sexta-feira, agosto 14, 2009




Ah, doce senhora de meu coraçao
Vos vejo em vosso longo pereplio
Cansada de tanto caminhar
Em bem fazer
Talvez mesmo um bocado doente
Na esperança, que não

A hd o ce s en hor ad e me u cora são V os vejo em v osso long o pere p l io do lio, can s ad a de t anto cam in h ar em b em f az e rato T alvez me sm o um b oco do en te n a esperança, q ue n cão, P o is em dia n cão mui t o i id o Uma c one r s a p elo es pi rito
As si made ria de al g eu maior me f alo u

E me espanto senhora
Como seus passos em mim
Aqui se reflectem
Como se viajasse ao longe consigo

e me es pan to s en hor ac omo se us passos em mim a qui se refe l ct set em
C omo se via j ass e ao l ob e longe co ns si g o

Vos vejo
Bem recebida
pelas gentes
Escuto vossas certas palavras
E contente fica meu coraçao

V os vejo B em rec e v id a Ep lo as g en t es Es cu t os v os sas v cc e rta s pala av v ra se c on t en te f ica me u cora sao

Que a luz do amor
Vossos Passos
Sempre Guie
E
Sempre vos proteja

Q ue a l us do amo mor V os o sP ass o Gui e S Se mp re v os pro teja


Nesta viagem em algo simétrica
Vos Vejo ontem chegar a terra conhecida e amada
Vejo-nos a vos mostrar o casaco cor de rosa feminino
Que tirais de vossos ombros e em seu desenho
Vejo o alicate a preto e branco figurado
que aqui acabara de ressoar
Alicate com um desenho especifico
Como uma tenaz,

Nest a via ge made ria em a l g o s i met ric a V os Vejo on te ce h a g ra terra c on he cida e am ad a Vejo do traço ingles nós a v os mos t r aro do casaco cor de rosa feminino, Q ue tir rai s d e v ossos om bras e em s eu de s en h o Vejo o ali cate a preto e branco figu r ad o q ue a qui aca bar a de r esso ar Al i cate com um de s en h o es pe ci fic o C omo uma t en az,

Ontem tinha dado pela tarde
Em cima da chaise longa de meus avos
Com o alicate isolado de pontas de prata
E cobertura laranja com os bicos virados
para baixo sobre o envelope feito a mao
com o fecho de cordame como um furacão


On te maior tinha do dado p el a t arde Em c ima d a c h a ise log a dd e me us av os
Com o ali cate is sol ad o de pontas de p rta cee e c on re tura laranja com os dos bicos v irados para ba ix o s ob reo en velo lope feito a mao com o f e cho de c o r dam am dame com o um f ur ac cao do furacão

uma outra lupa ali esta
a maior que trago e marca ela com seu circulo
o apocalipse com a musica do filme de coppola

uma u t ra lupa al ie sta, a maio r q ue t rago e ma arca el ac om se eu c irc u lo o ap o cal y pse com a mu sica do fil med e cop pola da ola

reparo nos objectos id dispostos
que uma cinza mora lai ao lado
em cima do desenho da bela bailarina
que dança ao sol

rep arao nos ob ject os id di s post os q ue uma cinza mora la ia o lado em c ima do de s en h o da bela ba ila rina q ue dan ç a ao sol

meu coraçao estremece ao momento
ao ver aquele estranho pressagio

me u cora sao est rem e ç e a o meo mo men t o a ove r a q u eel le est ra anho press a g io

pego no alicate e o trago e o poiso
sobre o cinzeiro grande de vidro
que um dia um rapaz me ofereceu
salvo erro das bandas da marinha grande
com o símbolo da latina em seu fundo
cheio de baetas queimadas e quando
de novo o olho, na cruz do vaso
desenha ele um outro com um delta
de garras abertas para abaixo virado

pego no do ali cate e o t rago e o p oi is o s ob reo c in ze iro g ar rn dede v id roque um dia um ra p az me o fere c eu s alvo e r roda s bandas da marinha g rand e com o s im b olo da la t ina em s eu fun do, che io de ba eta s q eu ima mad as e qua ua ando de n ovo o olho, na cruz do quadrado da ova do vaso, de s en h a el le um outro com do primeiro delta de garras ab e rta s para ab ix o ov vaso do irado


os sulcos no interior dos dentes do alicate
desenham em suas pontas curvas uma cobra
e de seguida sulcos em ondas
que agora ao vê-las percebo
a semelhança com a cortina das contas
da rapariga da foto de jonvelle,
aquelas onde se figura o angulo do cotovelo da echarpe
como um véus de isis

os dos sulcos, sul cos, no inter ior dos d en t es do ali cate d es en ham am em s ua as das pontas c ru uvas uma cobra, e de e guida sul cos em e ma ondas q ue a g ro aa ove lo s per rc e bd o a semem l h ança com da primeira cortina, germany, ger maior da any, das contas da rapariga da f oto de j on vela do vaso da elle, a q u lea s o onda se figu ra o ang gula di io co tv elo da e c h arpe com o um v eu s d e iss sis do assis, ps

a imagem me diz
do alicate cujas pontas curvas encostam
ao cinzeiro que de lado figura o cálice

a ima mage mai iro me di zorro do ali cate cu j as pontas c ur v as en cos tam am
a o cin ze iroque, yorque, de l ado fu g ur a o cali ice, c al ce cal cine alice

o símbolo do cordame enrolado
já de novo me tinha aparecido
na primeira visão do veleiro do sean do paquito
á ré ali estava assim como é normal enrolar nos convés
o cordame da vela

o s im b olo do c or dame am dam en rol ad o j á d e n ovo me tinha ap ar rec cd dd di do io na prime ira vi isa sao do veleiro do sean do pa q eu it o á ré al i es tva as si m c omo é norma l en rol ar nos c on vaso es do circulo do cor dame da ave da vela

na sala no mesmo sitio ontem olhara
o livro do mestre lima de freitas que estava
aberto na gravura da fenda na paisagem
ou homenagem a bellini que a mim
em minha memória me remete para roma
a seu lado o inicio da secção sete dos retratos

na da sala no do mesmo si tio on te m ol hara o l iv rodo mes te lima de fr e it as q ue est ava ab e rto na gravura da fenda na pa isa sage ge mo u h om mena en a gema bellini q ue a mim em min h a m emo ria me reme te para roma a s eu lado o i ni cio da sec sao sete dos r e t ratos

o homem , a própria terra passará! Há-de passar a
noite e o dia e luz do sol! E tudo passará...
mas a saudade não passará jamais
e há-de ficar ( porque ela é o infinito e a Eternidade)
sobrevivente aos mundos e às estrelas
Teixeira de pascoaes

O h om me ma por rp ria terra p ass rá s eta c rav no chao H á do traço ingles de p ass ar a primeira do ano da noite e o dia e l uz do sol! E tudo p ass sará... masa saudade n cão p as sara do acento sd do c irc uk o do jamais, lino, ps, e h á do traço ingles de fi car ( por q ue el a é o in fi ni to e a E te rn id ad a) s ob r e vi v ente a os mundos e às estrelas
Te x ix e ira de p as co a es

na paisagem que o mestre figurou
uma senhora gravida sentada com
seios desnudados sentada nas ruínas
das pedras onde um arco se encontra quebrado

na p as ia ge maior do que o mestre figu ro u uma s en hor a g ar v o ida s en t ad ac om
se is o d es nu dade s en t ad ana s rui ina s d as ped ar as onda de um do arco se en c on t ra q eu br ad o se eve vê, a o fun do a g rand e fenda em to ns de terra com o um can y on em s ua dimensao, design, e d ep o isa primeira terra verde jante

pascoaes, é uma das ressonâncias que acabo de ver
neste nascer do di, assim uma mosca no meu pulso
me fez voltar o olhar para entender uma semelhante declinação
mas manterei a ordem do percurso em seu desvelar
folhei ontem o livro e fui dar a gravura da
homenagem a francisco de holanda feita em
mil novecentos e oitenta e sete

páscoa es, nas procissões, com os barretes como kkk, circulo máximo ref maneiristas, mane rita serpentes italianos, é uma das r es sena n cortez cia s q ue aca ab ode eve r
nest e na sc ser do di, as si mum mo s cano me u p u l s o me fez v l t ra o olhar para ene en der uma se ml la h n te dec l ina são mas mane t rei a ordem do per curs o em se u d es vela rato f ol he i on te emo l iv ro e f vaso do oi id ar a da gravura da h om men ge ma do francisco de holanda fa it a em mil novecentos, italia, e o ie t anta e sete

pois diversos elementos em sua figura
tinham acabado de ressoar no real dos passos

posi di versos el le lem en t os em s ua figu ra tinha do ham da am aca ab ad o de r esso ar no rea l dos passos

o primeiro que me chama a atenção é o ovo
que ele trás em sua mao
que ressoou tambem de imediato no tomate
que tinha rolado para debaixo da prateleira
que vi como sendo do esquilo
dos frutos secos dispostos como um escaparate
dos livros

o prime rio q ue me c ham a a t en sao é o ovo q ue el e t ra s em s ua mao q ue r ess uou de imediato no tom a te q ue tinha rol ad o para de ba ix o da p ra tele ira q ue vi c om o s en dodo esquilo d os fr u t os sec os di s post os como um esca pa rate d os li vaso ros


a armadura do cavaleiro trás um motivo
em posição invertida à do canapé
da senhora da fotografia de jonvelle
na imagem da relaçao com as torres
aqui é como se a omoplata que sustenta
as asas e o voo, se enrolasse acima do coraçao

qa arma mad dura do c ava el iro t ra s um m ot ivo em posi sic sao invertida a o do c ana ape da s en hora da f oto h g raf fia ia de j one eve vaso da elle na i mage made ria da relaçao com às das tor rr es a qui é com o sea primeira omo p la t a q ue s us t en t a
as asas e ov oo, se en orla ass e ac ima do c o raçao

sua armadura figura um cavaleiro do mar
um argonauta e neptuno é visível sobre ela
o capacete em sue topo tem escamas de peixe
uma cauda de um drago do mat com corpo
de cavalo marinho em sua cauda e
que figura um tres invertido e uma onda que
nele entra,
seu ouvido protegido com o um escudo de
pétalas de cruz e quatro circulos em seu redor
no capacete se vê ainda uma espécie de leao com
uma lingua de cobra e um olho de uma águia
assim são os seus elementos animais

s ua ra am ad ur a figu ra um c ava le iro do mar um argo na u t a e ne pt uno é v isi v el s ob re el a o capa cete em s ue top o te m es camas de peixe, uma c auda de um drago do mat com corp o de c ava alo do marinho em s ua c auda e q ue figu ur ra um t r es invertido e uma onda q eu ne le en t ra s eu o uv id o pro te gido com o um es cu dode
pet a sl as de c ru ze qa u t ro c irc u lo s em s eu red o rn no capa ac sete se eve a inda uma es pe cie de el aoc om uma l in g ua de cobra e um olho de uma a gui a as si m são os se us el lem en t os ani mais

os quatro circulos que foram montados em meu redor em dezembro quando tentaram mais uma vez a minha morte, assim no para g rafo ac ema tam am tambem se d es vela

ao lado a pintura
calmo na falsa morte
no túmulo de christian rosenkreutz
de fernando pessoa
A: C. R C
Hoc universi
Compemdium

Uius mihi

Sepulcro
Delta vaso de fogo
Primeiro anzol
Pe c
Primeira coluna

aol ado a pin u t ra cam mona f alsa sam am orte n bo t um mulo de christina da rose en kapa r eu da cruz do zorro do fernando da pessoa, ac do rc do homem do circulo s emi can tor univer si, do c om mp oe m di um Ui us m i hi com o V iv s m i hi S ep Pt pp Se p u l cd do delta da ava do vaso de fogo prime iro do anzol P e c P rim e ira co luna

Assim leio
Na pedra
Que é em parte
Ocultada por uma sombra
Que nel desenha um triângulo
Em relaçao inclinada
Com a mao que segura o
Livro vermelho da cruz contra o peito

As si m l e io na pedra q ue é em p arte O c uk l t ad ap por uma s om bra q eu en nel de s en h a um t ro angu u lo tor na s sol, em relaçao inc lina ad a c om a mao q ue segur a o
L iv ro ove vermelho da ac cruz c on t ra o peito do it o

Ontem a tarde no pingo doce, um rapaz de um casal, apontava a rapariga uma melancia que era como uma bola de raguebi e lhe dizia, a mim, queres jogar raguebi, soava aquilo em tom de desafio, como que acrescentando em sue oculto, com que então queres jogar raguebi

On cruz te ema t arde no pi n g o d o ce, um ra p az de um ca sal, ap ponta ava a ra pat riga uma mel lan cia q ue e ra c omo uma bola de ra g eu bi e le hd di z ia, am mim, q eu r es jo g ar ra g eu bi , sao av a q u i lo em tom dede safio, com o q ue ac r es x c en a t n do em s ue o cu l toc om q ue en tao o q eu r es jo g ar ra g eu bi

Em frente a loja chinesa, uma caixa que ali deixaram, trazia tambem o nome de apocalipse, e dizia made em china, como sugerindo que o de taiwan ali tivesse sido feito

Em fr en te a loja cho ine z a, uma dc aixa q ue al id e ix sara rta am, t ra z ia t am tambem do circulo do n om mede ap poc al ip pse, e di zoror ia made em ch ina, com o s u ger indo q ue o de t a i w an al i, anali, t iv ess e s id o feito

Na esquina da rua os legumes para saltear, me caíram ao chao depois de uma rapaz num grupo de quatro raparigas ter expressado um gesto com sua mao, olhei atras e vi a monta, a estranha montar onde o cio tantas vezes se ancora, e nela li, game over, assim diziam, e de seguida tal frase, shop one, adormeci antes mesmo de jantar

Na es q u ina da rua o os leg gum es para s al tear, me ca iram ao cha o d ep o is de uma r ap z num g ru pp dede q ua y t roda do quarto das ra p rig gás teresa e x pr e sado um g es to c om s ua mao, O l he i at ra ase se vi primeira ad da am monta, a est ra anha do montar, onda do circulo do cio t antas ser e p en te v e z es se anc cora, e n el a li, g am me ove vera ss em di z iam, e de sd guida t al fr ase, s h o p one, ad dor meci ant es me sm ode j antar, taxi, banda do porto

A salada pingava sobre prato da melo aberta e nela desenhava uma negra lua em quatro, para cima virada, o tom era de pingos de negro sangue ou de sangue negro, uma costeleta de porco, estava preparada para ser cozinhada, como um desenho quase de uma vesica, ou uma vesica que terá sido comida por um porco

A sala ad a pin g v a s ob re p rato da dam am do melo ab berta rta e n el a d es en h ava uma negra lua em quatro, para c ima vaso irada, o tom e ra de pingo s d en negro sangue o u de san g ue negro, uma cos tele eta de porco, est ava pr e para ad a para ser c oz in h ad a, com o um d es en h o q u ase de uma ave vaso da isca, o u uma v e sic da primeira aqui do ki, q ue e t ra s id o com id a por um p orco

Adormecera com estranhos pressentimentos, onde se misturavam linhas que escrevera pela tarde como respondendo a uma outra noticia da família kennedy, onde estranhos perfumes se iam desvelando, com gente despachada em contentores, e o barco do artic desaparecido, o cargueiro com aparentes madeiras que ressoava tambem nas madeira que vira em cima do veleiro alemão, e dos fios do contraplacado marítimo


Ad dor mec e ra com est ra anhos pr es en tim en t os, onda se mis ru r ava am das linhas q ue es c r e vera p el a t arde com o r es pon den do a uma outra not ti cia da f am il ia k en ne d y, onda est ra anhos per rf um es se iam d es cela lan ando, com da gente d es p ac h ad a em c on t en tor es, e o bar cod o ar rit de spa rec id o, o car gui do ie do ero com ap ar rec cn t es made ira s q ue r esso ava t am tambem na s made iraque vaso da ira em c ima do ove vele iro al ema mao, e dos fi os do c on t ra ap laca, pato, ado do circulo do marítimo, mar ari acento tim imo circulo do futebol



Continua, c on t un ia.....

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