segurança pública que é um bem fundamental dos cidadãos e que urge sempre preservar e defender quando é necessário.

E as estradas se bifurcam assentes no que vem de trás acumulado, pois este nível de tensão e de ódio não se cria num dia e eu me recordo de ver em tempos muito idos um filme com o mesmo nome, que era preciso e precioso nessa ilustração, que dava conta já do seu existir.

E alguns em França gritaram mesmo a pedir sua morte, sinal de ódio grande e pesado que cega, porque não se resolvem os problemas matando homens, e é de conveniência que quem neles está implicado os resolva para não deixar má herança.

Senhor, eu imagino vosso pior pesadelo porque já o vi, a falência dos modelos produtivos, a falência dos sistemas de saúde, a revolta a instalar-se nas cidades e a situação ingovernável, guerras fratricidas a estalar, a alastrar país por país e se assim fosse a via, quando a poeira repousasse seria muito diferente a paisagem humana, se calhar, no continente inteiro.

E vejo no sonho a nascer o enganador vestido das vestes negras do negro do coração negro remédio, o químico a que se fica a um passo de dar, ao abrigo de uma negra ideia de fichar psiquicamente os seres desde terna infância, em massa a se massificar, para manter os seres em estado de dormência global como bezerros inocentes conduzidos por alguns que farão de cães.

E sobe-me à memória a história de um outro homem Francês que um dia inventou uma forma de reconhecimento dos criminosos pelas suas características físicas dos rosto pois na essência ambas falam de uma mesma subterrânea que atravessa o tempo vontade, ou sub vontade de fichar e de classificar borboletas.

E hoje ao ler o jornal deparo como já vai andando o comboio, como já saiu da estação, por onde vai em seu caminhar. A América na triste liderança, a duplicaram em ritmo quinquenário os que estão a tomar regularmente químicos sendo hoje sete milhões nos quais estão setenta e cinco mil crianças.

Pior que o mais negro e pior pesadelo do Autor do Triunfo dos Porcos.

Uma solução de paz nos países à custa dos seus seres que pelas leis e práticas de alguns homens, se outros assim os deixarem, se transformarão em zumbis com uma libido baixa, nem capazes de grandes insatisfações nem satisfações, apáticos e mortiços, com um libido baixinha, sem vontade, sem vontade para caminhar, sem vontade para amar, para trabalhar, para seja o que for e assim poderão os cordeirinhos se irem finando devagarinho até não haver mais nenhum, pois lhes falta o alento, o sal da vida, a alegria que a faz mover.

Uma actualização de uma antiga palavra eugenização em suas múltiplas variantes, tenebrosas experiências com partes de corpos, com desejos de alterar o que o homem não deve alterar ou peneirar, uns sim porque são assim ou assados vivem, outros morrem e se Hitler hoje estivesse aqui se calhar sugeria que se castrasse quimicamente a todos.

Seria pôr fim no fim final com fim feito pela mão do homem, mais fáceis de controlar, até não restar nenhum ou poucos como meros clones e peças de máquinas produtivas sem consciência, ligadas como redes, alimentadas por rações de medida e cor e sem sabor, todas iguais até ao fim desta via do fim.

E hoje morreu numa prisão europeia da Europa da justiça e das democracias um homem a quem outros chamaram o carniceiro dos Balcãs, outros o viam como seu defensor.
Mas antes de ser ao olhar de uns carniceiro, ao olhar de outros não, era homem.

E veio um dos que o acusava e disse que era melhor para o mundo, pois tinha desaparecido uma besta, que era um alívio e vieram Senhoras dizendo que fora justiça de Deus e ainda outros no meio de uma confusão crescente como as que rodeiam outras mortes recentes, dizer que tinha sido assassinado, e um outro dizer que ao que parece foram encontradas em seu corpo substâncias químicas que lá não se deveriam encontrar e recusou-se ao homem uma deslocação para tratamento a outro país e se de facto lhe tiverem sido ministradas outras que não as devidas, quem o fez se pôs como o que matou, uma besta, pois besta, é matar, uma ou muitas vezes.

E tudo isto se passa numa cidade de um civilizado pais europeu numa Europa civilizada. Num sistema de justiça que pretende ser justo e defender a justiça.

Senhor Sarkozi, não deixarão os homens de serem homens e consequentemente não permitirão que tais ideias se tornem reais e irão rapidamente inverter o caminho por onde já vêem, pois não só é necessário compor para a frente como reverter o mal feito que vem de trás.

E Creio, Não O Deixará Deus, pois sei Dele que como Pai que É, não Quererá Que Seus Filhos Criados À Sua Semelhança se Tornem Não Homens, Pois Isso Seria Dizer Que Deus Assim Ele Próprio Diferente Se Tornaria.

A factura acumulada do que vem de trás nas matérias de integração, apresenta um valor elevado e não será de um dia para o outro que a França e Outros países a levam a zero e depois a mais um infinito até caberem em paz todos, pois em meu ver, só quando se proceder a uma integração real no pré-escolar é que estarão lançadas as pedras do correcto caminhar e parece infelizmente que tal prática ainda não é a corrente, quando deveria ser desde ontem.

E aqui lhe deixo Senhor Sarkozi, Um Convite e uma pequena Solução. Que seu coração tranquilo e amante a possa bem apreciar.

Não sei quais suas crenças e qualquer que elas sejam mesmo na aparência não sendo, eu as aceitarei e não o amo ou menos amarei por isso, mas em meu Ver e Crer existe sempre em cada tempo do homem um governo secreto na mais das vezes oculto do mundo.

Eu próprio tenho um estranho hábito quando encontro homens que sabem de determinados assuntos e são movidos pelo Belo Agir e Pelo Coração Afinado Pelo Amor Com o Amor Em Amor e por vezes em meu secreto baixinho os nomeio pelo coração para tal ou tal tarefa ou função no mundo dos homens.

Um dos problemas do Corpo da Terra da Europa e de muitas Outras no Mundo são as fontes de água e o tratamento correcto dos solos em seu redor de forma a preservar a parte de nós tão preciosa que dá pelo nome de água, pois água é vida e vida é água e nos somos as duas.

Apresento-lhe o meu amigo que no meu coração noutro dia em verso que cantando lhe rezei e fadei, ministro do nascer e cuidar das árvores em redor de todas as águas santas e ofícios correlativos às florestas, às nascentes, riachos, rios, às ervinhas aos besouros e às libelinhas.

Meu amigo é polivalente num Mundo que Sempre o Foi e É Bem Como o Próprio Homem e uma das coisas que ele sabe bem-fazer é plantar arvores. Mas também é um artista como Deus Nos Fez e Faz a Todos, só que este meu amigo pratica de muitas maneiras e tem uma ideia que seria muito bonita de ver do Céu.

É uma escultura viva vista do céu uma linha de arvores que serpenteia acompanhando os percursos dos rios europeus. Arvores a plantar, claro está por mão humana e diz meu amigo que assim se poderia ocupar cerca de um milhão de jovens por ano.

Podia-se assim criar condições para envolver jovens oriundos de distintos países europeus e passar-se desta forma para um outro nível de integração e convívio entre diversas culturas no corpo daqueles que por natureza mais abertos são e desta maneira começar a aproximá-los uns dos outros numa Europa que não se conhece a si mesma e incapaz de fundar grandes ideias e motivações com raízes fundas de radiosos futuros.

Não é uma solução, é um caminho, um caminho que poderá ser transposto a muitas outras áreas do viver, onde haja necessidade de muito bem-fazer e que se assim for pensado, pode vir a ter repercussões Reais, alterando o rumo actual destes assuntos dos homens.

Por exemplo em força de trabalho humanitário no mundo, no combate as misérias onde elas existem e sendo que fazem bem as viagens e o viajar, assim se formam homens mais sábios. Mas sem obrigar ninguém.

Senhor Sarkozi, porque não inverter seu rumo encontrando e promovendo sob seus auspícios esta iniciativa não só em França como na Europa, fazendo-se dela paladino. Terei todo o gosto em conversar esta ideia em maior detalhe, basta convidar o meu amigo e a mim se o quiser, sendo que terei todo o gosto em o apresentar, a si.

E sabe o que eu sinto, que vosso ver da minha pessoa, não anda lá muito perfeito a atender a uns episódios que me tem acontecido sobre por assim escrever, vossa bandeira no meu país. Um dia ainda aqui os contarei, penso eu de que.

Mas isto é velha história que ainda corre como sempre correm as histórias no infinito rio da vida e do viver. Sabe Senhor Sarkozi, parece que um dos meus nomes o forte se pôs um dia em cima de outro, o fernandes, era o fernandes do forte, um que capitaneou um que em verdade era mais uma torre ao norte do meu país na altura das invasões francesas.

A Deus e a Si apresento este meu ver.


Ah Amada tanto energia mal gasta, tantos os pequenos e grandes combates que os homens fazem entre si e tanto, mas mesmo tanto a compor.

Sabes Amada no outro dia em rodapé nas notícias na TV, uma legenda dizia. Afinal as alterações climatéricas são reais. Espanto espantado ficou emudecido meu coração, dizendo baixinho, mas vale tarde do que nunca e o tempo urge.

E perguntaram às Gentes de Portugal o que achavam da possibilidade de virmos a ter energia nuclear e a maior parte disse vê-la com bons olhos, como alternativa possível.

E pouco sabem as Gentes desta energia e Sabem muito bem as Gentes como está difícil o Viver e de como se apresentou esta alternativa como garante de energia mais barata face a importação que seria necessária fazer.

Sabes Amada, a primeira premissa do raciocínio do dinheiro e do seu mau gastar no nosso cantinho da casa onde habitamos acabou de ser provada por contas recentemente apresentadas que demonstravam que o que se chama de economia paralela, fosse taxada, se resolveria o problema do deficit.

Portanto antes do mal gasto e do mal gastar efectivamente o problema está nas receitas que não entram e que deveriam entrar e que se entrassem tinham o condão de resolver grande parte.

Depois se pensares no que se podia poupar, no que se podia melhor gastar de repente ficaria o país cheio de dinheiro para investir e produzir maior riqueza para si e para o mundo porque este cantinho como qualquer outro cantinho é sempre universal, não habita isolado dos Outros.

Quando no país existem cerca de meio milhão de desempregados e quando cerca de dois milhões vivem com menos de dois euros dia, duzentos mil com fome, é evidente que a situação é muito difícil e quando assim é a chamada economia paralela tende a florescer.

E estava eu mergulhado nestes pensamentos quando dou pelo sonho do escritor do outro lado do pequeno mar, Veríssimo.

Sonhava ele em suas letras de como o Brasil se poderia tornar no panorama da necessária nova politica energética um grande país por ordem do biodiesel.

Veríssimo, Querido Veríssimo de Vera Cruz, vamos então sonhar alto como sempre se deve sonhar, vamos subir para o mesmo leão da piscina de Mauro Vasconcelos e como crianças vamos voar.

Recordemos como António Gedeão, alias Rómulo de Carvalho, professor de ciências exactas compreendeu e nos deixou dito e escrito sobre o Sonho, que o Sonho Comanda a Vida e que cada vez que um Homem Sonha o Mundo Pula e Avança Como Bola Colorida nas Mãos de Uma Criança. Quem melhor para tão bem o pôr, do que alguém que ensinava e bem as chamadas ciências exactas, pois este é um verso dos mais exactos.

Sonhemos alto sem pensar nas limitações nem no comprimento da pista, pois este voo se realiza como sempre nos domínios do Imaginar. É o que ensino cada vez que ensino, que comecem sempre a pensar como se não existisse qualquer limitação material, no puro âmago da massa dos sonhos e do sonhar. Uma massa que nas vezes não se vê, noutras sim, que da ideia faz nas vezes a matéria e depois ver então do todo o que se pode ou não concretizar no desenho e contorno do real e da matéria e da vida e do viver dos homens.

Sonhemos que os girassóis e outras plantas podem ser fonte de combustível alternativa ao petróleo e ao gás natural. Sonhemos que este tipo de energia tem um ciclo de vida integral que não causa dano, ou cujos danos são muito menores que os de outras energias.

Sonhemos que o bio diesel poderá ser um caminho concomitante e alternativo para os que querem diminuir a sua dependência dos primeiros e que poderá colmatar as necessidades durante o tempo necessário ao desenvolvimento e implementação das energias chamadas de naturais.

Teria o Brasil dimensão produtiva para isso, para responder as necessidades alternativas globais? O que se passaria com o Brasil no dia em que em que o bio diesel não faça nem falta e se plantem só girassóis pelo prazer de os ver dançar rodando o dia ao Sol.

Então que se juntasse Portugal, os Países dos Palops, não esquecendo Timor que vai agora iniciar a sua dependência do petróleo como produtor e se verificasse da viabilidade de uma operação desta escala que poderia então ser proposta ao Mundo, pois a questão energética é uma questão global, nesses termos deve ser equacionada e é importante garantir que as transições não agravem ou não criem novas assimetrias de rendimento, pois o Fito é acabar com as misérias e curar o nosso corpo Terra.

Talvez com um plano assim, demonstrando que os custos ao consumidor não seriam superiores à energia por exemplo de origem nuclear, os portugueses e todos os que com pouco dinheiro e pouco saber escolhem por estas razões as vias que lhes são apresentadas como as mais económicas, mudassem rapidamente de ideia.

Da mesma forma quem produz as energias que urge diminuir, deve desde já orientar parte do seu rendimento para o desenvolvimento das alternativas e que não se esqueça de envolver os fabricantes dos meios de transporte. Quem sabe um dia teremos um avião que voe com girassóis ou uma nave espacial a vento solar, ideia que já se vem pensando e testando.

Que se juntem os países e que se analise em detalhe da viabilidade da ideia e da justa escala da sua aplicação, porque sempre haverá precisão por razão de bom senso e acto de inteligência de energias que sejam mais amigáveis do nosso corpo, da vida e do viver.

Sarava Veríssimo, Sarava Brasil.

Espantaram-se Amada meus ouvidos ao que ouvi, pois nem queria acreditar. Uma notícia dava conta de uma arma que o homem descobriu, cem por cento confiável e logo dois pássaros levantam em susto gritando pelos bicos, erro, erro.

Se uma arma se usa para atingir um outro, o chamado porque assim entre si se chamam os homens que vão cegos a cegar muitos outros, inimigo, só deixa de ser confiavel em duas possibilidades, ou é deficiente e dispara para o lado e de forma torta ou dispara ao contrário, o que alias bem vistas as coisas sempre acontece quando dois se põem a disparar entre si, pois armas, são mais ou menos as mesmas em seus conceitos, efeitos e usos em ambos os lados, com excepção daquelas que só os mais ricos e por isso mais desenvolvidos tem acesso e arsenal.

Trús, Trús,Trús, está aí alguém?
Trús, Trús,Trús, bato à porta de Portugal
Oláaaaaaaa….
Helloooo…..
Está alguém?
Trús, Trús, Trús
Algum Amigo?
Algum Conhecido?
Desapareceu Toda a Gente?
Nenhuma resposta?
Nenhuma acção?
Nenhuma Clara Indicação?
Nenhum sinal de Amor?
Nenhum sinal de Amizade?
Nenhum sinal de Ajuda?

De Meus Irmãos


Eu vivo num país que tem uma politica e uma pratica real de prevenção de acções e comportamentos que podem criar danos aos meninos.

As autoridades com competências nestas áreas de prevenção estão também presentes no espaço de comunicação em linha e aí como todos, são como o pescador que pesca as pérolas para fazer o colar a sua Amada, se bem que uns o façam livre e outros corrediços para apertar.

No seguimento do que aqui escrevi, apareceu-me à porta um gentil e cuidadoso procurador que me garantiu que de acordo com a natureza das funções para a qual está pelo povo mandatado e por direito e dever com o cidadão na sua função de velar contra as injustiças e garantir a ele, o cidadão, que se viva em justiça, ir dar provimento a tudo o que fora apresentado, pois pela leitura assim tinha decidido.

E que eu não me preocupasse que ele farias as investigações e que se precisasse de ajuda tinha quem lha desse e que eu assim podia continuar a minha vida em tranquilidade.

Agradeci e convidei-o para tomar uma chávena de café com leite no café. Ficção ou realidade?

Um ano de plano tecnológico a planar, mil e quinhentas folhas escritas, nem uma síntese de doze folhas a4 que todos independentemente do seu conhecimento ou idade possam compreender, acordos com homens famosos e queridos e muito ricos e mudanças de responsáveis sucessivas. Um ano a planear o plano que anda a planar lá num alto de corrente ascendente ou descendente em equilíbrio parado ou horizontal parada? Que se liguem os Neurónios ao Céu e ao Coração.

Falta de massa cinzenta, não! Basta ler o dia d do público de ontem para ver a imensa inovação que anda por aí, talvez de o pedir a Gente Assim que Sabe das Coisas, Que Inova, que sabe ver e vê e sabe fazer e faz.

Deste ano o que mais me fica é um milagre há um ano atrás de um furacão que vinha dos Açores e que depois se desfez antes de chegar.

Ah Amada, tão estranhos são os milagres em seu actuar para quem sabe que o tempo não é linear, como o que poríamos numa linha sequenciada de um princípio para um fim, impossíveis antes ou depois. Quanto se manifesta no que se poderia chamar de inversão na linha linear, onde o futuro acontece no passado, onde se viaja em qualquer eixo que se trace ou se substancie no não tempo, na inexistência da sequenciação, um simultâneo total presente existir, sem hierarquias de divisão do que era e do que é e do que será.

Poisamos Amada nos Baloiços do Tempo Que Quisermos, entre Baloiços e Jardins Floridos Viajaremos Ao Sabor do Perfumado Desejo da Suave e Decidida Vontade, Pois Deus nos concede este Dom, esta Liberdade.

Em Momentos Parados de Ninho de Todas as Ternuras, em Abençoadas Partidas e Mais Chegadas.

Pois ar renovado foi o que vi numa fotografia do Casal Que Se Ama, no palácio de Belém na cerimónia do Rei morto, Rei reposto, salvo sejam de literalmente morrerem, que Deus gosta de Reis Vivos enquanto for seu natural viver.

Ah Belos Príncipes das Astúrias. Vós Sois Belos Juntos, Um Regalo de Ver, O Genuíno Sorrir, O Sorriso Tranquilo Distendido e Acolhedor.

Olhando figurinhas na inauguração de mais um Cervantes pelo Mundo, Aqui Na Querida Lisboa, bem fazendo as honras do palácio, como Figuras do Convite Certo Quente e Aberto, assim Rezava no jornal o Retrato.

Tão de Convite O Era, Que quase saltei para a fotografia para vos cumprimentar, não para entrar, pois convite não tinha não, e não tenho por hábito entrar onde não sou convidado.

Jorge Sampaio foi no ver do meu coração o Presidente da Republica que gostei mais. Não vou aqui analisar em detalhe suas acções, feitos e omissões, pois fez o que pode fazer como acontece a todos, nem o preciso fazer para explicar meu ver.

Jorge Sampaio foi o Presidente que gostei mais porque foi até à data o mais Humano, o que revelou maiores qualidades humanas e nisto como sempre baseia meu ver, meu julgar, meu amar.

Bem Haja Jorge Sampaio e que continue seu dar por muito, muito tempo.


Depois Portugal fora a votos e assim elegeu o Presidente do outro partido e um Presidente é pressupostamente Presidente de Todos e nem sua candidatura deverá necessariamente ser suportada pelos partidos, o que quase sempre não acontece.

O resultado não é mau em meu ver, pois pior seria a peregrina ideia que Filipe Menezes no outro dia apresentou como mecanismo relativo aos pressupostos que entende urgente salvaguardar para a governabilidade do seu partido. Aplicando por extensão tal raciocínio ao país e suas eleições, os que perderiam seriam suspensos por uns anos e consequentemente teriam então que ir viver para fora do país, visto que sua capacidade de expressão e de existir não lhes seria mais permitida.

Ora esta, diria o Saudoso Amado Fernando Pessa.

Estranha ideia se atentarmos bem, pois a drástica intenção revela quanto se guerreiam entre eles, os que pertencem aos partidos. Outros falam mesmo de bandos e em meu entender com algum rigor na aproximação ao termo. Creio mesmo que a este assunto voltarei em breve, me sussurra o vento amigo.

Claro Amada que a melhor solução seria ter um colectivo de presidentes, pois de certa forma no quadro das leis dos homens e da sua acção, o presidente é como um pai e pais são sempre precisos, pois faltam sempre se fizermos as contas em toda a sua extensão. Se fossem mais, cada um poderia se encarregar de uma determinada competência específica para a qual tivesse mais vocação. Deveriam ter sido eleitos todos os que se candidataram, mas não é assim que levamos as coisas.

Mais Claro Ainda o Dia, Amada, Será Amanhã quando Cada um For Presidente de Si Mesmo e Do Seu País

Ah Amada, trago em mim uma bela imagem de uma princesa que abandonou seus privilégios reais, quanto é impossível abandoná-los se os transporta como os transporta.

Perguntava-lhe um jornalista, o que ira agora fazer, como iria ganhar a vida e a Princesa que Casou por Amor com seu Amor de infância, olhando o baixo respondeu que tinha pedido conselho ao pai Imperador e que Ele lhe tinha então dito, faz como sempre, sê o que és e tudo correrá bem.

Ah Amada quanto eu me revi naquele modo de ser, humilde e tímido e sábio. A minha Bênção ao seu casamento e aos casamentos de todos os Seres que se casam Em Amor

A minha Bênção ao Japão e Suas Gentes a quem nas vezes me vejo tão igual e tanto amo, conhecendo muito no pouco que conheço.

Recordo Amada outro dia no metro, estação do Rossio seria e o comboio teimava em chegar como acontece nalgumas vezes, por alguns minutos. De repente viro o olhar e vejo um japonês que se levanta do seu lugar e se dirige a um pai africano cujo pequeno filho se mantinha visivelmente cansado apoiado em suas pernas como pilares e oferecendo-lhe seu lugar.

Meu coração agradecido quebrou meu corpo numa vénia que lhe fiz sorrindo, agradecendo em silêncio sua atenção e bem cuidar, seu belo gesto e tudo ao instante se iluminou naquela catacumba, assim ele ficou.

Recordo Amada outro dia na fonte dos quatro cantos do mundo dois antigos sabres da tradição, com nomes dos elementos, que me aparecerem ao olhar

Recordo Amada antiga história de um espelho que permite viajar no espaço e consequentemente no tempo que é embrulhado em fino linho e guardado debaixo de uma cama Real.

Ah Senhora, Bela Senhora de Rara Beleza, nos últimos tempos tantas as suas fotografias que com inusitada frequência vai encontrando meu olhar em seu passar.

E nascem Senhora secretas e silenciosas conversas que teimam no espaço do meu coração, pois todas as suas expressões me dizem tanto e tantas coisas e assim a trago embalada num doce dialogo.

Só para lhe dizer Filomena Mónica que tem Tudo o Meu Apoio na Luta Contra os Controleiros e Consequentemente os Controlos. Todos! Bem Haja por tão Bela Luta e Lutar.

Ah amada pelos pássaros e pelo vento me falas e me conduzes e eu sinto-te tão perto nas vezes em que assim chegas, como vazio fico quando não te encontro, quando não sei quem és e tenho-te pedido que chegues e tu ainda não chegaste a mim que estou cego.

Ah Amada busco-te na rocha conde de Óbidos, nos navios que atracam, partem e chegam e chegado quase a ti me fico olhando o mar.

Busco-te no quadro que o pintor pinta no chiado no sábado de manhã, seus gestos traços de ar do espírito e os raios do sol a incidirem no chiado, vindos da direcção da casa de todas as cores assentam nos toldos amarelos da brasileira.

Procuro-te com o coração, um vento que entra na frincha o fez arrefecer, tanto que até nevou, pelos sítios onde te procurei. Debaixo da estátua do Poeta Camões, as pombas paradas estão nos braços parados dos companheiros do poeta e dizem-me na sua quietude que a paz reina e eu vejo os gestos da mão do pintor, qual sopro rápido que fixa a cera ao papel e fico a olhar o quadro na esperança de nele encontrar uma pista que me leve até Ti.

Sim Amada, aqui também nos movemos e lemos e fiquei muito feliz com o que ouvi. Desejo-te os maiores sucessos nas letras da aventura e fiquei contente com a referência que a mim fizeste, deixo o assunto em tuas inteiras mãos, pois eu sei delas, sei do amor que elas são.

Olho teu postal que me fala do verão, de mergulhos de impulsos quentes e súbitos, de doces abraçares, das estações que passam, da música que ouvimos e vejo a tua boca e na tua boca o teu nome de amor e beijo-te como sempre te beijo num longe perto.

Ah Senhora que emerge em mim uma antiga memória de um rápido e marcante encontro numa capital europeia. Sinto-a e sinto uma familiaridade que me vem desses dias. Sinto e pergunto-me se sereis Vós Que me Amais e reconheço em Si o coração que vai tranquilo consigo mesmo, a sua alegria de viver, a sua inteligência, o estar de bem consigo mesmo dentro de sua pele. Existe um tom em si que reconheço, que me recordo, e esse tom é o da Inteligência viva e rápida. Depois olho seu nome e pergunto-me se seu pai é quem eu penso e que me bastaria ouvi-lo para saber ligar duas pontas de um fio.

E parabéns pela sua merecida mudança, fico a olhar sua fotografia onde lhe vejo a segurança de quem se ama a si mesmo e portanto vive em Amor e vejo atrás de si, a sua nova mobília e sorrindo em Amor lhe digo que belo é o objecto.

Belo seu sorriso de contentamento contentado. Chegue sempre que quiser, meus braços para si sempre abertos.

Ah Senhora, naquela manhã apareceu-me um homem ao caminho que me deu um chapéu de pai natal e me disse que estava um porta-aviões no cais. Depois o vento me disse para ir buscar meu príncipe e depois lá fui eu à sua procura e muitas aventuras se passaram e não cheguei dessa vez a Si.

E eu a Louvo e Lhe Agradeço Todo o Apoio, Todo o Amor.

Na noite cantavam palavras sobre formas de peras, num tom que exprimia o medo que se esconde em não saber se quem Amamos nos Acha Bela e assim por vezes nos vamos comparando naquilo que nunca é comparável, pois o Amor Ama sempre a Individualidade, pois por Elas todas é composto e eu Amo Vos Inteira, não há pedaço menos belo em Quem É a Beleza, porque a Beleza é sempre Um Todo, feito pelas Partes e por Deus que as Faz.

Na noite do ofício cantante Vós que sois Una se apresentou múltipla a meu, olhar.
Vejo tanta beleza e fico parado porque Vós não Vos desvelais ainda e mais não posso fazer enquanto não chegares e me disseres sou Eu Que Te Amo, Tu Que me Amas.

Ah Amada já te contei, daqueles dois belos rapagões que por aqui em recente dia passaram. Trago-os no coração pelos recados de amor que me trouxeram e pelas boleias que de mão dada me estenderam. Não vos trago esquecidos, quem sabe mais cedo nos encontraremos.

Ah Amada já te contei daquele Senhor Filantropo que fundou uma nova companhia de produção com um belíssimo nome em consonância com o Louvável Fito e que dai saiu um primeiro filme que ainda não vi mas que irei ver. Bem Hajam a Todos, A Todos a Meu Louvor e Minha Bênção, que os filmes vão sempre de feição.

Ah Amada já te contei que minha amiga amada fez o feito prodigioso de me levar ao cinema duas vezes. Eu que de espectáculos ando tão arredado, vi dois belíssimos filmes. O outro, uma estreia de um belo rapagão como realizador, um belíssimo filme, uma lição e exemplo de coragem. Boa Noite e Boa Sorte Lhe Retribuo eu a Si, Belo Senhor.

Ah Amada já te contei que outro dia fiquei como que colado a um mupi, uma fotografia teimava em descer e subir no meio de outras. Uma me prendeu, de um anjo doirado de rara beleza rodeado de um branco sobre exposto. Na sua camisa uma flor subia a meus olhos em seu subir e eu para ali fiquei parado no tempo sem tempo. Rodeado da Beleza da Vida e do Viver Te Aguardo.

Cheguei do norte quase com a manhã. Depois dormi e de novo acordei e sai para a rua e quando te procurava me veio este salmo ao olhar.


O meu coração inspira-me belas palavras;
Vou recitar ao rei o meu poema!
Gostaria de o fazer com a arte de um bom escritor

Tu és o mais formoso dos homens!
Dos teus lábios brota encanto!
Por isso Deus te abençoa para sempre.

Suspende à cinta a tua espada, ó herói;
Ela é o teu adorno e a tua glória

Cavalga triunfante pela causa da verdade,
Faz justiça ao pobre
E a tua força indicará
Os prodígios a realizar

As tuas flechas são agudas;
Os exércitos ficam rendidos a teus pés;
Ficam sem coragem teus inimigos.

O teu trono é o trono do Deus eterno
O teu reinado será de justiça.

Tu deves amar a justiça e odiar a injustiça;
Para isso Deus, o teu Deus, te escolheu
Dentre teus companheiros
E te consagrou como rei.

A tua roupa cheira a mirra, aloés e cássia.
Quantos palácios de marfim!
Quanta gente para te alegrar!

Enter as damas da tua corte há princesas reais
E à direita do teu trono está a rainha
Adornada de finíssimo ouro de Ofir

Ouve, minha filha, presta atenção
Ao que te digo;
Esquece-te do teu povo e da casa de teu pai,

Porque o rei deixou-se prender por tua beleza;
Ele é o teu senhor; presta-lhe homenagem!

Os habitantes de Tiro, os mais ricos do povo
Procuram com presentes ganhar os teus favores

A princesa no palácio é toda formosura!
O seu vestido é de brocado de ouro!

Esplendidamente vestida a levam ao rei;
Seguem-na as suas amigas em cortejo.

Avançam com grande alegria
E entram felizes no palácio real.

Os teus filhos, ó rei, ocuparão o trono
Que era já dos teus antepassados;
Farás deles governantes em toda a terra.

Farei recordar teu nome para sempre;
Os povos te louvarão eternamente.
Deus está connosco.

(segundo a melodia “ os lírios”. Poema da colecção dos descendentes de Corá. Cântico de amor)

Porque não me apareces Senhora ou me dizes quem és em rosto e corpo humano, porque não te anuncias em minha tenda, porque não me dás um mapa para a Ti chegar.

É simples Senhora Amada, como o Amor sempre É.

E então namoraríamos e casaríamos e continuávamos a namorar por toda a eternidade, que faz muito tempo contado no tempo dos homens, que não nos deleitamos em corpo.





Coloca-te por um momento numa guerra civil do princípio do século passado em que homens fuzilaram outros por diferenças nos modos de ver e nos projectos de viver.

Estás contra uma parede, puseram-te uma venda nos olhos ou não a aceitaste?

Sabes o teu credo, sabes o te levou até ali, no ultimo momento antes das balas ceifarem a vida gritarás, Viva a Liberdade, Viva Poder Ser como Sou, ou poderás morrer em silêncio dizendo-o ou não em secreto no teu coração, ou ainda lançaras uma maldição sobre quem te mata ou pedirás a Deus que os perdoe.

Coloca-te agora numa rua contemporânea de uma cidade, ou numa praça a falar e que toda a tua assistência te decide matar se falares a dizer o que pensas. O que fazes?

A liberdade de expressão assenta no ser interior quanto um ser o é. A expressão do que se é, no infinito campo da liberdade, é múltipla e tem peso, forma e extensão variáveis.

Ao limite a expressão do ódio que um trás em seu coração em plena e total liberdade pode-o levar a matar um outro que se decide odiar. E todas as emoções, as que cegam também, são sempre fruto de pelo menos uma interacção, pois não mora nem nasce o ódio num só lado, embora possa num só lado florescer, florescer negro.

Antiga visão, tu tropeças numa pedra que já estava no caminho e que outros que a conheciam não a tiraram, de quem é a responsabilidade, em que partes se divide?

Olho por olho, dente por dente, é imagem do círculo fechado da violência, que de olho a dente se fecha. Para o quebrar, basta um não tirar ou dente ou olho e afastar-se o suficiente para que o outro não o intente e isto não desdita as perseguições nem os negros pesados fundos e extensos no tempo, rancores.

Nem tudo o que sou, o exprimo, não necessariamente por ocultação, mas por impossibilidade, pois ninguém sempre exprime de forma visível em continuo a um outro que esteja ao lado. Somos como o mar, fluxo e refluxo, assim respiramos e vivemos respirando.

E mesmo que não o expressemos em continuo, sempre expressamos o que somos e como vamos. Observe-se um outro em silêncio e esse silêncio sempre falará.

Mas o agir, o agir do que somos em toda a nossa extensão em plena liberdade que nestes momentos todos dizem ter e querer ter e ter direito a ter, está dependente da consciência e da vontade.

Para além da questão prévia que é saber se agimos sempre em toda a extensão do nosso ser e em plena liberdade, que cada um como de costume deve para si averiguar de forma a poder conhecer o peso e a leveza da extensão do seu ser e o que entende por liberdade plena, que se infinita, terá sempre os limites que cada um lhe quiser dar ou pôr.

No momento do Mundo onde estamos o paradoxo avivou-se.

Em muitas mãos de muitos homens a percepção, a vontade e a esperança que é possível um caminho alternativo ao em que se vem. Um estertor daqueles poucos, muito poucos, que querem quebrar as jovens fortes e frágeis pontes e aumentar as tensões.

Nada melhor, que agravar uma tensão e tentar criar um choque entre civilizações com suas diferenças dos modos de viver e de viver o Divino.

Diferentes lideres tinham vindo a pedir desde há algum tempo que não se avançasse para a publicação de material que em seu entender poderia incendiar as gentes e assim a publicação se susteve, até ao dia em que saiu.

Hoje vi a foto do autor com o nome de rosa flamejante a dizer que não tinha ideia que os seus desenhos pudessem gerar o que geraram e que hoje tinha que viver protegido pela polícia.

Antes vira decretos religiosos a condenar à morte escritores que tinham escrito sobre várias matérias.

Mas não foi o autor que em sua liberdade de expressão os publicou, foram outros que se juntaram e assim decidiram.

E quando um editor por razões várias, sejam editoriais ou vénias e submissões a interesses e poderes vários não deixa uma determinada peça sair?


Em que ficamos. A liberdade de expressão não tem limites e assim ao limite cada um pode a outro tirar a vida ou a liberdade de expressão deve ser exercida com limites sendo os limites, o bom senso, a cabeça pensadora das consequências das acções, o não se deixar ser utilizado, o não provocar outro nem criar a outro ou outros, danos?

Quantos já se foram pela publicação dos desenhos. À hora, creio que quatro ou cinco numa primeira contagem. Que forma de se discutir e provar que ao que parece a liberdade de expressão deverá ter seus limites em sua expressão, pois quando não os tem, alguns morrem nas vezes.

E ninguém vive dentro de um outro, e assim cada um tem sempre garantida integralmente toda a extensão do seu ser, na liberdade de o saber, de o viver, expressando-o em conformidade com o que crê e sem fazer ondas que possam afundar navios.

Em meu ver, também se deve incluir a contagem dos que se foram no afundamento do navio, pois eles foram o catalizador emocional que levou as gentes a uma reacção exacerbada. Reparai que existem sempre por perto catalizadores, que antecedem e anunciam ondas de violência de carácter colectivo. A violência, seu crescendo, tem os seus sinais, a orquestração destas é visível, desde que se relacione os eventos.

Um capitão que é o primeiro a abandonar um navio não tem escrúpulos, ou tem medo ou cumpre uma missão.

Pressupostamente terá escrúpulos, pois é um capitão e os capitães assim são formados ou assim deveriam ser.

Medo não teria, pois continuou a navegar com um fogo a bordo, podendo ter invertido a rota para o porto mais próximo. Foi temerário ou pensou que o apagaria sem consequências de maior que lhe permitissem continuar a navegar, mas o incêndio deu-se ao que parece na casa das máquinas sendo por isso previsível que não pudesse continuar a navegar.

Parece-me restar com maior probabilidade, o navio ter sido afundado de propósito.
Bem escolhido, pela sua excessiva altura. Um tipo de barco com duas aberturas para os carros na popa e na ré. Recordo-me de ver um documentário recente de como semelhante navio se tinha afundado em outras águas por um parafuso ou algo parecido que se tinha quebrado na porta da popa.

Mas ao que parece o barco está fundo demais para se ir ver se existem sinais de sabotagem, como uns parafusos retirados das portas, ou algo semelhante, sendo o fogo a cobertura, que desvia a procura de outras causas?

Em meu ver a contagem vai em mais de mil. E desde que este texto começou a ser escrito ainda mais subiu e muita vida se perdeu.

Deverão os povos do Oriente sentirem-se ofendidos com os desenhos. Creio que sim, que é legitimo dizê-lo, ver assim, pois na sua maneira de ver o Profeta não pode ser representado e a forma como foi feito é diversamente afrontosa para além de o diabolizar, como no exemplo de uma bomba no turbante, nosso medo projectivo aí visível, mais uma vez a estender-se nas nossas vidas, nos nossos dias, nas nossas conversas.

E por outras razões se ofendem os povos do Ocidente com agires que se passam no Oriente e Contudo Oriente e Ocidente São Ambos Um Mesmo Lugar Das Múltiplas Direcções.

E ainda há poucos anos em Portugal um cartonista fez um desenho com o Papa e um preservativo que deu uma enorme polémica e tensão, não sei mesmo se o homem foi por um tempo suspenso ou mesmo despedido. Não foi há tanto tempo assim para nos esquecer-mos que a liberdade tem geralmente muitos mais limites do que há primeira vista parece.

Não se trata aqui de julgar qualquer dos povos e cada um no entender do outro, tem e faz o que não devia fazer.

Trata-se de inteligência nas relações, respeitando as diferenças, sem perder as opiniões de cada um. Inteligência que as conduza e permita o seu desenvolvimento em paz, ou quererá um povo pretender-se maior que um outro e toca daí vamos a dar ordem em casa alheia, na mesma grande e única casa? E que as fronteiras todas desapareçam depressa, pois a terra é toda a mesma e dela só temos uso fruto enquanto cá se anda e uso e fruto é a forma correcta de bem cuidar, usar para frutificar, um uso que faça frutos, não venenos vários que nos envenenam a nós próprios.

Eu por mim apresento as desculpas de quem vive no Ocidente e sou de todas as direcções sem ser de nenhuma e igualmente condeno que se mate a pedrada ou a murro uma mulher.

De igual modo apresento desculpas às Gentes que se sentiram assustados e ofendidos, quando suas bandeiras e embaixadas foram destruídas.

Á Gente do Oriente, porque não mostrar a superioridade de não se deixar afectar, de mostrar a capacidade de respeitar as opiniões alheias, mesmo que elas contraditem O que se Crê e não confundindo os poucos que o fazem com os povos e instituições dos povos onde esses poucos também habitam.

E recordem que as arvores se juntas fazem a floresta, não são Ela. Não é nestas situações um povo, o que poucos, muito poucos fazem e os anzóis são ao mar lançados para pescar os distraídos peixes que apressadamente o mordem, nessas vezes. Não se confundam Seres com nações, não se pisem as bandeiras nem se incendeiam as casas.

Às duas direcções e todas as restantes, porque não procurar os poucos que encadeiam estas acções e as fazem assim acontecer, pondo em risco as pontes necessárias para uma paz que se aguente entre todas as direcções, que permita de uma vez resolver os problemas que existem no mundo e que não se podem manter sem solução sobre risco de tudo perecer, inclusive todos os que habitam em todas as direcções.

De novo a desgraça neste último estertor cinético das desgraças que vinham de trás, assim o creio em meu coração.

E duas coberturas explodem. Num país onde é frequente as bombas na sua facilidade, um símbolo doirado de grande significado espiritual foi explodido. Poucas horas depois um telhado num mercado da Rússia cede aparentemente pelo peso da neve. Neve a mais porque o clima está desregulado, extremado à imagem da vida quase inteira.

A forma de criar os climas emocionais pelos homens que geram os desequilíbrios, assenta sempre numa mesma estratégia de dor e a dor é potencial caldinho das violências.

Ponho-me a pensar porque é que duas cúpulas caíram em locais tão distintos num intervalo de tempo que me parece ser significativo de uma por assim escrever extensão analógica, uma fala por semelhança que aponta para o quê? Alimento, alimento que os une, o do corpo e do espírito que mais uma vez cai ao chão e de como a vida se torna negra num instante em que assim acontece, quando se quebra o pão que sustenta o corpo ou o pão que sustenta o espírito e um país a ir rapidamente para uma guerra civil, a herança que se eterniza, chaga aberta que o mundo e nós, ele, trazemos, um pedaço em cada uma das nossas mãos, dos adultos não fica mesmo ninguém de fora.

Relação de origem e chegada dos meios e dos efeitos?

Soube-se já pela informação posta a circular que foi por negligência mas sem se saber os necessários pormenores em que se baseia tal julgar. Sempre o mesmo problema na gestão da informação, como muitas vezes nos damos conta de que as coisas parecem não estar certas a partir da forma como delas somos informados, de uma constante sub afirmação de sentido que condiciona imenso nosso modo de ver, de pensar de ser e de agir, um mundo mau, feio e triste que nos põem medo a reclamar segurança que é oferecida por aqueles que prefiguram os planos do controlo, da nova ordem mundial do sistemático controlo e presença invasiva ou defensiva na vida intima de cada um.

Um enorme preço na liberdade humana tantas vezes conquistada a pulso, a ferro e com sangue, que é preciso justificar criando para isso as condições que levam a tal patamar de viver entre os Seres, com o seu normal nestas circunstâncias, custo provocado em sangue em todas as variações de velhos ditos e escritos que chegaram a dizer que as guerras eram boas porque cumpriam a função de diminuir a população.

E nada do que atrás escrito desdita que possa ter sido realmente a negligência e negligência como todas as palavras tem muitas cores, sugere em função da forma como é utilizada múltiplos sentidos, múltiplos perfumes, rastos invisíveis de imagens que pairando vão do olho ao pensar e ao imaginar, que acordam a memória profunda da vida e do viver. Actos negligentes há muitos, alguns chegam mesmo a matar e assim sendo é necessário velar para que os sistemas de prevenção, fiscalização e manutenção funcionem como deve ser, tarefa difícil em Estados onde muitos que o servem, mais se servem, onde o que na mais das vezes importa é o deixar andar e logo se vê e ná, que dá muito trabalho e chatices e responsabilidades.

Hoje em dia a morte é sofisticadíssima, tanto como quando o homem a opera às suas próprias mãos, nem necessita de uma bala ou bomba para matar, uma imagem real extrema que pode isto enunciar será dizer que até um clipe colocado fora do sítio pode matar e natural será que quem assim age, também evoluía para este modo de matar, de criar as necessárias desordens, os necessários pânicos e estampidos que elevam as discórdias e delas fazem as guerras e o guerrear. Um telhado pode ser enfraquecido para com um peso expectável, ceder.

Esta via é a via do caos, pois cada vez que se dá de comer ao monstro sempre maior ele se torna.

Nos Estados Unidos um homem foi condenado por falar aos microfones explicando a quem o ouviu como se podia fazer uma bomba doméstica, mas certamente no mesmo país alguns explicarão a outros como fazer bombas industriais que fabricam. Para alguns num determinado contexto eventualmente mais seguro é passível saber e comunicar um assunto, num outro nível que toque o publico indistinto, não, mas qualquer um poderá fazê-la desde que estude o assunto, ou um mais simples cokctail molotov.

Estão mesmo a pensar no fabrico da bomba de Hidrogénio e na escala que alguns pretendem fazer para conduzir de novo à guerra já foram reforçadas as verbas para ela. Verbas que se assim não fosse, poderiam e deveriam ser aplicadas nos verdadeiros problemas, no combate e erradicação de todas as misérias.

Na Europa um outro homem foi condenado por escrever um livro e por fazer declarações que o holocausto nazi não existiu.

Será que o limite pragmático que define as fronteiras da liberdade, ainda se pode aplicar ao real no sentido de o compreender de uma forma analógica e que sirva para balizar a correcta acção, a fronteira no limite da liberdade e da reacção a essa mesma liberdade?

Toda a liberdade menos a liberdade de destruir a própria liberdade e por extensão ao não destruir a liberdade, não destruir o que porta e transporta a noção da própria liberdade, o que vive.

Este é a solução de compromisso até amanhã de manhã, em que todos os homens amanhecerão todos livres e ao sê-lo sendo, não mais necessitam de juízo sobre seus passos ou passos alheios, pois a liberdade plena dá e trás consigo um espaço pleno, o mais profundo respeito e integridade do diferente na vivência do espaço infinito que dá para todos sem choques e chocares, só com entrechocares de Amor, Ele por natureza, o Livre.

Esta é a regra que está em constante infracção, pois enquanto os homens se matarem uns às mãos de outros, existe uma guerra que é feita à liberdade. A Liberdade será maior quando menor forem as matanças, liberdade total será amanhã de manhã, quando elas acabarem, ai sim, cada um poderá ser pleno na sua total liberdade plena luz de luz plena, pois ontem caminhava sempre meia-luz meio cego. Este é o amanhecer do império do espírito Santo, da Luz acesa no coração de cada Um que por Assim Andarem Jorram a Luz Que Ilumina as Sombras, que não deixa germinar os desentendimentos e que Cria o Entendimento e o Entender, outra das Faces do Amor.

E quanto maior o respeito pelo outro mais grande se torna a liberdade do homem e a sua expressão.

E pode e deve o homem ter sempre sua expressão no mais grande que a trouxer e pode e deve o homem com seu imaginar e seu criar, exprimi-la na medida em que dela trás consciência, de forma que não se amputando ou limitando não fira ou cause dano a outro ao lado.

E como ontem dizia um Senhor da Arábia Saudita que o choque de civilizações tanto é fomentado no Islão como no Ocidente. É bem ter isto presente para que o sangue que corre por onde não deve correr nestes choques seja divididos por todos.