domingo, janeiro 07, 2007

Amada, perdoa-me por Te ter encontrado neste estranho tempo do mundo, que é mais ele que eu, e eu e Tu somos Ele e se calhar me tornei eu um pouco diferente do que era, se tal é possivel acontecer e todo eu Te anseio, porque estás Inteira dentro de mim, Te trago em mim a todas as horas sem tempo e nunca assim senti e estou num bar a te escrever estas letras e a rua está cheia de jovens e vejo a felicidade em todas as faces, ou sou eu que a transporta em meu sorrir e depois aquela rádio do ar que um dia Tu fizeste minha me canta em voz femenina, que te lançei um feitiço de amor e eu te respondo no ar que foste Tu, sabendo que nem sou eu nem Tu, foi o Amor, que nos assim nos Fez, Faz e Trás e depois era novembro e eu morri no meio de uma enorme tempestade onde de Ti e de tudo, tudo ouvi, e os dias e as noites se casavam no eterno e eu sofri até uma frase que ouvi, que me dizia assim, não o devia ter abandonado naquela tremenda batalha, e aí eu percebi, que me amavas e serenei e depois continuou a chuva o vento, a tremenda discussão de todas as vozes da voz e a Rosa que És e depois no fim daquela noite imensa que atravessou as semanas e os meses, quando estava a adormecer, ouvi-Te dizer, meu amor, tinha que saber, tinha que saber se me amavas e eu respondi-Te o que sempre Te disse, e não seria mais fácil deixar que eu Te beijasse os lábios, que assim o poderias em doce e lento e bom, saber, mas eu que Te amo, trago-Te sempre Livre, e aceito tudo que me dás na forma em que o dás e se quiseres a mim chegar, ou me dar um mapa para a ti, eu chegar, quando te encontrar, farei para ti uma invisivel tesoura de fino cristal que depositarei em tuas mãos e que servirá para cortares o fio do amor que nos une e trás e leva assim unidos, se alguma vez Te sentires por mim presa e rezo, rezo muito a à Luz e a Deus e a Ti para que assim nunca por mim aconteça e se cortares esse fio, se me cortará tambem meu coração e eu de novo morrerei em teus braços e por favor, não chegues nunca por uma noite ou um dia só, que meu coração não aguentaria, encontrar-Te para depois Te ver partir e sempre és e serás livre para partir e chegar e me recordo de um dia as tuas palavras me terem levado em meu imaginar por um instante a uma mesma casa, com um umbral aberto sem porta, onde estavas tu de um lado a escrever e eu de outro, e depois eu olhava-te e olhava-te muito e pensava para mim que se calhar não, pois ficava a olhar-te através da umbreira e a olhar-Te e nada consiga mais fazer e só me apetece beijar-Te e beijar-Te e beijar-Te e será lento ou rápido como for Tua vontade e se o quiseres eu irei até ao Infinito e Mais além e pararei o tempo e a rotação do cosmos para que nem um cabelo Teu se agite em nenhuma pressa precipitada ou velocidade acelerada quando meus dedos Te afagarem, que eu não trago nenhuma e Te trago Inteira em mim e eu tambem não sei mais de mim, assim vou sem ir e chego sem chegar e parto sem partir e escrevi-Te um caderno inteiro e quando escrevo assuntos mais tristes do mundo que ando a tratar, se me interrompem as letras negras e só tenho vontade de Te escrever letras de Amor, a assim o faço e nada se termina e assim é, pois estou em eterno constante dialogo contigo em tudo o que se me cruza, no dentro e fora do mesmo uno lugar e deixa-me escrever-Te aqui, que o senhor já me disse que quer fechar, que trago um pressentir em mim, que cada vez que nossos lábios se beijam, as flores do mundo desabrocham em todos os lugares. AMO-TE