quarta-feira, janeiro 24, 2007

Ah Amada quando me falas assim tudo eu Te anseio e fico a ansiar

Devem Louvar os Homens Tua Existência, Teu Existir, O Amor Que És
Por Ti e pelo Amor Se Salvam Eles Sem Mesmo O Saber

dias dificeis para manter abertas as janelas mesmo ao amor e ao amar e está frio amada, está muito frio e ficou de repente tudo a nevar como no outro dia, que agora escrevia, sabes amada o mundo a vida, o cosmo, o teus olhos e olhar são redondos como uma gota de mel em minhas mãos e o tempo não existe e vivem quase todos no irreal do sonho que a vida não é mesmo quando me encaixo em Ti por detrás como duas conchinhas do mar e mais duas, minhas mãos em teus peitos e todo inteiro adormeço em teus sonhos e sonhar, tudo é eterno, não existe começo nem fim, o eterno cresce, é continuo crescer, como meu amor por ti, ah amada, que Te amo sem saber quem és, e é assim o amor em verdade, verdadeiro, verdadinha, uma ligação de espirito, do espirito do coração, do coração do espirito, na casa onde os dois vivemos, casa sem muros, sem paredes e sem tecto, só colchão eterno do amor aterno, beijo-te, vem cá, beijinhos redondinhos em teu pescoço, a mão, ah a mão é malandra e nunca gosta de estar quieta e uma mulher é sempre mais bonita nua, nua, como a própria lua, ah as mãos, as mãos mexem-se, as mãos mexem-te e fazem sorrir sorrisos, ah amada está frio, muito frio, a neve cai lá fora e eu pressinto em Ti, um pedaço dele e me dizes e me falas e me sussuras em todas as faces de todas as mulheres e assim me ensandesces, me falas em todas as falas, em todos os doces sussuros de amor que chegam a meu ouvir e eu te amo baixinho, sussurante como na voz daquela bela menina francesa, que um dia amada amiga me ofereceu e eu Te ouvi a Ti vezes sem fundo, vezes vezes uma âncora onde ancorei que me salvou de aí no mar afundar. ironica a vida, amada, dizem e com razão, falo eu aqui de como os maçonicos estavam contentes à luz do que entendi do que se passou no ultimo reequilibrio das eternas e comezinhas e terroristas lutas de poderes e poderzinhos e de quintais e quintaizinhos e de cowbois e cowboizinhos e de indios de indiozinhos, e destes e daqueles e ainda daqueletroutos de todas as cores, amada, pois tudo está em tudo e tudo somado faz o todo e todos são o mesmo nas suas diferenças e vivem enquanto vivem e assim não vivem, assim morrem e matam sem parar e depois hoje se foi um grande Homem, um grande maçónico, e eu sou maçónico mas não são maçónicos os que um dia me deram uma ficha de inscrição onde deveria por o nome de meus inimigos e sou da Ordem de Fénix e da Astro Argentum e sou da Ordem do Templo e sou Judeu e sou Muculmano e sou Indio e sou Cowboi e sou Cristão e sou Indu e da Obra de Deus e sou de todos e de todo e tudo e não sou nada e não trago ao que saiba cartão de nenhum deles, nem entro, nem forço portas fechadas e aceito todos os convites e entro e saio como Tu que sais e entras em minha casa sem portas, quando Tua vontade assim Te dita, e menos ainda sou amada quando preferes a distância dos meus abraços, e uns dizem que Deus existe e outros não e um dia houve na Maçonaria em Portugal um Grão Mestre do Templo que vivia em Deus e que não deixou por isso de ser aceite como Grão Mestre, mas depois mais é impensável, que as diferenças são sempre maiores do que as semelhanças, temos que as pôr assim, se não não sabemos mais quem somos e tudo ou parte do tudo e do todo que sempre é parte, é secreto, tão secreto que chega de fora um malandro que seja, ou muitos e armam entre os irmãos a grande confusão e todos se guerreiam e se matam entre si e os outros a rir, por isso amada gosto mais de te ver sem oculos de sol, teus olhos são bonitos e me falam e repouso neles amada e minha senha para ti é simples, ama-me ama-me devagarinho, muito devagarinho, chega, chega-me e me diz, sonhei o amor contigo, abri meus olhos ao perto dos teus e te vi, eras tu, eram teus olhos que se olhavam no olhar, era fundo, doce e leal, era fundo alegre e profundo, cheiram as rosas, Ah a deusa no triangulo ao sul do equador, Ah o triangulo, me falas de agua e todo eu fico fogo, e sonhei-Te eu que chegavas e me dizias, amado, beija a deusa, beija o botão da minha rosa, olha como abro para ti minhas pétalas, ah amada esta é a tua chave e a minha chave do sempre Aberto no sempre Aberto, que a Tua trago eu em meu coração desde toda a eternidade, que te busco, que te encontro e te perco, ah palavras amada, palavras , leva-as o vento e são doces como quando te gemo em amor e me faço bébe e me faço menino e sorrio contigo a brincar em nosso leito de amor, e brincamos com elas de todas as formas e as sopesamos e as viramos de su avesso para as entender, e as sopramos no verão pelas janelas abertas como doces borboletas e elas vão a voar por toda a cidade, e uns que sim, e outros que não, e uns lhe chamam assim, e outros assado e outros talvez que moram com os pés em dois lado da mesma terra e assim vão sem equilibrio em eterno eternizado a balouçar, e escreve o livro do simples vaticinio, e um estranho livro dá a costa e a pilhagem se faz, como que a prová-lo e mais um desastre ambiental em perspectiva e sabe Deus o que mais lá virá, ah amada que está muito frio, chega cá a mim para eu te aqueçer, desenho para ti com petalas no chão do quarto uma doce mandala, lavo-Te os Pés , o Corpo e Teu Cabelo, lavo-os numa tina esmaltada de branco com agua quente para te aqueçer e os ventos loucos pela mão dos homens e seu mal fazer pela mãe terra e as temperaturas em sobe e desce de pico a pico, tudo estragado, tanto a compor e a guerra continua todos dias a mortantade, as bombas, os homens diziam, não são homens, são mulheres, devem falar das mulheres que se tornaram homens, mas essas não habitam lá no local onde agora as bombas explodem, talvez amanhã, estará para breve se assim continuar-mos todos parados, falavam certamente de algumas que habitam a nosso lado na minha e na tua cidade, ah amada que a loucura não tem género, dá a todos e vão todos infectados com as doenças da violência e das arrogâncias, párem, párem, párem, fazem as letras a metralhar a paz , metralha de paz e de amor para acabar com todas as guerras e o guerrear, ah davos, dêem bolas as crianças em Africa que as bolas são como o mundo e os corações mas não se esqueçam de lhes dar de comer e meios para produzir e tecto para as abrigar e saude e o que fizer falta e dêem bolas que as bolas são redondas e vai muita gente aos estádios e as crianças ficam felizes a jogar e os sorrisos e assim os sorrisos e a boa disposição e a alegria habitam o lugar, morrem, amada, morrem todos os dias em regular cadência e me dizias Tu que tinhas as mãos cheias de sangue, temos sim, temos todos amada, todos nós trazemos nossas mãos manchadas de sangue e nós somos amor, nós somos a geração do amor e tudo isto vai parado ou lento de mais e a queda à frente sorrateira todos os dias mostra feia face e grita, grita-nos a todos, venham cá, venham à boca de cronos que habita nos homens, que tenho fome, quero muito comer, carninha branca de todos os bebezinhos do mundo e adultos para compor a barriguinha, ah amada doçura e força, doçura e realidade, realidade doce, ah amada porque não chegas que o belo desenho dava conta do pavio estar curto, ah amada que é boa na distância a pontaria do império do meio e pontaria é coisa boa quando acerto contigo e o mal são os duzentos mil pedaçinhos a derivar no espaço e um dia partiremos para as estrelas, a nelas morar e rezei a Deus para que neles não bate nenhum dos futuros navios, que mesmo o céu, o homem suja e está cheio de milhões de padaçinhos a vagar e era o desenho, um pavio, um pavio de saltar para cima de Ti, ou por baixo ou pelo lado, que interessa, o que interessa e estar a teu lado a saltar, não é pavio de bomba, só tem longo derreter nas suas pausas, mais um mar que se junta e que cresçe e se faz de dois um, faz som liquido, que não é agudo como os fragmentos da bomba no saco de plástico, não saem farpas, saem perfumes de amor, só perfume do amor em amor que eu te amo tanto, tanto que estou pronto a explodir, explodem meus beijos em ti suaves explodires, ao perto vejo tua pele a iriçar-se, os pelinhos em pé, as estrelas moram em Ti, inteira vejo-Te Universo e a beleza e o belo amor, que o amor é belo e beleza é assim eu amar-Te no éter a entreter a vida em doces canções de amor, todas as vezes que nos deitamos juntos e no novo dia acordamos e abrimos os olhos espantados ao mundo, a ver, ver, a navegar, a navegar, a amar, amar-Te, ah amada meu plano era mesmo convidar-te para vir morar debaixo de um grande cobertor, levava um pote de mel do meu amigo ursinho puf e ficava contigo a conversar em versos de mãos e palavras sem som, ou nem levava o pote, levava-me a mim e a Ti, que mel melhor junto não há, ah amada de dante, me recordo um prefácio, um prefácio à uma antiga edição em português, se bem me lembro escrita pela mão de antónio ferro, dava ele conta de dois amigos que viram um vez a ele, olhando uma fogueira da inquisição a arder, alguém lá dentro a esturricar e viam os amigos dante a olhar, a olhar o horror do arder, os olhos de dante todos feito à imagem horror, estaria o horror em dante, seria dante naquele momento o horror, ou viveria dante o horror naquilo que vendo vivia, do mal feito pela mão humana e seus olhos espelhavam a inteira comprensão do mistério de Deus, onde o mal tambem está, se bem que Ele seja o Bem Por Sua Divina Vontade, assim vivia ele em sua carne pelo seus olhos a divina comédia dos homens, e os homens cegos, conduzidos pelos perversos e pecadores que indicam e apontam o dedo aos inocentes e pretendem continuar a queimá-los em todas as fogueiras e eu aqui em Ti, lhes deito água em cima para as apagar, que fogo, só mesmo o do amor.