domingo, julho 22, 2007

ah bela gatinha dos olhos negros grandes e doces, abri hoje o jornal e me dei conta que de novo aqui estais, que bom são os ouvidos das gentes deste país que rapidamente descobrem o belo e a ele se habituam, e o querem sempre mais,

ah bela gatinha menina filha de uma bela cítara do espirito do amor,de voz doce, gaiata feliz e ronronante, que as belas palmeiras do jardim se inclinem a seu estar e dançem embaladas em seus belos trinados, assim lhe deseja a si, o amor

parece que o fecharam por momento o jardim, que pena em mim, que nem escudos, nem pennys nem dinares trago em meus bolsos, mas ouço-a cantar sempre em meu coração, em continuo zoom, das partes dentro das partes do todo,ou do todo nas partes, que um está no outro e o outro no outro quanto outro é um outro, por todo o infinito e mais além em todos os multiplos nomes do amor

e recordei ao olhá-la enconstada na ombreira de um portal, de ter ouvido a seu pai, nos concertos do passeio, não sei em que ano, se no anterior ou antes, recordo que estava parado frente á estação de roma entre o hotel lucrécia e o teatro maria matos e estava no carro verde de minha mãe e em meu coração, ia naquele fim de tarde um vazio grande e depois liguei o rádio e ouvi a citára de seu pai e assim me deixei ficar e de novo no fim estava contente de contentado, pois navegara naqueles belos improvisos e gosto muito daqueles concertos onde a musica sagrada se mistura táo bem com o profano da vida, onde as gentes estão descontraidas e se exala no ar a alegria dos dias comuns

bem haja gatinha, quem sabe torno eu hoje a ver sua cara de lua redondinha no luar ao passar, se assim for prometo-lhe que desta vez a paro um instante se for essa sua vontade, que as gatas andam por onde querem com quem querem, que seja sempre como elas feliz

é só um beijinho que aqui lhe vim deixar, a beleza assim me inspira e depois nascem beijinhos, eu por aqui a seu lado no perto pertinho longe ao perto, oiço sempre sons de amor que dialogam com meu pensamento, são de minha amada e do amor