quinta-feira, janeiro 25, 2007

Irmão António Viegas, era novembro e eu de novo morri, morri em parte das três, uma em teus braços e decidi partir para longe de ti e assim vou ficando.

E vi-te durante dois anos, seriam, sentado num sofá a tentares colar de novo teu coração, assim o via, que desde essa altura fiquei em dúvida.

Uma mulher, uma relação com uma mulher que acabara mal e que está segundo tuas palavras em tribunal porque te acusa ela de lhe teres batido.

E tu me contaste um dia que sim que lhe tinhas batido uma vez, quanda a tampa saltou depois de uma pressão muito extensa e danos no tempo.

Os pormenores que me deste assim me convenceram, pois eu conheço bem a natureza humana e sei como pode ser nas vezes muito mais danosa uma tortura psicologica que fisica.

Disses-te tambem que como lhe tinhas batido uma vez, estavas tramado face à lei dos homens e razão tens porque muitos continuam a pensar que os homens e as mulheres são seres distintos e que as segundas necessitam mais protecção do que os primeiros e isto só em parte é verdade, pois a força psiquica é muito mais vasta e superior que a fisica se bem que a fisica pode terminar mais facilmente com a vida de alguém, e de igual modo a primeira tambem o pode fazer, quanto as duas não são só uma, distintas facetas complementares das mesma força que reside no coração dos Seres.

És tu um homem da música, dos sons, das paisagens sonoras como bem lhes costumas carismar e vi a tua mão que te foi partida em Monsanto quando um grupo de homens pela noite para lá te levou , te bateram e partiram a mão que usas para tocar piano e que tambem demorou a meus olhos igual tempo para sarar na parte que lhe é possivel, pois desfigurada em parte, ela ficou, a mulher, não, que a conhecem meus olhos tambem.

E me deste conta dos hábitos dessa mulher, do seu elevado e continuo consumo de coca e conheço eu a essa substância o suficiente, para saber como quem a consome em regularidade e porventura em exagero, se tornam irritadiços, de como se tornam emocionalmente muitos instáveis e que fazem assim dano psicológico a quem vai a seu lado e partilha os dias e de como ele se torna assim por vezes de extrema violência psicológica.

E recordo um dia de estarmos no majong sentados os dois a uma mesa e e senhora noutra com um jovem rapaz, mais uma das suas aquisições de coração, como dizias e com certa razão, a senhora que se alimenta da vampiragem psiquica e que faz dos amantes aliados de suas guerras e quando os dois se levantam e saem e tem de passar por nossa mesa que estava à saída, o rapaz, para por um instante e cuspe-te em cima da testa e eu a ver-te a ficar parado, quando eles continuam a sair.

E um dia mais tarde em tua casa, lembrei-me do que vira e me disse e te disse, olha antónio, eu deveria ser tua testemunha no tribunal, pois lembras-te da cuspidela, o rapaz não tinha nada contra ti e o fez, e meus olhos viram, e se ele não tinha razão em faze-lo, pois nenhuma interacção ali se passara, ela seria fruto do que a senhora lhe teria contado e se eu contar o que vi no tribunal, este facto que presenciei dá conta de uma faceta da senhora, que aparentemente ninguém parece ver, se calhar pelos seus apoios , pelos apoios politicos e de outros grupos que tem, que lhe dão cobertura e lhe garantem subsídios, assim a ti me ofereci e nunca tu me disseste, está bem, mas uma vez ofertado, sempre ofertado.

E sei que o rapaz o fizera a mando ou sobre influência da senhora, a vangloriar-se perante ela ou a pretender tornar-se maior a seus olhos, porque tu me falaste dele, de como quando ele começara a trabalhar na companhia, tu o protegeras e acarinharas.

E me deste tu guarida muitas noites, quando eu já não tinha nem dinheiro para electricidade, nem net em minha própria casa e assim pelo teu fio ao mundo muitas vezes me liguei e vi-te tambem a viver do que sempre me disseste ser, caridade, de amigos que te emprestavam dinheiro e de tua mãe que lá vai de vez em quando levar-te um franguinho da guia, aqueles que são saborosos como tu dizes e minha boca algumas vezes confirmou, e te vi como eu, a comer spagheti com spagheti e te levei nos ultimos tempos comida, noite sim, noite sim, e partilhei muitas vezes o pouco dinheiro que tinha e tenho tambem por caridade contigo, numa ida às bombas ao meio da noite para comprar um pão ou algo do genero.

E outro dia houve, em que foi julgado ao vivo, sem presença de nenhum homem e sempre senti em meu coração que de alguma forma estavas ligado ao episódio, porque estavas naquele momento em que tudo começou ligado a net comigo a falar e percebi por raciocínio depois que era assim e quando aquilo acalmou me dirigi a tua casa para te questionar e tu não estavas nem estiveste lá durante uma serie de dias e me recordo da primeira noite quando lá cheguei, de como o vento de repente se levantou, de como quando bati à tua porta , a claraboia tremeu com o vento, como se estivesse pronta a cair, como um pequeno tufão se estivesse a levantar e depois de uns dias lá voltaste de cabelo rapado e eu pensei para mim, parece que esteve preso e fomos jantar e te perguntei e perguntei e tu sempre negaste fazendo de conta ou assim parecendo a meus olhos que não terias nada a ver com aquilo, se é que houvera um aquilo e por aí adinate na indefinição da sombra e assim deixei o assunto estar e a vida continuou.

E um dia ao chegar a tua casa uma estrela do céu vertical caiu e eu percebi ao chegar ao largo que eras tu que ias na ambulância e segui-a e estive no hospital contigo a teu lado até saber que estavas fora de perigo e vi-te na imensa dificuldade de te curares, de curares o mal que te fizeram ao longo dos tempos, da imensa maldade humana que alguns se dão ao luxo de a outros fazerem, partindo-lhes assim os corações.

Era uma estranha estrela, parecia mais um foguete que caia vertical de baixa altura e que ardia como uma estrelinha em seu cair.

E depois era novembro e morri, dormira uma ou duas vezes em tua casa na sala, quando demasiado fatigado de passar a noite inteira a escrever, te pedi para lá ficar e em dia seguido me vieste com uma conversa onde me disseste, então diz lá, sempre fizeste mal à rapariga e eu te preguntei, qual rapariga e tu disses-te a rapariga, sem mais nada acrescentar e eu se sim, como o sabes e tu disseste-me que me tinhas ouvido dizer quando estava a dormir e eu sorri-te porque não sei muito do que sonho, outras vezes sim , pedaços e sei o que vivo do mundo e de como o trago dentro de mim, mas tudo aquilo suou a estranho e depois veio a acusação pior, que eu tinha morto um homem, e eu que homem e tu nada disses-te e acrescentas-te que eu um noite tinha lá chegado e te tinha confessado que o tinha morto e eu espantado, espantado quando ainda me posso espantar, com o que na minha vida me tem acontecido nestes ultimos anos, e neguei o que me disseste e depois de pensar no assunto, me disse, o amor que lhe trago não me obriga a ouvir estas acusações e um dia não voltei mais a tua casa e agora quando estou a escrever isto, uma palavras se enganou, e de repente me apareceu, sis.

E é tudo o que sei, sei em meu coração e consciencia do pensar que estiveste de alguma forma ligado ao julgamento que me fizeram e que se inscreveu numa tentativa de me conduzir ao suicídio por diversas induções e não sei de que forma, se calhar e partindo do princípio que terás sido o sis ou outro qualquer sistema de informação a fazê-lo, a isso terás sido obrigado e só posso mesmo ao longe agradecer, por teres sido o primeiro e unico homem que até ao momento o fez cara na cara, ainda que mentindo, pois me é evidente que graves acusações são contra a minha pessoa mantida, pois só assim em parte se poderá justificar este silêncio a que me condenam e todas as grandes maroscas que me tem feito a mim e a meu filho.

E sobre a parte desta história contigo, na distância do passar do tempo, só me pergunto se tu não terias sido para mim, uma especie de fiel mandado da acusação de terceiros, o fiel vingador, o constante Inquiridor, de quem? me pergunto e sei que um dia que não virá muito distante, tudo isto se esclarecerá, a Deus a Luz da Verdade, é sempre meu voto e te digo, que desconto como sempre descontou meu coração de ti, o saber da tua dor e da tua mágoa, e me recordo do retrato de tua infância e de ver nele um menino de oiro, mas o homem que hoje és, não só transporta o oiro da eterna infância, transporta tambem em si muita dor e violência, tambem te tornaste tu, violento, não no plano do seu exercicio em forma fisica que tal nunca em ti testemunhei, mas no psicológico, coisa que não é potencialmente dificil para quem sabe tanto na idade que tem.

Não me esqueci da presença de uma rapariga que vi em tua casa uns dias e que depois nunca mais aí a vi, que pintava e te ofereceu um quadro e que cozinhou para nós os três uma noite, sempre fiquei a pensar e partilhei contigo que me parecia uma possibilidade, quando ao hospital foste parar, se não teria sido alguma coisa comida.

Tambem não me esqueci de outra, que vi um dia a arrancar de carro, durante o dia quando à tua porta cheguei, pareceu-me que fugia de ser por mim vista.

Deus e os homens trarão como sempre a Verdade da Luz e a Luz da Verdade sobre Todas estas Palavras deste Livro da Vida Que Aqui Vou Escrevendo e Agora Fechando.

E ouço eu sempre com toda a atenção o que os homens dizem e me dizem e levo-os smpre a sério mesmo quando estão a brincar e sei deste podre país com leis tortas,na mais das vezes nem cumpridas, onde não é garantido o direito do contraditório e de defesa durante um processo de acusação, belo mecanismo que permite a quem se conluiar para acusar um outro de o manter assim numa especie de limbo que se etreniza, que serve nas vezes para lhe dar cabo completa da sua vida, de pretexto para afastar seus filhos, leis à medida da corrupção, leis à medida dos compadrios, leis à medida do poderoso profanos do pó que são, leis que dizem em sua essência que no tratamento do estado para o ser individual, vale tudo no jogo da desproporção, leis fascistas que não dão direito a um ser, nem de saber se o acusam e de quê, e assim o mantem à revelia de outras leis, condenado e preso sem ele mesmo saber.

E visto que nem hoje sei ao certo se contra mim trazem acusação, se existe algum processo de investigação em curso sobre a minha pessoa, vos inquiro aqui em forma pública, direito que me assiste ainda neste estado de direito torto.

Filhos de uma Grandessísima Babilónia, acusais-me ainda de quê?

Respondam ou calem-se de vez depois de fazer o minimo que vos mandará a dignidade e o respeito pelo outro se é que ainda o tem, de me esclarecer.

Digam-me, se estou pela natureza deste mal feito, autorizado a Rezar a Deus para vos levar a todos para o Inferno, um outro que existe aqui ao lado nu mesmo lado do inferno em que trazem e fazem a tantos o viver, a única diferença, é que deixais de respirar, para quê se já não o fazeis, pois respirar é viver e vocês estão mortos em vida, levam a vida morta e fazem e propiciam a morte, a prepotência, o roubo dos filhos.

E no País de todas as corrupções e compadrios, ter uma lei que não permite a um cidadão saber do que é acusado, caso o seja, é propociar a toda a velocidade, a existência das fogueiras, é fácil assim queimar ou mandar queimar alguém ou algum, basta ter os contactos certos, os conhecimentos certos, as dependências certas, as malévolas intenções e assim quantos levaram já à morte ou aà prisão, quantos mataram?

Serão as policias burras, que não consigam às claras apanhar e descobrir o que há a descobrir quando algum é acusado?

Será preciso proteger a sua eventual inépcia, pondo-os em posição de vantagem sobre quem acusam?Não é o direito de defesa inalianavel?

Como o trazem protegido, o direito, como o consignam em termos práticos?

ah é bem ser poderoso em Portugal, conhecer muitos poderosos, olear mãos aqui e beija mãos acola, mais vénia menos vénia, se pode lixar por completo a vida a um, por largo anos.

Bestas, Filhos da Grande Babilónia, é o que sois assim, é o que fomentais, é o que assim vos tornais e ainda me sopram as trovas do vento a acusação de que eu é que sou o cruel.

Sem vergonhas descarados e nús, olhem-se ao espelho.não admito nem funciono com ameaças, à emoção, todo o espaço, à ameaça nenhum, nem chantagem me movem ou demovem, e abomino quem ofereçe seu corpo ou alma para como dizem pagar pecados alheios, admiro os sacrificios e o acto de quem por outro se ofereçe, mas nunca assim aceitarei, e de mesmo modo não julgo outro, sem ouvir sua argumentação e de mesmo modo não calo o que vejo e o que sei e o que não sei.

Vadre retro pequenos satanazes , tiranos de tudo e do nada, sois pó.

E mudem a lei, criem o direito e os processos para que um se possa defender durante a instrução seja do que fôr que lhe ponham com direito, ou torto, em cima de seus ombros.

Depois um dia mais tarde num jornal, quatro caras em fila deitada, um senhor, a senhora, mais dois senhores, seria um bando dos quatro nas linhas do Destino da Vida a que uns chamam de aleatório? ou o sis português, a cia de cá?