domingo, junho 04, 2006

O cesto das cenouras e dos paus.

Que ideia peregrina é esta de oferecer num mesmo cesto num mesmo tempo, cenouras e paus?

Pois se as cenouras são comida que eu gosto, os paus servem para alimentar fogos e conduzir os animais ou nas vezes para lhes bater.

Em que ficamos?

Oferecemos comida e pau ao mesmo tempo?

E um Senhor diz-me, para ficares com as cenouras, não podes utilizar a energia, pois se o fizeres, dou-te com este pau.

Abro a minha porta e os Senhores me trazem as cenouras e os paus. Às cenouras direi que sim, obrigado, que gosto delas, pois fazem os olhos bonitos, assim me disseram em menino as amigas da minha avó, aos paus que não, pois não tenho lareira em casa nem o fogão de lenha onde a minha avó fazia um delicioso arroz, que ao relembrar ainda me faz na boca a agua crescer.

Olho para ele e respondo-lhe, gentil Senhor, a energia, precisam os peixes dela, não posso portanto dela prescindir e se me vai tentar dar com o pau, nem com as cenouras ficarei, pois quem oferece comida sujeita a restrições, não verdadeiramente a oferece.

Boa fé, é chegar sem agendas e paus escondidos nos bolsos e oferecer em sinal de boas vindas e desejo de amizade as cenouras, pois se na outra mão lhe vir o pau, serei então eu que com razão me tornarei desconfiado e este sentir, decididamente não é pilar que sustente a boa fé e da mesma forma vem o Senhor em modo igual, pois quem se chega com uma cenoura numa mão e um pau na outra é porque vem desconfiado, com medo ou com os dois.

Boa fé é ter e transportar a Fé, de que sempre se encontrará uma solução a contendo de ambas as partes, que mais importante do que as feridas passadas e presentes é o necessário e vital entendimento pois feridas, dores, sangue e mortos, todos os tem em suas histórias, suas contas e em seu contar.

Há muitos séculos que não nos falávamos nem nos víamos e percebo o seu medo, mas sempre lhe disse Senhor, que a energia se enquadra nas normas dos construtores de o fazer e poderá sempre alguém de acordo com as regras estabelecidas no mundo, na minha casa entrar para a ver e observar.

Ah Amada, que diplomacia em ver e dizer antigo, a necessária e suficiente que seja bastante e não mais do que isso, não querendo com isto dizer que não se tragam Todos em Amor, ou que ser diplomático é coisa ruim, pelo contrário, primeiro falamos e tratamos dos assuntos para depois no mais rápido possível fazer a festa, por isso a diplomacia deve ser breve, para que Todos fiquem com tempo para Amar.

Ah Amada Mais Amada, que nós vamos nús no Amor, pois o Amor é de certa forma, o Nú, o que vai Nú e a Nudez, e a nudez é clara e transparente como Teu ver e nele correm as águas sempre claras e translúcidas da Verdade e do nada ter que esconder, porque eu e Tu vamos inteiros como somos, espelhando e espalhando a Luz do Amor que És e Somos.

Diplomacia é gentileza e clareza no tratar e quando assim não é praticada, se abre o caminho aos acidentes. E certo é que em outras épocas a clareza foi na diplomacia preterida por demonstrações de poder, pelos meios ditos, onde nas vezes o sapato não é o mesmo, do mesmo pé, e assim nasceram em tempos idos e enterrados, as bolhas e as dores nos pés de todos os que negoceiam.

E falam Amada os homens de cartas e cestos que se apresentam fechados aos olhos de muitos e desta forma um problema que é global e portanto de todos e a todos dizendo respeito é negociado por poucos que de suas margens sabem.

As democracias são sistemas de representação e como tal delegam as Gentes poderes de representação nos poucos a quem são atribuídas as funções de governar e sendo que todos se governam e que esta questão é a Todos comum, será de todo o interesse que seu tratar seja aberto ao olhar de Todos, pois a verdade é transparente como a agua límpida do mesmo uno mar e vê-la mais clara é maior certeza de ver bem. E quantos mais a vêem, melhor o percebem e assim a consciência do certo, do bem e do menos bem, a mais se alarga e melhor assim se sustenta o julgar e melhor se firma o melhor navegar e menos riscos correm os barcos de se afundar.


Só posso saudar em parte o anúncio da América sobre a sua disponibilidade em se sentar em negociações directas com o Irão, esperando que o façam com a presença de terceiros, para que não se desenhe por eventual desentendimento entre dois um beco sem saída, ou uma estrada que se constrói à partida sem saída, para depois por essa razão, se justificar tomar uma outra.

Durante o tempo desta crise, vieram a público distintas opiniões sobre o tempo que o Irão poderia levar para produzir urânio enriquecido em quantidade necessária para fazer uma bomba nuclear e diferente é, fazer uma ou muitas, pois a quantidade implica tempo e muito equipamento que o Irão segundo se sabe, ainda não tem.

Segundo uns, dois anos bastariam ao Irão, outros falaram de seis, ainda ontem o Senhor que dirige um organismo de segurança na América disse que o Irão não conseguiria por meios próprios obtê-la antes de 2010. Mesmo pensando que possa ser real o tempo mais curto, não parece estar na mesa imediata do hoje ou do amanhã, a possibilidade de o Irão poder ter plutónio para fabricar uma só bomba, atómica, que seja.

Por outro lado como o contrabando existe na terra e porque tudo, inclusive urânio enriquecido é passível de ser contrabandeado, existirá sempre uma hipótese real com alguma probabilidade de acontecer, poderá o Irão ou outro país adquiri-lo para fazer com ele armamento nuclear, sem mesmo proceder ao seu enriquecimento.

E se assim se apresentam as coisas, que razão poderá levar os representantes Americanos a colocar como condição prévia a paragem do processo de enriquecimento de urânio que visa a produção de energia eléctrica?

Pediu a América ao Irão que desse um sinal de boa fé e que assim o demonstrando procedesse à paragem do enriquecimento, mas não será a boa fé em boa fé, que todos os lados, se sentem à mesa sem condições prévias, como sugeriu a China.

Qualquer pensamento da família do pensamento se contrariar a realidade dos factos como se apresentam, significa, fazer mal o desenho da situação, mal olhar para ele, e quando se vê e compreende uma coisa de modo errado, diferente do que a realidade é, geralmente a acção consequente apoiada no mal visto, dá o mal resultado.

Boa fé parece ser neste caso, e assim se deseja que o seja, que todas as partes se sentem à mesa pondo em cima dela a verdade do ponto em que cada um se encontra e quais as suas vontades em respeito mútuo.

Também disse um oficial americano ligado às negociações que se o Irão parasse o enriquecimento, a América veria um posterior recomeço, como uma quebra de compromisso, ou seja, se assim a América o vir, mesmo que o Irão respondesse ao que é pedido como sinal de boa fé por sua parte, e se as negociações por impossível razão chegassem ao ponto da América tentar que o Irão abandonasse seu programa civil nuclear, quando o retomasse, seria encarada pela América como quebra de compromisso e consequentemente não mais merecedor, nem de crédito, nem de boa fé.


As questões que cada ser do mundo neste momento deve avaliar são

Tem cada país direito ou não a desenvolver as suas próprias tecnologias?
Tem um país, o direito de impor a outro que não o faça?
Tem os organismos mundiais onde se sentam os países, as mesmas regras, o mesmo peso, conta e medida para todos ou só para alguns?
Respeita o Irão as regras mundiais que sobre estas matérias se encontram acordadas se aplicadas na mesma forma que a um outro em seus respectivos organismos?
Concorda o Irão com a necessidade comum de acabar com todos os actos de terror?

O medo é sempre mal conselheiro e medos existem entre as partes e muitos outros no mundo com eles andam preocupados.

O medo vivifica no que se desconhece, e o que se conhece e é conhecido, fecunda a tolerância, a paz e o Amor.

E tem a América suspeitas, sem ainda ter apresentado provas, que são por vezes muito difíceis de obter, de que o Irão cobre actividades terroristas dando guarida a terroristas.

Mas não existem terroristas, nenhum Ser Criado por Deus assim se Chamou ou assim foi Crismado e Todos quando Nascem, nascem do Amor Que Os Cuida e não lhes faz dano ou lhes quer mal. O que existe é o terror e actos de terror, praticados pelos homens, pois nunca vi tal acontecer com um pássaro e os homens vivem em todos o lugares, são de todas as cores e pertencem a todas as direcções.

Dois jovens adolescentes que entraram armados numa escola e se puseram a matar quem lhe apareceu à frente, são terroristas, ou praticaram um acto de terror?

O terror emerge quando a pressão da panela é demasiada e as válvulas de segurança deixam de funcionar por que os cozinheiros a apertaram em demasia ou se esquecem dela, pois qualquer panela, que são sempre feitas por mão humana, se demasiado fechada ou apertada ou com válvulas entupidas, torna-se um risco de explodir e qualquer homem o poderá sempre protagonizar.

Foram eles que inventaram em meninos as armas? Foram eles que criaram um Mundo onde as armas automáticas se podem comprar em modos fáceis? Foram eles que criaram os modos de viver em que levamos a vida, onde a violência, a arrogância e a prepotência parece ser na mais das vezes o modelo de proposto para dirimir os conflitos e resolver, sem resolver, os problemas?

E trás presente o Mundo das provas que foram apresentadas como justificação do inicio da guerra com o Iraque e de como elas não correspondiam nem corresponderam à realidade, pois não existiam armas nucleares.

E o Irão vem declarando em tom radical que Israel não deveria existir e isso trás naturalmente preocupado Israel e a todos que sempre pensam que acabar com um ser ou um estado, nunca é via que se aceite de braços cruzados sem nada fazer para o contrariar.

E tão absurda é o peso específico desta afirmação, como se fosse possível a um país varrer outro sem reacção dos outros, que ela mais parece indicar, um tom de provocação numa estratégia prévia de medição de forças e bem feitas as contas os discursos dos que se põem na impossibilidade de dois lados no mesmo único lado de todos os lados que a vida e o viver são, se assemelham em parte, o que desvela paradoxalmente como de alguma forma são semelhantes, sinal de que se poderão sempre entender, pois todo o diverso e distinto e semelhante está sempre na mesma Una Matriz.

E estas são duas das maiores componentes do cenário do medo montado à volta destas negociações, que todas as partes deverão ter por cada uma, sobre grande controlo, de forma a obstar a que ele se infiltre como uma sombra ameaçadora que ganha grande dimensão e pode minar a possibilidade de acordo.

Disse também representante da América, que o cesto das cenouras e dos paus estava pronto para levar para cima da mesa e estas imagens não são muito distintas de outras como varrer e varridelas, e eu próprio a usei e nas vezes a uso, para me referir a varrer o mal feito, não os homens que o fazem, pois esses que assim vão devem ser acalmados no medo que assim os fazem andar, o que se faz desfazendo os nós que levam a tal sentir, para de novo serem homens de coração afinados e assim se torna a Luz da Paz mais forte do qualquer sombra.

Existe no mundo criatividade mais que bastante para encontrar outras soluções para uma alternativa global energética, que a ser acordada e implementada, diminuirá só por si as tensões que hoje se manifestam no mundo e que serão crescentes à medida em que se aproximar o fim do que nestas matérias vem de trás.

Em dia recente dei conta dos girassóis, na América o milho já gera energia, valoriza os solos, cria e mantêm empregos e produz riqueza interna. Em recente dia, dava conta um jornalista que na Grã-bretanha são mais de sessenta as tecnologias que aproveitam as marés para o mesmo fim.

Então se o homem com as plantas e flores, a agua, o vento, o sol e os mares, tem já condições para resolver o problema, porque continuar a insistir na actual pintura borrada que borra a própria vida do mesmo corpo dos homens e os arrasta para as tensões e confrontos?

O homem, o girassol e o milho são Todos Filhos de Deus. Uma só semente que contem o diverso em si, como os grãos amarelinhos como sóis que vivem juntos na mesma planta, como as folhas que partem do mesmo centro e se estendem no céu do mesmo Sol que Habita com Sua Amada Lua.

Porque não se sentaram ainda os homens?

Na tampa da caixa de Pandora ainda falta rodar a chave no cadeado, seiscentos atentados e refregas cada mês no Iraque, é parte pequena do custo do sangue neste definitivo fechar que ainda tarda.

Junte-se mais cinquenta e oito mil e trezentas e dezasseis pequeninos, que se foram em silêncio nestes dois dias, muitos sem mesmo gritarem bombas, só pequenos e constantes choros que não chegam aos ouvidos de todos com o mesmo estrondo.

Parai e reflecti, Senhores que trazem o poder e o mandato das Gentes para negociar. Parai e reflecti em profundidade para rapidamente na mesa se sentar e isto para todos bem acabar.

Que tal amanhã de manhã ao acordar, surpreenderem o mundo, aparecendo já todas as partes sentadas na mesma mesa e assim a todos tranquilizar e ganhar de novo a confiança das Gentes em quem os governa.

Já pensaram e acordaram onde se vão todos sentar?

Se precisarem de ajuda ou de uma mesa, é só dizer. tenho uma pequena, mas podem-se nela sentar que chegadinhos como deve ser a Vida e o Viver em Paz, dará para os necessários e suficientes.

Ao Serviço de Todos e de nenhum em particular
"Quand il me prend dans ses bras, il me parle tout bas. Je vois la vie en rose. Il me dit des mots d'amour, des mots de tous les jours, et ça m'fait quelque chose. Il est entré dans mon coeur, une part de bonheur dont je connais la cause. C'est lui pour moi, moi pour lui dans la vie. Il me l'a dit l'a juré pour la vie. Et dès que je l'aperçois, alors je sens en moi mon coeur qui bat."

Ah Amada, porque não me crês?
Se o sabes como eu dentro de teu meu peito

Algum medo te Ti te persegue que não te deixa ser o que és?

Que intranquilidade Te mora no coração?

Tu és bela como o Sol casada com a Lua

Vrum, vrum, fazia o motor do potente descapotável na rua a ronronar, mas não estava a gata no banco de cabedal. Fiquei a estranhar o solitário ouvir. O homem na esquina olhava outra direcção. Perguntei-lhe é seu? Disse-me que não, estranho, não é, estará aqui de motor a trabalhar.

Um pássaro de ontem me tinha dito, vou-te buscar numa caravela potente de estrela e vou-te levar para além do infinito do amor em meus braços, sussurrou-me o vento a teu passar.
Depois curvei a esquina e depois voltei a esquina, o som rápido a acelerar e por um triz não te vi no horizonte que desaparecia, que primeira deve ter sido, que eu já só te ouvi.

Depois, estranhas as cuecas branco alvo sujas no sítio onde antes o vrum vrum estava e meu coração se estremeceu perante tão estranha sinalética.

Sabes Senhora, muitos são os sinais, alguns por mão humana directa na intenção de quem os planta na probabilidade do encontro com o outro, outros sinais se bem que humanos, são mensagens latas do Destino, algo que não foi preciso para ser para alguém, mas que não deixa de o ser ao encontrar.

Sábia, a arte que tal distingue, mas não achas Senhora, que tudo se torna mais simples se escuro como o dia e claro como a noite?

Sabes Senhora, em dia recente me apareceram dois pequenos pardais mortos, um à porta de minha casa, outro na rua mais acima. Ficou triste meu coração, pois percebi que ali foram propositadamente deixados e que alguém para isso os teria morto e eu não gosto de nenhuma morte matada e se sou teu irmão também o sou dos amados pássaros.

Quando dei com o segundo pássaro na rua ao alto, aparecerem em meu olhar, duas pequenas borboletas alvas que perto de nós pelo instante se alvoraçaram e se os pardais lá forma por mão humana colocado, já as borboletas, que são imagens da alma, não, assim se casam as nas vezes as intenções das mãos humanas com o Destino, melhor será dizer, que os gestos fazem a alma, na parte que Dela fazemos.

Ah que tudo é maior e mais longe e mais perto do que simples gesto que se pensou, pois tudo habita no tudo e a Ele remete, mas tu dizes não acreditar em Deus e da Alma nem isso sei.
Tudo o que procurares saber, eu sempre te direi, o que sei e o que não sei, não trago compromisso mais fundo do que este na pedra angular do coração.

Sabes Senhora Bela em meu Olhar que te olha no dentro e no fora quanto um pode ser dois, chega directa e terá as respostas que procuras.

O mundo nas vezes é coisa complexa porque assim o faz a mão humana, contudo ele é sempre simples como a beleza em que te vejo. E os pardais, não crê meu coração que foste tu que lá os puseste, pois o vento me falava antes de outro motivo e vezes há em que vão os seres negros, esquecendo a luz que são.

Simples ameaça, tentativa de intimidação, de quem imagina meus passos. Tolos e estúpidos como sempre quem mata pardais ou outro homem para o fazer.

Medos, medos, projecções por antecipação ao não vivido ao perto, porque não experimentado, noção do valor que temos no mercado da atracção do outros, valores, notas de câmbio e moedas, prosaico mesmo seria falar da desconfiança, da necessidade de se certificar por seus próprios olhos sem revelá-los aos outros., ah estranha forma de ser, que desvela, as marcas, as feridas e os medos… e as fugas

E sabes o que é mais triste e paradoxal, como se pode saber do amor quando fugimos? Onde anda a nossa coragem que ele sempre é e precisa.

Promessas, promessas, só as que sabemos no fundo do nosso coração, aquelas em que ele nos fala de dentro claro aos nossos ouvidos do ser, das vontades e dos desejos, mas isto sou só eu, és só tu, cada um por seu lado em duas rectas aceleradas a fundo que ainda não se entrecruzam.

Velha linha do medo se desvela, que me canta das posses e das inseguranças de quem as desvela, como se o amor, que faz o encontro e o encontrar, pudesse ser feito só por um quando de dois se trata. É como por o pé numa nuvem e pensar que é relva o chão, é como imaginar o que sempre imaginamos, as flores e o sol com a lua a se deitar e depois não conseguir-mos abrir a nossa porta do universo do corpo que sustêm toda a vontade e desejo.

E veio outro pássaro que me disse, ela não acredita em ti, porque afirmas dar-lhe toda a liberdade, e tu és inteira livre, sempre, comigo a teu lado ou não. Há infinitas formas de no acontecer encontrar o pulso das respostas que desejamos, que por vezes não encontramos porque o risco, deixa-se sê-lo maior que a coragem.

Liberdade, partilha, encontro, tudo simultâneo, tudo medido em cada passo meu e teu ou juntos e nada disto desdita o que cada coração em seu fundo profundo, etéreo e elevado sabe.
Garantias num só lado do rio, só servem a margem onde cada um se encontra e as aguas correm sempre no eterno permeio permeante.

Eu cansado das mascaras, nem no baile delas estou e contudo cada face não deixa de uma ser, mas a face é só uma face da múltipla face do amor e eu gosto do amor inteiro.

De ti sabes que eu te gosto há muitos anos, desde a primeira vez que te vi, foi numa festa aqui perto, numa casa, meus olhos brilharem a te ver, sorri-te mas não me ligaste na altura assim muito. Mas não deixo de te sorrir e de te trazer sorrindo.

E hoje ao aqui navegar dou com um filme que não vi, de certa forma e em parte igual. The girl next door, reza a sinopse, que às vezes é preciso arriscar tudo no amor, isto para o rapaz, para a rapariga, parece que ela assim recupera a inocência, mas isto é um filme dentro de um filme, feitas nas coincidências do sentir e a vida é real e sonho e o sonho é real como é real a vida ser um sonho a sonhar e a arte do coração nas vezes assim as duas partes junta.

Sabes, às vezes aparece-me uma pequenina foto tua nos teus escritos e os teus olhos que me fixam fixamente, me levantam muitas perguntas, a mais recorrente é, porque me olha ela assim fixamente, pois parece gostar de mim?

Mas há muitos que nos gostam de quem gostamos, os espíritos se reconhecem e se irmanam, partenogénese do amor, que nos trás reconhecidos nos olhares com que nos olhamos, fios que nos ligam de um passaporte de um pais do tamanho do cosmo inteiro e assim nos vamos reconhecendo.

Ah amada para mim o amor é fácil, muito fácil, é-me muito fácil amar e por Ele vou sempre rodeado e a mão dada Lhe dou.

Aqui no baile das máscaras, muitos não se desvelam a outros, e se eu sei que meu coração trás um Ser que eu amo muito, muito, não lhe conheço a face. Às vezes vejo os sinais, procuro então a tua identidade, a tua morada, experimento bater nas portas. Outras vezes vem ter comigo, às vezes simples, outras misturadas no que sabem de mim, se vestem assim de ti, parecenças em catadupas que nas vezes em momentos me desnorteiam, noutros me orientam mas não sei quem és na porta ao lado do meu coração.

Outro ou outra que se esconde, me diz e depois desdiz, fui eu que te afastei dela, que triste e para quê, porquê motivos e certo é que cada um vai como quer ir e é dono desse ir, na sua forma de ir

E certo é que quem escurece o sol, vive na sua sombra e quem o alumia vive em seu calor

E certo é que cada um sabe das suas contas e de seu contar.

E se nos encontrássemos frente a frente, lado a lado num mesmo lado o saberíamos.

Às vezes parece um filme de woody allen, uma outra mulher, o efeito do espelho e sabes noutro dia, actos de homens me levaram quase quase a fazer uma coisa que nunca tinha feito, que nunca fiz, nem quero fazer, nem é para a vida, nem para o mundo aconselhável, que foi suicidar-me e no meio da minha resposta na minha casa, uma das coisas eu fiz foi partir espelhos e vidros vários e por detrás de um deles encontrei um segredo escondido.

Eu cego te tateio, Te pergunto se és Tu, mas Tu não te desvelas e eu cá vou e tu cá vais e o dia está lindo, o festival Alkantara está na cidade, ontem cheguei tarde, hoje irei ver o anel, com uma bela menina amada que me convidou, se ainda estiver nessa hora acordado, pois o sono anda intermitente com a escrita e em raro ciclo neste estranho paraíso onde os homens irmãos se continuam a combater e a matar em regular cadência.

Talvez te encontre e façamos um mapa com grãos de areia e pózinhos de pirlimpimpim de amor
A vida é grande e muito bela e está um belo dia de sol, com ventos de espírito que se agitam e agitam.

Ah, Amada Mais Amada, ainda não te disse que a cidade está cheia de belas vaquinhas e que caso estranho de hospital e policia com uma, mesmo houve.

beijo-Te lento e lânguido

T e T e A antes e depois de outros simbolos
J e A
T e C